Médica afastada após mensagens sobre pacientes pede desculpas e nega ter negado altas por motivo político
07 outubro 2026 às 12h43

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A médica Marcella Segato, que atua no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, foi alvo de representação no Ministério Público Federal (MPF) após mensagens vazadas na última sexta-feira, 2, em que afirmou que não deveria ser dada alta às pacientes porque “a maioria é petista”. Após a repercussão, ela foi afastada das atividades.
Nesta quarta-feira, 7, a assessoria da médica divulgou uma nota em que ela pede desculpas às pacientes, familiares, colegas, internos e ao hospital. “Lamento profundamente que minhas mensagens tenham destoado do compromisso que sempre orientou minha atuação profissional”, afirmou.
Marcella também negou que as mensagens tenham se transformado em conduta médica. Segundo ela, nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada por causa de posicionamento político. “Todas foram avaliadas e liberadas exclusivamente por critérios clínicos”, declarou.
A médica também afirmou que o voto das pacientes deve ser respeitado e que nenhuma avaliação levou em consideração preferência política. “O voto é secreto e deve ser respeitado, sem qualquer tipo de retaliação”, disse.
Na manifestação, ela ainda destacou que realiza partos desde 2017 e afirmou ter atendido mulheres “de diferentes origens e convicções”. “É esse compromisso que verdadeiramente orienta minha vida profissional”, declarou.
A reportagem procurou o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) para saber se houve algum procedimento relacionado ao caso. O órgão confirmou o recebimento da denúncia, mas não informou, até o momento, quais providências serão adotadas.


