Goiânia começa instalação de 15 mil armadilhas contra o Aedes aegypti
24 agosto 2026 às 12h31

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Começou nesta segunda-feira, 24, a instalação das primeiras armadilhas In2Care para ampliar as estratégias de controle do Aedes aegypti em Goiânia. A ação teve início no Setor Jaó e continua nesta terça-feira, no Residencial Itaipu.
Ao todo, serão instaladas 15 mil unidades em quatro regiões da capital. Na Região Sudoeste, serão 1.344 armadilhas. A instalação também ocorrerá nas regiões Norte, com 2.600 unidades; Sul, com 2.624; e Noroeste, com 3.400.
A medida foi pensada e desenvolvida pela Prefeitura diante de um cenário de aumento no número de casos de algumas arboviroses em Goiânia. Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que, até a semana epidemiológica 32 de 2026, a capital registrou 31.207 casos de dengue, contra 26.130 no mesmo período do ano passado.
Esse número representa um crescimento de 19,4%. No caso da chikungunya, a capital já contabiliza 709 casos confirmados em 2026, ante 100 registrados no mesmo período do ano passado, um aumento de 609%. Em relação à zika, não foram registrados casos confirmados em Goiânia em 2025 e 2026.
De acordo com o gerente de Controle de Vetores da SMS, Leandro Gouvea, durante toda a semana, os agentes de combate às endemias realizarão uma força-tarefa com visitas domiciliares, eliminação de criadouros, borrifação nos locais onde houver indicação técnica e ações de conscientização e educação ambiental.
“Orientamos os moradores e proprietários de imóveis a colaborarem com o trabalho das equipes, permitindo a entrada dos agentes para que possam realizar as inspeções e as medidas necessárias de controle do mosquito”, reforça.
A participação da população também é fundamental para o enfrentamento das arboviroses. A eliminação de recipientes que possam acumular água e o acesso dos agentes aos imóveis são medidas essenciais para reduzir os locais de reprodução do Aedes aegypti e interromper a circulação do mosquito.
Como vão funcionar as armadilhas
A proposta da In2Care é atuar no próprio ciclo de reprodução do Aedes aegypti. O equipamento é desenvolvido para atrair as fêmeas do mosquito, que entram em contato com uma substância durante a passagem pelo recipiente. Depois, ao deixar o local, elas podem transportar o produto para outros pontos onde o mosquito costuma se reproduzir, dificultando o desenvolvimento de novas gerações.
A ferramenta faz parte de uma estratégia de controle integrada e não substitui o trabalho dos agentes de combate às endemias. As visitas aos imóveis, a retirada de possíveis criadouros, o tratamento de recipientes e o uso de inseticidas, nos casos em que há indicação, continuam sendo fundamentais para o combate ao mosquito.
Outra tecnologia que começou a ser adotada pela Prefeitura de Goiânia é a Inestrap. A instalação teve início na Região Leste e será ampliada para as regiões Campinas-Centro e Oeste. A previsão é distribuir 10 mil unidades entre as três áreas. Segundo o cronograma previsto, todo o processo de instalação deve ser concluído em aproximadamente dois meses.
Atenção: antes de publicar, eu confirmaria com a Prefeitura a distribuição das 15 mil armadilhas, porque os quatro números apresentados no texto totalizam apenas 9.968 unidades.
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