O Grupo de acolhimento, um espaço de escuta e atendimento para vítimas de LGBTfobia, está com inscrições abertas. Serão oito encontros voltados para este público, realizados no período de 27 de outubro a 15 de dezembro, sempre às quintas-feiras, das 19h às 20h30, no auditório da secretaria, na Praça Cívica. Inicialmente, serão oferecidas 20 vagas e as inscrições deverão ser feitas exclusivamente por meio eletrônico. 

Cada encontro abordará um tema específico no formato de roda de conversa e vivências com técnicas de terapias corporais. Entre as abordagens programadas estão assuntos como saúde mental, violências, garantia de direitos, políticas e serviços de proteção, rede de apoio e relações familiares, além de partilha de experiências pessoais. Os temas, no entanto, estão sujeitos a alterações, conforme as necessidades apresentadas pelos participantes. O trabalho será coordenado pela Superintendência de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds) do Estado de Goiás. 

O grupo de acolhimento, que receberá pessoas LGBTQIA+ a partir de 18 anos, terá à sua frente psicólogos, assistentes sociais e advogados. Também há um acordo para atendimento junto à Defensoria Pública do Estado de Goiás, caso haja demandas nesta área. Convênios com a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e a Universidade Salgado de Oliveira (Universo), este último em fase de finalização, buscam envolver professores e estagiários no trabalho em edições futuras, já que a ideia é dar continuidade ao grupo, com a ampliação do público participante a cada semestre. 

O secretário de Desenvolvimento Social, Wellington Matos, destaca que é papel do Estado garantir direitos de todos os cidadãos. Ele explica que o grupo de acolhimento atuará para conscientizar essa população dos seus direitos, tão violados em razão de preconceitos ainda presentes na sociedade. “E principalmente, ser um espaço de escuta, de apoio emocional para essas pessoas nos seus enfrentamentos, para que saibam que não estão sozinhas, e que este governo trabalha pela dignidade de todos”, afirma.