Pressão fez Amastha recuar da taxa de revisão do IPTU

Aumento chegaria a 300% em alguns lugares de Palmas, o que levou a forte reação contrária 

Pressionado pela população de Palmas, pela sociedade civil organizada e políticos opositores, o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), recuou da cobrança da taxa de revisão de IPTU e anunciou por meio do secretário de Finanças de Palmas, Christian Zini, na sexta-feira, 16, a retirada da cobrança.

Segundo um dos mais ferrenhos críticos da gestão – deputado Wanderlei Barbosa (SD) – o prefeito recuou por medo de mais impopularidade devido ao aumento excessivo do IPTU. “A retirada desta taxa foi feita por conta da falta de consenso, já que a intenção do Executivo era que os palmenses pagassem mais este imposto sem reclamarem, com medo de mais impopularidade devido ao aumento exorbitante no IPTU de Palmas, o prefeito recuou”, disse o parlamentar.

A ideia da prefeitura era que o contribuinte que não estivesse de acordo com a cobrança atual do seu IPTU, deveria pedir uma revisão do cálculo. A taxa da revisão implicaria em custo médio de R$ 83,20 por cidadão e vinha sendo alvo de protestos por parte dos donos de imóveis e vereadores.

Em Palmas o aumento no valor do IPTU (Imposto Territorial e Predial Urbano) chega a 300% em alguns casos, como se teve relatos esses últimos dias. “Os contribuintes foram surpreendidos pelo aumento abusivo e vários moradores estão indignados com os carnês nas mãos na busca de ajuda para reverter a situação”, disse o parlamentar.

No último dia 9, representantes de 17 entidades e instituições de diversos segmentos se reuniram na sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para discutirem uma forma de enfrentar o “aumento abusivo”.

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