O PL, partido de Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, avalia preparar Michelle Bolsonaro para disputar o governo do Distrito Federal em 2026. Segundo a jornalista Juliana Dal Piva, no UOL, a ex-primeira dama  deve assumir o PL Mulher e terá espaço no diretório nacional. O movimento desagrada o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, e provoca racha na família. 

Michelle resistiu a entrar na campanha eleitoral do marido de 2022 e frequentemente desistiu de compromissos como gravações de vídeos. O PL avalia que a entrada dela nos vídeos da campanha e a presença nos eventos ajudou Bolsonaro a ganhar espaço junto ao eleitorado feminino. A influência de Michelle também foi considerada decisiva para a eleição de Damares Alves (Republicanos) para o Senado. 

Enquanto o partido tenta convencer Michelle a se candidatar, a presença do vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ser um problema. Carlos foi barrado por Michelle no Palácio da Alvorada enquanto o casal ainda vivia lá e, depois, só viajou aos EUA quando se certificou de que Carlos não iria ficar hospedado no mesmo local. Michelle e Carlos discutem pelo protagonismo e proximidade junto a Jair Bolsonaro, afirma Juliana Dal Piva. Michelle já pediu que Carlos fosse retirado de sua presença, razão pela qual o filho “02” deixou de comparecer ao debate entre presidenciáveis da Globo em 2022.