“Se com 16 anos já pode votar, também tem que ser responsável pelos crimes que comete”, diz Vanderlan sobre a redução da maioridade penal
01 julho 2026 às 15h35

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O senador Vanderlan Cardoso (PSD) afirmou, em entrevista ao Jornal Opção, ser favorável ao fim da escala de trabalho 6×1 e defendeu que a mudança pode ajudar a reduzir a escassez de mão de obra enfrentada por diversos setores da economia. Durante a conversa, o parlamentar também declarou apoio à redução da maioridade penal, comentou o cenário da disputa pelo Senado em Goiás e detalhou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de sua autoria que amplia a autonomia orçamentária e financeira do Banco Central e inclui proteção constitucional ao PIX.
Ao comentar a proposta que altera a jornada de trabalho, Vanderlan disse que ouviu funcionários de suas empresas e representantes de diferentes segmentos produtivos antes de consolidar sua posição. Segundo ele, muitas empresas já operam, na prática, com jornada de segunda a sexta-feira.
“Meu posicionamento eu já deixei bem claro. A primeira coisa que fiz foi ouvir os meus colaboradores e alguns setores. Hoje nós temos uma dificuldade muito grande de mão de obra e, com essa PEC, tenho certeza de que isso pode melhorar bastante. Cada empresa fará sua adequação. A minha empresa e tantas outras já praticam há algum tempo a escala 5×2. Grande parte das nossas indústrias espalhadas pelo Brasil já trabalha de segunda a sexta-feira”, afirmou.
Na avaliação do senador, a flexibilização da jornada poderá facilitar a contratação de trabalhadores e permitir que cada empresa faça a adaptação de acordo com sua realidade.
Questionado sobre a redução da maioridade penal, Vanderlan disse apoiar a medida por entender que direitos e deveres devem caminhar juntos.
“Sou favorável. Se um cidadão com 16 anos já pode votar, ele também tem que ser responsável pelos crimes que comete”, declarou.
Pesquisas para o Senado
Vanderlan também comentou as pesquisas de intenção de voto para o Senado em Goiás, que colocam a primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil) e o deputado federal Gustavo Gayer (PL) entre os primeiros colocados. Embora tenha afirmado respeitar os levantamentos divulgados, o senador disse confiar em pesquisas internas e de abrangência nacional, que, segundo ele, apresentam um cenário diferente.
“Respeito todos os institutos, cada um tem sua metodologia, mas nós também temos as nossas pesquisas. As pesquisas mais sérias, inclusive algumas de nível nacional, nos colocam em segundo lugar, não muito longe da Gracinha, enquanto o terceiro colocado aparece bem mais distante”, afirmou.
Apesar disso, Vanderlan disse que não atribui peso decisivo aos levantamentos eleitorais neste momento e relembrou a disputa de 2018, quando, segundo ele, aparecia atrás nas pesquisas e acabou eleito.
“Isso, para mim, neste momento, não importa. Em 2018, algumas pesquisas me colocavam em quinto ou sexto lugar e terminamos em primeiro. Hoje somos a segunda opção de voto para praticamente todos os candidatos. Isso é fruto do nosso trabalho. A gente não fica o dia inteiro nas redes sociais lacrando ou fazendo fake news. É trabalho.”
Autonomia do Banco Central e proteção ao PIX
Durante a entrevista, o senador também detalhou a PEC de sua autoria que amplia a autonomia orçamentária e financeira do Banco Central. Segundo ele, a proposta busca garantir recursos para que a instituição mantenha suas atividades e possa recompor o quadro de servidores diante do aumento das atribuições.
“Essa PEC vem resolver uma questão importante, dando autonomia orçamentária e financeira ao Banco Central. Muita gente acha que o Banco Central tem dinheiro de sobra, mas não tem. O órgão está passando por dificuldades, faltam servidores e recursos.”
De acordo com Vanderlan, o Banco Central conta atualmente com cerca de 3,5 mil servidores, número inferior aos aproximadamente 5,5 mil registrados em 2006, apesar da expansão das responsabilidades assumidas pela instituição nos últimos anos.
“O serviço aumentou muito. Só para cuidar do PIX são cerca de 32 pessoas. Os servidores trabalham dia e noite, não recebem adicional noturno nem hora extra. Precisamos dar condições para que o Banco Central não entre em colapso.”
O parlamentar destacou ainda que o relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), incluiu um dispositivo que assegura proteção constitucional ao PIX.
“Pela proposta, o PIX não poderá ser emprestado, doado nem taxado. Essa garantia ficará na Constituição. A PEC foi aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça e agora seguirá para votação no plenário”, afirmou.
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