Sônia Marise é poeta. Poetisa, diria. Ou “proeta”, sabe-se lá. Sônia Marise é contista. Sônia Marisa é articulista de jornal. Sônia Marise é, acima de tudo, uma força da natureza — um azougue, por assim dizer. Seus quase 80 anos viram 20 anos quando se conversa com a escritora — dotada de uma energia mental das mais vigorosas. Quando me visita na redação, fico sabendo dos fatos de ontem e hoje e das especulações sobre o futuro (sua memória é prodigiosa). Seu humor é corrosivo, mas sem a maldade gratuita de tantos. Trata-se daquela espécie de humor que alegra — sem entorpecer — as almas… sãs, digamos.

Com o aval da crítica Darcy França Denófrio — que aprecio também como poeta (de um refinamento raro, de uma precisão milimétrica no manejo da dança das palavras) —, Sônia Marise vem publicando livros que merecem atenção da crítica.

Sônia Marise: poeta e prosadora | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção/2023

Sônia Marise lança “Confissões de uma Caneta Sensível e Malcriada” (possivelmente, mais malcriada do que sensível, ainda que os termos não sejam, no caso, excludentes) na quinta-feira, 16, às 19h30, no Shopping Bougainville, em Goiânia.

Coluna de Sônia Marise no Jornal Opção, na década de 1970 | Foto: Arquivo pessoal

Alguns dos temas abordados pelo livro saíram no Jornal Opção, na década de 1970, quando Sônia Marise era colaboradora da redação. Tantos anos depois, a autora volta a escrever no jornal. O primeiro artigo, que sai no domingo, é sobre Darcy França Denófrio. Mais sobre a pessoa — a professora. Mais tarde, promete um artigo sobre a poesia.