Professora Dorinha é coautora do projeto que aprova uso da fosfoetanolamina contra câncer

Deputada Professora Dorinha: “Acesso deve ser público”

Deputada Professora Dorinha: “Acesso deve ser público”

A deputada Professora Dorinha (DEM) é coautora do Projeto de Lei 4639/16, que autoriza a produção e o uso da fosfoetanolamina sintética aos pacientes com câncer, aprovado na terça-feira, 8, no plenário da Câmara Federal. A matéria agora segue para análise do Senado Federal.
O texto permite que os pacientes façam uso da substância por livre escolha se diagnosticados com câncer e se assinarem termo de consentimento e responsabilidade. A opção pelo uso voluntário da fosfoetanolamina sintética não exclui o direito de acesso a outras modalidades terapêuticas.

A parlamentar pontuou que, apesar dos estudos não serem conclusivos, já há histórico de pacientes que tiveram melhoras significativas. De qualquer forma, ela defende que pesquisas sobre a substância continuem sendo feitas e o mais importante, que a população tenha acesso ao medicamento de forma justa. “Se for comprovado que essa substância tem realmente o poder de curar o câncer, milhares de pessoas com a doença renovarão a esperança. Mas é preciso que o acesso seja feito de forma adequada, sendo pública e gratuita ou com preço justo”, enfatizou.

A fosfoetanolamina é pesquisada pelo Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo, há cerca de 20 anos por meio de estudos conduzidos pelo professor aposentado da universidade Gilberto Orivaldo Chierice. A substância imita um composto que existe no organismo, o qual sinaliza as células cancerosas para que o sistema imunológico as reconheça e as remova. Os resultados podem variar de acordo com o sistema imunológico de cada paciente, mas há vários relatos de casos de regressão agressiva da doença e até de cura.

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