O ouro enviado à Goiás por meio da extração ilegalmente de terras indígenas situadas nos estados do Pará e Roraima, incluindo a Terra Yanomami, era comercializado em Brasília e São Paulo. Segundo a Polícia Federal (PF), o minério era transportado para Goiás de forma terrestre e área e, em seguida, era vendido a joalheiros da capital federal e do estado paulista. O grupo movimentou pelo menos R$ 15 bilhões com o comercio ilegal de ouro. 

A Justiça determinou a apreensão de 15 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 4 milhões, e de nove aviões, avaliados em mais de R$ 15 milhões. Os suspeitos, alvo de operação nesta terça-feira, 17, são investigados por lavagem de capitais, usurpação de minérios da União, crime contra a ordem tributária e organização criminosa.

“No estado de Goiás, em específico, temos três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão. Conseguimos lograr êxito em dois mandados de prisão preventiva e as buscas e apreensões determinadas pelo poder judiciário”, explicou o delegado Alex Cerqueira.  

Ao todo, 92 policiais federais atuaram no cumprimento de 33 mandados judiciais nos estados de Goiás, Pará, São Paulo e no Distrito Federal, sendo 12 mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão.

A investigação teve início após a prisão, em flagrante, de um homem, em julho do ano passado, pela delegacia federal de Anápolis. Na ocasião, os investigadores apreenderam 8kg de ouro com o investigado.

“Analisaremos as provas colhidas. Neste momento acreditamos que haverá novas fases [da operação] e desdobramentos, assim como a identificação de novos indivíduos”, concluiu.