Presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em Goiânia movimentou especulações sobre a aproximação dos tucanos e provável articulação para 2018

Reunião do Consórcio Brasil Central, em Goiânia, contou com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin | Foto: Mantovani Fernandes

As frequentes citações do nome do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para compor a chapa presidencial tucana na vaga de vice-presidente da República vêm ganhando força nacionalmente. Nesta semana, nova publicação no jornal Estadão, dessa vez no blog Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy, sugeriu que a possibilidade é real.

Ao mencionar que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, começou a intensificar sua agenda nacional marcando presença no fórum de governadores do Centro-Oeste, a colunista lembrou que Marconi já se posicionou a favor de prévias para o PSDB decidir seu presidenciável em 2018.

Desde o fim do ano passado, as sugestões do nome de Marconi para a vaga de vice-presidente já foram levantadas também pela Revista Veja e pelo jornal O Globo. As recentes apostas colocam Alckmin como pré-candidato a presidente da República e o goiano ocupando a vice numa chapa puro sangue. Outras probabilidades já ventiladas pela imprensa seriam uma composição do PSDB com o PMDB ou uma aliança com o PSB. Nessas situações, cogita-se que Marconi se filiaria a uma das duas legendas para entrar na chapa.

Se as articulações ainda estão oficialmente em estágio embrionário, nos bastidores a movimentação segue ritmo intenso. De olho na consolidação de um grupo forte dentro do PSDB, Alckmin corre contra o tempo para avaliar nomes de peso em busca de reforço para seu time. E fontes tucanas garantem que Marconi ganhou carta branca para tentar se viabilizar.

De fato, nos últimos anos, o governador de Goiás conquistou destaque nacionalmente pelo ajuste fiscal que se tornou referência em administração pública no país. A antecipação do plano de austeridade, que fortaleceu a economia goiana no pior momento de crise nacional, foi fator decisivo para Goiás ganhar assento na discussão dos principais temas políticos e econômicos nacionalmente.

Em pouco tempo, Marconi se tornou presidente do Fórum de Governadores do Brasil Central e se firmou como idealizador de boa parte das medidas nacionais propostas para as áreas social, econômica e de segurança pública, neste caso com teses reforçadas atém mesmo pelos ministros Carmen Lúcia, presidente do STF, e Alexandre de Moraes (Justiça e Cidadania).

A minuta final do Plano Nacional de Segurança Pública é uma das provas de que bandeiras do governo de Goiás estão na pauta da União. São três objetivos fundamentais: reduzir homicídios, feminicídios e a violência contra a mulher; promover o combate integrado à criminalidade transnacional – enfrentamento a grandes quadrilhas que atuam no tráfico de drogas e armas, que são contrabandeadas de países vizinhos –, e a racionalização e modernização do sistema penitenciário brasileiro. Todas as teses foram apresentadas por Marconi durante sua campanha de reeleição, em 2014.

Ao defender uma gestão pública moderna e inovadora, o goiano conseguiu respeito das principais lideranças empresariais do país. Nos últimos anos, tem sido convidado para proferir palestras a centenas de empresários em diversos estados brasileiros. Marconi é o único político do Brasil a ter quatro mandatos de governador e cinco majoritários (foi eleito senador em 2006).

Defesa de temas nacionais

Governador e presidente: parcerias administrativas | Foto: Beto Barata

Desde seu primeiro mandato como governador, iniciado em 1999, Marconi vem defendendo um conjunto de ações para aprimorar o cenário de Segurança Pública no Brasil, bem como a área social. Em 2012, o tucano passou a debater nacionalmente propostas de mudanças contundentes nesses setores. A defesa de suas ideias se fortaleceu com a criação do Consórcio Brasil Central, o qual preside. Logo em seguida, as propostas ganharam força e passaram a ser replicadas por outros governantes.

Na área social, o programa Cheque Mais Moradia foi criado pelo governador Marconi Perillo em 2000 e adotado em diversos Estados — entre eles em São Paulo, pelo governador Geraldo Alckmin — e recentemente foi implantado em todo o país pela gestão do presidente Michel Temer (PMDB). Batizado de Cartão Reforma, programa foi lançado por Temer e pelo ministro das Cidades em solenidade com a presença de Marconi.

Recentemente, o reitor da Universidade de São Paulo (USP), professor Marco Antonio Zago, disse, durante formatura de alunos do curso de medicina da instituição em Ribeirão Preto (SP), que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) “se preocupa e investe em inovação tecnológica”. Ele ressaltou também que “o governo de Goiás e o governador Marconi são amigos da USP”.

Inserido no debate dos grandes temas nacionais, o governador de Goiás é tido, nos bastidores, como o vice ideal para Geraldo Alckmin, pois, além de político de sucesso nas urnas, é jovem e moderno. Vem aí a política do “café com pequi”?