Goiás tem 5.081.043 eleitores aptos a votar, distribuídos pelos 246 municípios do Estado. Os dados do Cadastro Nacional de Eleitores, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados nesta segunda-feira, 10, mostram um eleitorado majoritariamente feminino, concentrado principalmente entre 35 e 59 anos e com uma parcela significativa de pessoas com 60 anos ou mais.

Do total, 53,96% são mulheres, enquanto os homens representam 46,04%. O eleitorado está distribuído em 92 zonas eleitorais, 16.216 seções e 2.494 locais de votação, além de 5.918 bairros cadastrados na base eleitoral.

Eleitorado se concentra entre 35 e 59 anos

A maior faixa etária é a de 45 a 59 anos, com 1.334.125 eleitores, cerca de 26,3% do total. Em seguida aparecem os grupos de 35 a 44 anos, com 1.020.048 pessoas, e de 25 a 34 anos, com 985.245.

Entre os mais jovens, são 365.845 eleitores de 21 a 24 anos, enquanto a faixa de 18 a 20 anos reúne 224.958 pessoas. Há ainda 58.192 eleitores com até 17 anos cadastrados como aptos.

Já o eleitorado com 60 anos ou mais soma 1.092.630 pessoas, o equivalente a 21,50% do total. Desse grupo, 611.970 têm entre 60 e 69 anos, 337.292 estão entre 70 e 79 anos e 143.368 têm 80 anos ou mais.

O perfil etário mostra, portanto, um eleitorado concentrado principalmente entre adultos e idosos, enquanto os eleitores mais jovens representam uma parcela menor do cadastro.

Goiânia concentra maior eleitorado

A capital é, disparada, o maior colégio eleitoral do Estado, com 1.016.176 eleitores. Na sequência aparecem Aparecida de Goiânia, com 341.039; Anápolis, com 287.893; Rio Verde, com 152.767; e Luziânia, com 136.507.

Também estão entre os maiores eleitorados Águas Lindas de Goiás, com 125.062; Valparaíso de Goiás, com 99.348; Trindade, com 95.994; Senador Canedo, com 95.328; Formosa, com 77.904; e Catalão, com 75.553.

O Entorno do Distrito Federal tem peso importante nesse cenário. Luziânia, Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás, Formosa e Planaltina reúnem, juntas, cerca de 499 mil eleitores, formando um dos principais blocos eleitorais de Goiás.

Setor Bueno lidera entre os bairros

Entre os bairros com maior número de eleitores registrados, o Setor Bueno, em Goiânia, aparece na primeira posição, com 36.978 eleitores.

Na sequência estão Jardim América, com 31.242; Jardim Novo Mundo, com 25.379; Setor Oeste, com 21.618; e Setor Pedro Ludovico, com 20.908. Também aparecem entre os maiores o Setor Central, o Parque Amazônia e o Setor Leste Universitário.

Fora da capital, o Setor Norte, em Planaltina, possui 17.933 eleitores, enquanto o Pedregal, em Novo Gama, tem 19.131.

Um eleitorado que combina renovação e continuidade

Além das características demográficas, as últimas eleições mostram um eleitorado que combina continuidade e renovação. Em 2022, Ronaldo Caiado foi reeleito governador no primeiro turno, mas apenas 15 dos 41 deputados estaduais conseguiram a reeleição, indicando uma mudança significativa na composição da Assembleia Legislativa.

Na Câmara dos Deputados, nove dos 17 parlamentares foram reeleitos, enquanto oito chegaram ao cargo pela primeira vez. Os dois candidatos mais votados, Silvye Alves e Gustavo Gayer, também eram novos na Câmara.

Ao mesmo tempo, Goiás manteve uma forte preferência por candidatos de direita nas eleições presidenciais. Jair Bolsonaro venceu no Estado tanto em 2018 quanto em 2022, quando recebeu 58,71% dos votos, contra 41,29% de Lula.

Deficiência e nome social

O cadastro eleitoral registra ainda 42.280 eleitores com deficiência, o equivalente a 0,83% do eleitorado. São 13.224 pessoas com deficiência física, 8.176 com deficiência visual e 4.585 com deficiência auditiva, além de outros registros.

Goiás também possui 891 eleitores com nome social registrado, aproximadamente 0,02% do eleitorado.

Quem é o eleitor goiano?

Os dados mostram um eleitorado majoritariamente feminino, concentrado entre 35 e 59 anos, com mais de um quinto dos eleitores com 60 anos ou mais. Territorialmente, os maiores contingentes estão concentrados em Goiânia, na Região Metropolitana e no Entorno do Distrito Federal.

Politicamente, as últimas eleições indicam uma combinação entre preferência por nomes conhecidos nas disputas majoritárias e renovação significativa no Legislativo, além da predominância da direita nas eleições presidenciais. O perfil, porém, varia conforme a região, a idade e as condições econômicas de cada grupo de eleitores.

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