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Para a presidente Dilma Rousseff, Marco Aurélio Garcia e Rui Falcão, é de matar de inveja. Rafael Correa, o ditadorzinho do Equador, tem sua ditadura praticamente consolidada nesta semana, sempre usando a democracia para chegar lá. Paulatinamente aparelhou o Judiciário, até torná-lo obediente às suas ordens. Perseguiu a oposição até fazê-la, usando sua própria falta de combatividade, inexpressiva. Rafael Correa dominou totalmente o Legislativo. Perseguiu a imprensa livre, faliu empresas de comunicação e tornou todo o sistema equatoriano de divulgação em uma imprensa oficial. Elegeu-se, reelegeu-se e conseguiu torcer a constituição para um terceiro mandato. Agora, tal como na Venezuela, está prestes a alterar novamente a constituição, permitindo a reeleição sem limites.
Numa fase de reflexão profunda — às vezes pergunta: “Por que Deus fez isto comigo?”, depois muda o discurso: “Deus estaria me testando?” —, Iris Rezende disse a dois peemedebistas que não pretende disputar a Prefeitura de Goiânia. Porém, confrontado com a possibilidade de as pesquisas revelarem que tem chance de ser eleito, até no primeiro turno, teria acrescentado que é cedo e que no devido tempo ele vai tomar uma decisão. Acredita-se que os iristas, notadamente suas viúvas, vão usar as pesquisas para emplacar Iris Rezende como candidato a prefeito. De fato, uma pesquisa feita recentemente aponta o peemedebista-chefe como líder, com Sandes Júnior em segundo.
Brasília está grávida do rumor de que Jaques Wagner será o novo presidente da Petrobrás. A ser verdade, nossa governanta será mais teimosa do que aparenta, e ainda mais do que contam seus auxiliares mais próximos, sujeitos às suas constantes trovoadas. Não terá ela nada aprendido de bom como nada terá esquecido de ruim de seu passado a serviço de Marx. Jaques Wagner tem exatamente o perfil oposto àquele que a Petrobrás de hoje, cambaleante, roubada, descapitalizada, mal gerida, exige. A Petrobrás precisa de um técnico competente, conhecedor do setor petrolífero, e não de um político-sindicalista, como é o ex-governador da Bahia. Afinal, foram dois político-sindicalistas que geriram (?) no passado a empresa, e foi em sua gestão que ela desceu ladeira abaixo: José Eduardo Dutra e José Sérgio Gabrielli. A Petrobrás está a pedir alguém atuante, dinâmico, e não dizem isso de Jaques Wagner. Sequer terminou seu curso de engenharia, que abandonou pelo meio, e no governo da Bahia ficou famoso pelas vezes que viajou para fora do Estado, para o exterior inclusive. Finalmente, o novo presidente há que exibir uma honestidade exemplar e cobrá-la dos companheiros de direção. Nesse quesito não ouvi restrições a Jaques Wagner. Mas não seria o suficiente. Eu diria mesmo que a presidência da empresa, se a presidente Dilma Rousseff quiser que ela ganhe a confiança indispensável para enfrentar os desafios administrativos, policiais e econômicos que estão por vir, não poderia ser entregue a um político. Muito menos a um político “companheiro” e próximo dos ameaçados de comparecer em breve ao interior das prisões.
A cúpula do PSD reuniu-se para discutir se algum dos deputados federais e estaduais eleitos planeja participar do quarto governo de Marconi Perillo (PSDB). O deputado Heuler Cruvinel admitiu ao presidente do partido, o deputado federal Vilmar Rocha, a hipótese de pleitear a Secretaria da Agricultura. “Mas acrescentou que iria conversar com seus aliados em Rio Verde e em outras cidades e que iria ‘amadurecer’ a ideia.” Thiago Peixoto frisou na conversa: “Quero ficar em Brasília e exercer o meu mandato”. Os cinco deputados estaduais — Lincoln Tejota, Francisco Júnior, Virmondes Cruvinel, Lissauer Vieira e Diego Sorgatto — também discutiram a questão. “Só Francisco Júnior admitiu que pode ser secretário.” O que Heuler Cruvinel e Francisco Júnior não querem é assumir secretarias sem estruturas, sem recursos financeiros. A Agricultura, para o deputado federal, o fortaleceria em Rio Verde. Ele planeja disputar a prefeitura do município.
O advogado Robledo Rezende, aliado do empresário Júnior Friboi, pretende ser candidato a prefeito de Porangatu, em 2016. Como Robledo Rezende é filiado ao PMDB, e o partido deverá bancar a reeleição do prefeito Eronildo Valadares, no momento mal avaliado pela população, é possível que migre para o Pros de Eurípedes Júnior. Se candidato, o advogado vai se apresentar como terceira via pacífica, sem atritar com os grupos de Eronildo e de Júlio da Retífica (PSDB).
Uma possível vitória de Iris Rezende para a Prefeitura de Goiânia será uma derrota para a renovação do PMDB e, portanto, mais uma pedra no caminho dos jovens do partido para 2018. Os peemedebistas avaliam que o peemedebista-chefe jamais pensa no partido e nos projetos de seus integrantes, por isso quer participar de todas as eleições, sem abrir espaço para os correligionários.
Humilhações e falta de perspectivas de um futuro melhor são a realidade dos palestinos há quase 50 anos
O governador deve conquistar o apoio de pelo menos 35 deputados estaduais na nova legislatura. Acredita-se que apenas quatro deputados vão fazer oposição mais ferrenha: Major Araújo, Ernesto Roller, Adib Elias e Luis Cesar Bueno. A tendência é que, por serem minorias entre as minorias, vão falar para as cadeiras. Porque a maioria vai ser governista.
O presidente do PPS em Goiás, deputado federal eleito Marcos Abrão, garante que não conversou com o governador Marconi Perillo sobre cargos, mas sabe que o partido terá cargos importantes no governo. O sr. poderia assumir a Secretaria da Habitação? “Meu projeto é ir para Brasília, tanto que estou estudando detidamente o regimento interno da Câmara dos Deputados. O governo do Mato Grosso do Sul tem uma Secretaria de Habitação eficiente, mas ainda não sei se Marconi vai criá-la. Seria um avanço para Goiás.” Marcos Abrão diz que, em 2016, o PPS pretende lançar candidato a prefeito e vereador em várias cidades, como Goiânia. “Não se ganha eleição dentro de gabinete”, frisa.
O tema é antigo e projetos tramitam no Congresso Nacional há anos sem nenhuma conclusão. Dado o clamor da população por mudanças, é possível que a reforma saia do papel, mas não há prazo para isso ocorra
Expulso pelos eleitores, o casal Iris Rezende e Iris Araújo quer expulsar do PMDB aqueles que, como os goianos, não quiseram apoiá-lo na disputa pelo governo de Goiás e uma vaga na Câmara dos Deputados. Iris Rezende e Iris Araújo parecem que não têm noção precisa da rejeição deles tanto junto ao eleitorado, apesar do resultado das urnas, e no interior do PMDB. Antes, os peemedebistas temiam Iris Rezende, mas agora que o leão perdeu os dentes, depois de quatro derrotas estaduais, não temem mais dizer que precisa deixar a liderança do PMDB. Porque está “matando” o partido.
O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, deve ser o ministro das Cidades do segundo governo da presidente Dilma Rousseff. Está praticamente confirmado. Mas o PP promete-lhe uma verdadeira guerra pelo cargo. O Ministério das Cidades é tido como um feudo do PP. Mas Dilma Rousseff garante que vai “desfeudalizar” seu segundo governo. Uma missão, diria Tom Cruise, praticamente impossível, dada a famosa governabilidade — sempre celebrada com cargos, grana e prosa.
Se depender do vice-presidente da República, Michel Temer, o deputado federal Pedro Chaves deve ser o próximo presidente do PMDB. Moderado, nada dado à ideia de caça às bruxas, é agregador e tem o respeito das bases.
O vice-presidente Michel Temer não quer derrotados no comando do PMDB goiano, sobretudo aqueles que vivem um quadro de amor permanente com as derrotas. Porém, para enfrentar o peso-pesado Iris Rezende, acredita-se que é preciso apostar noutro peso-pesado, como o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. O prefeito antes tinha receio de enfrentar Iris Rezende. Agora, está dando declarações fortes e, ao mesmo tempo, sensatas. Ele quer salvar o PMDB e a única forma de fazê-lo é afastar Iris Rezende do comando e das disputas eleitorais. O peemedebista-chefe se tornou um especialista em derrotas.
Uma coisa é certa: a turma que está no poder no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia é “devagar quase parando”, afirmam os oposicionistas. “O Crea perdeu força nos últimos tempos, porque a gestão é burocrática, pouco atuante e chapa-branca. O prefeito Paulo Garcia (PT) autorizou a construção de edifícios em praticamente todos os lugares de Goiânia e o Crea não se manifesta”, afirma um engenheiro. “Em Goiânia, há um crime ambiental em quase todas as esquinas do Setor Bueno e o problema está se alastrando pelos setores Marista e Oeste. Dentro de pouco tempo, se o descontrole persistir, Goiânia não terá mais casas em vários setores — só prédios. É o que Paulo Garcia chama de sustentabilidade e nós, engenheiros e agrônomos, chamamos de sistema danoso ao meio ambiente”, afirma um integrante da oposição no Crea.

