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Armando Vergílio pode retomar o casamento com o PSDB ou casar pela primeira vez com o PT

Abandonado no altar por Júnior Friboi, o quase-peemedebista, o presidente do Solidariedade em Goiás, deputado federal Armando Vergílio, está entre dois amores.

Armando pode casar-se com o PT de Antônio Gomide ou reatar o casamento com o PSDB do governador Marconi Perillo. Se fechar com Gomide, Armando provavelmente será o seu vice.

Mas o caso de amor de Armando com o PSDB é antigo e pode ser retomado. Há arestas, típicas de casamentos desfeitos, quando ódio e amor sobrepõem-se. Mas há canais abertos para novo affair.

PMDB não apresenta ideias para “modernizar” Goiás. Vanderlan já tem seu plano de metas

O projeto do PMDB é apenas arrancar Marconi do poder para, em seguida, satanizá-lo e persegui-lo?

Até agora, o PMDB não apresentou ideias relevantes para governar Goiás. Pode ser que esteja cedo para apresentá-las. Mas Vanderlan Cardoso, do PSB, já está com seu plano de metas praticamente pronto.

Se perder o governo, Iris pode disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016

Se perder a eleição para governador, Iris Rezende vai disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016? Tudo indica que sim.

Aliados de Iris Rezende avaliam que dificilmente o PT consegue fazer o sucessor em Goiânia.

Quando uma marca pode se tornar crime no Brasil

Fabricar, comercializar, distribuir e veicular emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda com símbolos que remetam a discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional prevê pena de até três anos de reclusão Frederico Vitor No início deste ano, garçom de um restaurante de comida japonesa, localizado no Bair­ro da Liberdade, em São Paulo, foi fotografado usando um polêmico emblema em seu uniforme de trabalho. A fotografia caiu na internet e gerou grande repercussão nas redes sociais. O ornamento bordado na camisa do funcionário era uma cruz suástica sustentada por um águia, ou seja, um dos símbolos do Nacional Socialismo alemão, mais conhecido como partido nazista, grupo político de ideário ultranacionalista, xenófobo e racista de Adolf Hitler, que governou a Alemanha de 1933 a 1945.   Não demorou muito para que o caso fosse replicado maciçamente na rede mundial de computadores, e os donos do estabelecimento fossem chamados de racistas pelos internautas. A proprietária, uma imigrante sul-coreana, disse à imprensa que comprou os uniformes pela internet sem perceber a presença do controverso emblema. Ocorre que no Brasil usar ou divulgar qualquer símbolo de conotação nazista é considerado racismo, ou seja, crime inafiançável. Mas, de acordo com a lei, o autor da ofensa só pode ser considerado culpado se ficar provado que houve a intenção de fazer apologia ao nazismo. De acordo com a Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997, no Brasil, se define em crime de preconceito de raça ou de cor, a fabricação, comercialização, distribuição ou veiculação de símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. A pena é de dois a cinco anos de reclusão e multa. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, por meio de símbolos também se configura em atividade criminosa. A constituição e o código penal não citam especificamente a suástica, mas usa a expressão “divulgação do nazismo”. A grande maioria dos símbolos antigos como a cruz gamada tem um senso de esoterismo em torno de si. O seu uso pelo partido nazista estigmatizou sua simbologia notadamente na cultura ocidental. Curiosamente, a insígnia tem sido sagrada em várias civilizações antigas em todo o mundo durante mais de 3 mil anos, representando a vida, sol, fogo, poder, força e boa sorte. Na Índia, por exemplo, continua a ser um dos símbolos religiosos mais importantes, usado principalmente no budismo, no hinduísmo e no jainismo. Nesta última corrente religiosa, a suástica delineia o sétimo santo e os quatro braços que representam os lugares possíveis de renascimento: o animal ou planta, inferno, terra ou o mundo espiritual. No budismo, a suástica representa a renúncia. Para os hindus, a insígnia simboliza a noite, a magia e a pureza. Por isso também é considerada como símbolo de boa sorte. A cruz gamada era um emblema para os arianos, uma das raças mais antigas que se instalou no Irão e no norte da Índia. Os arianos se acreditavam superiores em relação aos outros povos. Uma vez que os nazistas consideravam ter raízes arianas, usaram a suástica como estandarte. Desta forma, a cruz gamada tornou-se um símbolo de violência, morte e assassinato. Após a Segunda Guerra Mundial, a suástica passou a ser associada com negatividade e ódio, sendo que sua difusão no sentido de apologia ao regime de Hitler é considerada crime em diversos países, inclusive o Brasil. O diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFP) Pedro Sérgio dos Santos afirma que pelo princípio constitucional da liberdade de expressão, qualquer símbolo passa a ser proibido caso seja usado como instrumento de incitação ao ódio, racismo e discriminação religiosa. Caso um exemplar da suástica for usado dentro de um contexto pedagógico e informativo, como em livros de Histó­rias, palestras e aulas, não haveria nenhum problema. “Configura-se em crime racial o uso de qualquer símbolo quando for comprovada a atitude dolosa da situação.” [caption id="attachment_6422" align="alignleft" width="148"]Clodoaldo Moreira: “Pode, sem conotações ao racismo e injúria” | Foto: Arquivo Pessoal Clodoaldo Moreira: “Pode, sem conotações ao racismo e injúria” | Foto: Arquivo Pessoal[/caption] O advogado e professor de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) Clodoaldo Moreira dos Santos Júnior afirma que a utilização de símbolos relacionados ao nazismo, segundo a Constituição Federal, não é proibido desde que não haja apologia ao crime. Por exemplo, se a suástica for usada no incentivo de preconceito, racismo e injúria, até mesmo no contexto das redes sociais, é configurado como ação delituosa. “Um símbolo como a suástica sendo usado de forma isolada não tem caráter ofensivo. Para ser considerado crime, a insígnia deve ser acompanhada de dizeres e imagens de ódio.”

Friboi pode se tornar o novo Orelhudo para a revista CartaCapital?

Reportagem especial (de capa) da “CartaCapital” explora o que chama de “a misteriosa ascensão do Friboi”.

Acredita-se que a família de Joesley Batista será o novo Orelhudo, Daniel Dantas, da revista dirigida por Mino Carta. Na tradição de que jornais e revistas precisam de um sparring, de preferência envolvido em grandes negócios, a “CartaCapital” pode ter escolhido a JBS para alvo-mor.

Petistas dizem que João Gomes, prefeito de Anápolis, não está muito empolgado com Gomide

Na opinião de um petista de Goiânia, o prefeito de Anápolis está mais interessado em viabilizar sua administração do que em eleger Antônio Gomide. João Gomes estaria de olho na sua reeleição, por isso quer ser bem sucedido como prefeito.

O petista comenta: “O prefeito Paulo Garcia não fica elogiando o governador Marconi Perillo. Mas João Gomes disse, e isto será utilizado na campanha, que Marconi foi o melhor governador para Anápolis”.

Iris Rezende deve ser o candidato do PMDB a governador. Mas Samuel Belchior está na fila

O candidato do PMDB a governador deve ser Iris Rezende. É o nome mais forte e que quer, de fato, disputar. Mas há quem insista que Samuel Belchior, por ser jovem, o novo e dinâmico, deveria ser o postulante. Iris, afirmam, deveria disputar mandato de senador.

A um aliado, dos mais íntimos, Iris frisa que não teria mais paciência de ser senador.

Parece impossível. Mas há quem diga que José Eliton vai ser candidato a governador

Por incrível que pareça, ainda há quem acredite que o governador Marconi Perillo (PSDB) vai bancar seu vice, José Eliton (PP), para governador.

O prefeito de Anápolis, João Gomes, do PT, pensa o oposto: “Conheço Marconi como a palma de minha mão. Ele vai disputar o governo de Goiás”.

O dia em que Otávio Lage não quis cumprimentar o deputado Osmar Cabral

O desembargador aposentado Marco Lemos, que trabalhou no Jornal Opção como jornalista (do primeiro time), postou no Facebook: “Em Goiás, 1971, Leonino Caiado substituía Otávio Lage. Na posse, discursou um deputado, que saudou os novos tempos. ‘Finalmente, chegou a hora da transição. Em Goiás, a crisálida vai se metamorfosear em linda borboleta, completando o ciclo de evolução’.

“Durante o coquetel, o orador foi cumprimentar o governador que saía, mas Otávio Lage recusou-lhe a mão: ‘Ao senhor, não dou a mão. O sr. me chamou de coró’.

“Em tempo, o orador era Osmar Cabral, lendo um discurso ‘ghost-writerizado’ por Thirso Corrêa Rosa.”

Político apresenta Alexandre Baldy como o Friboi do PSDB

Comentário de um político de Anápolis: “Alexandre Baldy disse a políticos anapolinos que vai torrar 25 milhões de reais na campanha para deputado federal”. Um tucano não se conteve e quase gritou: “É o nosso Friboi!”

Pedro Chaves diz que vai disputar mandato de deputado, pois tem compromissos com suas bases

O deputado federal Pedro Chaves (PMDB) diz que tem compromissos com suas bases eleitorais e, por isso, será candidato à reeleição.

Pedro Chaves poderá obter o apoio de Marcelo Melo, de Luziânia, que pode desistir de disputar mandato de deputado federal.

Oposição tem uma tarefa muito difícil: convencer o eleitor a não votar em Marconi

A tendência é de que o conjunto de realizações do governo comandado pelo tucano tenha ressonância na vontade do eleitor Cezar Santos O tucano Marconi Perillo lidera as pesquisas de intenção de votos para o governo estadual. A constatação é por demais sabida, mas cabe a reiteração por que volta e meia aparecem alguns levantamentos “mandraques” dando conta de que não é bem assim. Mas se Marconi lidera as pesquisas minimamente sérias, isso é o que menos deve preocupar a oposição. O mais difícil para Iris Rezende (PMDB), Vanderlan Cardoso (PSB) e Antônio Gomide (PT) — será que esses dois últimos vão ser mesmo candidatos? É quase certo que um deles não deve ser, mas aguardemos — será convencer o eleitor a não votar em Marconi Perillo. Depois disso, aí sim, convencer o eleitor a votar neles — é bom registrar que há eleitor que convictamente não vota em certos candidatos, e Marconi também sofre rejeição de parte do eleitorado, mas não se trata desse eleitor que estamos referindo. E porque o eleitor deixaria de votar num projeto que está sendo executado a contento? Afinal, Goiás sob o comando do tucano ostenta índices invejáveis tanto em realizações de obras físicas quanto em programas sociais. No tocante às obras, foi realizado um amplo programa de restauração de rodovias, justamente um dos motes que a oposição esperava contar para “bater” em Marconi, mostrando a situação precária de algumas vias, herança do desgoverno de Alcides Rodrigues. E além de restauração, o governo faz novas pavimentações. artigo_jose maria e silva.qxd E o que dizer do Hospital de Urgências da Região Noroeste de Goiânia (Hugo 2) que está praticamente concluído? A unidade vai desafogar o Hospital de Urgências de Goiânia, atendendo um amplo contingente daquela região, englobando dezenas de municípios. O novo hospital terá Centro Cirúrgico com 22 salas e uma ala para pacientes com queimaduras, composta por 13 leitos, serviço que ainda não é oferecido pelo SUS no Estado. Serão investidos mais de R$ 50 milhões em equipamentos. O custo total da obra gira em R$ 140 milhões. O Hugo 2, por si só, é uma obra que marca uma administração. O governo também reforma escolas num modalidade nova, repassando recursos para que as próprias comunidades escolares definissem as obras necessárias. E na quarta-feira, 4, o governo autorizou a construção, cobertura e reforma de quadras esportivas em 520 unidades. Inves­ti­mento na ordem de R$ 116,6 mi­lhões, sendo R$ 40,5 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvi­men­to da Educação (FNDE) e contrapartida de R$ 16 milhões do Tesouro Estadual, para atender 41 escolas com cobertura e reforma de quadras e 74 escolas com a construção de quadras. Mais R$ 60 milhões de recursos próprios do Tesouro estão sendo repassados diretamente a 405 escolas para a construção de novas quadras, reformas e cobertura. A diferença do governo também se estabelece nos programas sociais, como o Bolsa Universitária, que em 15 anos de existência já beneficiou quase 150 mil estudantes com bolsas parcial e integral. E o que dizer do Restaurante Cidadão, que fornece refeição a 1 real? Além disso, Goiás comemora a terceira posição como gerador de empregos no Brasil. A confirmação se deu através de Índices do Ca­das­tro Geral de Empregados e Desem­pregados (Caged) e da Re­la­ção Anual de Informações Sociais (Rais), tabulados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeco­nômicas (IMB). Os números confirmaram que de 2010 até março de 2014 – na comparação da taxa de crescimento com outros Estados – Goiás foi o terceiro maior gerador de empregos neste período. Alguém pode dizer que a segurança pública não está tão bem. Realmente, há problemas sérios nessa área. Mas qual cidade de médio e de grande porte no Brasil que não enfrenta problemas de segurança pública? A situação vem degringolando nos últimos dez anos, justamente por omissão do governo federal, que deixa para os Estados toda a responsabilidade. E mesmo aí o governo tem ações efetivas a mostrar, como a incorporação de voluntários para reforçar o policiamento ostensivo. Diante desse quadro, como Iris, Vanderlan e Gomide vão dizer ao eleitor para não votar em Marconi? E não se está dizendo aqui das dificuldades políticas de cada um deles: a divisão autofágica do PMDB de Iris; a total falta de articulação e de nomes para compor chapas ma­jo­ritária e proporcional de Van­derlan; o isolamento de Gomide, que ainda por cima terá sua campanha contaminada pelos maus resultados do companheiro Paulo Garcia na Prefeitura de Goiânia. Eleitor gosta de resultados. E certamente ele sabe quem está produzindo resultados.

Goiás como bola da vez

“A bola da vez do Brasil é a Região Centro-Oeste e, dentro da Região Centro-Oeste, é o Estado de Goiás.” A frase foi dita pelo governador Marconi Perillo, no 1º Exame Fórum Centro-Oeste, realizado em Goiânia na terça-feira, 3. O evento promovido pelo Grupo Abril/Re­vista Exame teve objetivo de discutir as potencialidades econômicas e sociais das regiões, e seus desafios estruturais. [caption id="attachment_6406" align="alignleft" width="660"]artigo_jose maria e silva.qxd Foto: Rodrigo Cabral[/caption] A partir do diagnóstico de que a região Centro-Oeste é, hoje, a economia mais próspera do País, com destaque para o volume do PIB, os palestrantes e mediadores debateram os caminhos que têm alavancado a região e as formas de mantê-la na dianteira do desenvolvimento econômico do País. O governador falou dos indicadores da região, lembrando que ela produz 50% dos alimentos do País e cresce muito acima da média nacional. “Enquanto o PIB do Brasil no primeiro trimestre cresceu 0,2%, na nossa região cresceu quase 4%. O crescimento do agronegócio foi de 3,6% no Brasil, puxado pela região Centro-Oeste. É a região que também tem feito o equilíbrio na balança comercial do País, e puxado o Brasil na geração de empregos.” Como o melhor mascate de sua gestão, Marconi “vendeu” seu peixe, lembrando que na última safra, Goiás alcançou 18 milhões de toneladas de grãos, e o rebanho bovino chega a 23 milhões de cabeças. Ressaltou que Goiás é um Estado que, nos últimos anos, agregou muito valor às matérias-primas, passou a industrializar os produtos primários e foi buscar novas fontes de receitas e empregos, garantindo a industrialização do setor metal-mecânico, e das montadoras de veículos, entre outros. “É uma economia bastante diversificada.” Com sua facilidade em esgrimir números, Marconi Perillo disse que Goiás já é o segundo maior produtor de etanol do País, e o segundo de cana-de-açúcar. Informou que o Estado recebeu, nesta gestão, R$ 10 bilhões em investimentos, e mais de R$ 30 bilhões do setor privado. Ele destacou o crescimento do PIB, de R$ 17,4 bilhões em 1998, para R$ 135 bilhões, atualmente. Falou também sobre os incentivos fiscais que foram prorrogados até 2040. Ressaltou o forte investimento na melhoria das malha rodoviária, na construção e duplicação de rodovias, em saneamento básico e na construção de pontes e viadutos, além da construção do maior aeroporto de cargas da Região Centro-Oeste, em Anápolis. Marconi falou dos investimentos e do trabalho do governo goiano para melhorar a hidrovia Paranaíba-Tietê-Paraná, que dá cesso aos portos, e do trabalho para que Goiás ganhe novas ferrovias. “O governo do Estado vai financiar projetos para construção de mais pelo menos duas ferrovias importantes: uma saindo de Ilhéus (BA), até Campinorte, no Norte de Goiás, na Ferrovia Norte-Sul, que é Ferrovia de Integração Oeste-Leste; e um ramal da Norte-Sul na região Sudoeste e Sul. Vamos investir aproximadamente R$ 11 milhões na elaboração dos projetos para que essas rodovias sejam viabilizadas.” Ao falar sobre o desafio da re­gião Centro-Oeste, Marconi observou a questão de forma a englobar todo o País nos quesitos que precisam ser transformados para garantir o de­sen­volvimento de todas as re­giões, e do Brasil como um todo. l

“Orgulho-me muito de ser negra”

Erika Guimarães Esses dias me perguntaram o que achava sobre a polêmica que aconteceu sobre o racismo no caso do jogador Daniel Alves, do Barcelona. Enfim, esses dias sofri um preconceito bobo. Ouvi a seguinte frase: “Ela é até bonita e inteligente por ser negra”. É ridículo. Ouvi sem querer essa frase, mas me doeu muito como se eu não fosse capaz, ou como se não pudesse ser negra e bonita. Orgulho-me muito de ser negra e fico me perguntando o porquê de haver um preconceito horrível, que, infelizmente, no Brasil as pessoas fingem não existir. Eu tive uma base boa, meus pais, mas fico pensando em milhares de negros que acabam tendo vergonha da cor, do cabelo crespo. Eu acho que as escolas poderiam ajudar nisso a autoestima negra. Está faltando isso. Acho que a polêmica poderia existir para discutirmos e melhorar, mas isso não acontece. Erika Guimarães é assistente administrativa. cartas.qxd

“Feliz pela festa do automobilismo”

Davi Prado Sou piloto de jet ski e campeão mundial em 2012, na categoria ski velocidade. Sinto-me muito feliz de assistir a essa grande festa do automobilismo aqui em minha cidade. Esporte é saúde, princípio para uma boa educação e qualidade de vida. Com orgulho, representarei todos os brasileiros no próximo Mundial, pela quarta vez, e tentarei conquistar o título de bicampeão mundial. E-mail: [email protected]

“Grato pela reportagem sobre o autódromo”

Kurt Feichtenberger Parabéns ao jornalista El­der Dias pela matéria sobre o Autódromo de Goiânia (Jor­nal Opção 2028). Palavras exatas de quem tem o co­nhecimento da arte de escrever. Obrigado pelo espaço concedido ao nosso novo autódromo. Kurt Feichtenberger é vice-presidente da Federação de Motociclismo de Goiás (FGM). E-mail: [email protected]

“Orgulho pela volta da Stock Car”

Gleidmar Vieira Fiquei muito orgulhoso por nosso Estado estar novamente no calendário da Stock Car, esse retão do circuito de Goiânia é sensacional. E-mail: [email protected]

Planta urbanística de Goiânia pode conter símbolo maçom

Plano piloto da capital elaborado pelo arquiteto Attilio Corrêa Lima, em que três eixos (Avenidas Goiás, Tocantins e Araguaia) convergem para o palácio do governo, sendo interceptado pela Avenida Paranaíba, pode ter o formato de um compasso e de um esquadro, um dos símbolos da maçonaria

11 craques que não se renderam ao sistema

Pela personalidade, por ações humanitárias ou posicionamentos políticos, um ranking subjetivo sobre jogadores que pensaram o esporte muito além das quatro linhas do gramado Elder Dias Para quem olha de fora, o mundo do futebol é habitado por seres completamente alienados. Um preconceito sob uma base real: está claro que os jogadores colaboram para essa impressão virar estereótipo. E nem só por aqui — a seleção inglesa que jogará a Copa do Mundo ficou hospedada em Miami antes de vir para o Brasil e somente um atleta, Leighton Baines, reparou que aquele senhor grisalho acomodado no mesmo hotel era o cantor Morrissey, lenda do rock britânico. A maioria das celebridades do futebol pisa na bola ao entrar (ou nem isso) no campo dos temas universais, provocados em assuntos que vão da política à cultura, da economia aos direitos humanos. Mas nem só de pagode e “vamos dar tudo de si” vivem os jogadores. Alguns deles — poucos, é bem verdade — se fizeram referência exatamente por fugir do padrão: tornaram-se não só grandes como atletas, mas também pessoas brilhantes. Pelo pensamento rápido, por uma personalidade contestadora, por ações humanitárias ou posicionamentos políticos, a lista destas próximas páginas estabelece um ranking totalmente aleatório e pessoal sobre alguns sujeitos que, sem dúvida, levaram o futebol muito além das quatro linhas de um campo. Tocantins_1885.qxd    

4 Caszely, o bravo

Tocantins_1885.qxd Considerado um dos maiores jogadores da história do Chile, o socialista Carlos Caszely, já craque da seleção, apoiou o governo de Salvador Allende no início dos anos 70 e foi também uma das celebridades do país a se opor frontalmente à ditadura de Augusto Pinochet. Tão frontalmente que, recebido com a seleção em La Moneda, o palácio presidencial, não estendeu a mão ao general, em solenidade pela conquista da vaga à Copa da Alemanha, em 74. Talvez isso tenha colaborado para que tivesse sua mãe sequestrada e torturada por agentes do governo naquele ano. Em 1980 e 1988, fez campanha contra o governo, respectivamente pela rejeição à nova Constituição e pela opção “não” no plebiscito que decidia sobre a manutenção de Pinochet no poder. Jogou as Copas de 1974 e 1982 e é o terceiro maior artilheiro da história da seleção chilena.

5 Varela, o digno

Tocantins_1885.qxd O principal causador da maior tragédia do futebol brasileiro era muito mais do que jogador e capitão da seleção uruguaia. Em 1948, liderou uma greve dos atletas do país por condições mais humanas no trabalho. Já no fim da carreira, se recusou a receber premiação diferente dos colegas. Quando seu clube fechou patrocínio, em 1954, a única camisa do time em que a marca do anunciante não estava estampada era a sua. Ele não permitiu. “Antes, nós, os negros, éramos puxados por uma argola no nariz. Esse tempo já passou”, justificou sua atitude. O durão Varela se disse arrependido de ganhar a Copa de 50, após consolar brasileiros nos bares do Rio na noite do Maracanazo. Condoeu-se por nunca ter imaginado que o futebol significasse tanto para aquela gente. Morreu pobre, em 1996.

6 Sócrates, o democrata

Tocantins_1885.qxd Sócrates, que jogou as Copas de 82 e 86, pode ser considerado o maior “antijogador” da história do futebol brasileiro. Revelação do Botafogo de Ribeirão Preto (SP), sua terra natal, recusou-se a ir para o Corinthians antes de terminar a faculdade de Medicina. No Timão, além de um dos maiores ídolos da história, foi um dos responsáveis pela implantação da Democracia Corintiana, movimento em que decisões sobre o time e o clube eram votadas por dirigentes, jogadores e funcionários. Outra prova de sua politização foi subir e discursar nos palanques das Diretas, em 1984. Era contra a concentração antes dos jogos. Fumava e bebia muito quando ainda era atleta. O álcool foi o causador de sua morte prematura, aos 57 anos, em 2011.

7 Cruijff, o sarcástico

Tocantins_1885.qxdVice-campeão mundial em 1974, ano em que a Laranja Mecânica comandada por ele em campo perdeu a decisão para a Alemanha, Johann Cruijff já jogava no Barcelona em 1973, quando resolveu dar ao terceiro filho o nome de Jordi, o padroeiro da Catalunha (no Brasil, São Jorge). Vivia-se ainda o período ditatorial do franquismo e tinha sido banida qualquer referência aos símbolos nacionais catalães. Como não pôde então registrar o filho em Barcelona, Cruijff se dirigiu ao país natal e Jordi pôde ser Jordi em Amsterdã. Para debochar de Franco, se deixou ser fichado como “máquina agrícola”, já que tinha sido considerado “muito caro” como jogador de futebol. Outra ditadura, a do argentino Jorge Videla, teria sido o motivo de sua não ida à Copa de 78. Por atitudes como essas, Cruijff é reverenciado por torcedores do Barcelona e nacionalistas da Catalunha muito além do craque que foi em campo. É um dos maiores jogadores de todos os tempos e o maior da Holanda.

8 Redondo, o indomável

Tocantins_1885.qxdUm dos mais talentosos jogadores argentinos dos anos 90, Fernando Redondo foi um habilidoso volante que se destacou especialmente no Real Madrid. Depois de jogar a Copa de 1994, envolveu-se em uma polêmica por causa de uma ordem bizarra do então técnico da seleção Daniel Passarella em 1998: para serem convocados, todos os atletas deveriam ter cabelos curtos. “Eu disse a Passarella que não iria cortar meu cabelo, porque ele faz parte da minha personalidade. E, antes de ser jogador, eu sou uma pessoa.” A personalidade forte do cabeludo Redondo já havia sido demonstrada em 1990, ao recusar a convocação do técnico Carlos Bilardo para a Copa. Mais tarde ele confirmaria que não concordava com o estilo de jogo proposto pelo treinador.

9 Romário, o ferino

Tocantins_1885.qxdUm dos maiores camisas 9 (embora jogasse com a 11) da história do futebol mundial, o “Baixinho” espalhou tanto talento quanto desafetos no futebol: teve atritos (alguns com vias de fato) com os colegas Edmundo, Zico, Andrei, Pelé, Ronaldo e o argentino Simeone, entre outros; com os treinadores Alexandre Gama, Zagallo e Luxemburgo; e com os dirigentes Roberto Dinamite (Vasco), Edmundo dos Santos Silva (Flamengo) e Ricardo Teixeira (CBF). Poderia ter jogado cinco Mundiais (entre 1986 e 2002), mas, de fato, apesar de ter estado em 1990 como reserva — só entrando contra a Escócia —, brilhou quatro anos depois: a conquista do tetra foi também a “Copa do Romário”. Além de boêmio — amava a noite, dizia que não era atleta e achava que jogava melhor quando antes fazia sexo —, foi um frasista polêmico. Entre elas disse: “Pelé, calado, é um poeta” e “O cara entrou no ônibus agora, não está nem em pé e já quer sentar na janela” (sobre Alexandre Gama, então técnico do Fluminense). Hoje sua língua ferina o ajuda nos debates no Congresso, como deputado federal pelo PSB do Rio. Grata surpresa da política e ferrenho crítico da CBF, em outubro Romário deve disputar o Senado.

10 Best, o boêmio

Tocantins_1885.qxdÉ do norte-irlandês talvez a frase mais sarcástica de um jogador de futebol para definir hedonismo: “Gastei muito dinheiro com bebidas, mulheres e carros potentes. O resto eu desperdicei.” Em plena efervescência da beatlemania, George Best foi o primeiro jogador pop star do futebol mundial e o maior frasista de seu ramo. Nunca disputou uma Copa do Mundo — sua seleção, a Irlanda do Norte, não conseguiu êxito nas eliminatórias de 1962 a 1978 —, mas é considerado um dos maiores jogadores da história do Manchester United. Sua vida de “bon vivant” foi também o que o matou: ainda tinha carreira em alta quando se entregou ao álcool. Sofrendo de cirrose, passou por transplante de fígado em 2002, mas voltou a beber mesmo assim. Morreu em 2005, aos 59 anos. Como último e digno ato, deixou-se fotografar moribundo no hospital Cronwell, em Londres, pedindo para que o registro fosse legendado com uma última grande frase: “Não façam como eu.” O aeroporto de Belfast, sua cidade natal, foi rebatizado com seu nome.

11 Breitner, o sincero

Tocantins_1885.qxdPaul Breitner penou por dizer sempre o que pensava. No tempo em que o Muro de Berlim ainda estava de pé, tinha fortes posições políticas e não fugia de polêmicas. Campeão mundial em 1974 pela Alemanha, só voltaria a jogar pela seleção em 1981. É que chamara o então técnico Helmut Schön de “senil”, o auxiliar Jupp Derwall de “idiota” e seus colegas de time de “burros”. Em plena guerra fria, foi considerado maoísta por confessar que tinha um livro do ditador chinês. Foi também o técnico da seleção com recorde negativo de tempo de permanência: 17 horas, tempo que levou para ser reprovado pelo conselho da federação alemã. Sobre o motivo da rejeição, disse Breitner à época: “Talvez seja sincero demais para ser técnico da seleção.”