O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB-MA), disse nesta terça-feira, 27, que vai pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que suspenda o porte de armas no Distrito Federal até depois da posse presidencial. Medida visa conter atos de violência na semana em que ocorre a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Dino, o pedido será feito no âmbito do inquérito que apura atos antidemocráticos, conduzido por Moraes.

“Estamos tomando uma providência adicional. Agora no começo da tarde vamos requerer ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do inquérito sobre atos antidemocráticos, que ele suspenda o porte de arma de fogo no Distrito Federal entre amanhã e o dia 2 ou 3 de janeiro”, disse Dino, em entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que abriga a equipe de transição em Brasília.

O objetivo, segundo Dino, é que mesmo os chamados CACs – sigla para Caçadores, Atiradores e Colecionadores – ou outras pessoas que detiverem o porte de armamentos sejam impedidas de portá-los no período.

“Qualquer posse ou porte de arma nesse período será considerado crime. Esperamos ter mais uma camada de proteção para que as forças policiais fiquem autorizadas a apreender armamentos e prender em flagrante quem circular no Distrito Federal nesse período da posse portando armamentos. O pedido vai ser endereçado ao STF porque consideramos que estamos no âmbito do inquérito sobre atos antidemocráticos, uma vez que o próprio investigado declarou motivação política. Consideramos que há conexão entre os fatos e a apuração desse inquérito”, declarou o futuro ministro, em referência ao empresário paraense suspeito de ter planejado um atentado a bomba em Brasília no último fim de semana.