CPI dos Cartões aponta caminhos para juro menor

Nos últimos três meses, a CPI ouviu representantes de consumidores, de instituições financeiras, de credenciadoras e operadoras de cartões de crédito

A criação de instrumentos para aumentar a competição e reduzir a concentração bancária, incentivo à educação financeira e à redução da inadimplência, maior transparência nas informações sobre taxas de juros, são algumas das recomendações do relatório final da CPI dos Cartões de Crédito, presidida pelo senador Ataídes Oliveira (PSDB). Aprovado na quarta-feira (11/7) o documento estabelece prazo de seis meses para que o Banco Central proponha novas modificações na cobrança do cheque especial e do crédito rotativo do cartão.

“Conseguimos avançar bastante, colocando na ordem do dia a cobrança abusiva das operadoras e forçando a adoção de medidas que já derrubaram um pouco as taxas dos cartões. Acredito que, com os subsídios colhidos pela CPI, o Banco Central vá continuar trabalhando até baixar os juros para níveis minimamente decentes”, declarou Ataídes Oliveira. Em dezembro de 2017, com uma Selic a 7%, os juros do rotativo ficaram, em média, em 334,6% ao ano.

Nos últimos três meses, a CPI ouviu representantes de consumidores, de instituições financeiras, de credenciadoras, operadoras de cartões de crédito, do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Para Ataídes, ficou clara a necessidade de “dar um freio na ganância de bancos e de operadoras, que vêm lucrando de forma abusiva por conta da concentração do sistema financeiro e do mercado de crédito”.

O importante, na opinião do presidente da CPI, é estimular a competição no setor para assegurar taxas mais baixas ao consumidor. “Não há dúvida de que famílias e empresários precisam de maior oferta de crédito, e crédito-barato, para o efetivo aumento do consumo, das vendas e da produção. Só assim será possível gerar mais renda e emprego no país”, declarou.

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