Principal marca do governo Caiado é a reorganização do Estado

Três áreas ganham destaque: Saúde, Educação e Segurança. O avanço tem em vista ainda, um futuro voltado para assistência social e infraestrutura para as regiões goianas

O governo de Goiás emplacou um forte discurso de recuperação fiscal em 2019. Já em 2020, a crise da Covid-19 e os reflexos provocados por ela foram os desafios enfrentados pela gestão do democrata Ronaldo Caiado. Para aliados, avanços são vistos e sentidos em três setores primordiais: segurança, educação e saúde, marcas da gestão nos primeiros dois anos. Para a segunda metade, a avaliação é que é preciso novos investimentos.

Olhando para o futuro, o secretário-chefe da Governadoria, Adriano Rocha Lima destaca que o foco estará na parte de logística, nas rodovias, na Norte-Sul,  na pavimentação e recomposição de estradas que estão em estado precário e outros trechos de rodovias, como a centro-atlântica, isso pensando no escoamento da produção e no centro de excelência ferroviário.

“Vamos ter na área social um foco grande na construção e reforma de residência, é um trabalho concentrado por município. Será levado uma série de outros serviços, identificando lacunas, com ação combinada, sempre com vertente em cima da reforma de casas”,  afirma.

Reformulação

Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes | Foto: Divulgação

Nesse caminho de futuro, o presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales destacou que as obras têm mais gastos em conservação da malha e investimentos em qualidade e por isso foi reaberto o laboratório para imprimir uma nova qualidade de asfalto no estado.

“A gente reformulou manuais e métodos de execução aproximando a Goinfra do Dnit, o que contribui para o aumento da qualidade da prestação de serviços do Estado. Quando assumimos o governo tínhamos 4 aeródromos em funcionamento, hoje são 19 abertos. Recebemos duas balsas funcionando, estamos com nove em funcionamento. Então, de uma forma geral estamos gradativamente retomando a carteira, mas com novo padrão de qualidade”, disse.

Pedro explica que, o estado está dentro do maior programa de sinalização já feito na história de Goiás. “Ele iniciou no final do ano passado, e já tem quase 700 km sinalizados. É uma gestão de cuidados. A gestão passada fala que pavimentou muito, mas foram obras de péssima qualidade e sem cuidado com a malha, nós focamos na qualidade e nos cuidados. Agora que o estado está com uma condição fiscal que caminha para uma melhora, a gente está retomando a carteira para expandir o volume de obras”, ressalta.

O presidente garante que tem avaliado todas as regiões, sobretudo no norte e nordeste, regiões que segundo ele eram esquecidas. “Agora nesse biênio final vamos enfrentar as obras de maior dimensão.  Os prefeitos estão lidando com uma realidade muito melhor do que a que havia. Isso não significa que eles não tenham reivindicações, estamos trabalhando para conseguir atender as expectativas. Havia situação de abandono em alguns segmentos, hoje isso não acontece. Os prefeitos hoje lidam com um quadro melhor do que tinham antes”, afirma Pedro Sales.

Contas públicas

O controle das contas públicas foi ponto favorável para o desenvolvimento do estado nesses dois anos de governo Caiado. “Se as contas não tivessem sido controladas, nada de educação, saúde, poderia ser feito. Cumprindo as metas para entrar no RRF. Temos feito o dever de casa, com reformas. Reformas que geram custo político, mas que são fundamentais para tirar o estado da situação em que estava, isso é sem dúvida um marco que permite que tudo mais seja feito”, salienta o secretário-chefe da Governadoria, Adriano Rocha Lima.

Quem também concorda com o controle da situação financeira é o prefeito de Campos Verdes e presidente da Federação Goiana dos Municípios (FGM), Haroldo Naves. “O estado estava numa situação financeira crítica, houve articulação para suspender a dívida, eu tenho certeza que nos próximos dois anos vai ter parceria com os municípios com casas, recapeamento, reformas. Está trabalhando, ainda não foi anunciado, mas tenho certeza que será um segundo semestre ainda mais estruturante para os municípios”, pontua.

O gestor reforça o olhar humano na carreira de Caiado que foi deputado e senador municipalista. “Tem cumprido, para o nosso planejamento, as contrapartidas rigorosamente. No governo passado foram mais de um ano sem receber. Nesse governo recebemos. O mesmo ocorre com transporte escolar, isso traz tranquilidade para o prefeito fazer planejamento e dar conta de cumprir. Com melhoria na finança, vai começar outros investimentos. Esse olhar humano, e vontade de ajudar é importante”, conclui.

O prefeito de Aruanã, Hermano de Carvalho disse que é possível ver a credibilidade na gestão de Caiado. “A gestão não é para qualquer um, a gestão não é porque eu quero ser gestor e que aquilo acontece, não é. Vai se conhecendo o gestor à medida que o tempo vai passando, por exemplo, um gestor não pode de maneira nenhuma botar os pés adiante das mãos, ele não pode antecipar. Tem que existir uma responsabilidade muito grande e eu tenho visto isso do governador, acompanhei ele nas redes sociais, quando militava no Congresso Nacional, então, essa coisa da austeridade dele tem se manifestado e tem saído de dentro dele um gestor”, afirma.

O gestor destaca que o governo tem preocupação e cuidado com as contas públicas, o que acrescenta ainda mais na credibilidade da gestão estadual. “Eu vejo que o governador tem muito de gestão, a gente vê a preocupação dele com relação às contas públicas. A gestão acontece com o tempo, se você toma as medidas certas vai sair muito bem do outro lado, então eu tenho visto ele já com dois anos completos de governo, entrando já no terceiro ano de governo e para mim gestor. Então, a credibilidade é isso quando você adquire o povo confia e vai todo mundo junto e começa apoiar a sua gestão então é o que eu tenho visto”, destaca.

Saúde

Policlínica de Posse | Foto: reprodução

No início de 2020, o estado deu  o pontapé inicial para a regionalização da saúde estadual. O objetivo é entregar 17 policlínicas até 2022, oferecendo serviços especializados de média complexidade e alta, em articulação com a atenção básica e assistência hospitalar.

O modelo de policlínicas que vem sendo implantado em Goiás já está espalhado pelos Estado de São Paulo, Bahia, Ceará e Paraná e oferece um conjunto de ações e serviços para cada especialidade ofertada, conforme os processos clínicos ou problemas de saúde mais relevantes em cada região.

De acordo com o secretário-chefe da Governadoria, Adriano Rocha Lima, isso vem sendo feito com objetivo de tirar a saúde do eixo Goiânia, Aparecida e Anápolis. Com isso estruturar melhor as unidades no interior do estado. “Antes quando se ia para o interior não tinha estrutura hospitalar a não ser o básico. Não tinha atendimento complexo, isso fazia com que pacientes em tratamento de doenças crônicas precisassem deslocar distâncias absurdas”, conta.

O secretário destaca as Policlínicas em Posse, Itumbiara, Luziânia, Formosa, e Águas Lindas. “Se observar a distribuição que temos hoje no estado, está mais próxima do cidadão, evitando o risco de deslocamento. E esse era um ponto que já estava no plano de governo, a descentralização da saúde”, completa Adriano Rocha Lima.

O prefeito de Campos Verdes e presidente FGM, Haroldo Naves também destaca que, na saúde houve avanço na conclusão dos hospitais, como por exemplo, o de Uruaçu. O que, segundo ele, vai ajudar a desafogar os municípios. Além disso, ressalta que o avanço é gradativo.

Controle da pandemia

Início da vacinação contra a Covid-19 em Goiás | Foto: reprodução

Atualmente, Goiás está passando pela 2ª onda da Covid-19. Os números de novos casos diários, internações e óbitos estão em alta e são maiores do que os números registrados durante a 1ª onda.  O estado tem uma taxa de letalidade de 2,19%. O governo manteve a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), porém, diante da piora do quadro com a taxa de ocupação de leitos alcançando o limite nas unidades de saúde, as medidas restritivas de combate ao vírus tiveram que ser endurecidas em todo o estado.

O Supremo Tribunal Federal (STF), formou maioria para autorizar a aquisição de vacinas por parte dos Estados. Caiado destacou que a prioridade é seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, mas que os Estados irão atrás de adquirir vacinas. Nesse cenário de articulações, a Assembleia Legislativa de Goiás autorizou o uso de crédito extra de R$ 60 milhões para que vacinas sejam adquiridas.

Levantamento oficial preliminar realizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) apurou que, referente à primeira dose, foram aplicadas mais de 274.737 doses das vacinas em todo o Estado. Em relação à segunda dose, foram vacinadas mais de 69.058 pessoas.  Em relação ao recebimento e distribuição de vacinas, o Estado de Goiás já recebeu 584.280 doses, sendo 465.280 da CoronaVac e 119.000 da AstraZeneca. Destas, foram distribuídas 495.660 doses, sendo 376.660 da CoronaVac e 119.000 da AstraZeneca.

No controle da pandemia, que está ligado principalmente à saúde, os prefeitos concordam que o governador teve uma vantagem a mais no enfrentamento ao vírus. “Na verdade essa doença ainda é desconhecida por todo mundo, a solução dela se chama vacina. Mas, ele levou uma vantagem muito grande em cima de toda a sociedade porque, além de gestor e fazendo um bom trabalho, ele ainda é médico, então, ele saiu na frente com relação a isso. A aceitação dele perante a sociedade está excelente porque soube conduzir muito bem e tem feito o que é possível ser feito”, afirma o prefeito de Aruanã Hermano de Carvalho.

Com a pandemia completando um ano e com a piora da situação, o discurso dos prefeitos fica em torno da expectativa de vacinar toda a população. “Nós estamos seguindo as recomendações, seria até irresponsabilidade não seguir, até porque ninguém sabe como sair disso, leitos lotados, hospital lotado. A gente está com um decreto bem rigoroso para que a gente pelo menos minimize esses problemas. Estamos na expectativa da vacina, que as coisas tem que acontecer, acho que temos que vacinar toda a população o mais rápido possível”, pontua o prefeito de Aruanã.

Educação

Goiás se tornou destaque nacional, com resultado do IDEB | Foto: reprodução

Na rede estadual de Educação de Goiás, antes mesmo do início do segundo bimestre de 2020, toda a comunidade escolar teve que suspender as aulas presenciais em função da pandemia da Covid-19. Mesmo com esse cenário, Goiás se tornou destaque nacional, com resultado histórico no Índice de Desenvolvimento na Educação Básica (IDEB).

O resultados do IDEB 2019, realizado no mês de setembro, comprovou que a rede estadual de Goiás foi a única a atingir a meta individual para o Ensino Médio, saltando de 4,3 (2017) para 4,8 (2019). Além disso, o Estado apresentou crescimento no Índice do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, avançando de 6,1 para 6,2. Já o índice para o Ensino Fundamental se manteve em 5,3.

O secretário-chefe da Governadoria, Adriano Rocha Lima destacou os resultados. “Conseguimos alcançar o primeiro lugar do Ideb, teremos agora um programa de estímulo à leitura muito legal, totalmente diferenciado do Brasil todo. A gente está estabelecendo o ensino público com qualidade cada vez maior do que comparado a escolas particulares. Essa é uma marca que a gente continua investindo bastante”, disse.

No início do mês de dezembro do ano passado, um projeto de lei de autoria da Governadoria concedeu o reajuste salarial a todos os professores com contratos temporários na rede estadual. A norma aprovada pela Assembleia Legislativa, garante o direito dos temporários ao Piso Nacional dos Professores, que é de R$ 2.886,24 para profissionais de nível superior com carga horária de 40 horas semanais. Para quem faz 20 ou 30 horas, o reajuste será calculado proporcionalmente. A medida beneficia 12.486 profissionais da Educação do Estado e corrige uma distorção histórica nos salários que se estendia a cerca de 20 anos.

Em relação a Universidade Estadual de Goiás (UEG), desde o início de 2020 está em curso um processo de reordenamento administrativo e acadêmico. Mesmo em um contexto de pandemia  apresentou resultados positivos, onde cinco cursos da universidade estão entre os 12 avaliados com nota alta no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2021, aprovada neste ano pela Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, prevê orçamento de R$ 301 milhões para a Universidade, o montante é o maior desde 2018. Desde o ano passado, os recursos deixaram de ter vinculação direta com a arrecadação do Estado e passaram a estar incluídos dentro dos 25% de gastos obrigatórios da Educação em Goiás.

Levando-se em consideração o modelo anterior de vinculação de 2% da arrecadação líquida de alguns impostos, segundo dados do Governo de Goiás, o orçamento da UEG foi de R$ 238,5 milhões em 2018, R$ 274,8 milhões em 2019 (aprovado ainda na gestão anterior), R$ 293,3 milhões em 2020 (no atual governo) e, agora, em 2021, seria de R$ 287 milhões, mas passa a ser de R$ 301 milhões. Acima dos 2% de vinculação do modelo anterior.

Segurança Pública

Redução de crimes chegou a 10,4% | Foto: reprodução

Em relação a segurança pública, no início deste ano os dados estatísticos da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) apontam que a redução em todos os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) chegou a 10,4%.

As ocorrências de homicídio tiveram queda de 9,39%, os latrocínios caíram 22% e os crimes de lesão corporal seguida de morte diminuíram 38,9%. Em relação aos crimes violentos contra o patrimônio, a queda foi de mais de 38%. Essa modalidade inclui os roubos de veículos (-40,2%), a transeuntes (-35,4%), em residências (- 35,3%), e roubos em comércio (-28,6%). Os roubos em propriedades rurais, por sua vez, caíram 40,5%. Os números apresentados revelam que o Batalhão Rural, criado pela gestão Caiado, está presente nos 246 municípios goianos e tem sido exemplo para outros estados.

Em 2020, foram deflagradas 20.400 operações em Goiás. Foram realizadas mais de 25 mil prisões em flagrante e mais de 1,3 milhão de abordagens policiais. As ações resultaram na apreensão de mais de 56 toneladas de droga, além de serem apreendidas 6.230 armas de fogo. Ao longo do último ano, 60,34% dos inquéritos policiais instaurados tiveram a autoria definida. Além disso, foram emitidos 58.661 laudos de criminalística e 47.885 laudos de medicina legal conclusos.

O secretário-chefe da Governadoria, Adriano Rocha Lima, destaca que das três áreas que têm grandes destaques no governo atual a primeira é a segurança pública. “A gente vê queda de índice de criminalidade de forma bem acentuada. Goiânia hoje é a segunda capital com menor valor cobrado em seguro. A integração das forças policiais fez despencar os indicadores de violência, mas tem muito a ser feito”, pontua.

O prefeito de Campos Verdes e presidente da FGM, Haroldo Naves avalia que o governador trouxe a marca do zelo com a gestão pública. “Objetivamente, a segurança melhorou muito. Há sensação de segurança em todos os municípios dos estados. Houve reforço nessa questão, houve esforço em retomar as obras públicas que estavam paradas há um tempo. Está concluindo as obras estruturais. As obras inacabadas. Evitar o desperdício com dinheiro público”, afirma.

Na avaliação do prefeito de Aruanã, Hermano de Carvalho a uma dificuldade com a falta de efetivos policiais, porém, a sensação de segurança tem sido vista no município. “Aqui na minha cidade tivemos problemas e não foi só aqui, foi no estado inteiro. Mas, isso é culpa dele, isso é culpa que já se arrasta dezenas e dezenas de anos, que é essa falta do efetivo policial. Mas, mesmo assim, a sensação de segurança hoje é muito equilibrada e muito boa. A gente sente isso, que as coisas melhoraram bastante”, conclui.

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