Um homem foi preso em flagrante na quinta-feira, 23, suspeito de invadir a casa da ex-companheira, agredi-la e colocar fogo em uma cadela da família. O caso aconteceu em Passos, no Sul de Minas Gerais. O animal sofreu queimaduras graves, foi socorrido por moradores, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo o relato da mulher à polícia, o suspeito não teria aceitado o fim do relacionamento. Durante a invasão à residência, ele teria cometido as agressões e, em seguida, ateado fogo na cadela como uma forma de atingir emocionalmente a ex-companheira. Moradores que presenciaram a situação resgataram o animal e o levaram para atendimento em uma clínica veterinária. Apesar dos esforços para salvá-lo, a cadela morreu devido à gravidade das queimaduras.

O suspeito foi encontrado pela polícia nas proximidades do local. Durante a abordagem, os agentes apreenderam uma faca, um recipiente com líquido inflamável e um isqueiro. Os materiais devem passar por perícia e podem ajudar nas investigações. A perícia da Polícia Civil esteve na residência para analisar a cena. A Polícia Militar de Meio Ambiente também foi acionada para acompanhar as providências relacionadas à suspeita de maus-tratos contra o animal.

O homem foi preso em flagrante e levado para a Delegacia da Polícia Civil. Ele permanece à disposição da Justiça.

Vereadora classifica caso como “extrema crueldade”

A vereadora Gilmara Oliveira (União Brasil), que acompanhou o atendimento à cadela, publicou imagens da ocorrência e classificou o episódio como um caso de “extrema crueldade”. Nas redes sociais, a parlamentar criticou a atitude do suspeito e defendeu que ele seja responsabilizado pelo crime.

A legislação brasileira prevê punição mais severa para casos de maus-tratos contra cães e gatos. Pela chamada Lei Sansão, a pena pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda de animais.

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