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Vanderlan Cardoso: no palanque de Marconi Perillo? É possível[/caption]
A hipótese de segundo turno em Goiás e no Brasil pode provocar uma reviravolta no quadro de alianças.
Se o segundo turno for entre Vanderlan Cardoso, do PSB, e Marconi Perillo, do PSDB, o PT vai ficar neutro? Pode ser que não. Vanderlan estará no palanque de Marina Silva, portanto contra o PT. Agora, se Marconi optar por apoiar Dilma Rousseff, a situação fica complicada para o PT goiano. A presidente poderá pressionar por uma composição local entre petismo e tucanato.
Agora, se o segundo turno for entre Marconi e Iris Rezende — hipótese mais plausível do que Vanderlan no segundo turno —, o PT fica com o segundo para puxá-lo para apoiar Dilma. Aí, Vanderlan não terá como subir no palanque de Iris e terá de buscar o apoio do tucano-chefe para Marina Silva.
Noutras palavras, o quadro é confortável para Marconi e pouco favorável às oposições. O tucano tanto pode ganhar no primeiro turno, se crescer um pouco mais em Goiânia e Anápolis, quanto, se houver segundo turno, conquistar aliados que, de imprevisíveis, se tornariam previsíveis.
Cartilha de Abu Bakr al Baghdadi, chefe do Estado Islâmico, que avança sobre Iraque e Síria, proíbe aulas de história e ciências
A campanha do candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende, está tão sem dinheiro que o comando — leia-se Mauro Miranda, Sandro Mabel e Barbosa Neto (o mais pão duro) — tem de pôr a mão no bolso, toda semana, e assumir alguns dos compromissos financeiros. Sim, eles estão colocando dinheiro pessoal na campanha. O trio citado e mais alguns políticos sabem que, se a campanha for derrotada, vão perder o dinheiro investido. Miranda, Barbosa e Mabel sabem que Iris Rezende tem uma cascavel no bolso e não se preocupa em pagar as dívidas de campanha, deixando os pepinos para o PMDB.
Livro de Lira Neto resgata a história do general goiano que lutou para manter o presidente Getúlio Vargas no poder. Ele é avô do secretário de Cultura do governo Marconi
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Em encontro de empresários, apenas Robson Andrade enalteceu Dilma / Foto: Wilson Dias/ABr[/caption]
Ainda em seu discurso para representantes da indústria em BH, a presidente Dilma Rousseff considerou que “vivemos uma situação bastante complexa na indústria”. Trata-se de um jogo com sete palavras que não dizem nada, sequer se a situação é de crise. Muito menos atribui a pessoas ou fatos a razão dessa complexidade. Uma coisa, porém, é clara: Dilma não tem nada a ver com o fenômeno, seja positivo ou não. Talvez nem entenda.
“Eu gostaria que o Brasil estivesse crescendo em ritmo muito mais acelerado”, discursou que o país avança celeremente, mas ela apreciaria ver mais força nisso. Porém, o problema não seria nosso, mas do planeta:
“É possível que alguns de vocês, na atual conjuntura, quando a incerteza do cenário internacional se mistura com o debate eleitoral, questionem a eficácia de nossa política”, mostrou-se compreensível com as críticas que recebe do setor industrial, que poderia se valer da eleição presidencial para resolver suas pendências com o governo.
Porém, seria pior se ela não estivesse no Planalto. “Me (sic) pergunto o que seria de nós se não tivéssemos tomado medidas na área industrial e no reconhecimento (de) que a indústria é estratégica para o país”, defendeu-se e enalteceu o apoio dos bancos estatais ao financiamento industrial em condições mais favoráveis do que os privados.
O auditório não se entusiasmou com a fala da presidente. Assim como não reagiu quando a candidata repetiu uma promessa feita nos últimos anos: a criação de um conselho de desenvolvimento industrial ligado diretamente ao Planalto. A exceção foi o presidente da Confederação Nacional da Indústria, mineiro Robson Andrade, que tratou Dilma como reeleita. “Aproveito a oportunidade para convidar a presidente Dilma para fazer a abertura do WorldSkills no ano que vem, em 2015”, referiu-se Andrade, diante do auditório, à principal competição mundial na área de formação de profissionais para empresas e que se realizará em São Paulo.
A incursão da candidata em Belo Horizonte não pareceu proveitosa no sentido de que sua fala deveria enfatizar duas coisas: a aproximação com empresários, como Lula sempre manda; e contrastar com a proposta de governo apresentada há uma semana pela concorrente Marina Silva (PSB/Rede). Dilma apenas reiterou a ideia de criar o conselho de desenvolvimento industrial.
A presidente Dilma ainda não reconhece a existência de erros em seu governo, mas já admite que há falhas em pessoas da equipe e nas políticas. Talvez ela não saiba exatamente o que deve ser mudado nas políticas, porém demonstrou realismo ao aceitar mudança, além de exibir uma dose de humildade que vem da aprendizagem no sufoco com a reeleição.
A intimidação chega no exato momento que se esperava, a hora de desespero do PT
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Marina Silva, se vencer, governará com a profecia de não completar o mandato / Foto: Léo Cabral/ MSilva Online[/caption]
A campanha do medo foi ensaiada pelos marqueteiros da presidente Dilma Rousseff em maio, mas logo os filmetes foram retirados do ar como uma espécie de ejaculação precoce. O próprio PT considerou a munição muito forte para aquele momento, quando o prestígio da reeleição já vinha em queda, mas os dois principais concorrentes não incomodavam.
A realização do segundo turno ainda não era certa. Dilma tinha 37% na pesquisa do Datafolha, o tucano Aécio Neves estava com 20% e Eduardo Campos (PSB) tinha 11%. Não se imaginava a morte de Campos na queda do jatinho três meses depois. Marina Silva (Rede) era uma hipótese remota como substituta do socialista.
Agora, ressurgiu a intimidação de forma mais ampla, não apenas em filmetes de propaganda do PT na televisão. Antes a campanha Fantasmas do Passado focava a disseminação nas classes sociais mais modestas do medo de a oposição conquistar o poder e eliminar os programas sociais clientelísticos. Naquele momento, o PT retirava a alegria de cena e introduzia o temor.
No novo formato do medo, a campanha de Dilma na televisão acusa Marina de falta de tato na negociação com políticos, o que desestabilizaria o governo no Congresso - como se a presidente soubesse se entender com alguém sem imposições. Sem base parlamentar, Marina renunciaria como Jânio Quadros há mais de 50 anos ou seria deposta como Fernando Collor em 1992.
Como Lula, em sua intimidade, corrigiu a denúncia, Collor foi deposto por corrupção. Se lhe faltou maioria no Congresso foi para evitar a investigação parlamentar das acusações de corrupto. Numa intimidade ainda mais profunda, Lula poderia se lembrar de que ele próprio usou o mensalão para comprar maioria na Câmara.
No Senado, o PT acusou Marina de ser “FHC de saias” por causa do programa de governo que a candidata divulgou e cujo conteúdo seria neoliberal – a mesma qualidade que os petistas atribuem à era Fernando Henrique Cardoso, a quem combateram com outro terrorismo, as acusações falsas de desejar privatizar estatais como a Petrobras e o Banco do Brasil.
Outra diferença é que a campanha do medo incluiu uma ameaça golpista do aliado e governador do Ceará, Cid Gomes (Pros). Em entrevista a um jornal de Fortaleza, ele afirmou que Marina, se for eleita, não concluirá o mandato porque será deposta. “Eu não dou dois anos de governo para Marina. Ela será deposta, pode escrever”, ditou ao repórter.
A inspiração de Cid Gomes vem, historicamente, de outro político mais poderoso e dotado intelectualmente, Carlos Lacerda, golpista da velha UDN. Em 1950, Lacerda advertiu que Getúlio Vargas não deveria ser candidato a presidente. “Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar”, avisou.
Quatro anos depois, Lacerda repetiu a verve golpista e ajustou a advertência ao candidato presidencial Juscelino Kubitschek, afinal eleito e empossado sob ameaças da aliança entre a UDN de Lacerda e militares:
— Juscelino não será eleito. Se for eleito, não tomará posse. Se tomar posse, não governará.
Sem mergulhar tão longe no tempo, Cid Gomes poderia encontrar em casa um exemplo de abuso com palavras absurdas de políticos sem decoro. Em 2002, o mano Ciro Gomes concorreu a presidente pelo PPS. Era cotado para disputar o segundo turno contra Lula (PT) ou José Serra (PSDB), mas tropeçou em palavras impulsivas e não foi além da primeira rodada.
A derrapada final começou quando Ciro, em entrevista a uma rádio, no ar, chamou de “burro” um ouvinte que o interpelou. A seguir, a derrota se consumou quando lhe perguntaram sobre a função na campanha de sua mulher na época, a atriz Patrícia Pillar, com quem percorria o país em busca de votos. A resposta foi fulminante nos dois sentidos:
— A minha companheira tem um papel fundamental. Ela dorme comigo.
Naquela época, o presidente do PPS já era o deputado paulista Roberto Freire, que agora apoia Marina com esperança de que a candidata suporte a pressão sem dar um passo em falso. “Vivi isso com o Ciro Gomes”, recordou. “Ciro não reagiu da melhor forma quando a pressão veio. A Marina está muito segura para enfrentar a desconstrução”, confia Freire.Candidato a deputado federal, Daniel Vilela espera obter pelo menos 50 mil votos em Aparecida de Goiânia. Ele quer ser o mais bem votado do PMDB e de sua coligação para cacifar-se para a disputa do governo de Goiás em 2018. No PMDB, há uma torcida generalizada, até mesmo entre alguns iristas, para que Daniel Vilela tenha mais votos do que Iris Araújo.
O governador Marconi Perillo convocou seus principais aliados, aqueles que participam de uma espécie de “conselho de guerra”, e disse que é possível ganhar no primeiro turno. O que se precisa é de um pouco mais de empenho, sobretudo nas cidades maiores e nas de médio porte. As forças-tarefas, divididas em quatro, vão atuar com rigor, todos os dias, sem descanso, para evitar que se leve a disputa para o segundo turno. Ainda assim, o tucano-chefe tem sugerido que o segundo turno não é nenhum bicho papão. Marconi tem dito que a militância e a cúpula devem se preparar tanto para vencer no primeiro quanto no segundo turno.
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Em encontro de empresários, apenas Robson Andrade enalteceu Dilma / Foto: Wilson Dias/ABr[/caption]
Uma multidão envolveu a presidenciável Marina Silva (PSB/Rede) com simpatia quando ela desfilou na feira de agronegócio Expointer na gaúcha Esteio, na quinta-feira. A candidata negou que estivesse ali para “quebrar resistência.” de ruralistas ao seu nome.
Alegou que trabalha para “progressivamente, construir convergências naquilo que interessa, como o fato de que todos desejamos um país socialmente justo, politicamente democrático e ambientalmente sustentável.”
As lideranças do agronegócio foram mais objetivas em Esteio com a confiança que possuem no candidato a vice-presidente de Marina, deputado gaúcho Beto Albuquerque (PSB), com origem no meio. Elas sugerem que, se a presidenciável, por pressão evangélica, recuou quanto aos direitos gays em seu programa de governo, pode mudar novamente quanto à reforma agrária.
O agronegócio não assimilou o item do programa que, para facilitar a desapropriação de terra para reforma agrária, promete a exigência de indicadores de produtividade agrícola. “Essa questão causou espanto porque é ultrapassada”, explicou a reação ruralista o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Carvalho, que a comparou ao bode na sala:
- Parece a história do bode que colocaram na sala para retirar em seguida, quando a situação se tornou insuportável.
Ex-ministro da Agricultura de Lula, Roberto Rodrigues concordou. “O próprio Lula, ao chegar ao governo com essa bandeira do PT, viu que não tinha o menor sentido”, recordou Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas. “Ele viu que o produtor rural quebra quando a produtividade fica abaixo da média. É o mercado que desapropria.”
“Em nenhum outro setor da economia se questiona a propriedade baseada em índice de produtividade”, protestou o presidente da Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel. “Isso gera insegurança jurídica, que combatemos há muito tempo”, lembrou que a exigência de produtividade rural é antiga na fala de Marina.
Também de olho na queda de prestígio do tucano Aécio Neves nas pesquisas presidenciais, o PT da presidente Dilma iniciou a cata de contatos com o agronegócio para advertir sobre os compromissos de Marina com a rigidez do Código Florestal e quanto a inovações da biotecnologia. Mas Lula recomenda ao partido que não maltrate Marina.
Sempre com oportunismo, a presidente aproveita também o desgaste de Marina com a causa gay para entrar na área, só que a favor da comunidade, é clara. A candidata se prepara para lançar nas próximas semanas, em São Paulo, seu programa de governo LGBT. A ideia é propor no papel uma futura programação sobre aquilo que não realizou desde que assumiu o Planalto em janeiro de 2010.
O acidente que matou Eduardo Campos mandou Aécio Neves, do PSDB, para o Inferno, a presidente Dilma Rousseff, do PT, para o Purgatório e Marina Silva, do PSB, para o Paraíso. Não se trata de uma daquelas cartas espíritas que “apimentam” o jornalismo do além-túmulo do “Diário da Manhã”. Mas talvez seja possível invocar Dante Alighieri com sua “Divina Comédia”.
As pesquisas indicam que Marina Silva deve derrotar a presidente Dilma Rousseff no segundo turno. Mas a líder da Rede Sustentabilidade, nome que lembra mais blog do que partido político, vai enfrentar duas máquinas poderosas — a do PT e a do governo federal. Turbinadas durante quase 12 anos, as duas máquinas vão jogar pesado para tentar evitar a derrota da presidente.
Se eleita, Marina Silva terá uma dificuldade imensa para arrancar o PT dos poros do poder. O PT incrustou-se na máquina pública e dará um trabalho de Hércules ao próximo presidente.
Sabe-se que, aos 71 anos, Iris Araújo vai disputar, este ano, sua última eleição para deputada federal. Ela teve problemas pulmonares — motivados pelo ar condicionado e carpete do Congresso Nacional — e chegou a ser internada no Hospital Sírio-Libanês. Iris Araújo aprecia o Parlamento, mas percebe que está chegando a hora de se aposentar para se dedicar ao que mais gosta — culinária.
O deputado federal Sandro Mabel confidenciou a um peemedebista, todo faceiro, que fechou um acordo com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Sandro Mabel será candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia, em 2016, com o apoio de Maguito. Em algumas cidades, o peemedebista está apoiando Daniel Vilela para deputado federal. Noutros municípios, o empresário precocemente aposentado arma palanque para Alexandre Baldy, candidato a deputado federal pelo PSDB.
Eloíso Matos
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Ao dizer que o preconceito no futebol é normal, Vanderlei Luxemburgo repete discurso da institucionalização da repressão às minorias no Brasil[/caption]
A maldade, a inveja, os preconceitos, o racismo, a soberba, a arrogância, a injúria racial, a indiferença, o desprezo e tantos outros sentimentos ruins estão presentes na vida das pessoas. No entanto, praticá-los dependerá do caráter, da formação e da educação de cada um de nós.
Todos nós estamos acompanhando um fato lamentável ocorrido em um jogo que criou um clima de constrangimento nacional muito grande para um atleta brasileiro. O jogador Aranha (como carinhosamente é chamado), do Santos, foi ofendido por diversos torcedores do Grêmio, que se sentiram no direito de xingá-lo de “macaco” porque o time deles foi superado por sua equipe.
Mas uma garota em especial, ao perceber a superioridade daquela equipe, não encontrou outra forma para expressar o seu ódio e preconceito e desejo de demonstrar sua supremacia “ariana”. Muitos, neste momento, vão argumentar que foi no calor das emoções ou que “no campo vale tudo”. Mas vale uma indagação: qual é a diferença da vida real? Será que no dia a dia isso também não ocorre? Não existe um racismo e um preconceito institucionalizado que refletem a lei da vadiagem que um dia existiu no Brasil?
No entanto, se formos observar com honestidade, sem hipocrisia e máscaras perceberemos que nossa sociedade tem dados estatísticos que comprovam que aquela reação da torcedora gremista expressa com nitidez como alguns adoecidos nas emoções tratam os afrodescendentes no Brasil, porque se veem no direito de humilhar quem eles considerem inferior.
Essa é uma patologia que aquela jovem assimilou como parte de sua vida, de sua personalidade e caráter, pois na vida sempre teremos pessoas diferentes de nós com características físicas e outras tantas. Mas quando um ser humano tenta se esconder atrás de uma multidão — ou de um cargo, de uma posição — a fim de oprimir, diminuir os outros e praticar o racismo, demonstra realmente qual é seu caráter, pois isso é o meio que os mais frágeis utilizam a fim de esconder sua monstruosidade e mau-caratismo. Afinal, “caráter é aquilo que você é quando ninguém está te olhando, ou pelo menos acreditamos que não estamos sendo observados”, já dizia Epicuro.
Não são poucos os que constantemente se valem de posições, status, cor da pele, “inteligência” e conhecimento a fim de privilegiar alguns e diminuírem outros. Mas isso é apenas uma “brincadeira”.
Mas, por causa desse lamentável fato, muitos deram entrevista. Por isso vamos analisar parte do que o técnico Vanderlei Luxemburgo disse: “Isso é algo comum, pois o Pelé e outros tantos sofreram preconceitos, racismos, mas venceram.” A declaração é uma sandice, porque devemos banir da sociedade qualquer forma de discriminação, preconceito, palavras de baixo calão, que desprezam as pessoas. Mesmo porque o técnico disse que o Pelé sofreu, mas o que causa sofrimento não é bom para ninguém.
Não podemos discriminar por gênero. Mas isso ocorre no Brasil. Será que Vanderlei Luxemburgo defende isso ou aceita como natural? Pois é “normal” considerar a mulher inferior. Basta observarmos a diferença salarial que existe entre os gêneros masculino e feminino. Não podemos aceitar o preconceito e o ódio contra os pobres, os deficientes físicos, mas isso em muitos casos ocorre. Será que por existir devemos aceitar? Esta é a opinião de Luxemburgo?
Não podemos aceitar o preconceito e as discriminações que ocorrem contra as pessoas “velhas”. Será que Vanderlei Luxemburgo também defende isso? Pois são comuns no Brasil essas práticas — vejamos como são os asilos e como muitos tratam os idosos no dia a dia.
Talvez devêssemos entender que gentileza, cordialidade, amabilidade são as formas de linguagem correta que devem prevalecer entre as pessoas civilizadas. Esse argumento frágil de Luxemburgo e tantos outros — de que alguém pode ser humilhado ou desprezado por orientação sexual, gênero, religião, cor da pele, condição socioeconômica, aspecto físico ou cognitivo — não pode existir em nenhuma esfera de nossa Nação, mesmo com o argumento de que é apenas uma “brincadeira” ou quem está ouvindo não deve se importar.
Nossas instituições públicas, religiosas, políticas, econômicas precisam ser repensadas e não aceitar essas práticas, mas combatê-las. Esse argumento de que podemos utilizar de sentimentos e praticas vis para destruir e humilhar os outros não pode existir, apenas com a falácia que vamos vencer o adversário em um jogo ou na vida intimidando-o não pode prevalecer.
Talvez o grande conselho que devêssemos dar a qualquer ser humano que se sentir humilhado, desprezado e vítima de preconceito seria o de não acreditar no que está sendo falado e também recorrer à Justiça, a fim de processar os que ainda estão adoecidos, os que se consideram como a madrasta malvada que olha no espelho e diz “espelho, espelho meu, existe alguém mais bonito do que eu?”, ao descobrir que existe ela abriu seu saco de maldade e tenta destruir a Branca de Neve e envenená-la. Quem estamos tentando envenenar? Quem acreditamos que podemos maltratar? Contra quem praticamos nossos preconceitos e racismos?
Muitos Luxemburgos estão com este conceito deturpado de se considerarem superiores apenas por ter dinheiro, poder, inteligência, profissão, cor da pele, religião, cargo público de destaque e assim, pensam, serem “melhores”. Será que isto é saudável para uma nação? Sejamos sinceros e indaguemos: alguém se sente bem com atitudes que não são respeitosas?
Muitos acreditam que são mais “belos” os homens musculosos, as mulheres saradas, os que ganharam títulos nacionais, internacionais, ou foram eleitos etc. Estes se dão o direito de humilhar e praticar preconceito. Isso é semelhante ao que fez Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo que, juntamente com outros, deu cabo à vida de uma “garota de programa”, pois não a consideravam digna de ser feliz e ter uma vida respeitosa.
Quais são os preconceitos que carregamos dentro de nós a fim de nos fazer sentir superiores? Vejamos nos meios de comunicação se todos podem ocupar este espaço. Vamos observar francamente se todos têm oportunidades semelhantes no Brasil? Por que alguns adoecidos têm tanto ódio dos que não são tão semelhantes a eles? Isso é preconceito, arrogância e ódio. Talvez devêssemos observar o que Martin Luther King disse: “A lei pode não dar o coração a ninguém, mas podem coibir as ações dos que não tem.”
Infelizmente, ainda precisaremos de leis duras para alcançar os famosos, poderosos e os que tentam se esconder na multidão para expressar práticas racistas e preconceituosas.
Será que, diante do espelho da vida, você se sente incomodado com o diferente e por isso é tão racista, deseja xingá-lo e não concebe a felicidade e a vitória dele? Mas, se isso é feito somente em campo de futebol, isso vale. Esse é o nosso pensamento?
Em Roma, gladiadores proporcionavam a diversão de muitos com seu próprio sofrimento. César apoiava quem alegrava a população. Será que ao ver tanto o “superior” ou “o inferior” nós conseguimos tratar com dignidade, como cidadãos ou fazemos acepção das pessoas?
Será que você é semelhante a Luxemburgo, que acredita que pode usar termos pejorativos para se referir as pessoas, pois isso é “comum” e já tomou aspecto de paisagem desde a época da escravidão? Ou apenas é uma “brincadeira”?
Eloiso Matos é professor, diretor educacional do Colégio Objetivo Metropolitano e ex-membro do Conselho Estadual de Educação de Goiás.
E-mail: [email protected]
“Um encontro que se repete de quatro em quatro anos”
Márcio Costa Rodrigues É só nas eleições que a gente observa para onde vai o dinheiro dos nossos impostos. Trinta milhões aqui, mil reais acolá. Realmente esta democracia é muito representativa. Pergunto quanto você, eleitor, deu para a campanha dessa figura ilustríssima que agora lhe pede o voto e que você só vê a cada quatro anos? Sua ausência nos quatro anos vindouros é de fácil explicação: ele estará trabalhando para aqueles que lhe financiaram. Enriquecendo-os mais ainda com os privilégios que a máquina estatal lhes dará. Foi um prazer revê-lo, candidato, vá cuidar dos interesses dos tubarões que lhe financiam nos próximos quatro anos. Na próxima eleição, a gente vai se encontrar, ou melhor, você vai vir atrás de mim, porque quando o procurei por quatro anos você nunca “se encontrava”. E-mail: [email protected]“Candidato mostra seu total despreparo para cargo público”
JALLYS MENDES A respeito da nota “Autor de ‘cartilha para ensinar meninos a gostar de meninas’ diz ter sido censurado após ter página deletada do Facebook” (Jornal Opção Online), vejo que este senhor [Matheus Sathler (PSDB), candidato pelo Distrito Federal] demostra sua completa incapacidade de tratar um tema tão sério, o da homossexualidade, e o seu total despreparo para assumir um cargo público de tamanha responsabilidade que é o de deputado federal. Em primeiro lugar, não se refere a um indivíduo humano como macho ou fêmea — somos homens ou mulheres. Em segundo lugar, não se ensina ninguém a ser heterossexual ou homossexual: o indivíduo humano nasce heterossexual ou não, o que torna o seu projeto de criar “kits” completamente desnecessário e um tanto cômico. Não lhe tiro o direito de expressar a sua opinião contrária ao movimento LGBT e suas reivindicações; pelo contrário, ele tem o direito de se posicionar, desde que se atente aos princípio do respeito, da ética e do conhecimento de causa. E, por ser ele um homem público, também é justo que defenda suas bandeiras ideológicas. O que não é admissível, em hipótese alguma, é o desrespeito aos direitos humanos e a propagação do sentimento de ódio que pessoas de orientação conservadora fazem sem se preocuparem com o que isso possa ocasionar. Um ser humano, seja ele heterossexual, homossexual, bissexual ou o que for, merece ser tratado como gente, como a pessoa que de fato é. E-mail: [email protected]“Tomei gosto pela leitura com Harry Potter”
Daniel Mello Em relação à nota da coluna “Imprensa que diz que J. K. Rowling deve publicar mais um livro sobre Harry Potter” (Jornal Opção 2042), ela já havia divulgado outro conto há alguns meses sobre a vida dos personagens centrais hoje em dia. Esses textos são comuns na rede social Pottermore, onde Rowling sempre aprofunda o universo dos personagens. Não significa que ela lançará um livro novo (embora material não falte). É apenas um conto sobre uma personagem secundária. Sou fã de Rowling e tomei verdadeiro gosto pela leitura através de Harry Potter. Sempre gostei de ler, inclusive Monteiro Lobato. Li quase tudo da Coleção Vaga Lume. Mas só depois de Harry Potter a coisa ficou séria. Então me incomodo com textos que tentam desmerecer J.K. Rowling como a autora que ela é. E-mail: [email protected]“Armas em mãos corretas significam menor criminalidade”
Ronaldo Luciano Simões Há sim relação entre nível de criminalidade e número de armas em mãos corretas. E a relação é inversamente proporcional: quanto mais armas nas mãos corretas (pessoas de bem e com o treinamento adequado), menor o nível de criminalidade. E-mail: [email protected]“Desarmar cidadãos é a pior falácia de um governo”
Karion Minussi Bela a matéria de Irapuan Costa Junior “Doutora em Direito diz que não há relação entre nível de criminalidade e número de armas em mãos corretas” (Jornal Opção 2042). Eu, até hoje, estou tentando encontrar uma única nação no mundo, um único exemplo, onde desarmar os cidadãos de bem tenha reduzido os índices de criminalidade. Desarmar cidadãos ordeiros é a pior falácia que um governo pode vender ao seu povo como um recurso para diminuir a criminalidade. E-mail: [email protected]“Quem não combate a ditadura é fascista”
Gabriel Gabbardo Sobre o texto “Crítica a Miriam Leitão leva revista Veja a censurar colunista Rodrigo Constantino” (Jornal Opção 2042), alguém que não condena a tortura não é “liberal de combate”. É fascista, pura e simplesmente. E-mail: [email protected]“Chega de impunidade e tantas leis frouxas”
Carlos Spindula Em relação à nota “Assassino confesso do cartunista Glauco é preso em Goiânia suspeito de latrocínio” (Jornal Opção Online), o que esse cara estava fazendo solto na rua novamente, se ele é, segundo a Justiça, inimputável e doente? Porque soltaram essa ameaça à sociedade? Chega de tanta impunidade e leis frouxas! Email: [email protected]
Quando tudo parecia perdido, a cúpula do PT, que não morre de amores pela presidente Dilma Rousseff, cogitou trocá-la pelo ex-presidente Lula da Silva. Avaliou-se que o ex-presidente seria o único capaz de derrotar o fenômeno Marina Silva, tão teflon quanto o ex-sindicalista.
Lula, que nada tem de bobo, teria encomendado uma pesquisa e teria ficado estupefato com o resultado. Nem mesmo ele, ao menos no momento, tem condições de derrotar Marina Silva. O eleitorado quer retirar o PT do poder — o problema nem é com a presidente Dilma. O motivo? Dois, ao menos. Primeiro, a crise da economia. A classe média está consumindo menos e avalia que chegou a hora de mudar. Segundo, o eleitorado avalia que, no poder, o PT se corrompeu e, por isso, pretende trocá-lo por uma política que acredita decente.
Como os números raramente “mentem”, o petismo, ou o Lulopetismo, decidiu permanecer apoiando Dilma Rousseff, resguardando Lula para a disputa de 2018.
Piada contada por peemedebistas jovens: “Se Iris Rezende for eleito, Lázaro Barbosa será indicado para o cargo de secretário da Juventude”. O ex-senador tem 76 anos. Para os parâmetros do decano peemedebista, é até “muito jovem”. Lázaro Barbosa enfrenta a forte concorrência de Luiz Soyer, de 74 anos.
A divulgação das duas principais pesquisas de opinião, na mesma quarta-feira, permite uma comparação entre os números do Ibope e do Datafolha onde se verifica que a situação de equilíbrio na cotação de votos para a presidente Dilma e a presidenciável Marina Silva (PSB/Rede), se existe, corre por conta da margem de erro de 2% em cada amostra. Quanto ao presidenciável Aécio Neves (PSDB) não há dúvida. A erosão da candidatura é convincente nos números simples, que dispensam a consideração dos limites da margem de desvios estatísticos e com isso dispersa alianças, expele companheiros tucanos e inibe financiadores de ocasião. No Ibope, Aécio, que já vinha em queda, desceu de 19% para 15% numa semana. A primeira pesquisa foi a campo entre 23 e 25 de agosto. A segunda, entre domingo e terça-feira da semana que se encerrou. No Datafolha, Aécio caiu de 20% para 14% em duas semanas e meia, entre 14 e 15 de agosto aos dias primeiro e três de setembro. O tucano, que sofria dificuldade para decolar no meio de quedas e escândalos em torno do governo Dilma despencou, como se sabe, com o surgimento da alternativa Marina na vaga de Eduardo Campos (PSB). A candidata entrou em campo com a vantagem de ser mais conhecida do que Aécio além de oferecer uma opção ao duelo de sempre entre tucanos e petistas. Naturalmente, aqueles dois pontos a favor de Marina realçavam duas desvantagens de Aécio, outra vítima da fatalidade que atingiu Campos. Como se acreditasse que a polarização entre PSDB e PT viria naturalmente pela força da gravidade histórica, a campanha de Aécio corria placidamente, em clima de paz e amor. Quando se tornou agressiva, era tarde. O tucanato também sugou energia de Aécio na medida em que se desgastou para se impor como candidato perante companheiros de São Paulo, que o viam com desconfiança desde a sucessão presidencial em 2010. Agora, quando o mineiro Aécio poderia demonstrar ser uma alternativa competitiva aos tucanos de São Paulo, veio a fatalidade se somar aos pecados. Margem de erro à parte, no Ibope a ascensão de Dilma foi ligeiramente menor à de Marina, cuja entrada em cena como herdeira inesperada de Campos deixa de subir na escala impetuosa de antes porque a comoção social chega ao limite de impacto. Dilma passou de 34% para 37%. Marina subiu um ponto a mais, foi de 29% a 33%. No Datafolha, entre aquelas duas semanas e meia de pesquisas, Dilma perdeu um ponto, desceu de 36% para 35%. Marina ainda subiu de 21% para 34%, patamar onde estacionou durante a metade do período.

