Livro de Malachi Martin revela a batalha dos jesuítas pelo controle da Igreja Católica

Não estaríamos vivendo a ressurreição de alguma alternativa (ou da própria ) à Teologia da Libertação propondo a preferência aos pobres e injustiçados?

O olhar despreocupado do homem não percebe que a serenidade da superfície das águas de um rio pode estar encobrindo fortes torrentes nas suas profundezas. Assim como também não vê que a aparente normalidade da vida disfarça violentos jogos políticos em curso. Somos todos vítimas das aparências. Exceto os que nadam nas profundezas, nos bastidores. O livro “Os Jesuítas — A Companhia de Jesus e a Traição à Igreja Católica” (Record, 463 páginas) é uma visão de quem sabe das coisas. Malachi Martin, o autor, desvenda os detalhes da luta entre os jesuítas e o Vaticano. Uma guerra pelo poder entre Papa Branco e Papa Negro.

Autor de 14 livros sobre o Vaticano, o ex-jesuíta impacta pelo seu conhecimento das pessoas e domínio das informações desse universo. Surpreende pela capacidade de destrinchar os nós do jogo político. Não se deixa levar pelas aparências. Vai às profundidades dos acontecimentos. Disse o jornal “Houston Chronicle” “Este é um livro que você não vai deixar de lado. Não importa se você é cristão ou mulçumano, ou o que quer que seja, você descobrirá que a influência do Vaticano pode afetar a sua vida”.

Malachi Martin: escritor e pesquisador | Foto: Reprodução

O tema do livro é a Companhia de Jesus fundada em 1540 por Inácio de Loyola, com a bênção do Papa Paulo III, para ser uma milícia a serviço do Papa. Organizada sob princípios militares, ela tinha como chefe supremo o superior general. Os seus meios de ação iam da catequese até à própria guerra. O seu objetivo era a salvação das almas, não as conquistas deste mundo, a vida material. Seguia a lição de Jesus de deixar a César o que era de César, a Deus o que era de Deus.

Depois de séculos de obediência absoluta à vontade papal, nos anos sessenta um o peruano Gustavo Gutiérrez (1960) publica “A Teologia da Libertação”, que motivou uma nova missão aos jesuítas e outras correntes da Igreja Católica (como os dominicanos). Uma inflexão acontece na Conferência dos Bispos Católicos em Medellín, na Colômbia (1968), em que um documento foi emitido com uma nova proposta: “Exercitar uma opção preferencial pelos pobres e oprimidos”. Como é típico da Companhia de Jesus, os jesuítas da Nicarágua começaram com paixão a trabalhar pelo sucesso do sandinismo-comunismo. Quando estes venceram as eleições, muitos deles não só assumiram postos no governo como se empenharam a propagar uma nova ordem política nos países da região. Os jesuítas participaram no treinamento de guerrilheiros comunistas para implantar a nova concepção da “opção preferencial pelos pobres”. Simultaneamente, enquanto pregavam a distribuição da riqueza, os jesuítas, no governo da Nicarágua, viviam nababescamente nas casas pilhadas dos ricos, frequentando restaurantes e lojas de artigos de luxo de acesso exclusivo para a nova nomenclatura, da qual faziam parte.

Inácio de Loyola: criador da Companhia de Jesus | Foto: Reprodução

Com este movimento a Companhia de Jesus inicia um movimento revolucionário — a modernização da Igreja. Todos os dogmas estão sob crítica: a infalibilidade e autoridade do Papa, o celibato, a moral sexual em todos os seus aspectos, a crença no sacrifício da missa, a divindade de Jesus, a existência do Inferno, a Imaculada Concepção da Virgem Maria e o sacerdócio. Renegaram todas as crenças consideradas valiosas para viver ou morrer — inclusive a própria natureza e constituição da Igreja que Cristo fundou.

Depois do papado de Pio XII (1939-1958), intransigente opositor do marxismo e suporte da civilização ocidental, apoiado nos Estados Unidos, é eleito o Papa João XXIII (1958-1963), que adotou como estratégia uma política de acomodação. Acreditava que uma política de “janelas abertas e campos livres” traria os jesuítas à realidade. A sua ideia fracassou. João realisticamente, no final da vida, concluiu que a sua liberalidade foi entendida como fraqueza, o que alimentou a ousadia dos jesuítas marxistas.

Gustavo Gutiérrez: o formulador da Teologia da Libertação | Foto: Reprodução

O Papa Paulo VI (1963-1978) não percebeu a fraqueza da estratégia do antecessor e a refinou. Paulo, no final do seu pontificado, conscientizou-se que o propósito da Companhia de Jesus tinha mudado. A Sociedade de Jesus não era mais a mesma fundada por Ignácio de Loyola. Ciente dos inconvenientes desvios para a sobrevivência da Igreja, em 1973 encontra-se com o superior-geral da Companhia de Jesus para tentar alterar o curso dos eventos. Seguiram-se diversas turbulentas reuniões. Pedro Arrupe, o superior-geral, fazia parte do projeto de mudança da estratégia da Igreja Católica. Em seu entender, ela não seria mais a Igreja do Senhor, mas a Igreja do Povo. Paulo VI, diante da afronta do superior-geral, em mais de uma vez, sugeriu que ele renunciasse. O que não aconteceu em seu mandato. Não foi diferente o relacionamento entre Arrupe e o Papa sucessor, João Paulo I, nos seus trinta e três dias como pontífice. Arrupe era inamovível.

A insubordinação ao papado não é aceita pelo então cardeal de Cracóvia, na Polônia, agora eleito como Papa João Paulo II (16/10/1978 a 2/4/2005). Em sua análise, a rivalidade das superpotências não dava a mínima esperança de algo promissor. O Papa João Paulo II concluiu que os tempos estavam maduros para uma diferente abordagem.  Ele havia refinado, na sua convivência com o comunismo na Polônia, a estratégia de que as minorias e as maiorias podem reclamar os seus direitos fora do controle do totalitarismo e inescrupuloso controle militar, característico dos governos comunistas, como aconteceu com o movimento Solidariedade. Diante das posturas acomodatícias dos seus antecessores, adotou uma posição de firme intransigência de defesa dos valores tradicionais da Igreja. A sua ação, como foi entendida, era uma estratégia “muscular”.

Papa João XVIII | Foto: Reprodução

Para João Paulo a sua abordagem não excluía o diálogo. Ao contrário, fez contatos com todos os líderes mundiais. Viajou pelos quatro cantos do mundo impondo a visão de que o Solidariedade, movimento operário polonês, ganhou a liberdade econômica e cultural debaixo da aegis do comunismo polonês. Portanto, o mundo tinha um claro exemplo de que ambos comunismo e capitalismo não necessariamente resultam em escravidão ou miséria ou militarismo devastador.

Enquanto o Solidariedade na Polônia caminhava para afrouxar os grilhões do marxismo na vida sociocultural polonesa, na Nicarágua, os jesuítas almejavam implantar um regime marxista que abarcasse toda a vida sociocultural, política e econômica dos nicaraguenses. João Paulo sabia que, se não controlasse os Jesuítas na Nicarágua, simplesmente não os controlaria em lugar algum. Já os jesuítas sabiam que, se o Papa frustrasse a sua explícita política de ativismo em favor do regime marxista, eles teriam falhado em seus objetivos. Era claramente uma situação de confronto. Uma guerra estava em andamento entre os jesuítas e a Igreja.

A doutrinação marxista dominava a América Latina. No Brasil o venerável cardeal Dom Vicente Scherer reportava que textos marxistas eram inculcados nos estudantes do Colégio Anchieta em Porto Alegre, onde o Sacramento da Confissão e Comunhão eram colocados como um anacronismo. O bispo Mendes Arceu, em Cuernavaca, começava os seus sermões com o gesto de saudação marxista e declarava: “Sou marxista”. O venerável cardeal PauloEvaristo Arns, de São Paulo, não perdia oportunidade para condenar o capitalismo e laudar a redistribuição da riqueza para aliviar a pobreza.

Neste entretempo, Arrupe, superior-geral dos Jesuítas, é eleito para a poderosa posição de presidente do Conselho do Superior das Ordens Religiosas e Congregações. Crescia o poder dos modernistas sobre os tradicionalistas. A arrogância de Arrupe cresceu, levando-o a esquecer o adágio romano: “Cardeais são fracos como amigos, mas terríveis inimigos”. Enquanto João Paulo recuperava a saúde depois do atentado sofrido (julho de 1981), ainda fragilizado, decidiu que Arrupe deveria ser destituído da posição de superior-geral da Companhia de Jesus. O que acabou acontecendo.

Teóricos da Libertação

Uma gama de intelectuais contribuiu com as suas ideias para consolidar a nova posição da Companhia de Jesus:

Arthur F. McGovern, S.J., destacado e convincente apologista do anticapitalismo jesuíta. Publicou em 1980 o livro “Marxismo — Uma Perspectiva Americana”. Essencialmente, McGovern diz que marxismo só é uma crítica social. Marx só queria que pensássemos sobre os meios de produção e distribuição, dos que possuíam e controlavam esses meios, que podemos aceitar a luta de classes. Ela existe. É uma revolução, mas não quer dizer violência. Significa que temos que ter uma outra espécie de sociedade, definitivamente não o capitalismo que conhecemos.

George Tyrrell, S.J. professor de filosofia para formação de jovens jesuítas. Era um desencantado com a política oficial dos superiores jesuítas com respeito ao movimento modernismo. Tyrrell apresentava-se como inquestionavelmente um antimedivialista e modernista. Muitos dos atuais proeminentes teologistas e bispos consideram George Tyrrell o seu verdadeiro ancestor. Entusiastas da Teologia da Libertação são seus seguidores na crença de que a teologia não vinha de cima — da hierarquia da Igreja —, mas debaixo, do “Povo de Deus”. De onde nascem as “comunidades de base”.

Pierre Teilhard de Chardin, S.J. procura entender o tipo de mudança que a Sociedade de Jesus passou. Desde a recalcitrância a todo e qualquer desejo que a Sociedade aprendeu a praticar, a máxima sinceridade desta atitude e a distância que agora separa do ideal de Ignácio e da fé comum na Igreja Católica Romana. Ele compatibiliza a teoria criacionista com a evolução das espécies darwiniana. Para ele, Deus em um determinado momento da evolução intervém e insufla o espírito e a alma imortal em um ser já desenvolvido, um “animal superior”.

Jacques Maritain, filósofo católico, em 1930 escreveu um dos mais influentes livros na história do humanismo, “O Integral Humanism”. Para Maritain o grito da Revolução Francesa — Liberdade! Igualdade! Fraternidade! — era a erupção do pensamento cristão na ordem política. Maritain adotou a teologia da história baseada na filosofia marxista.

Pedro Arrupe — O Papa Negro

Pedro Arrupe: jesuíta influente | Foto: Reprodução

Com a morte do superior-geral da Companhia de Jesus, Jean-Baptiste Jansen, em 5 de outubro de 1964, o Papa Paulo deu autorização para a eleição do novo superior geral. Entre os jesuítas superiores em Roma, os sentimentos estavam divididos. Havia os tradicionalistas e os modernistas, estes de espírito antipapalista. Porém, ambos concordavam com o sentimento de que o tempo de uma “renovação “não tinha ainda chegado. Mesmo os mais progressistas dos superiores acreditavam que o tempo tinha que ser o correto (negrito meu). Entre os questionamentos, talvez a mais revolucionária mudança era a rejeição da convicção católica de que os homens e as mulheres moviam-se dentro de um fechado paradigma da Cristandade: criação, pecado original, redenção por Cristo e a fundação de uma única, verdadeira, total, romana Igreja Católica.

Para a eleição de um novo superior-geral foi convocada uma Assembleia Geral, que era composta por delegados representativos das diversas comunidades. Os delegados sabiam mais ou menos o que desejavam de um superior-geral: um homem que “reconhecesse profundamente a inquietação da humanidade”. Um homem com discernimento e lucidez, comprometido com as lutas de classes. Como síntese deste ideal, surge, na terceira votação, Pedro Arrupe, de 58 anos. É escolhido como o vigésimo sétimo superior-geral da Sociedade de Jesus. Assim como Ignácio de Loyola, o fundador dos Jesuítas, ele era basco. Estudou Medicina na Universidade de Madri, mas experimentou uma profunda conversão ao presenciar três milagres em Lourdes, na França. Entrou para a Ordem dos Jesuítas e ordenou-se padre na Holanda em 1936. Em 1938 foi como missionário ao Japão. Tornou-se grande admirador da cultura japonesa, um japanófilo.

João Paulo II operou para controlar os jesuítas | Foto: Reprodução

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), ficou preso por trinta e cinco dias, sendo submetido a intensos interrogatórios pela temível polícia japonesa, a Kempei-Tai. Libertado, os seus superiores decidiram colocá-lo na obscuridade. Foi transferido para um modesto bairro a quatro milhas de Hiroshima. Em 1942, Arrupe foi promovido a superior e mestre. Tendo já acrescentado a língua japonesa às que já falava: espanhol, holandês, alemão, inglês, além do dialeto basco. Um fato que o tirou da desejada obscuridade aconteceu no dia 6 de agosto de 1945, às 8h15. A primeira bomba atômica explodiu em Hiroshima. Arrupe de pronto enviou uma equipe de socorro. Eram os primeiros socorros médicos a chegar em Hiroshima. O governo japonês demorou sessenta horas para aparecer. Até o fim da vida, Arrupe, com a lembrança da catástrofe que presenciou, nunca perdeu o sentimento de surpresa do seu renascimento em Hiroshima. Ele costumava dizer que Hiroshima não se relacionava com o tempo. Pertencia à eternidade.

Os japoneses nunca se esqueceram da incansável ajuda que ele prestou em Hiroshima. Durante vinte anos que ainda viveu no Japão, depois de 1945, Arrupe tornou-se uma reconhecida celebridade.

O erro básico do arrupismo, se assim podemos classificar o movimento renovador de Pedro Arrupe, foi ter usado a poderosa energia da Sociedade de Jesus para conquistar o ideal do novo homem (Marx) em um ambiente terrestre, deixando o ideal supernatural presumivelmente para ser cuidado em um estágio posterior. Outros enganos foram negligenciar os alertas papais, a sua desobediência aos desejos de três papas, a aprovação de excessos que violavam a Lei de Deus e as tradicionais regras de comportamento religioso.

Piet-Hans Kolvenback

Pedro Arrupe foi substituído como superior-general por Piet-Hans Kolvenbach (1983/2008), que, demonstrando força e olímpico distanciamento, podia ser o espírito que poderia impor uma reviravolta nos eventos. Em sua maneira suave de falar, ele poderia pronunciar as primeiras palavras de real intenção de cessar a guerra dos Jesuítas contra o papado. As esperanças morreram com o discurso aos delegados do Geral Concílio, que o elegeu, em uma simples opção, típica do arrupismo: “Nós serviremos o Papa, se fazendo isto estivermos servindo ao homem. Servir ao homem em sua preocupação com a injustiça política e o desejo material que permanecerá como a primeira preocupação dos Jesuítas”. Claro estava que os jesuítas continuavam com as mesmas ideias da Teoria da Libertação. Kolvenbach renunciou ao cargo de superior-geral dos jesuítas em 2008. Três anos após a morte de João Paulo II.

O pós-Papa João Paulo

O enredo do livro abrange a história dos jesuítas do seu início em 1540 até 1986. A história, porém, não parou. Depois do pontificado de João Paulo II, que quebrou o ímpeto “modernista” e a propagação da Teologia da Libertação, houve a falência da União Soviética, cujo marco foi a queda do Muro de Berlin, com a desmoralização do marxismo e da Teologia da Libertação. Em 2005, com a morte do Papa João Paulo, assume Bento XVI (19/4/2005-28/2/2013).

Bento XVI: renúncia não devidamente explicada | Foto: Arquivos/VaticanoNews

Bento XVI deu sequência à política tradicionalista de João Paulo, da qual foi importante participante. A sua renúncia nunca foi esclarecida. Renunciou lúcido, com saúde e competência para gerir as políticas do Vaticano.Tudo indica ter sido vencido pela ala dos modernistas. O reinante inconformismo dos cardeais com a perda do rebanho, que exigiam outra postura mais aberta da Igreja para atrair fiéis. Sem apoio político suficiente, Bento não conseguia pontificar. Renunciou.

O livro não faz referências ao ânimo dos modernistas subjugados por João Paulo e Bento. Só a ingenuidade pode levar a acreditar que, depois da longa doutrinação da Teologia da Libertação, a guerra tinha sido ganha. Foi vencida uma batalha. Como no passado “não era tempo de renovação, o tempo não tinha ainda chegado”. Estavam esperando o momento apropriado para mostrar as garras. E o momento surge com a redução da importância mundial da Igreja. O rebanho está mudando para outras religiões. Os pentecostais crescem vertiginosamente. De oito milhões de habitantes, estima-se a existência de 1 milhão de fiéis conquistados em dois mil anos. O materialismo tomou conta do mundo e por consequência atinge as religiões. As outras denominações religiosas prometem bem-estar e prosperidade na Terra, enquanto os católicos têm que esperar o céu — se chegar lá. Não estaríamos, pois, vivendo a ressurreição de alguma alternativa (ou da própria )  à Teologia da Libertação propondo  a preferência aos pobres e injustiçados?

A eleição do atual Papa — um jesuíta — dá alguns indícios. Assume o nome de Francisco para identificar-se com a pobreza franciscana e a muitas outras teses defendidas pelos jesuítas de Pedro Arruba.

Papa Francisco I

Francisco: o primeiro papa jesuíta | Foto: Reprodução

Segundo a Wikipedia, “o Papa Francisco I é o primeiro papa nascido na América, o primeiro pontífice do hemisfério sul, o primeiro papa a utilizar o nome de Francisco, o primeiro pontífice não europeu em mais de 1200 anos (o último havia sido o sírio Gregório III, morto em 741) e também o primeiro papa jesuíta da história. Foi eleito papa em 13 de março de 2013”.

Ao longo de sua vida pública, o Papa Francisco se destacou por sua humildade, ênfase na misericórdia de Deus, visibilidade internacional como papa, preocupação com os pobres e compromisso com o diálogo inter-religioso. Ele é creditado por ter uma abordagem menos formal ao papado do que seus antecessores, por exemplo, escolhendo residir na casa de hóspedes Domus Sanctae Marthae, em vez de nos aposentos papais do Palácio Apostólico usados por papas anteriores. Ele sustenta que a Igreja deve ser mais aberta e acolhedora. Ele não apoia o capitalismo desenfreado, o marxismo ou as versões marxistas da Teologia da Libertação (será? — pergunto eu). Francisco mantém as visões tradicionais da Igreja em relação ao aborto, casamento, ordenação de mulheres e celibato clerical.

Conclusão

Essas indagações, como conclusão, são simples especulações a merecer que Malachi Matin escrevesse sobre os bastidores do Vaticano de 1986 até os nossos dias (infelizmente, o escritor e pesquisador morreu em 1999, aos 78 anos). Há muito a saber da renúncia de Bento XVI e a eleição de um jesuíta sul-americano, da  língua mais falada na América Latina, agindo com as massas como um político populista, um discurso sedutor às minorias, a exibição de uma vida austera, e um discurso que faz pensar no ressurgimento das ideias revolucionárias dos jesuítas.

Esta resenha é um convite à leitura de um texto sedutor por esclarecer as entranhas das lutas recentes dos Papa Brancos contra os Papas Negros, e as suas consequências. Teria chegado o tempo correto para a renovação?

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