Novos contratos, sem licitações, para compras de cestas básicas e o aumento de contratações de funcionários públicos têm chamado a atenção em Maurilândia. Segundo uma moradora do município, a distribuição de 1,3 mil cestas básicas para famílias carentes, que ocorria até o ano passado em um período de 12 meses, neste ano a quantidade foi largamente entregue em 90 dias.

O Jornal Opção tentou, sem sucesso, contato com a prefeita Edjane Alves (UB). O espaço segue aberto para manifestações. Embora não seja pré-candidata, uma vez que está no segundo mandato, a mandatária apoia o seu vice-prefeito Elder Sá para a sucessão.

A reportagem procurou o seu principal adversário, o pré-candidato Wanderval Martins (MDB), que confirmou as investidas da prefeita sobre a população, que tem pouco mais de 7 mil eleitores. “Conseguimos alguns apoios importantes na cidade, mas esses aliados estão sendo procurados pela Prefeitura e por aliados do grupo dela para assumir cargos na administração ou em empresas, ou seja, estão tentando desfazer o acordo que construímos, mas isso não tem dado certo”, conta.

Segundo ele, o número de contratados aumentou mais de quatro vezes no último mês. O número saltou de 9, em março, para 47, em abril. Além disso, Martins cita que há as contrações via Cooperativa de profissionais da saúde, o que pode inflamar mais a quantidade de funcionários públicos sem processo seletivo ou concurso público.

Contratos sem licitações

O contrato de nº 174, com uma empresa alimentícia, referente ao período de 30 de outubro de 2023 a 30 de outubro deste ano, teve o custo de R$ 200 mil. Os recursos foram provenientes do Fundo Municipal de Assistência Social. “As cestas básicas que seriam distribuídas em 12 meses, acabaram tudo em três meses”, diz uma moradora sob condição de anonimato.

Agora, segundo ela, e com base em informações do Portal da Transparência da Prefeitura, outras aquisições de cestas básicas foram realizadas, mas com dispensa de licitação. Conforme a documentação, entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, ao menos 180 cestas básicas a mais foram compradas no comércio local.

Agora, moradores que denunciam as supostas irregularidades pretendem acionar o Ministério Público de Goiás (MP-GO), para apurar a suspeito de uso da máquina pública em ano eleitoral. É que a legislação proibe despesas extras neste período, justamento para evitar a caracterização de compra de votos.

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