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Marcos Abrão afirma que Roberto Freire fez preleção brilhante sobre a reforma política

Numa conversa de três horas com o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire, Marcos Abrão afirma que recebeu — ao lado de um repórter da “Folha de S. Paulo” — uma verdadeira aula sobre reforma política. Marcos Abrão garante que Roberto Freire brilha no Congresso Nacional, tanto por sua experiência quanto por sua inteligência. “O político pernambucano é brilhante”, afirma o deputado federal eleito.

PSD de Vilmar Rocha vai lançar candidato a prefeito em Goiânia. Pode ser Francisco Júnior ou Virmondes Cruvinel

Vilmar Rocha diz que o PSD vai lançar candidato a prefeito de Goiânia — Francisco Júnior ou Virmondes Cruvinel . Time que não joga não tem torcida, afirma o deputado federal. Francisco Júnior e Virmondes Cruvinel são nomes apontados como consistentes pelo presidente do PSD. “Eles são jovens, sérios e tem excelente formação intelectual”, afirma.

A economia quebrou, mas Dilma apenas faz política, não se agarra ao combate da crise

A presidente assumiu a articulação do novo governo e deixou de lado a função de gerente executiva da administração pública

Base Aliada deve mudar em 2018, prevê Vilmar Rocha

A Base Aliada não será mais a mesma na eleição de 2018. A previsão é do deputado federal Vilmar Rocha, presidente regional do PSD-GO, e ex-candidato ao senado por esta coligação que reuniu 16 partidos. Segundo Vilmar, o “fator de unidade da Base Aliada é o governador Marconi Perillo e, como ele não poderá ser candidato à reeleição em 2018, essa base política deverá sofrer alterações”. Para o deputado, “muita bola ainda vai rolar, muita água vai passar debaixo da ponte e não dá pra prever o cenário de 2018, mas é claro que a base vai mudar”. No entanto, Vilmar destaca que o projeto político liderado pelo governador Marconi Perillo sempre foi vitorioso e que, este ano, deu provas de que continua forte. “Elegemos Marconi para seu quarto mandato e, além disso, 13 dos 17 deputados federais e 27 estaduais”, observa. “Também demos a Aécio Neves a vitória em Goiás no 1º e no 2º turnos”, completa. “Marconi sempre teve uma grande habilidade para unir os partidos e manter essa base unida, mas ao final de 2018 ele precisa encerrar essa fase regional e alçar voos nacionais”, argumenta Vilmar.  “Eu até já brinquei com ele dizendo que essa foi a última vez que votei nele para governador”, brinca. Sobre seu próprio futuro, Vilmar Rocha diz que não vai abandonar a política. “Não sei ainda de que forma vou atuar, mas com mais de 1 milhão de votos, não posso ir pra casa”, afirma, completando que, em 2018, pretende disputar uma nova eleição majoritária. Para o Senado novamente ou para o Governo? “Não descarto nenhuma das duas opções. Claro que daqui a quatro anos, tudo pode mudar, mas hoje penso assim”, conclui.

“Mainardi e o pensamento mediano do cidadão do Sul”

Louis Fergon Acabo de ler o texto “Crítica do escritor Diogo Mainardi ao Nordeste merece resposta dura mas não é uma questão de Estado” (Jornal Opção 2052, coluna “Imprensa”). No pensamento geral dos sulistas, o Norte/Nordeste deve ser a região fornecedora de matéria-prima e mão de obra barata para suas indústrias. Ou seja, colônias do Sul. Diogo Mainardi representa o pensamento geral paulistano. Ele tem direito de escrever o que pensa, seja ofensivo ou não. Nós temos o direito também de declarar que precisamos de autonomia e descentralização do poder. A opinião de Mainardi retrata o pensamento do cidadão mediano do Sul do País sobre os nordestinos: devem servir para empregadas domésticas e peões — e só. Por isso, devem ser submissos à vontade de seus amos. Sim, amos, porque são escravos, sem vontade nem opinião própria. Faz pouco tempo alguém propôs que limitassem o acesso dos nordestinos a feudos elites pró-europeias brasileiras. E-mail: [email protected]  

“Quem se mostrou ruim tem de sair do poder”

Roberto Nery Devemos respeitar as opiniões e maneiras de se expressar desde que não elas firam as leis. Eu sou assíduo telespectador do “Manhattan Connection”, programa da Globonews, e acho que, em relação às palavras de Diogo Mainardi, houve um pouco de má interpretação e vaidade por parte do jogador [o atacante Hulk, que disputou a Copa pela seleção brasileira] e só. Eu respeito demais as opiniões de Mainardi para não entender o que quis dizer, sendo tão inteligente jornalista e escritor. Morei no Nordeste, tenho amigos nordestinos e poderia até me irritar com o comentário que, em primeira análise, poderia injusto. Ele é mesmo contundente em suas palavras, mas até aí não há nada de errado, em minha humilde opinião. Acho, sim — e é inegável — que o Nordeste é uma região com baixíssimo índice de desenvolvimento e com grande e esmagadora maioria da população sem ter consciência do que realmente importa ao Pais. Por esse motivo, prefere manter no poder alguém que dá dinheiro (Bolsa Família) com finalidade eleitoreiras. O jogo democrático é assim, infelizmente, e teremos de aceitar. Se aqueles que, como eu, erradamente em outras eleições preferia não votar por conta da desilusão com a instituição política votasse sem abstenção ou sem anular seu voto, acho que esta história seria bem diferente, haja vista a margem de diferença nesta eleição. Veja se é mentira neste caso. Quando nos setores mais produtivos do País um mandatário faz besteira, o sujeito faz uma vez só, porque quem tem mais comprometimento pagando as contas do governo não se deixa ser sacaneado por muito tempo. Ou seja: quer fazer besteira, faça uma vez só. Essa seria a chance de Aécio Neves (PSDB), para quem não boto minha mão no fogo, entretanto. Ele seria apenas uma oportunidade de mudança; se não mudasse, colocaríamos outro e assim por diante. Ou seja, se fizer besteira tem de mudar. A Região Nordeste acabou mostrando, em minha opinião, que não importa nem os escândalos do mensalão nem da Petrobrás: desde que se garanta o “dinheirinho sujo” do Bolsa Família e outras medidas assistencialistas, então, está tudo bem. Ou seja, a população deixando o PT no poder está dizendo, em voz bem alta, que devem continuar roubando. Agora, para mim, não importa o que vem de diferente: se mostrou que é ruim, tem de sair do poder. E o único poder que o contribuinte tem é o de tirar o poder de quem está roubando. E-mail: [email protected]

“Um jornalista inteligente que está sempre rancoroso”

Inez Frota Porto Obrigada ao jornalista Euler de França Belém por suas palavras no texto sobre Diogo Mai­nar­di. Concordo plenamente. Sou nordestina e tenho orgulho de sê-la, por tudo que é inerente ao nor­destino: força de vontade, de­terminação, coragem. Se ainda somos uma região com atrasos, muito devemos aos currais políticos existentes, mas também o Su­deste, o Sul e o Centro-Oeste devem muito a nós, que erguemos suas cidades com nosso suor. Se vamos ao “Sul” vencer, vamos também contribuir com sua economia, cultura, generosidade etc. Esse jornalista Mainardi, apesar de um homem inteligente, parece ser uma pessoa revoltada com a vida e seus semelhantes. Será por quê? Vive destilando seu rancor em tudo e em todos, parece que para ele está sempre nublado com jeito de grande tormentas. E-mail: [email protected]  

“Sentimento de pena”

Dirson Gleison O sentimento que podemos ter por este Diogo Mainardi é pena. E-mail: [email protected]  

“Como nordestina, não me senti ofendida”

Nine Ayres Sou nordestina e entendi exatamente o que o Mainardi quis dizer. Com palavras menos inflamadas, ele poderia ter dito exatamente a mesma coisa: quando ele fala “o povo nordestino”, não se refere a todos, mas à maioria que não tem/não teve educação de qualidade, os que ignoram a realidade do crescimento débil do País, os muitos que passaram muita fome até pouco tempo atrás — e fome é algo que não se esquece. Os programas sociais iniciados por FHC e expandidos e modificados pelo governo do PT alimentaram essa gente e lhes aplacou a fome. Interesses políticos mil (em primeiro lugar para os governantes), lhe aplacaram a fome. Quando Mainardi fala em “bovino” , é porque boa parte do povo não tem opinião própria e, repetindo ecos, acham que são seres pensantes , acham que estão indo para lá ou para cá, mas na realidade somente se movem quando conduzidos. Mas isso também é fruto da falta de escola que eduque e ensine de verdade, falta de professor bem remunerado, falta de ambiente propício ao aprendizado, falta que estimulemos o raciocínio inteligente há gerações e gerações. Quando o jornalista fala que é paulista antes de ser brasileiro, é porque ele não aprovou o resultado final definido pelo Brasil, como muitos “pensantes” não aprovaram, e ele preferiria, sim, que fosse o resultado definido pelos paulistas. Em outra ocasião, em outro país, foi dito “se os porcos pudessem votar, o homem com o balde seria eleito sempre, não importa quantos porcos ele já tivesse abatido no recinto ao lado” [frase de Orson Scott Card]. Como nordestina , sinceramente não me senti ofendida. E-mail: [email protected]  

“O professor acertou”

Miriam Almeida Sobre a entrevista do professor Altair Sales Barbosa (Jornal Opção 2048), em 2000 fiz uma especialização em que ele ministrava uma das matérias. Já naquela época, o professor anunciou a seca que iria acontecer no Sudeste. Pelo visto, acertou. E-mail: [email protected]  

“Quem pariu Mateus que o embale”

Cleverlan Vale Em relação à nota “Após Caiado lançar Iris prefeito, Rincón repreende: “nem bem terminamos uma eleição e ele já quer começar outra!?” (Jornal Opção Online), quem pariu Mateus que o embale. Caiado, o raivoso, deve focar seu trabalho no Senado, com equilíbrio, e ajudar nas mudanças de que o Brasil tanto precisa. Quanto a Iris Rezende, precisa mesmo é ajudar Paulo Garcia, pois Goiânia está um caos. E-mail: [email protected]  

“Farra que graceja com o autoritarismo”

João Paulo Silveira Muito legal o texto de Thiago Burigato sobre a regulação da mídia [“Prometida por Dilma como prioridade em seu segundo turno, regulamentação da mídia gera dissenso entre políticos e professores universitários”, Jornal Opção Online]. Como todo mundo sabe, a política de concessão e o poder sempre andaram juntos. Vide o papel do então ministro das Telecomunicações, Antonio Carlos Magalhães, durante o governo Sarney. O marco regulatório é uma excelente oportunidade para quebrar os erros feitos desde então no que toca à distribuição de concessões de TV e rádio para fundações administradas por apaniguados de congressistas — Lula também entrou no jogo, diga-se! A distribuição dessas concessões serviu e serve para firmar pactos políticos. É essa farra que graceja com o autoritarismo, e não o marco. E-mail: [email protected]  

“Marca histórica do Jornal Opção”

Helenir Queiroz Leio com satisfação a nota “Jornal Opção alcança a marca de 1,68 milhão de acessos em outubro” (Jornal Opção Online). Parabéns pelo sucesso. Sem dúvida é uma marca histórica, que posiciona o jornal como importante veículo de comunicação em nosso Estado. Para colocar a cereja no bolo, falta a versão flip, para tablets. Helenir Queiroz é presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Acieg). E-mail: [email protected]

Os contatos políticos dominaram a semana à espera do incerto ministro da Fazenda

[caption id="attachment_20169" align="alignleft" width="326"]Guido Mantega, demissionário e sem autoridade, vai a encontro do G20 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil Guido Mantega, demissionário e sem autoridade, vai a encontro do G20 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil[/caption] A presidente Dilma demonstra a ideia de encarar a mudança na economia apenas depois da escolha do novo ministro da Fazenda, coisa para mais adiante. Antes, deseja conhecer Brisbane, na Austrália, no próximo fim de semana. A cidade sediará a reunião do G20, grupo que, por ironia da história, ainda considera o Brasil uma das 20 economias mais fortes do planeta. Ainda não se sabe se a presidente está disposta a nomear o novo ministro assim que voltar da viagem ou se os despachos com o companheiro Guido Mantega entrarão em dezembro, último mês do atual governo. O atual ministro é outro que deverá conhecer Brisbane, mas que autoridade teria para negociar se todos sabem que ele está com aviso prévio desde setembro? A própria troca do ministro da Fazenda numa economia em decadência também é tratada pela presidente mais como uma peça de articulação política do que uma providência de gestão federal. A costura política domina a retomada da agenda presidencial há uma semana, desde a volta da praia baiana no domingo. Vejamos. Na segunda-feira, a agenda ficou em branco, sem anunciar a visita noturna de Lula à residência no Alvorada. Na terça, Dilma foi ao Planalto conversar com o governador do Ceará, Ciro Gomes (Pros), sobre alianças. Na quarta, recebeu líderes do PSD para tratar da base aliada. Depois, pediu ao governador e ao prefeito do Rio, Luiz Fer­nando Pezão e Eduardo Paes, que tirem do deputado Eduardo Cunha a ideia de ser líder do PMDB. Ainda na quarta, a presidente encerrou o dia com um programa social, sem conversa política: distribuiu a artistas populares medalhas do Mérito Cultural, coisa dos companheiros que atuam no Ministério da Cultura. Na quinta, não foi ao Planalto, ficou no Alvorada para confraternizar com companheiros do PT entre vinhos, salgados e doces. O clima de festa com muita gente não permitiu aos petistas comunicarem à companheira o que ela já sabe: eles desejam maior participação no segundo mandato. Na sexta, foi ao escritório à tarde para receber o presidente do Uruguai, José Mujica.

Enquanto a presidente costura apoio, o PT recomenda distância de PMDB, PP, PSD e PR

[caption id="attachment_20167" align="alignright" width="620"]artigo_scartesini.qxd Tucano Aécio Neves é alvo de mensagem do PT extravasando o ódio mostrado durante a campanha eleitoral Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil[/caption] Ao avaliar a aprovação da reeleição da presidente Dilma, a burocracia que compõe a executiva nacional do PT editou uma resolução onde sugere que aliados de centro-direita não contribuíram à vitória. Os partidos de esquerda foram mencionados, mas não se falou na centro-direita, caso do PMDB, PP, PSD e PR, que não mereceriam cargos. O veneno da executiva está no início do extenso documento com 1.766 palavras. Na abertura, o papel considera que o planeta festejou a reeleição, com destaque ao bolivarianismo regional: — Uma vitória comemorada por todos os setores democráticos, progressistas e de esquerda do mundo e, particularmente, na América Latina e no Caribe. A seguir, a resolução aponta os inimigos da reeleição na “duríssima” disputa contra o desafiante tucano Aécio Neves: — Foi uma disputa contra adversários apoiados pela direita, pelo oligopólio da mídia, pelo grande capital e seus aliados internacionais. Então, o texto, aprovado no início da semana, indica os quatro responsáveis pelo sucesso da reeleição: “Vencemos graças à consciência política de importantes parcelas do nosso povo; da mobilização da antiga e da nova militância de esquerda; da participação de partidos de esquerda; e da dedicação e liderança do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma.” Bem, os líderes Lula e Dilma não possuem compromisso com a análise e as recomendações da executiva, onde falta autocrítica e sobram autoelogios. Começa que outro órgão da burocracia interna ainda vai discutir a resolução, o diretório nacional do PT, que se reúne no fim do mês – o planeta esteja atento. Além disso, a palavra final é de Lula e Dilma, que decidirão a composição da nova equipe, com o loteamento da Esplanada. Eles dirão onde termina o presidencialismo de coalização, que inclui partidos de centro-direita; e começa o território da militância, valorizada no documento, no aparelhamento do governo. Logo no início, o texto com nove páginas revive o ódio com que o PT faz campanha política, que, na realidade do partido, não passa de guerra contra os adversários. Refere-se à concorrência e amaldiçoa a oposição: “Encabeçada por Aécio Neves, além de representar o retrocesso neoliberal, incorreu nas piores práticas políticas: o machismo, o racismo, o preconceito, o ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura militar.” Vagamente, o papel acusa “manobras golpistas” contra o novo mandato de Dilma, mas convida os militantes a um golpe no Congresso, uma manobra para derrubar a decisão da Câmara que anulou o decreto presidencial sobre a ação de conselhos populares. “Reverter a derrubada da Política Nacional de Participação Popular”, propõe. A mais evidente provocação ao confronto não estavano site do PT, mas num texto no Facebook que serve ao partido. “Militância, às armas”, a nota conclamou os amigos e simpatizantes. “Man­tenha-se informado em nossos canais e arme-se com argumentos para combater a ignorância nas redes e nas ruas”, e emendou: — Representantes do atraso, verdadeiros fantasmas do passado, eles tentam criar um terceiro turno na disputa eleitoral ao suscitarem sandices como intervenção militar e até o impeachment da presidenta. Esqueceram que o povo não é bobo. O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo – tudo a ver com a velha palavra de ordem de companheiros nas ruas em manifestações contra a mídia. Nova é a convocação a armar-se nas ruas com argumentos. A violência física é um argumento, como aquele ataque ao prédio da Editora Abril, em São Paulo, no protesto contra a “Veja”.

O pós-guerra eleitoral confirmou a liderança de Aécio como um poder paralelo

[caption id="attachment_20149" align="alignleft" width="300"]Petista Humberto Costa desdenha Aécio: “Foi Dilma quem venceu a eleição” Petista Humberto Costa desdenha Aécio: “Foi Dilma quem venceu a eleição”[/caption] O clima de beligerância do PT ao longo da campanha favoreceu a reeleição da presidente Dilma, mas, como se esperava, provocou o nascimento de uma nova oposição mais combativa sob a liderança do senador Aécio Neves, que não seria mais aquele mineiro de trato ameno e discreto. Aécio mudou e levou a oposição consigo. Na semana em que o PT festejou a reeleição e Dilma teceu acordos políticos, Aécio ressurgiu em Brasília com a força de um novo poder paralelo que emerge de uma derrota presidencial pela frágil diferença de 3,28% dos votos contra a máquina do governo. Não há ponto de retorno ao presidenciável derrotado e ao PSDB. A força com que Aécio retornou à cena expôs nele uma qualidade que não existia antes da derrota: carisma. Tornou-se um líder de fato a dividir com Dilma e o PT o protagonismo político da semana. Transformou a derrota numa festa que agregou a oposição, a mídia e a opinião pública. Consolidou a falta de espaço para a volta tucana ao que era antes. A festa da oposição contrastou e enciumou as comemorações do governo renovado para mais quatro anos de poder. Dilma desceu do pódio da vitória e, com toque de ciúme, censurou a festa tucana como se contestasse a reeleição. Ocorreu no discurso ao receber a visita do PSD para conversar sobre participação no novo governo, na quarta-feira. Quis dizer que a campanha passou e agora é hora de “desmontar palanque” e ensinou que os eleitores julgam as propostas dos candidatos e cabe ao derrotado acatar a decisão: — Há que se saber ganhar, como há que se saber perder. Note-se ainda a reação, preocupada, de petistas na sessão do Se­nado onde Aécio discursou em tom exaltado de oposição. O senador Jorge Viana, do Acre, empregou a mesma imagem do palanque e também ensinou postura: — Quem ganha tem de descer logo do palanque e governar. Quem perde reluta em descer, mas vai descer. Acabou a eleição. Outro foi o líder do PT no Senado, pernambucano Humberto Costa, que desdenhou e corrigiu a festa num aparte a Aécio: — Vossa excelência foi guerreiro, teve uma grande votação, mas a vencedora é a presidenta Dilma.

PT trabalha o autoritarismo pela via da democracia

Projeto bolivarianista do partido é explicitado em mensagem da executiva e, se for cumprido, colocará o Brasil sob jugo do pensamento único

“Se quiserem me expulsar, não pensem que isso vai ser simples. O partido vai gritar”

Ex-deputado peemedebista, que foi um dos grandes apoiadores de Marconi Perillo na última campanha, diz que o partido erra ao pensar em punição em vez de reaglutinar . E dá o veredicto: Iris Rezende e Iris de Araújo já foram expulsos pelas urnas

Vazios modernos

“Amores, Truques e Outras Versões”, de Alex Andrade, acompanha uma caçada por prazeres vulgares, na qual a tecnologia serve de motor para o abismo de sentimentos

Jornalista não quer divulgar sua fonte e poderá ser preso

[caption id="attachment_20125" align="alignright" width="300"]James Risen: denúncia é verdadeira, mas governo está mais preocupado com sua fonte James Risen: denúncia é verdadeira, mas governo está mais preocupado com sua fonte[/caption] O jornalista americano James Risen, do “New York Times”, escreveu uma reportagem mostrando que a CIA tentou sabotar o programa nuclear do Irã. Empresários, municiados pela Central de Inteligência dos Estados Unidos, ofereceram plantas nucleares falsas com o objetivo de travar o programa iraniano. A ação fracassou. A notícia era verdadeira e baseada em informações do próprio governo. Agora, James Risen está sob pressão do governo do presidente Barack Obama. O detalhe curioso é que o repórter não conseguiu convencer a então editora do “New York Times”, Jill Abramson, da gravidade da denúncia. Supostamente sob pressão de Condoleezza Rice, na época conselheira de segurança nacional, Abramson abortou a publicação do texto (a editora se arrepende do equívoco, pois admite que é um profissional “sólido como uma rocha”). Em 2006, com o material quente nas mãos, o jornalista publicou-o no livro “State of War”, que se tornou best seller e balançou o governo e a CIA. O Ministério Público tentou um acordo com James Risen, para que revele a fonte de sua informação. Como no caso da Petrobrás, o governo de Barack Obama não quer saber se a informação divulgada pelo repórter era verdadeira ou não. Nada havia de incorreto. O repórter disse, por meio de seu advogado, que, mesmo se for intimado, não vai prestar qualquer depoimento no julgamento de Jeffrey Sterling, oficial da CIA que é acusado pelo governo americano de ter fornecido informações confidenciais, in­clusive para James Risen. Noutras palavras, não revela o nome da fonte, nem sob ameaça de prisão, que poderá ser decretada. O governo alega que está preocupado com a segurança dos Estados Unidos.

O imaginário conveniente (parte 1)

Em “Caminhos de Goiás”, o historiador Nars Chaul procura desconstruir os conceitos de “decadência” e “atraso” para caracterizar o desenvolvimento do Estado

Demissões de Eliane Cantanhêde e Fernando Rodrigues tiram um pouco o brilho da Folha de S. Paulo

fernando-rodrigues-cantanhede-folha As redações patropis às vezes cometem um erro com seus melhores repórteres. No lugar de incentivá-los a continuar como repórteres, escrevendo textos de maior envergadura, colocam-nos, quando se tornam mais conhecidos, para escrever artigos. Nenhuma redação de alta qualidade demite profissionais do quilate de Eliane Can­tanhêde e Fernando Rodrigues. Pois a “Folha de S. Paulo” demitiu-os na semana passada. Eliane Cantanhêde escrevia artigos na página 2, com perspicácia e moderação, e com massa crítica apropriada. Tão objetiva que às vezes era apontada como “petista” e, logo depois, como “tucana”. Não é uma coisa nem outra. É uma colunista que, embora possa ter suas simpatias políticas — todos temos —, mantém aguçado o faro de repórter. Porém, articulistas, mesmo quando muito bons, são mais dispensáveis do que grandes repórteres (cada vez mais raros). Talvez seja o caso da jornalista, que continua a trabalhar no Globo News (no telejornal “Globo News em Pauta”). Dado seu talento, breve estará escrevendo num grande jornal, como “O Globo”. Fernando Rodrigues foi, durante anos, ao lado de Gilberto Di­menstein, o golden boy da redação da “Folha”, onde trabalhou 27 anos. É repórter notável e redator de texto preciso e elegante (o que não quer dizer pomposo). Aos poucos, mesmo continuando a atuar como repórter, passou a escrever artigos na cobiçada página 2. Por que foi demitido se é um dos mais qualificados repórteres? Possivelmente, devido ao salário — um dos mais altos da redação. Ele continua a escrever no UOL, que pertence ao grupo que edita a “Folha”, e a fazer comentários na rádio Jovem Pan. Uma idiossincrasia: a demissão que mais lamentei foi a de Eduardo Ohata. Sou aficionado de boxe, que considero uma espécie de sétima arte — acima do cinema, que é, no máximo, a sétima sub-arte (que me perdoe o excelente crítico André Ldc) —, e poucos jornalistas escrevem tão bem a respeito quanto o ex-repórter da “Folha”. Ele publicou textos antológicos sobre lutas de Muhammad Ali — o boxeador que batia tão bem quanto apanhava — e Mike Tyson

Atriz da Globo Letícia Sabatella pode beber mas não deve cobrar que o fato não seja divulgado

sabatellaA bela e competente atriz Letícia Sabatella reclama da imprensa que divulgou sua fotografia deitada no chão, em Brasília, e aparentemente bêbada. Há duas questões. Primeiro, é normal uma jovem, sobretudo depois de um bem-sucedido trabalho no teatro, beber, até beber um pouco mais. A bebida faz parte das “regras” de convívio social. Não há nada demais (e quem escreve isto é inteiramente abstêmio). Segundo, o que não pode é a atriz cobrar que a imprensa não divulgue o ato de uma atriz famosa. Na verdade, Letícia Sabatella parece ter criticado mais o moralismo — “ah, a atriz global é alcoólatra” (ela não é), certamente terão dito alguns — do que a divulgação do fato em si.