Testemunha-chave detalha à polícia morte de jornalista após briga em apartamento
28 julho 2026 às 08h27

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Uma testemunha-chave do assassinato do jornalista Delson Carlos Henrique foi ouvida pela Polícia Civil na tarde desta segunda-feira, 27, na Delegacia de Homicídios, em Goiânia. O crime aconteceu na última sexta-feira, 24, após um desentendimento relacionado à desocupação do imóvel onde a vítima morava. A principal suspeita do homicídio é a proprietária do apartamento e namorada da testemunha, Renata de Oliveira Peixoto e Sousa.
Márcia Maria Caroni estava dentro do apartamento no momento do crime e também ficou ferida ao tentar conter a agressão. Seu depoimento durou cerca de uma hora e ajudou a esclarecer a dinâmica de como o caso evoluiu para a tragédia.
De acordo com o relato prestado à polícia, Renata, que se apresenta nas redes sociais como dentista e empresária, havia emprestado o apartamento para Delson por um período determinado. Inicialmente, as partes haviam chegado a um acordo pacífico, permitindo que o jornalista se organizasse antes de deixar o local.
No entanto, após cerca de quatro horas de consumo de bebidas alcoólicas, a situação saiu de controle. Renata retomou a cobrança pela saída imediata do jornalista e, em um acesso de fúria, usou uma faca para desferir golpes contra Delson.
À polícia, Márcia relatou que tentou intervir para salvar a vítima. Ao ver que a companheira estava atacando Delson, ela entrou na frente e acabou sofrendo ferimentos nos braços ao tentar afastar a agressora e segurar seus braços. Durante a confusão, o jornalista ainda tentou correr, mas acabou não resistindo aos ferimentos e faleceu ainda no local.
Já a Polícia Civil destacou que a prisão em flagrante de Renata foi convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada no último fim de semana. A medida visa, inclusive, garantir a integridade física das testemunhas, inclusive de sua companheira.
O delegado responsável pelo caso, Vinícuis Teles, detalhou os próximos passos da investigação e revelou um detalhe preocupante descoberto no decorrer das diligências. “Depois que nós colhermos esses novos depoimentos e que nós consigamos entender melhor a Renata, nós vamos tentar ouvi-la novamente, porque é uma forma dela dar a visão dela e talvez ela possa se contrapor aos fatos. Mas há indícios, fotografias que nós recebemos, que ela colecionava facas e já teria levado… não é possível que ela segurasse pelo menos duas facas. Nós não podemos descartar nada, tudo está sendo investigado”, afirmou.
Após o crime, Renata havia se trancado no apartamento e a negociação com a polícia durou mais de três horas, sendo necessário o uso de força tática para arrombar a porta e efetuar a prisão. Ela já foi transferida para a Casa de Prisão Provisória.
A Defensoria Pública, que representou a investigada na audiência de custódia, informou que não irá comentar o mérito do caso neste momento e que a suspeita terá um prazo para definir se continuará sendo assistida pela Defensoria ou se constituirá um advogado particular. A polícia pretende concluir o inquérito após ouvir mais algumas testemunhas e, se possível, colher a nova versão da suspeita.
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