Após prender suspeitos, Polícia Civil investiga quem ordenou assassinato de mulher decapitada e carbonizada
14 maio 2026 às 12h47

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A Polícia Civil de Goiás agora concentra as investigações para identificar os reais mandantes da execução de uma mulher encontrada decapitada e com o corpo carbonizado no Residencial Real Conquista, em Goiânia. O crime, investigado no âmbito da Operação Ordem Expressa, já resultou na prisão de quatro jovens suspeitos de participação direta no assassinato nesta quinta-feira, 14.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Danilo Wendel, a vítima, identificada como Ana Carolina, conhecia os suspeitos e vivia em situação de vulnerabilidade social na região onde o grupo atuava. Conforme as investigações, ela era usuária de drogas e mantinha contato frequente com os suspeitos.
A principal linha investigativa aponta que a mulher teria sido morta sob a acusação de colaborar com forças de segurança. Ao Jornal Opção, o delegado explicou que mensagens, vídeos e áudios chegaram a circular nas redes sociais com ordens explícitas para que ela fosse executada. “Eles alegaram que ela colaborava com a polícia e, em razão disso, determinaram a morte dela de maneira cruel”, afirmou.
Apesar das quatro prisões realizadas, a Polícia Civil afirma que a investigação está longe de ser encerrada. Agora, o foco é identificar quem ordenou o homicídio e qual a participação de integrantes de níveis superiores do grupo criminoso. “As investigações avançam agora na análise dos materiais apreendidos para identificar quem determinou e quem deu essa ordem de execução”, disse o delegado.
As prisões ocorreram em diferentes endereços. Parte dos suspeitos foram localizados no próprio Residencial Real Conquista, enquanto outros haviam deixado o setor, numa tentativa de dificultar o trabalho policial. Segundo a corporação, a investigação durou cerca de um ano e envolveu diversas diligências até que a operação fosse deflagrada.
Inicialmente, os presos devem responder por homicídio qualificado. A Polícia Civil, no entanto, não descarta o indiciamento também por organização criminosa, conforme o avanço das investigações.
Relembre o caso
O corpo da vítima foi encontrado em uma área do Residencial Real Conquista, em Goiânia, em circunstâncias de extrema violência. A mulher estava decapitada e teve o corpo carbonizado. O crime causou forte repercussão pela brutalidade da execução.
Desde então, a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) passou a investigar a atuação de traficantes da região e a possível ligação do assassinato com disputas e ordens internas de facções criminosas.
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