Gracinha Caiado evita comentar crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro: “Essas coisas precisam ser resolvidas em casa”
01 julho 2026 às 15h01

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*Colaboração de Graciliano Cândido
A ex-primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, evitou entrar na crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, que nas últimas semanas protagonizaram um embate público dentro do Partido Liberal (PL). Em entrevista ao Jornal Opção, nesta quarta-feira, 1º, durante o evento em que o governador Ronaldo Caiado (PSD) anunciou o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como vice de sua chapa à Presidência da República, Gracinha afirmou que o assunto deve permanecer no âmbito familiar.
Sem fazer críticas a qualquer um dos envolvidos, Gracinha destacou que prefere não comentar conflitos dessa natureza e disse manter admiração por Michelle Bolsonaro. “Olha, se tem uma coisa que na política eu não discuto é o assunto familiar. E é muito complicado. Eu tenho um carinho muito grande pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas eu acho que essas coisas precisam ser resolvidas em casa”, afirmou ao Jornal Opção.
A declaração ocorre em meio à maior crise interna já enfrentada pelo PL desde o início da pré-campanha presidencial. O conflito entre Michelle e Flávio Bolsonaro ganhou dimensão nacional após divergências sobre a condução política do partido e da campanha, culminando no afastamento de Michelle do comando do PL Mulher.
Nos bastidores, aliados de ambos os lados passaram a trocar críticas públicas, aprofundando a divisão entre integrantes do partido. O episódio também foi agravado pelas declarações do influenciador Paulo Figueiredo, aliado de Flávio Bolsonaro, que atacou Michelle e fez comentários considerados machistas, provocando reação de lideranças conservadoras e parlamentares do próprio PL.
Ao optar por não tomar partido, Gracinha Caiado reforçou que disputas familiares devem ser resolvidas no ambiente privado, preservando as relações pessoais e evitando que conflitos dessa natureza interfiram no debate político.
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