Grave potente, carros turbinados e eventos lotados: a força do som automotivo goiano
16 maio 2026 às 21h58

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Altos-falantes, cores vibrantes, luzes em LED, graves e potência. Por anos, o som automotivo conquistou adeptos dessa cultura genuinamente goiana. Entretanto, o segmento enfrentou rejeição de parte do público, que associava os eventos à baderna e confusão. Hoje, a realidade é outra. O som automotivo está presente em carros dos mais variados modelos — desde veículos de colecionadores até os mais potentes — e isso tem contribuído para movimentar a economia local.
Para se ter uma ideia, um carro totalmente turbinado pode chegar a R$ 500 mil. O Jornal Opção conversou com empresas do ramo para entender o que leva uma pessoa a investir tanto nesses equipamentos. E já fica o spoiler: duas palavras foram as mais citadas pelos entrevistados — sonho e hobby.
Consagrada no mercado — e, por que não dizer, pioneira — está a Abelvolks. A empresa, da forma como atua hoje, voltada para montagem de som automotivo, começou em 1997 pelas mãos de Silvibel Pereira Carneiro. O modelo da loja já nasceu atrelado aos eventos. Isso porque ele foi convidado para divulgar uma loja de roupas em Inhumas, em uma estrutura praticamente improvisada.
Em 1997, a gente foi chamado para divulgar uma festa de marca de roupa. Aí eu dei a ideia: ‘Por que não fazer a festa?’. O produtor gostou, arrumou uma máquina de arroz abandonada e a gente montou tudo lá.
Silvio relembra que o primeiro evento contou com estrutura improvisada, DJ e paredões montados por amigos do segmento. O sucesso da festa acabou abrindo espaço para novos eventos.
“Deu muita gente. Não focada no som de carro, mas pelo evento diferenciado. Aí minha cabeça foi trabalhando e a gente começou a fazer festas com som automotivo.”
Entretanto, a história da marca começou em 1967, com o pai de Silvibel, Abelardo. Na época, a loja da família funcionava na Rua 4, no Centro de Goiânia, e era voltada para acessórios automotivos. Ele explica como surgiu o nome Abelvolks.
Meu pai chamava Abelardo e tinha o apelido de Abel. Naquela época estava começando a Volkswagen no Brasil. Então ele criou ‘Abel do Povo’. Daí nasceu a Abelvolks.

Segundo o empresário, hoje o som automotivo se transformou em um projeto altamente personalizado, envolvendo estética, acabamento e modificações completas nos veículos. Atualmente, a marca conta com três lojas em Goiânia e mais de 38 funcionários.
“Hoje um carro, para ser premiado, muda de cor, coloca teto solar, suspensão, roda. O acabamento ficou muito sofisticado.”
Silvio explicou que cada projeto é praticamente artesanal e pode levar cerca de 30 dias para ficar pronto, a depender da complexidade. Ele conta ainda que já produziu projetos de som automotivo entre R$ 30 mil e R$ 500 mil.
“Cada dono de carro tem sua identidade. Um gosta de uma marca de alto-falante, outro quer outro acabamento.”
Segundo ele, há clientes que chegam sem sequer escolher o veículo.
“Tem cliente que pergunta: ‘Qual carro vocês querem montar?’. O cara vai lá, compra o carro zero e coloca dentro da empresa.”
Ele destaca que diversos artistas já o procuraram para montar veículos, como a dupla sertaneja Henrique e Juliano, Gusttavo Lima e até Marília Mendonça. Há também influenciadores apaixonados pelo segmento. Para ele, isso contribuiu para afastar parte da resistência ao som automotivo.

“O som automotivo hoje está no melhor momento porque passou a atrair pessoas famosas. Isso ajudou a mostrar que é um hobby.”
Apesar disso, ele descarta a ideia de que a presença de artistas tenha tornado o segmento elitizado.
“Eu não comparo por esse lado da elite. É um hobby. Tem gente que gosta de cavalo, carro antigo, drift. O som automotivo virou isso.”
Silvibel afirma que muitos clientes chegam apenas com o objetivo de realizar um sonho antigo, inclusive montando carros para os filhos.
Trio goiano
O empresário também destacou o protagonismo goiano no desenvolvimento do chamado “Trio Goiano”, sistema de áudio automotivo que ganhou destaque nacional e internacional. Focado em alta fidelidade e potência, o modelo utiliza um sistema de três vias: subwoofers para subgraves, alto-falantes de médio-grave nas portas ou tampão e super tweeters para agudos cristalinos.

Segundo ele, empresas estrangeiras visitam Goiânia para entender o modelo utilizado no Estado. “Tem chinês e japonês vindo aqui entender por que usamos 40, 50, 60 alto-falantes em um veículo.”
Além do conhecimento técnico, ele afirma que já possui veículos montados fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos e na Europa.
“Tem carro nosso nos Estados Unidos, onde, inclusive, tocaram na Times Square. Há veículos em Bruxelas e em outros países da Europa.”
Tecnologia e pioneirismo
Silvibel destaca que o avanço da tecnologia transformou a forma de montar aparelhagens dentro dos carros.
“Antigamente o cara ficava três, quatro dias cortando um carro artesanalmente. Hoje existe projeto digital.”
Questionado sobre os modelos mais difíceis de executar, ele afirma que os inéditos sempre dão mais trabalho.
Com décadas de atuação no mercado, Silvibel avalia que a Abelvolks se tornou uma “escola” dentro do segmento automotivo, responsável por formar profissionais que hoje atuam em outras empresas do ramo.
“Todo mercado grande vira uma boa escola. Muitas pessoas vieram daqui, aprenderam aqui e eu quero que evoluam. Não quero que sejam piores, quero que sejam melhores.”
O segmento de som automotivo ainda não possui uma associação ou representante oficial da categoria. Na visão do empresário, isso acontece devido à desunião entre empresários do ramo. Ele também criticou práticas consideradas antiéticas dentro do setor.
“Tem mercado em que um quer derrubar o outro ao invés de pensar na própria marca.”
Eventos
Como citado anteriormente, Silvibel também atua na organização de eventos. Neste ano, o aniversário de 28 anos da marca será realizado no dia 19 de setembro, no Infinity Garden, em Aparecida de Goiânia — espaço que tem recebido grande parte dos encontros do segmento. A expectativa é superar os números da edição anterior, que reuniu 160 carros de clientes da marca.
Apesar disso, ele afirma que o som automotivo não deve ser associado apenas a festas.
“Som automotivo é sistema de áudio, não estilo de festa. Tem sertanejo, funk, gospel, forró, eletrônico. É infinito.”
Veja fotos da última edição da festa promotiva da Abelvolks
Deboxe
Outra marca consolidada no mercado é a Deboxe. Basta ouvir o nome para lembrar da intro remixada da empresa. Alex Souza Silva, mais conhecido como Leko, é um dos sócios-proprietários e conta que começou no segmento de eventos há cerca de 20 anos, inicialmente ligado ao som automotivo por meio de um projeto familiar.
Segundo ele, a paixão pelo setor surgiu ainda nos primeiros contatos com equipes goianas de destaque.
O primeiro evento foi com o som automotivo. Meu irmão tinha um carro de som, foi uma festa para arrecadar dinheiro para a formatura na época. Então tudo começou nesse segmento

Montagem
Assim como Silvibel, Leko destaca que cada montagem é feita de forma artesanal e personalizada, variando conforme o sonho e a condição financeira do cliente.
É um trabalho artístico. É feito totalmente do zero, desde a desmontagem até acabamento, pintura e instalação.
Um projeto completo, envolvendo carro, som, rodas e pintura, pode custar entre R$ 230 mil e R$ 250 mil, em média.
Apesar dos valores elevados, ele reforça que o segmento atende públicos de diferentes classes sociais. “A gente costuma se adaptar ao sonho do cliente e à condição que ele tem.”
Ele afirma que o setor consegue unir diferentes públicos em um mesmo ambiente. “Eu tenho muito orgulho de carregar essa bandeira do som automotivo porque foi dele que eu saí. Ele abraça todas as classes.”
Leko afirma que a procura cresceu tanto que atualmente existe fila de espera para montagem de veículos. “Hoje nós estamos com uma fila de espera de 20 carros para serem montados.”
A empresa conta atualmente com oito lojas espalhadas pelo país, incluindo unidades em Goiás, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso e Distrito Federal.

Preconceito e quebra de barreiras
Leko relembra que o som automotivo enfrentou anos de preconceito e até períodos de proibição em Goiás. Segundo ele, a generalização causada por eventos clandestinos prejudicou empresas legalizadas.
“Quando acontece um problema com o som automotivo, há uma generalização.”
Ele complementa que o som automotivo se tornou um movimento cultural em Goiás justamente por ter enfrentado discriminação ao longo dos anos. A força desse movimento resultou no “Trio Goiano”, que virou referência nacional e hoje atrai artistas, influenciadores e jogadores de futebol.
Entre os famosos que aderiram ao segmento, ele cita nomes conhecidos da música sertaneja e do esporte.
Gusttavo Lima tem carro Trio Goiano, Henrique e Juliano têm, Hugo e Guilherme estão montando carro com a gente agora.
Para Leko, a presença dessas personalidades ajudou a reduzir preconceitos históricos contra o som automotivo.
“Esses formadores de opinião ajudam a quebrar objeções e construir uma opinião positiva em cima do segmento.”
Eventos
A Deboxe também realiza uma festa própria. Neste ano, a Deboxe Eclipse está marcada para o dia 5 de setembro. Segundo Leko, a expectativa é superar os números da edição passada, que reuniu 27 mil pessoas e mais de 158 carros.
“Nossa edição deste ano promete ainda mais. Este ano a gente busca colocar 180 carros.”
O empresário revelou ainda que a marca já possui carros montados fora do Brasil e planeja expandir os festivais internacionalmente.
“Já estão previstos eventos na Europa e nos Estados Unidos com o selo da Deboxe.”
A Deboxe também está presente em diversos exposições agropecuárias e shows dos mais diversos segmentos. Para além do som automotivo, a marca também investe em camisas, copos, taças e outros elementos que reforçam a identidade da marca.
Rivalidade
Leko afirma que a rivalidade entre equipes do segmento é positiva para o mercado e cita sua passagem pela Abelvolks antes de se tornar sócio da Deboxe.
Um ajuda o outro a não ficar na zona de conforto. Tenho grandes amigos lá dentro e respeito demais a história deles.
Abelbeetle
Nascida em 2003, a Abelbeetle também conquistou espaço no ramo do som automotivo. Marsibel Pereira Carneiro Silva, criador da marca, conta que trabalhou por 16 anos ao lado do irmão na Abelvolks, antes da separação da sociedade.
Meu pai fundou a Abelvolks na década de 1960. Eu comecei a trabalhar na loja com 5 anos de idade, catando parafuso e aprendendo. Com nove anos, eu já fazia instalação nos veículos.
Ele afirma que ajudou a construir a cena do som automotivo em Goiás. “Todo mundo pode bater na tecla, mas nós fomos pioneiros no som automotivo aqui no Estado.”
Projetos
Marsibel detalha que os projetos são personalizados e podem levar de 30 a até 90 dias de trabalho intensivo.
Tudo depende do projeto que a pessoa quer montar. Tem carro que gera até 90 dias de trabalho intensivo. Tem preparação de suspensão, legalização, projeto acústico, madeiramento, fiação, pintura, acrílico, montagem e polimento. Cada um tem sua profissão.
O empresário afirma que prefere trabalhar com poucos carros simultaneamente para garantir qualidade na entrega.
“Encher a loja de carro é fácil, entregar é difícil.”
Hobby
Marsibel rebate a ideia de que o segmento sofre preconceito e diz que o som automotivo virou uma paixão cultural entre os goianos.
Virou uma paixão, virou uma coisa tradicional. Eu falo que aqui somos uma fábrica de sonhos.
Ele relembra histórias de clientes que passaram meses ou anos juntando dinheiro para montar os carros.
“Tem cliente que demora um ano juntando equipamento. Quando a gente entrega o carro, o cara chora porque realizou um sonho.”
Marsibel conta o caso de um cliente de Porangatu que acompanhava carreatas políticas ainda criança e sonhava em montar um carro na loja.
“Quando eu fui colar o adesivo no carro, olhei pra trás e ele estava chorando. Ele falou: ‘Eu disse que um dia ia realizar meu sonho aqui’. Aquilo marcou muito a gente.”
Apesar disso, ele reconhece que o hobby possui custos elevados. “Hoje só monta quem tem condições.”
Ele afirma que há clientes que investem mais no som do que no próprio veículo. “Tem gente que compra uma Saveiro de R$ 90 mil e coloca mais R$ 200 mil em equipamento.”
Para ele, a resistência ao som automotivo vem de pessoas que não respeitam regras de utilização.
A discriminação veio de pessoas que não sabem usar o som, não sabem horário, altura e volume. Mas quem gosta do som automotivo tem muita admiração por isso.
Mercado
Na avaliação do empresário, o setor continua aquecido e movimenta diversos segmentos econômicos, gerando empregos diretos e indiretos.
“É um mercado muito aquecido para quem trabalha certo. E vale lembrar que não é só loja de som. Tem roda, suspensão, elétrica, pintura, vários parceiros envolvidos.”
Ele conta que chegou a vender a empresa em 2012, mas retomou o negócio após problemas na negociação e decidiu voltar ao ramo por influência do filho.
“Hoje estou passando meu legado para o meu filho, que chama Abelardo, igual meu pai.”

Mobille
Outra marca conhecida no mercado é a Mobille, comandada por Bruno Oliveira. Ele conta que sua ligação com o som automotivo começou como hobby. Segundo ele, a paixão cresceu após montar o próprio carro de som e participar de festas.
Eu gostava de carro de som, montei um carro de som pra mim. Na sequência, comecei a tocar em festas e me interessei tanto que, com o tempo, comecei a fazer festas primeiro de som automotivo.
Diante disso, decidiu se tornar empresário e investiu na Mobille, que estava praticamente desativada na época.
“Ela encontrava-se praticamente fechada. Eu comprei o nome e abri a loja do zero. Não tinha nada, só o nome.”
Bruno avalia que o mercado do som automotivo passou por uma transformação tecnológica e cultural nos últimos 20 anos.
“Hoje já está bem mais moderno. A tecnologia aumentou muito. Quem está consumindo hoje é outra geração. Mas a paixão continua a mesma.”
Segundo ele, o segmento vive hoje um momento de maior aceitação social. “Teve uma época que o som automotivo deu uma caída muito, ficou marginalizado. Hoje já está totalmente ao contrário.”
Para Bruno, o gosto pelo som automotivo em Goiás está diretamente ligado à cultura regional e à paixão por carros e música.
“O brasileiro é apaixonado por carro. E a cultura goiana foi caminhando junto. O cara com o próprio carro reunia os amigos e fazia ali sua própria balada.”
Preconceito
Na visão do empresário, o problema nunca esteve no som automotivo em si, mas em pessoas que utilizavam os carros em situações ligadas à criminalidade.
A culpa nunca foi do som automotivo. Era a questão dos próprios marginais.
Ele afirma que chegou a produzir eventos, mas desistiu devido às dificuldades burocráticas e perseguições. Apesar disso, acredita que a melhora da segurança pública contribuiu para melhorar a imagem do setor.
“Como melhorou a segurança aqui agora, melhoraram também as festas do som automotivo.”
Além disso, ele destaca que artistas sertanejos contribuíram diretamente para diminuir o preconceito contra o segmento.
“Quando Gusttavo Lima, Henrique e Juliano e vários outros começaram a ter carro de som, mudou bastante.”
Sonho
Bruno afirma que muitos clientes tratam o carro de som como a realização de um sonho pessoal.
“É um sonho do cara. O cara vem, traz família para ver o carro, traz namorado, parente, amigo. Enquanto não monta o primeiro carro, fica com aquela sensação de não ter realizado o sonho.”
Segundo ele, na loja é possível montar um som básico a partir de R$ 1,5 mil. Já projetos intermediários variam entre R$ 10 mil e R$ 15 mil.
“Agora, um carro topado começa em R$ 40 mil e vai até R$ 150 mil. Já montamos projetos de até R$ 180 mil.”

Ele afirma ainda que projetos maiores podem levar de 30 a 45 dias para serem entregues na loja, localizada no Setor Perim, que conta atualmente com 29 colaboradores.

Projeto de lei visa espaço para realização de eventos automotivos
Recentemente, a Câmara de Goiânia atualizou o Código de Posturas para possibilitar a instalação de som automotivo em eventos temporários. A matéria define como som automotivo todo equipamento rebocado, instalado ou acoplado em porta-malas ou carrocerias de veículos, desde que sejam observados alguns critérios.
Entre eles, as ondas sonoras emitidas pelos equipamentos não poderão ser direcionadas para residências ou estabelecimentos comerciais, sob pena de caracterizar perturbação do sossego público.
A autorização para realização do evento dependerá de requerimento à Prefeitura de Goiânia, acompanhado de documentos como identificação do organizador, endereço do evento, regularização dos veículos participantes e certidão negativa de débitos municipais.
Segundo o texto aprovado, a medida permitirá “o estabelecimento de critérios objetivos para a concessão de autorizações, promovendo maior organização dos eventos e sua compatibilização com o interesse público”.
A medida foi comemorada pelos entrevistados. Entretanto, eles lembram que uma das promessas de campanha do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, consiste na criação de um espaço próprio para realização de eventos de som automotivo.
Para Silvibel, a proposta é importante porque o setor enfrenta dificuldades para realizar eventos devido às restrições de horário e à falta de espaços adequados.
“A gente precisa de locais. Não só o som automotivo, mas outros eventos também. Tem artista de fora que quer fazer coisa aqui em Goiânia e não faz porque 23h tem que acabar.”
Ele defende a criação de espaços afastados de áreas residenciais para evitar conflitos com moradores.
Já o sócio da Deboxe afirma que o projeto só fará sentido se houver amplo debate com a população e com o próprio segmento.
Esse local precisa ser discutido entre as autoridades, porque tem que ser um local que não incomode a população.
Segundo ele, um espaço adequado precisaria contar com infraestrutura básica, como asfalto, muros, banheiros e áreas de apoio.
Quanto mais infraestrutura tiver, mais eventos vai ter, mais renda vai ter e mais emprego será gerado.”
Marsibel, por sua vez, defende que o problema não é a falta de espaço, mas sim de organização e profissionalismo.
Isso é promessa que todo mundo faz e nunca cumpre. Eu acho que os espaços já existem. O que precisa é adequar o usuário e quem organiza o evento.
Já Bruno Oliveira acredita que o projeto só dará certo se for conduzido por pessoas do próprio segmento.
Tem que pegar pessoas que estão dentro do som automotivo, porque antigamente pegavam um cara que não tinha nada a perder. Se desse problema, ele ia embora. Se voltar e fizer as coisas certinho, tem tendência a crescer bastante.
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