Bastidores
Alsueres Mariano, do PSB, e Sérgio Bravo, PROS, são os candidatos de Senador Canedo para deputado estadual. Mas assistem, impotentes, a uma autêntica invasão de uma legião estrangeira. Estão pedindo votos no município, com estruturas profissionais, Eliane Pinheiro (PMN), Simeyzon Silveira (PSC, apoiado por Vanderlan Cardoso), Felisberto Tavares (PT), Paulo Magalhães (Solidariedade, apoiado pelo prefeito Misael Oliveira) e Fabrício Paiva (PROS, apoiado por Júnior Friboi), entre outros. O principal prejudicado tende a ser Alsueres Mariano, o favorito da cidade. Aposta-se que será bem votado, mas a presença da legião estrangeira pode derrotá-lo.
Um jornal goianiense esbaldou-se com a informação de que Marina Silva não quer aliança política com o governador Marconi Perillo (PSDB). A história não é bem assim. Primeiro, a candidata a presidente da República pelo PSB não é nenhuma Simão Bacamarte para rejeitar apoio — que, vale dizer, não lhe foi oferecido. Segundo, Vanderlan Cardoso passou-lhe uma informação falsa. O candidato do PSB a governador de Goiás ligou para a cúpula em São Paulo, disse que parte do partido estava bandeando para o lado do governador Marconi Perillo e passou uma contrainformação: estaria “colado” em Iris Rezende, praticamente empatado, e que, se Marina Silva aparecesse em Goiás, ele poderia ganhar a eleição. Diante do quadro, Marina disse que não autorizava ninguém a falar em seu nome. Na verdade, Marina Silva foi ludibriada por Vanderlan Cardoso. Primeiro, o Marimar, que apoia Marconi e Marina, é uma criação do PPS de Roberto Freire (leia-se, em Goiás, Marcos Abrão e Darlan Braz) e do PHS de Eduardo Machado, aliados viscerais do PSB desde o início. Segundo, o grupo “do” PSB que apoia Marconi Perillo saiu há algum tempo do partido. Terceiro, Vanderlan ainda está bem atrás de Iris Rezende, o segundo colocado nas pesquisas. Um grupo do PSB (supostamente bancado por Jorcelino Braga) espalhou tantos boatos sobre seu crescimento nas pesquisas internas — que nunca são divulgadas — e em trackings que muito provavelmente Vanderlan passou a acreditar em alguns.
Em Formosa, há uma guerra acirrada para deputado federal. O prefeito Itamar Barreto, do PSD, apoia três candidatos: Giuseppe Vecci (o preferido, do PSDB), Thiago Peixoto (PSD) e Sandes Júnior (PP). José Mário Schreiner e Célio Silveira também colocaram o pé em Formosa. Levemente, mas puseram.
O prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin, havia melhorado, mas voltou a piorar. O município, está provado, é “maior” do que o integrante do PSD. Tormin dificilmente conseguirá ser reeleito. Talvez tenha chegado a hora de apostar em Marcelo Melo, do PMDB, um político moderno, de ideias arejadas. De Nova Gama, a deputada estadual Sônia Chaves (PSDB) conta com o apoio do prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin, e apoia Giuseppe Vecci para deputado federal.
Dois peemedebistas disseram ao Jornal Opção que Iris Rezende não está dando a mínima bola para possíveis denúncias do empresário Carlos Cachoeira. Iris teria confidenciado a um dos peemedebistas que não há nenhuma fotografia sua com Carlos Cachoeira ou com Cláudio Abreu e que ele estaria “blefando”. Iris está “pagando” para ver. Teria frisado também que expulsou Vieira, ex-Delta, aos berros do Paço Municipal. O peemedebista vai continuar citando o nome de Cachoeira. Carlos Cachoeira, se não for contido por seu advogado, que está nos processos, vai pôr a boca no trombone.
Um peemedebista esteve no comitê do candidato do PMDB a governador ficou impressionado. “Iris Rezende sequer tem uma agenda diária. A desorganização é geral.” Mas ressalvou: “Pelo menos, pela primeira vez na vida, Iris Rezende está tirando dinheiro do próprio bolso para pôr na sua campanha”. O peemedebista frisa que Iris, desta vez, guardou dinheiro para a reta final. O decano do partido teria 5 milhões para os últimos dias de campanha. “Não é muito, mas, pelo menos, é alguma coisa.”
Inimigo visceral de Cristóvão Tormin, Célio Silveira (PSDB) é fortíssimo candidato a deputado federal, sobretudo depois da desistência de Marcelo Melo (PMDB). Ele é visto como “o” candidato do Entorno do Distrito Federal. Célio Silveira faz dobradinha com a ex-prefeita de Valparaíso Lêda Borges, candidata a deputada estadual.
O prefeito de Novo Gama, Everaldo Vidal, do PPL, produziu uma verdadeira salada partidária. Ele apoia Narciso Carvalho (PPL) e Cláudio Meirelles para deputado estadual, Eurípedes Júnior (PROS) para deputado federal e Antônio Gomide (PT) para governador.
A prefeita de Valparaíso, Lucimar Nascimento (PT), lançou três candidatos a deputado estadual. Quer eleger pelo menos, mas, sobretudo, planeja derrotar Lêda Borges. O motivo: a disputa pela prefeita em 2016. Lucimar Nascimento é candidata à reeleição e deve enfrentar exatamente Lêda Borges. Portanto, se esta for eleita deputada, fica mais forte. Se for derrotada, perde energia e prestígio político local e estadual.
Candidato a deputado estadual, Adolfo Lopes, de Valparaíso, é um dos principais esteios das candidaturas de Iris Rezende, para o governo, e Iris Araújo, para deputada federal, no Entorno do Distrito Federal. Adolfo Lopes tira votos de Lêda Borges, que, apesar de certo desgaste, ainda é forte em Valparaíso.
O prefeito de Cristalina, Luiz Carlos Attié (PSD), apoia Giuseppe Vecci, do PSDB, e Thiago Peixoto, do PSD, para deputado federal. Para deputado estadual, Luiz Carlos Attié, que faz uma gestão considerada bisonha até pelos aliados, apoia Diego Sorgatto, de Luziânia. Sorgatto também tem o apoio do prefeito Cristóvão Tormin.
Joaquim Roriz Neto, filho de Jaqueline Roriz e neto do ex-governador Joaquim Roriz, é candidato a deputado federal por Brasília. Roriz Neto não entende nada de política. Porém, como sua mãe não pode ser candidato, ele foi para o sacrifício.
O deputado estadual Valcenor Braz, do PTB do entorno do DF, é um nome consistente para a reeleição. Valcenor enfrenta uma competição acirrada. Mas tem prestígio em várias cidades do Entorno de Brasília, como Luziânia.
Aguimar Jesuíno diz que sabe que sua eleição para o Senado é muito difícil. Seu desafio era se tornar conhecido do eleitor para que pudesse expor suas ideias e, depois, para que fossem absorvidas. O fato é que Aguimar Jesuíno, Vilmar Rocha e Marina Sant’Anna são pouco conhecidos dos eleitores goianos. “Estou impressionado com a popularidade de Marina Silva”, afirma Aguimar Jesuíno. “Ela é cercada pelo povão, e sempre com muito carinho”, acrescenta. “É um fenômeno.”
A transferência de votos em política existe, mas às vezes não é decisiva. Com a saída de José Roberto Arruda (PR) da disputa pelo governo do Distrito Federal, seu candidato, Jofran Frejat (PR), aparece em segundo lugar — empatado com o governador Agnelo Queiroz, do PT. A intenção de voto de Frejat não é ruim — o que significa que Arruda está “transferindo” votos para ele, mas não em condições de transformá-lo em líder. Quando candidato, Arruda era o líder, com 37%. O primeiro colocado, sete pontos à frente, é o senador Rodrigo Rollemberg, do PSB, considerado hoje como favorito para ser o próximo governador. Luiz Pitiman, do PSDB, tem 5%. Toninho, do PSOL, aparece com 3%. Perci Marrara, do PCO, não recebeu indicação. Votos nulos e brancos são 12%. 10% dos entrevistados não souberam responder. Agnelo tem uma rejeição que especialistas avaliam como intransponível — 45%. Rollemberg tem a rejeição mais baixa, 6%, o que o fortalece ainda mais. Jofran tem 13% de rejeição. Perci e Toninho aparecem com 12%, Pitiman tem 11%. O segundo turno sinaliza para um confronto entre Rollemberg, apoiado por Marina Silva, e Jofran, bancado por Arruda. Porém, apesar da rejeição gigante, Agnelo não está morto politicamente, dada sua estrutura poderosa. A pesquisa, feita entre os dias 13 e 18 de setembro, ouviu 1.204 eleitores. Está registrada no TRE-DF (DF-00043/2014). Marcelo Melo profético Numa entrevista concedida ao Jornal Opção, o ex-deputado federal Marcelo Melo, do PMDB, disse, há mais de um mês, que Rollemberg “será eleito” governador do Distrito Federal. Na época, o senador era o terceiro colocado, distante tanto de Arruda quanto de Agnelo.


