MDB define pela reeleição de Marcelo Miranda e conversa até com Siqueira

Partido defende candidatura do governador em uma aliança “dos que sempre lutaram pelo Tocantins” contra o projeto incerto do prefeito de Palmas

Marcelo Miranda, em encontro do MDB: “O Tocantins tem 1 milhão e 500 mil habitantes e por três vezes, somando os votos, eu tive 1 milhão e 300 mil votos” | Foto: Divulgação

Há menos de dez dias, o MDB definiu o que já estava certo nos bastidores: o governador Marcelo Miranda vai para a reeleição em outubro deste ano. Em reunião de lideranças da sigla, o comando partidário não teve dúvida de que Miranda é mais preparado para dar continuidade ao projeto emedebista no Estado e fez o lançamento da pré-candidatura do governador.

Marcelo Miranda foi enfático ao aceitar o desafio e disse que não tinha como deixar de atender a uma orientação/decisão do partido e que não ia fugir da responsabilidade. Ele rebateu críticas que tem recebido de alguns políticos, co­mo a senadora Kátia Abreu (sem partido) e o prefeito Carlos Amas­tha (PSB), este também pré-candidato ao governo estadual. “O Tocantins tem 1 milhão e 500 mil habitantes e por três vezes, somando os votos, eu tive 1 milhão e 300 mil votos. Será que esses eleitores não têm condições de analisar e refletir sobre o que querem?”

Ele deu resposta aos ataques que tem sofrido. “Eu fui atacado por uma ex-companheira de política. Eu entreguei a ela (Kátia Abreu) a Secretaria de Educação, mas eu fui atacado por ela. O prefeito (Amastha) nos agride, me chama de cara de pau. Mas eu não vou baixar o nível. A grande verdade é que nós somos daqui. Aqui estamos reunidos com lideranças dos 139 municípios. Eu tenho certeza que se for feita uma reunião lá do outro lado, não terá nem 20 municípios”, atacou.

E na busca da reeleição de Marcelo Miranda, o MDB articula uma frente ampla para a disputa, conforme explanou ao Jornal Opção online, na semana passada, o presidente do partido, ex-deputado federal Derval de Paiva. “O governador pretendia postergar um pouco mais a decisão, mas reconhecemos depois da reunião e de uma ampla autocrítica, que o processo eleitoral já está deflagrado em todo o Brasil. Por isso, decidimos lançar a pré-candidatura. Entendemos que há boas perspectivas, mesmo com todas as dificuldades que en­fren­tamos”, argumentou.

Segundo o presidente emedebista, Marcelo Miranda avalia que poderia estar em uma situação melhor, não fosse as constantes crises que assolaram o País desde o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). “Ele precisa de mais um mandato para de forma muito clara mostrar que esse governo, que termina em dezembro, foi de dificuldades infinitas, mas conseguiu colocar o Estado de volta aos trilhos, arrumou a casa, e constrói um futuro melhor”, afirmou.

Definido o nome para a cabeça de chapa, o MDB buscará agora aglutinar o maior número de partidos possíveis para construir uma grande aliança contra o projeto do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB). O colombiano está em plena campanha pelo Palácio Araguaia, no seu estio agressivo e desrespeitoso em relação às tocantinenses. Ele critica e até ataca a honra das pessoas e as vítimas mais recentes foram a senadora Kátia Abreu (sem partido), o senador Vicentinho Alves (PR), o prefeito Ronaldo Dimas (Araguaína) e até o ex-governador Siqueira Campos (DEM).

“Ele é um agressor permanente, um cidadão que foi bem recebido, mas tem uma conduta desvairada, é um insultador, provocador. Não sabemos aonde esse moço quer chegar, ele está inovando no modelo de fazer política baixa. A administração de Palmas é pífia! O colombiano [Amastha] gosta de marketing, de ma­quia­gem, é capaz apenas do batom”, criticou Derval de Paiva.

Segundo o presidente emedebista, a busca por uma ampla aliança, com os chamados “tradicionais” do Tocantins, se dá para garantir o desenvolvimento do Estado. E não poupa críticas ao adversário: “O governo de Amas­tha, se comparado com qualquer outro prefeito que passou em Palmas, chega a ser medíocre. Nosso objetivo é resgatar os valores que foram escrachados”.

Partidos
Derval de Paiva reconhece méritos nos adversários que são pré-candidatos ao governo, como o senador Ataídes Oliveira (PSDB), o prefeito Ronaldo Dimas, além do presidente da Assembleia, deputado Mauro Carlesse (PHS), e confirmou que o objetivo é trazê-los para o projeto governista.

No entanto, caso um acordo não saia, a tendência é de união em um eventual segundo turno. “Já temos um entendimento de que é preciso defender o Tocan­tins”, arrematou.

Sobre uma eventual aliança com o ex-governador Siqueira Campos, Derval de Paiva admite a possibilidade, o que seria um marco no Tocantins, por colocar no mesmo palanque adversários histórico. Mas, por enquanto, esse entendimento está apenas no plano de conversar. “Mas nós reconhecemos o trabalho do ex-governador Siqueira Campos”, afirmou Derval. l

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