Partidos da coligação de Caiado definem alianças nas disputas proporcionais

Parte optou por formar chapão com DEM, mas há também as siglas que seguirão com costuras menores, com espaço até para tentativa de voo solo

Diferente da coligação na chapa majoritária, partidos avaliam o que é melhor para cada um nas alianças proporcionais | Foto: Divulgação

Felipe Cardoso

A última semana foi pautada por ampla repercussão sobre as convenções partidárias e, consequentemente, as alianças que foram estabelecidas pelos partidos durante os encontros que ocorreram na capital goiana. Na reunião do partido Democratas, realizada no clube Jaó e norteada pelo senador Ronaldo Caiado, diversas lideranças do Estado estiveram presentes para declarar publicamente que seguiriam aliadas na chapa articulada pelo candidato a governador pelo DEM.

Durante o encontro, o DEM oficializou aliança com outros doze partidos: PRP, Pros, PDT, DC, PSL, PSC, PPL, PRTB, PMB, PTC, PMN e Podemos. Com os holofotes voltados à formação da coligação majoritária, pouco foi falado sobre as definições relacionadas as coligações proporcionais até então. A fim de traçar quem estará com quem nessa disputa, o Jornal Opção conversou com alguns dos principais nomes que compõem os partidos aliados ao Democratas em Goiás.

De acordo com o deputado estadual José Nelto, do Podemos, que irá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, o partido saiu da convenção realizada no Jaó extremamente fortalecido. “Vale ressaltar que a coligação também foi muito fortificada. Esperamos eleger de 6 a 7 deputados para a bancada federal. Para isso, optamos pelo chapão entre DEM, Podemos, PRP, PSC e a base de apoio do senador Ronaldo Caiado.” Quanto aos nomes que estarão na disputa, Nelto assegurou que “são bons candidatos”. “Todos com experiência e nome para representar o povo goiano no Congresso Nacional.”

Quanto às propostas que serão apresentadas pelo deputado durante a campanha, Nelto assegurou que simplesmente falará a verdade aos goianos. “Não vou mentir. Minha proposta é ser verdadeiro e honesto, o que é obrigação de qualquer político.” Caso eleito, disse que irá criar um fundo soberano para educação no Brasil. Disse também que irá apresentar propostas relacionadas a reforma tributária, geração de empregos, reforma política e outros temas de interesse social.

Em entrevista ao Jornal Opção, o candidato a reeleição como deputado estadual pelo DEM, Dr. Antonio, disse que na chapa proporcional houve uma aliança entre os seguintes partidos: DEM, PTC, PSC e PMB. “Esses quatro ficaram na coligação para estadual”, descreveu. Já para a disputa no cenário federal, “o DEM ficou com o PSL, PDT, Podemos, PRT e o Pros”.

Quanto aos favoritos na disputa, o parlamentar disse que é difícil apontar qualquer nome pois todos os candidatos tem trabalhado de maneira intensa. Porém, ressaltou alguns “nomes fortes” que pertencem à chapa e estão na disputa pelo cargo no Legislativo. Dr. Antônio se incluiu na lista ao lado de Álvaro Guimarães, Iso Moreira, Claudio Meirelles, Henrique Cesar. Mas ressaltou que “esses são só alguns dentre os outros nomes fortes da campanha”.

No que diz respeito ao que será apresentado para o eleitor na tentativa de angariar a confiança dos goianos, o candidato foi incisivo ao afirmar que seu trabalho em campanha será pautado em prol da saúde. “Sou médico e continuarei trabalhando em favor de melhoria, tanto na qualidade quanto na acessibilidade dessa área.” Para Dr. Antônio, ainda há “muito o que ser feito por esse setor”. “Espero poder seguir na tentativa de, ao menos, minimizar esses problemas”, defendeu.

Chapa pura

Partidos da coligação de Caiado decidiram fazer diferentes alianças na disputa para deputado estadual | Foto: Assembleia Legislativa de Goiás

Já o candidato a reeleição pelo PSL, deputado federal Delegado Waldir, adiantou à reportagem que o partido sairá com chapa pura na disputa pelas cadeiras da Assembleia Legislativa. Já na corrida para a Câmara, o PSL definiu aliança com a Democracia Cristã (DC). Ao ser questionado sobre os principais nomes da corrida, Waldir disse que, para ele, todos são favoritos e preferiu não fazer distinção entre os candidatos e puxadores de voto.

No período de campanha, o delegado irá intensificar o trabalho nas ruas a fim de reforçar as grandes propostas que já foram ou serão apresentadas. De acordo com ele, algumas permanecem em tramitação no Congresso, outras estão sendo estudadas e elaboradas pela assessoria para serem apresentadas caso venha a ser eleito. “Temos ideias relacionadas ao combate a corrupção, a defesa da família, contra a legalização de drogas e trabalho para o preso”, enumerou.

Quanto ao PSC, o pastor Glaustin Fokus disse que apresentará propostas relacionadas a geração de emprego e renda para os goianos. “Sou empresário há 25 anos e quero levar a minha experiência de administrador e gestor para a vida pública. Vamos qualificar os trabalhadores”, assegurou. O candidato a deputado federal também possui ideias referentes ao combate a corrupção e descreveu que em Brasília irá trabalhar para construir um novo momento para o País. “Isso passa também pela busca de verbas para segurança, saúde e educação de nosso Estado.”

O único deputado estadual pelo PTC é candidato a reeleição. Claudio Meirelles adiantou que o partido está com a chapa completa, com 62 candidatos a deputados estaduais. No que diz respeito as alianças, o parlamentar destacou que o partido coligou com o DEM, PSC e PMB.

Para a campanha, Meirelles afirmou que a sua principal bandeira será a geração de emprego. “Paralelo a isso, pretendo também melhorar a economia dos municípios, trazer recursos e indústrias principalmente para Região Norte, Oeste e Nordeste, que são as regiões mais carentes.” Disse ainda que irá trabalhar com o intuito de “desenvolver cada vez mais a agricultura e a pecuária”. “Essas são atividades importantes para um estado que tem como uma das maiores riquezas o agronegócio.”

Representante do PRP na Assembleia, Major Araújo disse que na coligação estadual o partido estabeleceu aliança apenas com o Podemos. Quanto ao número de candidatos que a coligação almeja eleger, Araújo frisou que é difícil traçar uma estimativa. Mas comentou: “Por termos uma chapa completa, na qual foram realizados alguns cortes de candidatos com menos chance de ser eleitos, acredito que há condições de se eleger quatro deputados. Dois de cada partido”. Na disputa federais, o parlamentar não descreveu o que ficou decidido. Major Araújo afirmou que não participou das decisões do partido.

O militar assegura que, caso seja eleito, continuará fazendo o que sempre fez na Assembleia: fiscalizando, denunciando e propondo. Araújo promete que continuará sendo um candidato independente e que realizará muitos projetos voltados especialmente para a área em que atua, que é a segurança pública. O deputado afirmou que se for eleito buscará os interesses sociais de acordo com o que é legítimo e for da competência de um parlamentar.

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