“A vítima não pode se perder na burocracia”, afirma Mabel sobre nova rede atendimento a vítimas de violência
06 maio 2026 às 15h12

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O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, assinou nesta quarta-feira, 6, a institucionalização da Rede de Atenção a Pessoas em Situação de Violência e anunciou a implementação da Rede de Proteção à Mulher. A medida visa unificar o atendimento que, até então, ocorria de forma dispersa entre diferentes pastas, criando um protocolo único que envolve desde a saúde e a educação até a Guarda Municipal e o Ministério Público.
O principal diferencial da iniciativa é a integração das ações. Durante coletiva, o prefeito destacou que o objetivo é evitar que a vítima se perca na burocracia ou fique desamparada após a agressão. “É muita gente cuidando de violência, mas não de forma integrada. O fator diferenciador deste trabalho é que tínhamos várias ações que não eram sincronizadas”, afirmou Mabel.
A nova rede estabelece que qualquer unidade pública, seja um CAIS ou um CRAS, funcione como porta de entrada. Ao identificar a violência, o protocolo de proteção é acionado imediatamente. Para Mabel, a segurança financeira é um dos principais fatores que impedem muitas mulheres de romper o ciclo de abusos. “Muita gente é agredida, vai denunciar e volta, porque não tem outro lugar para ir. Então, ela retorna para onde está o agressor. Nós temos que garantir proteção: oferecer aluguel social, botão de pânico, cestas de alimentos e medicamentos”, explicou.
Além do suporte financeiro para moradia, que terá um teto flexível em torno de R$ 700 para se adaptar à realidade de cada família, a prefeitura garantiu o uso da Patrulha Maria da Penha para escoltar vítimas que precisarem retirar pertences de casa com segurança.
O papel da Secretaria de Educação foi apontado como pilar central na identificação de agressões contra menores. Segundo o prefeito, o novo sistema dá suporte para que professores não fiquem sem respaldo ao notar sinais de maus-tratos.
“A professora vê o menino chegar ali abalado um dia, dois dias… Hoje, muitas vezes, ela não tem a quem acionar. Agora, ela aciona, e a rede define o melhor protocolo para aplicar naquela criança”, destacou. Ele reforçou que a rede também facilitará denúncias de vizinhos que, por medo ou falta de canais oficiais, acabam se omitindo diante da violência doméstica.
A estrutura já está em operação e contará com plantões integrados da Guarda Municipal e de órgãos de assistência social para garantir atendimento 24 horas às ocorrências que chegarem via protocolo.
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