Nelly Alves de Almeida nasceu em 1º de outubro de 1916, em Jaraguá (GO). Sua historiografia é marcada pelo rigor filológico e a sensibilidade crítica. Formou-se em Línguas Neolatinas pela Universidade Católica de Goiás (hoje PUC).

Os primeiros estudos de Nelly Alves de Almeida ocorreram no Colégio Sant’Anna, na Cidade de Goiás. Lecionou Filologia na Escola Complementar de Itaberaí.

Elizabeth Abreu Caldeira Brito foto da capa de Dicionário Crítico das Vozes Femininas da Literatura em Goiás ok2

Em Goiânia, atuou no Colégio Santo Agostinho e no Instituto de Educação de Goiás, consolidando-se como uma das mais respeitadas professoras e pesquisadoras de língua e literatura na primeira metade do século XX, em Goiás.

Entre seus livros destacam-se os estudos sobre a língua portuguesa e análises de escritores cujo enfoque está no imaginário regional, como Hugo de Carvalho Ramos, Carmo Bernardes, Bernardo Élis e Mário Palmério. Seus estudos contribuem para afirmar a dignidade estética da literatura

Críticas que analisam sua obra apontam uma postura investigativa marcada pela “clareza metódica” e pela “responsabilidade histórica da língua”, conforme se lê nos registros do Anuário de 1970 da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (Aflag), instituição da qual foi cofundadora e onde tomou posse em 9 de novembro daquele ano.

Nelly Alves de Almeida capa de quatro regionalistas 500

Acadêmica atuante, publicou crônicas, análises filológicas e ensaios em quase todos os anuários da entidade. Tornou-se referência obrigatória para os estudos regionais, sobretudo quando se trata da formação da literatura goiana e de seus autores fundadores.

Nelly Alves de Almeida consolidou uma obra vasta e plural.

Nelly Alves de Almeida capa de Eli Brasiliense 0k500

Entre seus livros de maior repercussão, destacam-se os estudos sobre a língua portuguesa e análises de escritores centrais cujo enfoque está no imaginário regional, como Hugo de Carvalho Ramos, Carmo Bernardes, Bernardo Élis e Mário Palmério. Seus estudos contribuem para afirmar a dignidade estética da produção goiana.

Além de seu trabalho intelectual, sua presença foi profundamente institucional: vice-presidente da Aflag até 1994, membro da União Brasileira de Escritores-seção Goiás, da Academia Goiana de Letras, da Associação Goiana de Imprensa e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás.

Nelly Alves de Almeida capa de Análises e interpretações 500

Por sua relevância, auditórios, salas e bibliotecas passaram a carregar seu nome, e seu memorial permanece preservado no Arquivo da Imagem e do Som da Aflag, testemunhando de forma silenciosa sua vida inteiramente dedicada à palavra.

Faleceu em Goiânia, em 5 de dezembro de 1999, deixando um legado que permanece como fundamento para pesquisadores da língua, da literatura e da cultura goiana.

Contudo, seus livros, na grande maioria, encontram-se esgotados necessitando novas edições.

Nelly Alves de Almeida capa de Literatura e Sentimento0k2

Publicações de Nelly Alves de Almeida

1

“Estudo sobre quatro regionalistas”, (1968, com 2ª edição em 1985);

2

“A diferença entre o português do Brasil e o de Portugal”, (1974);

3

“Aspecto da literatura goiana”, (1980);

4

“Estudos sobre Hugo e Victor de Carvalho Ramos” (Goiânia: Oriente, 1982);

5

“Jaraguá – história e memória”. Goiânia: Oriente, 1982);

6

“Mário Palmério” (ensaios);

7

“Presença literária de Bernardo Élis” (antologia, Goiânia: Unigraf, 1970);

8

“Estudos sobre a crase” (1970);

9

“Estudos sobre linguística” (1970);

10

“Estudos sobre análise sintática, teoria completa, exemplificação, prática para fixação, bibliografia” (1970);

11

“Jurubatuba – força e expressão de uma literatura” (ensaio, apêndice in Jurubatuba, romance de Carmo Bernardes. Goiânia: Rio Bonito, 1972);

12

“Tempo de ontem, memória e estórias” Goiânia: Unialfa, 1972);

13

“Análise literária de Homens de Palha” (ensaio. Goiânia: Oriente, 1973);

14

“Castro Alves – o homem e o verbo” (1973);

15

“A fala roseana” (ensaio. Goiânia: 1973).

16

“Presença literária de Eli Brasiliense” (ensaio. Goiânia: Editora da UCG, 1985);

17

“Análise e conclusões” (ensaio. Goiânia, UCG, 1985).