Ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, defendeu o fim da cota de 30% para mulheres em evento na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), neste sábado, 6, do PL Mulher. A entidade é dirigida por ela. Contudo, estudiosos do tema mostram que políticas que reservam vagas para lideranças femininas influenciam a participação delas na arena pública e levam à implementação de ações e programas de governo alinhados com demandas do eleitorado feminino.

Pela lei, os partidos precisam destinar a verba do fundo eleitoral na proporção das candidatas (nunca menos de 30%) e dos candidatos negros lançados pela legenda. Dados de outubro de 2020 colocam o Brasil no 143º lugar no ranking mundial de participação feminina em parlamentos nacionais.

Ao lado do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a presidente do PL Mulher se disse “muito feliz na primeira viagem de trabalho” no cargo partidário. “Escolhemos São Paulo, a terra do meu amor, que sempre nos recebeu de uma forma tão especial.”

Depois de atacar a cota feminina, disse ainda que “a mulher não vai entrar na política pelo poder, a mulher entra na política por uma causa”. E elencou bandeiras que a sigla deve defender, da “defesa da vida desde a concepção” às liberdades religiosa e de expressão.