Por que José Eliton e Daniel Vilela são as opções de renovação

Políticos de uma mesma geração, o tucano e o emedebista são formados dentro de conceitos de modernidade cujo olhar está voltado para o futuro, para o avanço

José Eliton de Figuerêdo Júnior: Rio Verde (GO), 27 de agosto de 1972. Preservar e avançar
nas conquistas dos quatro governos de Marconi Perillo | Foto :Fernando Leite/Jornal Opção

Esses dois homens, nascidos em cidades do Su­doeste goiano, têm ape­nas 11 anos de di­fe­­rença de idade, e como tal, são da mesma geração. Neste ano, Da­­­niel vai completar 35 anos, en­quan­to Eliton fará 46. Eles são pré-candidatos ao go­ver­no de Go­iás, dois políticos jo­vens que, ao que tudo indica, vão se enfrentar diretamente nas ur­nas neste ano. E seja qual for o resultado, cer­tamente, terão outros embates di­retos e indiretos no futuro.

Daniel Vilela e José Eliton são dois políticos da nova geração — já com outros bons nomes da no­vís­sima geração militando no ce­ná­rio — que têm a responsabilidade de fazer avançar a política de Go­iás, um Estado que há poucas dé­cadas era conhecido pela truculência de seus políticos. Nesse pon­to, bom fazer um rápido mergulho na nossa história.

Até a eleição de José Ludovico de Almeida, o Juca Ludovico, em 1954, a política goiana era conhecida nacionalmente pelo excessivo número de confrontos violentos e utilização do jaguncismo. Não raro, PSD e UDN resolviam suas diferenças na intimidação do ad­ver­sário e mesmo na bala. Como ates­ta o jornalista Helio Rocha em seu “Os inquilinos da Casa Ver­de”, esta má fama de Goiás criou re­ferência negativa na mídia na­cio­nal, o que só mudou depois da ad­ministração Juca Ludovico, que por isso recebeu a alcunha de “O Pa­cificador”, sendo chamado de “o governador de todos os goianos”.

Felizmente, a era de “ja­gun­­cismo” dos séculos pas­sados ficou para trás, e, quando estamos prestes a ingressar na terceira década do século 21 (o que ocorrerá no me­io do governo de quem for eleito nes­te ano), cabe a políticos como José Eliton e Daniel Vilela darem seguimento na confirmação dessa nova realidade de prática política moderna. Uma política ci­vilizada, educada e de respeito aos adversários, em que as diferenças ideológicas são resolvidas no poder do diálogo e da aceitação do contraditório, que é base do Estado democrático de Direito.

São “o novo”?

E por que Eliton e Daniel são políticos que representam a renovação, ou, como virou moda di­zer, “o novo”?

Primeiramente, é preciso registrar que nesse quesito há objeções aos dois. De Daniel Vilela se diz que não pode ser o novo quem é filho de Maguito Vilela, um político experiente que dentre os cargos eletivos só não foi presidente da República. O argumento não é jus­to, visto que o deputado tem luz própria e conquistou mandatos pelo seu esforço, sem descurar a força de seu sobrenome.

Daniel Viela tem demonstrado tirocínio político e seu discurso é sim de renovação, quando prega a necessidade de o MDB goiano se renovar e apresentar uma alternativa programática para o eleitorado goiano, sob pena de continuar so­frendo derrotas. E ele tem se des­gastado nessa pregação, por exem­plo, quando sofre resistência in­terna de prefeitos como Adib Elias (Catalão), Paulo do Vale (Rio Verde), Ernesto Roller (For­mo­sa) e Renato de Castro (Goia­né­sia), que querem entregar o partido a outras propostas que não re­presentam nem de longe alguma renovação.

E na condição de deputado, tanto estadual quanto federal, Da­niel procurou realizar um trabalho avançado, diferente dos seus pa­res. Pós-graduado em Administração Pública na Fun­dação Getúlio Var­gas (FGV), ele procurou trabalhar em conjunto com a academia. Em Brasília, cons­tituiu um grupo em seu gabinete para co­lher subsídios de pes­soas que pudessem con­tribuir de forma voluntária no aprofundamento de várias discussões.

Daniel Elias Carvalho Vilela: Jataí (GO), 23 de outubro de 1983. Visão renovada
para seu partido apresentar alternativa ao eleitorado | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Livro

Como deputado estadual, o emedebista usou sua verba indenizatória numa parceria com a Fun­dação de Amparo à Pesquisa (Fu­na­pe), da Universidade Federal de Go­iás (UFG), num projeto com téc­nicos e professores doutores, rea­lizando levantamento histórico so­bre temas importantes para o Es­tado de Goiás. Esse projeto re­sul­tou no livro “Políticas Públicas em Goiás – Diagnóstico, Avalia­ção e Propostas”, publicado em 2015 e que pode subsidiar qualquer plano de governo para o Estado.

Esse descortino de Daniel Vilela significa visão moderna, renovação política, independentemente de idade e de paternidade.

Já em relação a José Eliton, se diz que não é o novo também por ser filho de político — seu pai, Dr. Eltin, foi prefeito de Posse nos anos 1980. Além disso, não é no­vo por fazer parte de um go­ver­no em segundo mandato. Ver­da­de, ele foi vice de Marconi Pe­ril­lo na eleição de 2010, e continuou na vice em 2014. Eliton se­ria, portanto, a continuidade. O ar­gumento tem alguma validade em termos temporais, mas ignora a manifestação explícita do tucano sobre isso.

José Eliton já teve oportunidades de dizer que pretende fazer uma gestão que dê continuidade às conquistas que Marconi Perillo efe­tuou nos dois mandatos — na ver­dade, avanços que vêm desde os dois primeiros governos dele, de 1999 a 2006, quando ele re­nun­ciou para se candidatar ao Se­na­do e assumiu o governo o en­tão vice, Alcides Rodrigues.

Eliton não tem dificuldade para apontar esses avanços, lembrando que Goiás passou a liderar estatísticas e programas nas áreas da saúde, educação, cultura, segurança e infraestrutura. Ele reitera que o Estado cresceu 10 vezes, des­de 1999, nos quatro mandados de Marconi Perillo, como Produto In­terno Bruto (PIB) saltando, no pe­ríodo, de R$ 17,4 bilhões para R$ 178 bilhões.

Reta ascendente

A balança comercial, por sua vez, cresceu mais de 20 vezes no mesmo período, passando de 384 milhões de dólares para aproximadamente 8 bilhões de dólares. O número de países com os quais Goiás mantém negócios, passou de 50, em 1998, para cerca de 160 no ano passado. “O resultado po­si­tivo é reflexo das reformas feitas por Marconi ao longo de seus qua­tro mandatos, do intercâmbio com outras nações, dos investimentos em educação, saúde, segurança, e das obras de infraestrutura que serviram de alicerce para que Goiás pudesse crescer com se­gurança, seguindo, sempre, uma reta ascendente.”

Mas, já disse o vice, se for eleito, vai buscar avanços que se fa­zem necessários, sem deixar de con­firmar tudo que foi implantado e que se mostra certo. Mas, re­pi­ta-se, buscando aperfeiçoamentos, uma vez que as demandas so­ci­ais se ampliam no decorrer do tem­po, e muito daquilo que era sa­tisfatório há alguns anos, pode ca­recer de incremento agora. É na­tural que seja assim.

Nesse sentido, o vice-governador (que assumirá a titularidade na próxima sexta-feira, 6 de abril, com a prevista renúncia de Mar­coni para disputar o Senado) preconiza uma gestão renovada, em cima de bases sólidas que foram ins­tituídas nos últimos anos. A pa­lavra renovada não deixa dúvida, portanto, quando se classifica a potencialidade de um governo Jo­sé Eliton reeleito, a partir de 2019.

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