Uma pesquisa qualitativa encomendada pelo PT e apresentada em uma reunião virtual com mandatários e lideranças da legenda em Goiás, nesta segunda-feira, 27, teria caído como um balde de água fria internamente.

Isso porque, conforme apurado pela coluna Bastidores, o levantamento teria constatado que, independentemente de quem seja oficializado como candidato ao governo para fazer palanque a Lula, o impacto para o presidente, que pretende disputar a reeleição, é praticamente nulo no estado.

A pesquisa detectou que mesmo o eleitor do campo mais progressista ou de centro não vincula o voto para presidente ao voto para governador. Além disso, esse mesmo eleitor teria manifestado desejo por um governo de continuidade.

Em outras palavras, boa parte do eleitorado, mesmo que vote em Lula para presidente, tende a optar por Daniel Vilela para governador, movimento impulsionado, sobretudo, pela alta avaliação de seu antecessor, Ronaldo Caiado.

A área da segurança pública, por exemplo, teria sido citada. O eleitor enxerga que Daniel será capaz de manter os bons índices registrados atualmente.

A conclusão interna dos petistas teria sido a de que, seja Adriana Accorsi ou Luis Cesar Bueno, o resultado final tende a ser o mesmo. A boa avaliação de Caiado e Daniel em Goiás seria justamente o principal entrave para o crescimento dos índices de Lula no estado.

Majoritária

Na disputa pelo Senado, ainda conforme apurado pela coluna, o nome mais provável para compor a chapa é o de Cintia Dias, presidente do Psol. Em pesquisas apresentadas a lideranças de esquerda, Cintia estaria aparecendo com 6% das intenções de voto, à frente, inclusive, de nomes como Aava Santiago, que já confirmou candidatura à Câmara dos Deputados.

O segundo nome da chapa, no entanto, provavelmente deve vir do PSB. O tempo de TV da legenda deve pesar, e muito, na decisão final, que também tende a ser tomada aos 45 minutos do segundo tempo, pouco antes da convenção prevista para 1º de agosto. (T.P.)