Do lixo à arte, artista goiano Zago investe em esculturas de madeira de reuso

Criar esculturas com madeiras que iriam para o lixo é a forma que Zago encontrou para expressar sua preocupação com as condições climáticas do mundo

Artista Zago e suas esculturas com madeira de reuso | Foto: Divulgação

Todo artista é movido pela paixão e inquietude, sentimentos que norteiam os rumos da arte. Assim, o artista e jornalista goiano Zago, que tem vasta experiência nas artes, é instigado. DJ e produtor musical radicado em São Paulo, agora também dedica seu talento em esculturas de madeira de reuso. 

Criar esculturas com madeiras que iriam para o lixo é a forma que Zago encontrou para expressar sua preocupação com as condições climáticas do mundo — o quanto é importante preservar a natureza, sobretudo as árvores, o maior patrimônio ambiental. 

As peças têm formas desconexas e remetem a desconexão do homem com a natureza, que não se enxerga como parte das áreas verdes. As cores das obras amarelo, laranja, vermelho e preto fazem alusão às queimadas, um dos problemas que estamos vivenciando, principalmente no norte e centro-oeste. Já o verde representa a força e permanência das vegetações vivas. Os nomes das esculturas são referências aos povos indígenas do Brasil, que são os grandes guardiões das florestas. 

“Criar é uma conexão de montagem de desconexões. Ao mesmo tempo que dá a impressão que algo esteja pronto, não está. A vida da arte é tentar e criar a conexão com a própria vida cotidiana”, afirma. “O cotidiano não é meramente passageiro, mas o que dá pausa e percebe o que parece quase imperceptível. A necessidade da pausa talvez seja o caminho do retorno, da reconexão. Que nós possamos nos encontrarmos. Viva os povos originários.”

Alerta
Segundo a organização não governamental (ONG) focada, especialmente, em pautas relacionadas ao meio ambiente, Greenpeace, no Brasil a cada minuto mais de mil árvores estão sendo derrubadas na Amazônia. As terras indígenas na Amazônia têm alta de desmatamento, garimpo e extração de madeira. O Marco Temporal é um retrocesso que pode devastar ainda mais áreas que deveriam ser preservadas. 

A conservação de terras indígenas inibe o desmatamento. Segundo o Instituto Socioambiental, houve queda nas taxas de destruição da floresta entre 2004 e 2008. Neste período, 10 milhões de hectares da Amazônia brasileira foram demarcados como Terras Indígenas, assim como outros 20 milhões passaram a ser protegidos no âmbito do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm). Esta ação, por si só, influenciou a queda de 37% da taxa de desmatamento observada entre aqueles anos. Além disso, as terras indígenas são fundamentais para o desenvolvimento sustentável do bioma. 

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