“Cirurgiões-barbeiros”: assim eram chamados os profissionais que, no século XVI, acumulavam diferentes funções, desde cuidados estéticos, como cortes de cabelo e barba, até a realização de pequenas cirurgias e extrações dentárias. Na época, a profissão já contava com regulamentação própria em algumas regiões da Europa, inclusive com um regimento elaborado pelo Senado de Lisboa. Cinco séculos depois, o ofício continua passando por transformações.

Se antes os barbeiros costuravam pele e trabalhavam como médicos, atualmente a capacidade de adaptação se manifesta de outra forma: na diversificação dos serviços e na reinvenção dos negócios. Nos últimos anos, as barbearias deixaram de oferecer apenas cortes de cabelo e barba e passaram a incluir cerveja, procedimentos estéticos, tratamentos químicos para os fios, lavagem de carros, mesas de sinuca, roupas, cosméticos, entre outros produtos e serviços.

Quem acompanhou essa mudança de perto foi Marcus Raphael, bem mais conhecido como Dudu, proprietário da Dudu Barber Shop, que começou a cortar cabelo em 2016. “Existe um tabu muito grande entre os homens. Mas aí, um vai vendo o outro melhorando, que realmente tem uma mudança na personalidade, no jeito, na vestimenta… E vê que tem espaço pra você melhorar também”.

Dudu em entrevista. Foto: Rosi Campos/Jornal Opção

Bárbara Morais, barbeira e proprietária do Weed Studio, com quatro anos de profissão, também notou o mesmo movimento cada vez mais crescente do cuidado masculino. “Infelizmente, antigamente os homens tinham um pensamento mais fechado nesse quesito de se cuidar, de tratar bem tanto a pele quanto o cabelo. Hoje em dia, com a mudança, internet e tudo mais, o pessoal está tendo mais conhecimento nesse quesito de beleza”, comenta.

Baárbara Morais. Foto: Reprodução

Mas há vários modelos de negócio no mundo da barbearia. O presidente do Sindicato dos Proprietários de Barbearias, Salões de Cabeleireiros e Institutos de Beleza (Sindibeleza), Marcelino Lucena, afirma que deve haver entre 5 mil e 6 mil barbearias na Grande Goiânia e aproximadamente 10 mil em todo Estado. Existem inclusive barbeiros itinerantes, que atendem na rua, em domicílio e até em bares, como Roger Silva, que entrou na profissão por causa de seu pai e mantém vivo o legado até hoje. “Eu vou te falar, nós gostamos disso aqui. Eu não vejo dificuldade.”

Roger Silva realiza atendimento nas ruas | Foto: Tiago Vechi/Jornal Opção

Uma profissão que atravessou séculos

A transformação das barbearias não significa que a profissão tenha perdido suas raízes. No Brasil, a prática chegou durante o período colonial, com a atuação dos padres jesuítas, que ensinaram o trabalho a indígenas e pessoas escravizadas. Os primeiros barbeiros ambulantes surgiram nesse contexto.

Com a especialização das atividades médicas ao longo do tempo, os barbeiros passaram a se concentrar nos cuidados com os cabelos e a barba. A partir daí, o ofício continuou a se adaptar às transformações sociais, econômicas e culturais.

O cirurgião-barbeiro de Adriaen Brouwer, pintada no século XVI. Foto: Pubhist

Nas últimas décadas, a mudança se tornou visível também no formato dos estabelecimentos. As barbershops passaram a apostar em ambientes confortáveis, entretenimento e serviços complementares para criar uma experiência que vai além do atendimento tradicional.

Marcelino Lucena explica como o cenário de barbearias mudou ao longo dos anos | Foto: Acervo Pessoal

Para Marcelino Lucena, o espaço passou a representar também uma oportunidade de descanso e convivência. “Quando surgiu esse boom da barbearia, que veio o pessoal, começou a modernizar as barbearias, o homem passou a ver que ali é um espaço bacana pra ele relaxar um pouco. Jogar uma sinuca, tomar uma cerveja, conversar trivialidades que o cara gosta mesmo”, afirma.

A estratégia busca atender a diferentes interesses em um mesmo lugar. Em vez de limitar a receita ao valor cobrado por um corte, os estabelecimentos oferecem outros procedimentos e produtos, ampliando as possibilidades de consumo de cada cliente.

Dudu, por exemplo, trabalha para aumentar seu ticket médio (média de valor gasto por cliente) com muita diversificação de produtos, serviços estéticos e até oferece lavagem de carro. Atualmente, na Dudu Barber Shop, são 10 barbeiros que atendem, em média, 1,8 mil clientes por mês.

De um barracão ao próprio negócio

Antes de entrar no setor, Dudu passou cerca de dez anos trabalhando como manobrista. A mudança começou em um espaço simples nos fundos da casa da mãe, onde passou a praticar os cortes em 2016.

O primeiro contato com a profissão foi acompanhado pela perspectiva de aprender rapidamente. Segundo ele, um profissional, com quem ele cortava o cabelo, que se tornou seu mentor, chegou a oferecer quatro aulas para prepará-lo para o mercado de trabalho.

Aí foi onde ele falou: ‘Cara, eu vou te passar quatro aulas. Com elas, eu te deixo pronto pro mercado de trabalho’, relembra.

A experiência inicial foi o ponto de partida para a construção de um negócio que, atualmente, reúne diferentes serviços. Dudu diz ter criado uma estrutura na qual o cliente pode resolver várias necessidades sem sair do estabelecimento.

“Eu criei meio que um ecossistema aqui dentro. O cliente chega, corta cabelo, faz a barba, faz unha, lava seu carro. Tudo isso em um só lugar”, conta.

A diversificação também influencia o valor gasto por consumidor. De acordo com o barbeiro, alguns profissionais de sua equipe já atendem clientes cujos gastos são bem maiores do que em uma barbearia comum.

“Hoje eu tenho barbeiro aqui que a comanda de um cliente gira em torno de R$ 400, R$ 500. O homem tem gastado mais”, afirma.

A estrutura, porém, exige investimento. Dudu estima que um profissional precise desembolsar cerca de R$ 8 mil em materiais para começar a trabalhar, enquanto a montagem de uma barbearia pode chegar a R$ 80 mil.

Espaço interno da Dudu Barber Shop | Foto: Rosi Campos/Jornal Oção

Porque não adianta você montar um negócio para você não competir com o grande. Ninguém vai deixar uma barbearia que tem toda a estrutura, lugar climatizado, ambiente agradável para ir cortar em qualquer lugar, avalia o empresário.

Dudu destaca as diferenças entre atuar como profissional e administrar um estabelecimento. “Muitos negócios fecham porque as pessoas estão pegando elevador ao invés de subir degrau por degrau. Sobe rápido, cai rápido”.

Uma mudança de rumo aos 23 anos

A entrada de Bárbara Morais na profissão ocorreu após uma experiência fora do país, onde conheceu o trabalho dos barbeiros europeus. Aos 20 anos, ela teve contato com a atividade e decidiu mudar de rumo profissional.

“Deu um estalo na minha cabeça, tava numa viagem fora do país e por lá comprei uma maquininha”, conta.

Ao retornar ao Brasil, investiu R$ 3 mil em um curso e começou a construir a carreira do zero. O caminho exigiu mudanças no espaço de trabalho e adaptações para desenvolver o negócio.

Weed Studio, barbearia de Bárbara | Foto: Tiago Vechi/Jornal Opção

“Quando eu voltei, eu já falei: ‘Cara, quero isso’, foi quando eu comecei a fazer um curso… comecei do zero aqui, eu já tive que reformar muita coisa, mas, graças a Deus, tá dando certo”, afirma.

A profissional investiu na ampliação dos serviços oferecidos pelo estúdio. Além de corte de cabelo e barba, realiza selagem, pigmentação, barboterapia e limpeza de pele, entre outros tratamentos. A atualização dos equipamentos também faz parte da estratégia para acompanhar as demandas dos clientes.

Faço corte de cabelo, barba, selagem, pigmentação, barboterapia, limpeza de pele, faço todo tipo de tratamento. Aqui também agora eu lancei esse lavatório novo… Estou sempre atualizando para trazer inovação para os clientes, diz.

Mulheres no mercado

A presença de mulheres na atividade é outra mudança observada pelo setor. Marcelino Lucena afirma que os profissionais mais jovens têm contribuído para a expansão das barbearias e destaca a participação feminina nesse mercado.

A grande maioria dos barbeiros hoje é formada por jovens, tanto homens quanto mulheres. Elas também estão entrando no ramo da barbearia para trabalhar, afirma.

Como toda profissão predominantemente masculina, a entrada de Bárbara no ramo da barbearia não ocorreu sem obstáculos. No início, ela enfrentou desconfiança de clientes que questionavam sua capacidade de cortar cabelos por ser mulher.

“Certas pessoas tinham preconceito e, às vezes, receio ou até medo de cortar o cabelo comigo. Ouvi muito: ‘Ah, a mulher está cortando cabelo, mas será que ela sabe?’ Mas, depois de um tempo mostrando o que eu realmente sei fazer, as pessoas passaram a me aceitar melhor”, relata.

Além de superar essa barreira, a profissional precisou lidar com a dificuldade de construir uma clientela recorrente. Para ela, conquistar a confiança dos consumidores é parte fundamental da consolidação do negócio.

“No início, fidelização de clientes era a coisa mais difícil. Ter clientes o tempo todo é uma coisa difícil, mas não pode ficar para baixo”, afirma.

Desenhos, oportunidade e aprendizado na prática

A profissão também atrai quem encontra no corte de cabelo uma forma de desenvolver habilidades artísticas. É o caso de João Victor, que começou a se interessar pela atividade a partir de sua afinidade com o desenho. Atualmente, ele atua na Galpão Barbearia.

Sem recursos para pagar um curso logo no início, ele procurou uma barbearia e se ofereceu para varrer o salão em troca da oportunidade de observar o trabalho dos profissionais e aprender.

O interesse pelos desenhos ajudou a direcionar sua escolha. Um amigo sugeriu que ele experimentasse reproduzir imagens nos cabelos dos clientes, técnica que se tornou uma das formas de desenvolver suas habilidades.

“Eu sempre gostei de desenhar, saca? Só que aí um brother meu pegou e me deu a ideia de desenhar no cabelo dos caras, aí eu fui gostando, comecei a fazer aqui, fiz um cursinho aqui mais ou menos, fui aprender”, relembra.

Hoje, João Victor vê na atividade uma fonte de sustento e uma mudança importante em sua condição de vida. “Eu nunca pensei que barbearia fosse algo que fosse me render uma vida. Antigamente, eu passava muita dificuldade e hoje, graças a Deus, as oportunidades que eu tive, é a profissão que me sustenta. Eu tenho uma vida relativamente boa, não passo necessidade mais”, afirma.

João Victor reforça a necessidade de diferenciação ao dar conselhos para quem pensa em começar agora “seja diferenciado naquilo que você tá fazendo.” Agora, com cerca de 12 anos de profissão, relembra que investiu R$ 600 no primeiro curso que fez e continua se atualizando.

“Hoje em dia, o mercado é uma coisa em que, todos os dias, os caras estão lançando uma coisa nova, né? Então acho que o maior desafio na barbearia é isso: é estar sempre se atualizando, não tem como ficar pra trás”, diz João Victor.

Tradição familiar e atendimento itinerante

Enquanto alguns profissionais chegam ao setor por meio de cursos e experiências individuais, outros encontram na família a principal referência. Roger Silva começou a aprender o ofício com o pai, que trabalha como barbeiro desde 1997.

“Quem me incentivou foi meu pai. Ele quem me ensinou, passou os cursos. Eu cortei o cabelo dele há muito tempo pra eu começar a cortar cabelo dos meus clientes da forma que trabalho hoje”, relata.

Roger Silva representa um modelo de atuação que permanece presente mesmo com a modernização dos estabelecimentos: o atendimento itinerante, realizado em diferentes locais e sem depender exclusivamente de uma estrutura fixa.

A rotina tem exigências próprias. O profissional aponta o desgaste físico provocado pelas horas em pé, especialmente nos dias de maior movimento, como as sextas-feiras.

“Você desgasta um pouco sua saúde. O problema que eu tive foi cansaço de ficar em pé. Às vezes, dependendo da quantidade, uma sexta-feira mesmo é mais movimentada, o que cansa mais um pouquinho”, afirma.

Apesar disso, ele diz gostar da atividade e considera que o aumento da preocupação masculina com a aparência contribuiu para valorizar a profissão.

“Depois dessa mudança, ficou bom demais, porque hoje o homem tá mais vaidoso, né? Isso aí valorizou demais o ramo da barbearia”, declarou.

Para Roger Silva, o formato tradicional continua tendo espaço, mesmo diante da expansão das barbershops. O atendimento em bares e na rua mantém um público próprio, interessado em uma relação mais direta com o profissional.

“Temos muitos clientes nos botecos. É onde a gente mais gosta. O tradicional sempre vai ter espaço. Pode passar 20 anos, o cara sempre vai querer aquele mais basicão”, diz.

Da técnica à administração

Se a habilidade para cortar cabelo é o ponto de partida, a gestão aparece como um dos principais obstáculos para quem pretende transformar a atividade em empresa. Marcelino Lucena afirma que muitos profissionais dominam a parte técnica, mas encontram dificuldades para administrar os próprios negócios.

“O maior desafio deles, por incrível que pareça, é a administração. Porque é um negócio muito grande e tem uma rotatividade maior de serviços. Os caras são muito bons no que fazem em termos de técnicas, de profissionalismo, mas a gestão é o grande desafio deles, porque muitos não sabem gerir”, avalia.

O desafio envolve organizar as contas, controlar o fluxo de caixa, planejar compras, administrar estoques e estabelecer uma rotina de pagamentos. Sem esse controle, o movimento de clientes e a variedade de serviços não garantem, por si só, a sustentabilidade financeira do empreendimento.

Dudu também aponta a administração como uma parte frequentemente ignorada por quem deseja entrar no setor. Para ele, a dificuldade de empreender no Brasil se soma à escassez de mão de obra e à necessidade de acompanhar as mudanças do mercado.

“O maior desafio hoje, primeiramente, é empreender no Brasil, que tem sido difícil, mão de obra tá muito escassa, além do desafio maior, que é lidar com pessoas, e tá sempre à frente buscando conhecimento para tá sempre inovando”, afirma.

O barbeiro destaca que a rotina empresarial exige decisões que vão além do atendimento ao público. “As pessoas acham que é só cortar cabelo e por trás disso tem uma gestão: como que você vai comprar, como que você vai pagar, a quantidade em estoque”, diz.

A contratação e a permanência de profissionais qualificados também integram essa equação. Para manter um estabelecimento competitivo, o empreendedor precisa conciliar a qualidade dos serviços com a organização da equipe e a capacidade de oferecer novidades sem comprometer as finanças.

O atendimento ao público, por sua vez, é outro ponto de atenção. Murilo Rodrigues, que começou na profissão aos 18 anos por incentivo da mãe, trabalha na Slap Skate Shop e Barbearia. Além de corte de cabelo e estética, o espaço conta com roupas e peças de skate para venda. Ele afirma que entrou no mercado logo depois de concluir um curso justamente onde começou a trabalhar.

Apesar da formação técnica, ele considera que lidar com os clientes exige paciência e habilidade para administrar situações cotidianas.

“Lidar com gente exige que você tenha muita paciência, porque, de vez em quando, aparece um povinho que só dá dor de cabeça”, comenta.

Murilo Rodrigues diz também que há demanda para diferentes procedimentos, o que reforça a importância de conhecer as técnicas e entender o que os clientes procuram.

Investimento e fidelização

A ampliação dos serviços cria oportunidades de receita, mas também aumenta a responsabilidade dos profissionais. É necessário investir em equipamentos, acompanhar as tendências e conquistar a confiança de quem frequenta o estabelecimento.

No caso de Dudu, a aposta em uma estrutura mais completa busca oferecer comodidade e estimular o cliente a consumir outros serviços. Para Bárbara, a atualização dos procedimentos e dos equipamentos ajuda a manter o interesse do público e a ampliar a oferta do estúdio.

A fidelização, porém, depende também da qualidade do atendimento. Em um mercado no qual o consumidor pode escolher entre diferentes estabelecimentos e profissionais, a experiência durante o serviço influencia a possibilidade de retorno.

Esse processo costuma exigir tempo. Murilo Rodrigues aconselha quem deseja entrar na área a não esperar resultados financeiros imediatos. Segundo ele, o começo pode ser difícil, até que o profissional desenvolva suas habilidades e conquiste uma clientela.

“Depois, leva um certo tempo até você começar a ganhar realmente um dinheiro, mas é um futuro. Se você focar mesmo, tiver perseverança, acreditar que vai crescer, o mercado é infinito. Não tem muita limitação”, afirma.

A avaliação é semelhante à de Dudu, que recomenda aprender a profissão dentro de uma barbearia antes de investir na montagem de um negócio próprio. Para ele, a experiência prática permite compreender a rotina, desenvolver a técnica e construir uma base de clientes antes de assumir os custos de uma estrutura.

Eu indicaria primeiro passar por uma barbearia, adquirir experiência e conquistando clientes para depois montar o seu negócio, aconselha.

A recomendação está relacionada ao risco de começar pela etapa mais cara sem conhecer suficientemente o funcionamento do setor. Além do investimento inicial, o proprietário precisa considerar despesas recorrentes e organizar o negócio para enfrentar períodos de menor movimento.

Capacitação e segurança jurídica

A profissionalização do setor também passa pelo cumprimento das regras que orientam as relações de trabalho. Marcelino Lucena afirma que empresários procuram o sindicato para esclarecer dúvidas sobre a legislação e os contratos utilizados nos estabelecimentos.

Entre os instrumentos mencionados pelo presidente do Sindibeleza está a Lei do Salão Parceiro, que estabelece regras para determinadas relações de parceria entre salões e profissionais da área da beleza.

“A gente recomenda ao donos de barbearia e até o pessoal que está entrando no mercado por agora que procurem o sindicato para que tenham toda a orientação necessária e eviter eventuais problemas futuros”, afirma.

A formalização é uma das medidas que podem ajudar a prevenir conflitos e a dar mais clareza às responsabilidades de cada parte. Para quem pretende empreender, buscar orientação antes de iniciar as atividades também faz parte da preparação necessária para administrar o negócio.

O presidente do Sindibeleza recomenda ainda que os profissionais procurem instituições de apoio empresarial, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para aprender sobre gestão e organização financeira.

A capacitação, entretanto, não se limita à administração. Bárbara aconselha quem deseja começar na profissão a investir continuamente em formação, combinando aulas presenciais e conteúdos disponíveis pela internet.

“Uma pessoa que tá querendo começar hoje em dia é a pessoa que tem que focar nos estudos, tanto fora, tipo presencial, quanto online também. E você sempre deve tratar com cordialidade, tanto seu cliente quanto as pessoas que entram ali no local”, afirma.

João Vitcor também destaca a importância de persistir e encontrar uma identidade profissional própria. Para ele, a disposição para aprender e a capacidade de oferecer um trabalho diferenciado podem ajudar na construção da carreira.

“Nunca deixe as pessoas diminuírem aquilo que você tá fazendo, entendeu? Desistir nunca será uma opção”, aconselha.

A expansão das barbearias em Goiânia reúne, portanto, diferentes caminhos profissionais e modelos de negócio. Há quem invista em ambientes sofisticados e serviços variados, quem mantenha o atendimento tradicional e quem encontre na atividade uma oportunidade de superar dificuldades financeiras. Em comum, os relatos apontam que o domínio da técnica é apenas uma parte do trabalho. Para permanecer no mercado, é preciso conquistar clientes, acompanhar as mudanças e desenvolver capacidade de gestão.

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