Mãe e filho
22 maio 2026 às 19h00

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Mês de maio, mês das mães, das noivas e do casamento. Mãe, figura sagrada, sustentáculo da família. Esse ser sagrado e sublime carrega no ventre um fruto de amor; com ele, delicadamente, estabelece uma ligação que permanecerá por toda a vida, inquebrantável, como se fossem elos da mesma corrente.
Quando se pronuncia a palavra mãe, logo surge no pensamento a imagem de Maria, aquela que enfrentou a responsabilidade de trazer ao mundo o Filho de Deus e acompanhou-o durante toda a sua trajetória na terra, onde presenciou pregações, milagres e transformações. Todavia, foi também testemunha do seu calvário. Com Ele permaneceu até os últimos instantes, sem reclamar, sem blasfemar, apenas demonstrando solidariedade, apesar da dor de ver o filho amado padecer até desfalecer e partir para a casa do Pai.
Deixou para a humanidade o exemplo de fortaleza e humildade, de fé e coragem, de amor e bondade… Talvez por isso, as mulheres sejam firmes e decididas, capazes, às vezes, de enfrentar e vencer situações adversas, consideradas intransponíveis. Quando menos se espera, das profundezas da alma brota um sentimento inexplicável, semelhante a um toque de intuição e bom-senso, que as conduz à descoberta do melhor caminho para educar e proteger seus filhos com extrema sabedoria.
Fatos surpreendentes ocorrem entre mãe e filhos. Relatos interessantes são feitos por médicos ou familiares de pessoas que estão prestes a transpor o limite entre os mundos. Observam uma compreensão inexplicável por parte de crianças em relação à situação de sofrimento em que se encontram e uma força sobrenatural que proporciona à mãe a capacidade de enfrentar as mais difíceis provações a ela destinadas.
O amor de mãe é incondicional. Ela ama seus filhos com suas qualidades e defeitos; essa é uma das peculiaridades da grandeza
dos seus sentimentos. É capaz de fazer verdadeiros milagres para conseguir realizar ações que possam proporcionar-lhes felicidade. Embora tenha que se dividir para poder compartilhar, muitas vezes se esquece de si mesma para volver seu olhar exclusivamente para os frutos do seu próprio ventre.
Ser mãe significa exercer as virtudes da bondade, da paciência, da solidariedade, do desprendimento, da coragem, da compreensão… Esses laços se estabelecem desde os primeiros contatos, no instante em que abraça e aquece o filho. Num momento sublime, oferece-lhe o seio para alimentá-lo. A mãe proporciona segurança ao recém-nascido enquanto dele recebe o prazer do contato físico e espiritual, o que vai contribuir para a recuperação do seu corpo que aguarda essa aproximação.
Contudo, o fator mais importante é o amor. Para os que experimentam esse sentimento, nada é impossível. O amor acompanhará os dois seres durante a empreitada que juntos realizarão pelos caminhos da vida na companhia do pai, dos familiares e amigos. O homem não foi feito para viver só. Para exercer a maternidade em sua plenitude, é necessário que se estabeleça a fraternidade universal. Assim, a humanidade caminhará unida sob a proteção do Criador, participando da insólita beleza da energia cósmica, da qual somos, na Terra, a mais perfeita reprodução.
Alba Dayrell
A coluna Prosas em Artes é uma colaboração de Andréa Luísa Teixeira e Dani de Brito.
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