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O deputado federal Pedro Chaves pode sair do PMDB? Não se sabe. Mas é bom ficar de olho na possível fusão entre o PSD e o PL. Pedro Chaves, deputado atuante, é um dos propugnadores da tese de que ou PMDB se renova ou morre. Assim como Júnior Friboi e Frederico Jayme, o parlamentar avalia que chegou a hora de Iris Rezende largar o “osso”.
No mercado persa da política comenta-se que o Ministério Público vai pedir a cassação de um deputado federal e de um deputado estadual eleitos em 2014. Motivo: fraude na prestação de contas. Um laranja estaria propenso a aceitar a delação premiada para revelar o esquema.
O presidente do Pros nacional, Eurípedes Júnior, está sendo chamado de o patinho feio da política de Goiás. Ele havia informado a cúpula nacional do partido que, como segundo suplente, assumiria uma vaga na Câmara dos Deputados. Até agora, porém, o que se sabe é que está fora do Parlamento. Porque o compromisso do governador Marconi Perillo, tudo indica, é apenas com o deputado federal Sandes Júnior, do PP. É provável que Eurípedes Júnior seja nomeado para um cargo no governo da presidente Dilma Rousseff.
“O PMDB cansou-se de Iris Rezende mas Iris Rezende não se cansou do PMDB”, afirma um peemedebista. “Fica-se com a impressão que Iris Rezende impôs-se uma missão: destruir o PMDB em Goiás. Ele está conseguindo. Quando terminar 2018, o partido terá completado 20 anos fora do poder”, critica o peemedebista. “Iris Rezende, se fosse uma empresa, já teria falido. Ele tem de parar de usar o PMDB para ter poder só para si”, acrescenta o jovem peemedebista. “É preciso acabar a era do medo no partido.”
O problema de Agnelo Queiroz, que fracassou como governador do Distrito Federal, apesar de feito muitas obras, é o mesmo da presidente Dilma Rousseff: o excesso de tendências do PT. As tendências se tratam como adversárias, e em alguns casos até como inimigas. O que uma faz a outra tenta desmanchar. Isto também ocorre na gestão de Paulo Garcia, em Goiânia, embora em menor escala. Sabe-se que as principais denúncias contra Agnelo Queiroz que saíam na imprensa local e nacional eram plantadas por petistas insatisfeitos, mas recebendo do governo do DF.
O economista Valdivino Oliveira (PSDB) foi contratado para, na marca do pênalti, ajustar as contas do governo de Agnelo Queiroz (PT), em Brasília. Não deu pé, é claro, mas pelo menos o altamente qualificado gestor goiano indicou os caminhos para a recuperação das contas públicas. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), se quiser começar o governo sabendo o caminho das pedras, não poderá prescindir do trabalho do professor da PUC de Goiás. Seja como auxiliar direto ou como consultor.
O principal conselheiro do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), é o ex-prefeito Iris Rezende. Numa das conversas, o decano do PMDB teria dito que o petista-chefe precisa “mandar” na prefeitura. Noutras palavras, Iris Rezende sugeriu que Paulo Garcia assuma, de vez, a liderança de sua equipe e expurgue aqueles, de quaisquer partidos, que não estiverem realmente comprometidos com a gestão pública. Bem intencionado e decente, Paulo Garcia até agora não definiu uma marca para sua gestão e parece não ter um eixo administrativo. Faz muitas coisas, mas não é conhecido por uma coisa bem feita, aquilo que fica gravado no inconsciente coletivo. Iris Rezende fazia asfalto — é uma marca. Qual é a de Paulo Garcia? Ainda não se sabe. Mas engana-se quem acredita que o prefeito está “morto” do ponto de vista administrativo e político. Não está. Ele ainda tem tempo para recuperar a gestão e se posicionar politicamente de maneira mais forte. Mas precisa aceitar o conselho de Iris Rezende e assumir o comando da prefeitura, antes que seja tarde, muito tarde.
No momento, Vilmar Rocha está se reunindo com os líderes do PSD para discutir a sucessão municipal de 2016. Ele é adepto da tese de Tancredo Neves de que, em política, não existe cedo — só tarde. Mas, como costuma dizer, cada coisa tem seu tempo. O objetivo do presidente do PSD é encorpar o partido a partir das eleições municipais. O PSD tem cinco deputados estaduais e dois deputados federais. Com uma estrutura municipal mais sólida, estabelecida em 2016, o partido tende a aumentar a bancada parlamentar na eleição seguinte, a de 2018. O PSD tem chance, por exemplo, de bancar candidato a governador em 2018.
O supersecretário de Cidades, Meio Ambiente, Infraestrutura e Assuntos Metropolitanos, Vilmar Rocha (PSD), pouco dado a arroubos autoritários e mudanças tão-somente marqueteiras, afirma que quer e vai trabalhar com aqueles que querem contribuir para a modernização de Goiás. Por isso, ao assumir a secretaria, não vai pedir a cabeça de ninguém nem vai promover mudanças radicais. O que estiver funcionando bem será mantido e ampliado.
O secretário Vilmar Rocha (PSD) é o tipo de pessoa que não se irrita com nada. Está sempre bem-humorado e é extremamente afável. Homem culto, com formação até erudita, prefere se comportar de maneira simples, sem firulas acadêmicas (mas quem leu seu livro sobre o populismo sabe que seus voos acadêmicos são altos). É um liberal que aposta que o investimento no social, num país como o Brasil, é mesmo absolutamente necessário. Nisto, segue, de certa forma, a tese do liberalismo social sugerido pelo filósofo José Guilherme Merquior. A presidente Dilma Rousseff o chama de “Gilberto Kassab de Goiás”. Vilmar Rocha não se importa com a comparação, pois a presidente quer dizer que se trata de um político diplomático como o político de São Paulo. De brincadeira, integrantes do PSD começam a chama-lo de “Kassab do Cerrado” ou de “Kassabinho do Planalto”. O fato é que, embora Kassab seja ministro e de uma Estado mais poderoso, a história de Vilmar Rocha é muito superior à do líder do PSD nacional.
PMDB, maior bancada da base, se mantém em 2015, mas se a administração não se recuperar, divórcio poderá virar impeachment em 2016
"Tenho muita tristeza em ver que o PMDB parece continuar sob o comando de uma pessoa que enxerga apenas seus interesses pessoais", disse o advogado em referência ao ex-governador Iris Rezende
Em média sempre ascendente, foram quase 15 mil procedimentos mensais, com aumento de 400% entre o início e o fim do ano
Ricardo Quirino Li a nota “Reforma tem que discutir baixa presença de negros no Parlamento, diz ministra” (Jornal Opção Online) e penso que essa discussão vai além de uma reforma política, deve ser algo que faça parte de uma conscientização da população negra acerca de sua história e valor. Nesse ponto, clamo ao ensino no nosso País e a uma maior atenção para com as questões relacionadas ao tema. Vamos discutir oportunidades sem extremismos, vamos debater a história, sem radicalismos. As coisas em nosso País, claramente, estão passando por uma grande transformação. Por exemplo, em Goiás, com a inauguração da primeira delegacia de defesa da pessoa com deficiência do Estado. Quando se vê agentes públicos com uma atenção diferenciada em relação a pessoas que para a sociedade às vezes não representam — aos olhos de alguns —, uma grande contribuição, a gente passa a cada dia acreditar na valorização do ser humano. Parabéns ao governo, ao delegado e a todos os que trabalharam intensamente nesse propósito. E-mail: [email protected]
“Balcão de cargos para atender aliados”
Wilson Barborsa Em relação ao texto “É melhor uma máquina pública enxuta ou obesa?” (Jornal Opção 2040), da coluna “Ponto de Partida”, a fragmentação ministerial acaba por revelar duas vertentes: a ineficiência de comando do governo e o “balcão” de cargos para atender as expectativas dos aliados políticos. Na outra margem do problema, fica a população, à deriva em um mar sem porto. Sêneca já dizia: “Não há porto seguro para quem não sabe aonde quer chegar.” O navio é o governo, o mar, os acordos políticos e os ministérios fragmentados, as “ilhas” espalhadas na falta de um porto. Wilson Barbosa é filósofo. E-mail: [email protected]“Pe. Marcelo Rossi não deixou de ser fiel a Deus”
Michele Davi
O fato de o padre Marcelo Rossi ser sacerdote não o torna menos ser humano. E todo ser humano tem suas falhas. Ninguém se isenta de se magoar, mas todos nós podemos buscar forças em Deus e nos levantar novamente. O padre ensinou muitos de nós a buscar mais fé em Deus, então não acredito que ele tenha deixado de ser fiel a Deus pelo simples fato de se magoar com algumas coisas que falaram dele.
“Criação de partido é só manifestação de desejo de poder”
Antonio Alves Sobre a nota “Deputado quer criar o partido dos defensores da saúde” (Jornal Opção Online), é bom que se entenda que a criação de mais um partido é apenas uma manifestação do desejo de poder. Fosse assim, iríamos criar o Partido da Educação Brasileira (PEB), o Partido Brasileiro da Saúde (PBS), o Partido da Segurança Nacional (PSN) e um partido para cada segmento. Como um partido desses, chegando ao poder vai se relacionar com outros segmentos sociais? E-mail: [email protected]“Esperava mais da biografia de Ronnie Von”
M.C.S. Oliveira O texto “Ronnie Von vira santo em biografia autorizada” (Jornal Opção 2045, caderno “Opção Cultural”), de Iúri Rincon Godinho, é uma crítica perfeita. Eu me decepcionei muito com a “biografia”; esperava mais sobre as fases musicais de Ronnie Von e mais discussões sobre sua carreira. E-mail: [email protected]
Após nove meses como prefeito de Anápolis, o prefeito João Gomes (PT) começa o ano falando ao Jornal Opção

