O diagnóstico de câncer de próstata não significa que paciente não terá vida sexual após o tratamento, segundo o médico urologista Felipe Delgado. O processo de curar pode afetar pacientes causando disfunção erétil, já que passam por procedimentos cirúrgicos e radioterapia. Entretanto, o especialista destaca que atualmente há diversas opções de terapias para amenizar a situação.

“Gosto de explicar aos meus pacientes que a vida sexual deles depende de dois grandes pilares”, conta Delgado. “O primeiro é a parte orgânica, o que é necessário para se ter uma função erétil boa e uma ejaculação normal. O outro fator é a respeito do psicológico, pois sabemos que pessoas sob situação de estresse e ansiedade naturalmente apresentam baixa da sexualidade com disfunção erétil e pouca libido”, completa.

Segundo o urologista, apenas o fato do diagnóstico pode provocar impactos emocionais e no psicológico dos pacientes. Ao mesmo tempo que o tratamento também pode causar problemas naquilo que chama de “parte orgânica”. “Sabemos que o tratamento cirúrgico ou a radioterapia podem afetar entre 5 e 20% dos pacientes no tocante à disfunção erétil”, pontua o especialista da Hapvida NotreDame.

Entretanto, Delgado destaca que existem várias opções de tratamento para melhoria da qualidade de vida sexual após a cura do câncer de próstata. “Com apoio multidisciplinar e clínico, a função sexual do homem podem ser revertida com medicamentos e tratamentos específicos. Faça um acompanhamento regular com o seu médico urologista, existem tratamentos seguros após o câncer de próstata”, ressalta.

Novembro Azul

O mês de novembro é conhecido internacionalmente como período de campanha de conscientização para prevenção do câncer de próstata. Segundo Delgado, a doença é “silenciosa” e afeta geralmente homens com mais de 50 anos, mas o tratamento precoce pode alcançar uma taxa de cura de 90%. Por isso, a importância do diagnóstico precoce.