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Prefeito Jânio Darrot, que coordenará ações em 12 cidades da região, elogia ideia de ouvir as demandas dos municípios
Antônio Gomide era a esperança de Anápolis. Mas o eleitorado do município começa a avaliar que o petista não tem chance de ser eleito governador de Goiás. Por isso começa a migrar — o tal voto útil — para o governador Marconi Perillo. Gomide ainda está na frente do tucano-chefe, na cidade, mas começa a perder terreno. O capital pessoal de Gomide ainda é alto e o eleitorado o aprova. Porém, ao mesmo tempo, o eleitorado anapolino não quer a vitória de Iris Rezende e tende a bancar Marconi para o governo. O tucano, antes apontado como segunda opção do anapolino, começa a aparecer como primeira opção — dada a tese, insista-se, do voto útil. O que o anapolino não quer mesmo é ver Iris Rezende no governo do Estado. Os moradores do município, e não apenas os empresários, dizem que o PMDB não tem apreço por seus assuntos e interesses.
Governo diz que oposição politiza a questão da segurança por causa da eleição, mas o debate é, sim, um tema pertinente num processo eleitoral
Candidato a deputado estadual pelo PMDB, Lívio Luciano inaugurou seu comitê na semana passada, com a presença do candidato do partido a governador, Iris Rezende. Lívio Luciano garante que “Iris está muito animado. Ele acredita que será eleito e que os programas eleitorais na televisão e no rádio serão fundamentais para que suas propostas sejam conhecidas do eleitorado. Em termos de projeção para o segundo turno, somos mais fortes”.
Fugindo aos esquemas tradicionais de proselitismo, a eleição de 2014 já está marcada pelo aparecimento de uma personagem que chama atenção por inverter a lógica da política.
Trata-se da estudante de Arquitetura da PUC, Larissa Paiva, que surgiu como uma novidade interessante no cenário normalmente árido, formal e empolado do mundo político.
Com ar jovial, próprio da idade (tem 19 anos), e expressão pura de uma adolescente, ela criou um comitê virtual de forma espontânea para apoiar o candidato Marconi Perillo e logo foi destacada pela mídia.
Fez sucesso, chamou a atenção do tucano e passou a ser uma das estrelas da campanha do PSDB.
Com ela, Marconi dialoga com a juventude descolada atualmente distante e praticamente apolítica.
Larissa abriu esta porta para o tucano ao não usar o discurso formal e tradicional dos agentes políticos, sejam jovens ou não na idade.
Ela arejou a campanha do governador e se tornou o grande fato novo desta eleição.
Detalhe importante: ela não tem cargo comissionado no governo, não almeja trabalhar na administração, caso Marconi vença, nem é candidata a cargo eletivo nas próximas eleições, segundo rebelou ao Jornal Opção.
"Quero apenas participar e ajudar o eleitor a escolher o melhor candidato a governador", diz. "Não dá para ficarmos omissos", afirma.
Os oposicionistas Aécio Neves e Eduardo Campos defendem enxugamento dos 39 ministérios de Dilma Rousseff
Pessoas da estrita confiança do ex-governador Alcides Rodrigues (PSB) vão sumindo da política: Sérgio Caiado, Pankão, Carlos Silva, Ney Nogueira. Resistem o deputado estadual Francisco Gedda (PTN), candidato à reeleição, e Ernesto Roller (PMDB), que disputa cadeira na Assembleia.
Alcides não conseguiu constituir uma liderança política, ao contrário do governador Marconi Perillo e de Iris Rezende.
O próprio Alcides Rodrigues desistiu de candidatura e curte as delícias de suas fazendas em Goiás e no Pará.
Ney Nogueira (SD) é o quarto deputado a desistir de disputar cargo político em outubro. Helder Valin (PSDB), Ademir Menezes (PSD) e Samuel Belchior (PMDB) já estavam fora da reeleição. O problema de Nogueira é falta dinheiro e, sobretudo, crença de que não seria reeleito.
Há uma história de que Vanderlan Cardoso está escondendo seu vice, o Professor Alcides, dono da Unifan, para que o eleitor pense que o ex-governador Alcides Rodrigues é seu vice.
Nayara Barcelos, candidata a deputada federal pelo PSB, pode até não ser eleita. Mas deve sair bem votada de Rio Verde.
Ex-mulher de Heuler Cruvinel, a evangélica Nayara Barcelos pode contribuir, se for mesmo bem votada, para derrotar o deputado federal do PSD.
Há quem acredita que, por ser jovem e bonita, pode se tornar a Tiririca de saia de Goiás.
Candidatos a deputado federal da base de Vanderlan Cardoso estão irritados. Eles garantem que PSC, PRP e PSB estão trabalhando exclusivamente com a finalidade de eleger o radialista Jorge Kajuru (PRP).
Os recursos financeiros dos três partidos não estariam sendo distribuídos de maneira equilibrada. Kajuru, segundo dois candidatos, vai receber o maior quinhão.
Apesar do suposto privilégio, Vanderlan Cardoso, candidato do PSB a governador de Goiás, não estaria muito entusiasmado com o discurso de Kajuru. O socialista não aprecia o tom acre do radialista.
O ex-deputado federal Marcelo Melo, do PMDB, disse ao Jornal Opção que está acompanhando a política no Entorno do Distrito Federal com olhos de lince. Ele conclui: “Ernesto Roller será um dos mais bem votados para deputado estadual”. Roller não conta com uma estrutura ampla, mas a administração caótica do prefeito de Formosa, Itamar Barreto, o favorece eleitoralmente.
Único oposicionista na CPI da Petrobrás, o senador goiano Cyro Miranda (PSDB) diz que viu o enrolado Nestor Cerveró receber perguntas e respostas antes de depor na comissão. A farsa da CPI foi denunciada pela revista "Veja", mas o governo federal petista ainda tem coragem de negar, apesar de todas as evidências. A revista agora apresentou as gravações completas.
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Depois de problemas com a candidatura, o ex-prefeito Antônio Gomide pode enfrentar voto útil
Foto: Fernando Leite/Jornal[/caption]
O ex-prefeito do município e atual candidato ao governo, Antônio Gomide (PT), tem baixos índices de intenção de voto no Estado. Nos bastidores, corre a informação que o PSDB utilizaria os dados para fortalecer a campanha do candidato à reeleição pela sigla, Marconi Perillo (PSDB). Assim, os eleitores de Anápolis, onde Gomide tem melhores resultados, escolheriam o tucano para desempatar a disputa com o também candidato Iris Rezende, do PMDB. Presidente do PT, Ceser Donisete afirma que é uma torcida da oposição e até muito prematura, uma vez que os eleitores ainda nem decidiram em quem votar, quanto mais votar estrategicamente. A premissa, segundo ele, é para o fim de setembro, mês próximo às eleições, e que até lá, a vítima do voto útil pode ser outra candidato.
A validação do voto útil seria pelo histórico manchado do PMDB no município e, por isso, Marconi seria uma melhor opção. O presidente tucano no município, Valto Elias, esclarece os burburinhos: “Não é nosso propósito. Até porque nós primamos uma posição política de consolidação democrática”. Ainda que a polarização entre os dois candidatos esteja acontecendo “naturalmente”, como diz Elias, a proposta peessedebista é outra. “Continuaremos trilhando nosso caminho e investiremos sobre o patamar avançado. As políticas propostas não são imediatistas e sim de consolidação do momento atual de dinamicidade social e econômica.”
No PT, a proposta não é tão diferente: “Faremos uma campanha de rua, como sempre fizemos”, diz Ceser Doniseti. Ir com os anapolinos é a proposta de campanha do PT, declara o também coordenador da campanha de Gomide. Mesmo que nada tão grandioso, como os outros candidatos estão fazendo, uma estrutura mínima é necessária. Por isso, os preparativos já são os últimos para inauguração do comitê da sigla, nesta semana.
O histórico de Gomide é consistente no município, mas mesmo assim o partido vai trabalhar muito para fortalecê-lo. De mãos dadas à juventude, em universidades, colégios, a campanha se fortifica com candidatos a deputado estadual e federal. As candidatas à Assembleia Legislativa, Dinamélia Rabelo e Letícia Silva, e o candidato à Câmara Federal, Rubens Otoni, são exemplos. O “porém” vem com a afirmação de Donisete de que o PT não tem curral eleitoral. “Eles são companheiros, apoiadores e parceiros da campanha, apenas isso.” O debate sobre “parcerias” foi intenso durante a semana, pois a sigla decidiu expulsar os prefeitos petistas que declararam apoiar Marconi Perillo.
Gomide é exemplo de prefeito que foi com o pires pedir ajuda ao governo estadual de sigla diferente. E realizou muito com apoios. E, caso eleito, sinaliza Donisete, ele apoiará os prefeitos de outros partidos. O problema, explicou, é que não se trata de Estado, União e município se juntarem para o bem da sociedade, com trabalho conjunto. “Se não fosse o governo federal, Marconi não estaria fazendo nada.” A expulsão foi pelo apoio à campanha adversária. Quando se filia ao partido é assinado um termo de concordância com o programa do partido. Se fizeram isso, os prefeitos estariam discordando deles mesmos diz Donisete. Por isso, categórico afirma: “A pessoa teria que ter a hombridade, a decência e a ética em sair antes. A filiação é um ato voluntário. Antidemocrática é a ação deles”.
Por que Marconi Perillo lidera as pesquisas de intenção de voto? “Simples: o governador recuperou seu eleitorado, que é maioria. O eleitor ‘voltou’ e tende a não abandoná-lo”, frisa Gean Carvalho. Gean Carvalho diz que a ascensão de Marconi se dá de maneira consistente. O eleitor, de pesquisa para pesquisa, está mantendo o voto no tucano. Mais: a cada pesquisa, o índice melhora um pouco. Isto significa que o tucano começa a avançar sobre o eleitorado dos adversários. No caso de Anápolis, por exemplo, se trata do voto útil.


