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Telecentros fazem inclusão digital

A Prefeitura de Anápolis, por meio da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizou nos Telecentros Comu­ni­tário cerca de 36 mil atendimentos nas nove unidades instaladas em várias regiões da cidade. Nesses espaços são atendidas gratuitamente crianças, adolescentes, adultos e idosos. A maioria das pessoas procura esses locais com interesse em utilizar os serviços de internet como: e-mails, redes sociais, bate-papos, jogos e vídeos. A internet disponível à comunidade também permite que os usuários façam inscrições ou cadastros, matrículas em faculdades, consultas de documentos online, pesquisas e inscrições em cursos e oficinas. O Telecentro Comunitário é um espaço público que possibilita à população anapolina o acesso a um mundo de informações e conhecimentos, visando a inclusão digital.

Prefeitura dá início a ano letivo

A Prefeitura de Anápolis iniciou na última semana o ano letivo nas unidades da rede municipal de ensino para os alunos do ensino fundamental. O lançamento das aulas ocorreu na Escola Municipal Maria Aparecida Gebrim, localizada no Bairro São Joaquim. De acordo com a diretora de Educação da Secretaria Municipal de Educação, Ângela Isaac, as instituições de ensino municipais, neste ano, trabalharão com o lema Gentileza gera Gentileza. “Nosso foco é chamar a atenção dos alunos para o convívio social harmonioso com toda a comunidade escolar”, comentou. Atualmente, a rede municipal de ensino possui 98 unidades — escolas de Ensino Fundamental (a partir de 6 anos) e Centros Municipais de Educação Infantil (atendimento a crianças de até seis anos), alguns mantidos em convênio —, com quase 35 mil alunos matriculados. Os estudantes recebem, no início do ano letivo, uniformes e agasalhos.

Dilma Rousseff ficou indignada com morte na Indonésia mas não lamenta mortes no Brasil

[caption id="attachment_26957" align="alignright" width="300"]Marco Archer: o traficante morreu na Indonésia | Foto: Reuters Marco Archer: o traficante morreu na Indonésia | Foto: Reuters[/caption] Estaria, como diz a piada recente, tão perdida a presidente Dilma Rousseff no governo quanto fica o ex-presidente Lula em uma biblioteca? Tão ou mais perdida, ao que parece. As opções erradas parecem ser o norte preferencial de Dilma Rousseff. Dois exemplos da semana passada vieram demonstrar esse teorema. Em primeiro lugar, a presidente anunciou a suspensão de uma viagem a Davos, na Suíça, onde se realiza o Fórum Econômico Mundial. Trocou-a por uma ida a La Paz, para assistir à posse do camarada Evo Morales em mais um dos seus muitos mandatos desempenhados ou a desempenhar pelos tempos afora, ninguém sabe até quando. Em Davos, a presidente teria a oportunidade de tranquilizar investidores e atrair capitais para a combalida economia brasileira. Bastaria exibir Joaquim Levy como garantia, e afirmar que contratos não seriam quebrados nem o governo faria travessuras econômicas nesse seu segundo mandato. Foi o que seu criador, Lula da Silva, fez com sucesso. Mas não. A presidente considerou que seria “grosseria” não comparecer à posse de Evo. Que por sinal não foi nem um pouco refinado quando invadiu à força as instalações bolivianas da Petrobrás, delas tomou posse, e, ao que se sabe, por elas nada pagou. Como também não deixou Evo Morales de ser grosseiro ao incentivar o plantio de coca em nossas fronteiras e fazer vista grossa ao contrabando de drogas para o Brasil. Outra atitude presidencial com que, em um raciocínio linear, fica difícil concordar, diz respeito à execução, na Indonésia, do traficante brasileiro Marco Archer Cardoso, no último 17 de janeiro. A pena capital, a única que impede qualquer tipo de reparação nos casos de erro judiciário, e que ofende a fundo a nossa mentalidade cristã, não é, felizmente, aplicada (ao menos institucionalmente) no Brasil. Mas o é na Indonésia e em vários outros países. Quem, como Archer, resolve arrostá-la, e é preso, é um meio suicida. Com um agravante: segundo alguns jornais, Archer havia por várias vezes feito o tráfico de cocaína para Bali, antes de ser preso, em 2003. Então, não era só um meio suicida; era um praticante compulsivo de roleta russa. As probabilidades jogavam, pela mão dele mesmo, contra sua vida. Além disso, todo seu processo, pelo que se sabe, seguiu os trâmites legais da Indonésia. Não houve cerceamento de defesa, e todas as instâncias judiciárias foram percorridas, até chegar ao amargo final. Amargo, mas absolutamente legal. Archer cometeu um crime político, um crime de opinião? Não, evidentemente. Seu crime foi comum, e é muito grave em qualquer país (talvez menos, infelizmente, no Brasil). Gera consequências, criando dependentes, o que por sua vez gera outros crimes, de morte inclusive, como muito bem sabemos por aqui. Concordamos com todos os esforços feitos por Lula, Dilma e o Itamaraty para salvar o brasileiro do pelotão de fuzilamento, e enviá-lo talvez à prisão perpétua. Era um dever, até porque não adotamos a pena de morte, e ela nos repugna. Mas fez-se o possível. Talvez até um pouco mais que isso, com o telefonema, que já se sabia inútil e desgastante, de Dilma para o presidente indonésio Joko Widodo. Mas a “indignação” expressada por Dilma no fato consumado está um tanto fora do lugar. Não cabe a ela revisar uma sentença da justiça da Indonésia, ainda mais contra um crime suficientemente provado e confesso. Nem convocar o embaixador brasileiro na Indonésia, uma retaliação desnecessária, saída da cabeça tosca de Marco Aurélio Garcia, ao que parece. E o que é pior, muito pior: Dilma não se mostrou jamais indignada com as mortes que têm como origem no Brasil o tráfico de drogas. São traficantes matando traficantes; ou traficantes matando usuários ou ainda traficantes matando policiais e vice versa; são usuários drogados matando em assaltos trabalhadores incapazes de se defender porque o governo da presidente os desarmou. A presidente encontraria todo ano, se quisesse, mais de 50 mil razões para “ficar indignada”. Bastaria olhar para os que são executados aqui no Brasil, em grande parte por colegas de Archer no pior comércio que o diabo já soube inventar. Mas até hoje não vimos a presidente acometida, por isso, de indignação. Nem mesmo de tristeza.

A decadência do cinema egípcio e o fim de uma era

Houve um tempo que mulheres comandavam o cinema no Egito: eram atrizes, produtoras, diretoras, editoras, sonoplastas

O cerco a políticos íntimos do petrolão pode apressar a ocupação da vaga no Supremo

[caption id="attachment_26944" align="alignright" width="620"]Procurador-geral Rodrigo Janot: encaminhando os processos ao Supremo | Foto:  Fellipe Sampaio/ SCO/ STF Procurador-geral Rodrigo Janot: encaminhando os processos ao Supremo | Foto: Fellipe Sampaio/ SCO/ STF[/caption] A certeza de que o petrolão envolverá o julgamento de políticos e autoridades surgiu em 19 de dezembro, mas chegou ao público apenas 33 dias depois, na última quarta-feira. Estava, então, na divulgação do despacho em que o ministro Teori Zavascki reconheceu que o caso envolve clientela especial a ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal, onde o ministro trabalha. Ao homologar o pedido de delação premiada do doleiro Alberto Youssef, Zavascki examinou a papelada encaminhada pela Procu­radoria-Geral da República e justificou em seu despacho: “Dos documentos juntados com o pedido é possível constatar, efetivamente, há elementos indicativos, a partir dos depoimentos (do réu Youssef) do possível envolvimento de várias autoridades, detentoras de prerrogativa de foro perante tribunais superiores, inclusive parlamentares federais, o que atrai a competência do Supremo Tribunal Federal.” Várias autoridades, inclusive parlamentares federais. Talvez por isso mesmo, Zavascki não se interessou pela divulgação de seu despacho no Supremo, onde desembarcou há dois anos por indicação da presidente Dilma. Ele assumiu dois dias antes que 2012 acabasse, sabendo que teria férias até fevereiro: chegou em 29 de dezembro. A ligeireza lhe permitiu acesso ao processo do mensalão, para estudar o caso no recesso de janeiro e depois ajudar no julgamento de embargos infringentes, então instrumento abandonado pelo tribunal, a partir de fevereiro. Seu voto ajudou na reabilitação da infringência e, com ela, a redução da pena de mensaleiros do PT. Bem, naturalmente, o procurador-geral da República, Rodri­go Janot, conhecia a anotação de Zavascki, até porque lhe cabe encaminhar processos petroleiros ao Supremo, onde o relator do escândalo, Zavascki, seleciona as matérias de competência do tribunal e remete o restante à Justiça Federal. Como janeiro chega ao fim, a procuradoria anunciou, na última terça-feira, a abertura da temporada de caça aos políticos e autoridades envolvidas. Divulgou a relação de procuradores do Ministério Público Federal que cuidará dos acusados VIPs. No dia seguinte, vazou o despacho de Zavascki que reconheceu a existência da clientela especial do caso. O silêncio do relator depois de aprovar a delação de Youssef informa o óbvio: a falta de interesse em dar publicidade ao caso, nem mesmo como satisfação ao público. Ao mesmo tempo, ficou claro que ele não poderia ignorar a presença de autoridades e políticos governistas enredados no escândalo. A discrição dele foi boa para Dilma, que, enquanto isso, safou-se de pressão para indicar gente de confiança como ocupante da vaga no Supremo, aberta há seis meses com a aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa. Entre 2012 e 2013, ela virou o jogo do mensalão no tribunal e evitou a condenação rigorosa de mensaleiros petistas. Agora, a divulgação da programação de caça pelo procurador Janot expõe a presidente Dilma a uma nova onda de pressão dos companheiros do PT e dos partidos aliados que aderiram ao governo. Um jogo de pressão e contrapressão com contornos diferentes nos tapetes do poder, agitados pela nova composição do governo, mais a renovação no comando do Congresso. Nesse ambiente, a nova onda de pressão tem a ver com a ansiedade dos governistas e empreiteiras em torno da vaga aberta no Supremo. Seja quem for, o indicado será estratégico no julgamento dos políticos e partidos, mesmo que os governistas contem hoje com a simpatia da maioria da casa. A posição do tribunal terá reflexo nos julgamentos de primeira instância.

Liminar de Lewandowski derrubou no Supremo a proibição de acesso aos inquéritos

[caption id="attachment_26941" align="alignright" width="620"]Presidente do STF, Ricardo Lewandowski: segredo “não se afigura razoável” | Foto: Carlos Humberto/ SCO/ STF Presidente do STF, Ricardo Lewandowski: segredo “não se afigura razoável” | Foto: Carlos Humberto/ SCO/ STF[/caption] No mesmo dia em que uma fonte anônima comunicou à im­prensa o reconhecimento do ministro Teori Zavascki de que autoridades e políticos estão envolvidos no petrolão, o presidente do mesmo Supremo Tri­bu­nal Federal, Ricardo Lewan­dowski, concedeu liminar a Carlos Alberto Costa e Silva para ter acesso ao inquérito da Lava-Jato e saber qual é a acusação contra ele. Naquela quarta-feira, a liminar de Lewandowski estabeleceu que os advogados de Costa e Silva, pre­so por participação no petrolão, poderão ter acesso a um dos inquéritos em tramitação junto ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, “exclusivamente nas passagens e relatos que lhe digam respeito, a fim de se preservar o caráter sigiloso das investigações em andamento”. Justificou Lewandowski a concessão porque o segredo “não se afi­gura razoável”. Aceitou o argumento da defesa de Costa e Silva sobre a súmula vinculante 14, on­de o Supremo assegura aos advogados de denunciados “acesso amplo aos elementos de prova” relacionados ao exercício de defesa. Os advogados alegaram ainda que o cliente e colega foi preso em novembro com base apenas numa denúncia feita em depoimento da contadora Meire Bonfim Poza, que atendia o doleiro Alberto Youssef e decidiu colaborar com a investigação da Lava-Jato. Ela afirmou que foi ameaçada em telefonema de certo “Edson”, que seria Costa e Silva. A reclamação de Costa e Silva, também advogado, alegou que, ao ser interrogado, o preso “prestou relevantes esclarecimentos à autoridade policial, colaborando com as investigações”. A seguir, foi liberado ao vencer o prazo da prisão temporária. Em Curitiba, o pedido de vista do inquérito policial foi recusado. Houve então o recurso ao Supremo. Segundo a Polícia Federal, Costa e Silva se apresenta como “auxiliar” de empreiteiras que pagam propinas na Petrobrás em troca de encomendas. Atua em São Paulo e possui acesso a Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC Engenharia e também preso pela Lava-Jato. Em 2003, atuou com destaque na venda de sentenças do então juiz federal João Carlos da Rocha Mattos.

O governo quer blindar as empreiteiras

Um dos mais prestigiados juristas do País, advogado Modesto Carvalhosa diz que “o PT aparelhou” a petroleira

O teste de fogo na Assembleia

Em tese, os partidos e coligações oposicionistas elegeram 14 deputados estaduais. Pedido de CPI pode revelar tamanho real das bancadas

Considerado maior traficante de Goiás, Marcelo “Zoio Verde” é solto na capital

[caption id="attachment_26926" align="alignleft" width="620"]Marcelo Gomes de Oliveira, acusado de tráfico internacional de drogas: habeas corpus concedido por unanimidade | Foto: Reprodução Marcelo Gomes de Oliveira, acusado de tráfico internacional de drogas: habeas corpus concedido por unanimidade | Foto: Reprodução[/caption] O juiz da 11ª Vara da Seção Judiciária de Goiás, Leão Aparecido Alves, assinou o alvará de soltura do réu Marcelo Gomes de Oliveira, acusado de tráfico internacional de drogas. Marcelo “Zoio Verde”, como era conhecido, foi solto na noite da terça-feira, 20. A ordem de habeas corpus foi concedida por unanimidade pela 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ao expedir o alvará, o juiz informou apenas que o denunciado figura como réu em outros dois processos para que se verificasse a existência de algum mandado de prisão em seu nome que ainda não foi cumprido. Marcelo era o líder do maior grupo de distribuição de pasta base de cocaína em Goiás e no Distrito Federal e foi preso em maio do ano passado na Operação Esmer­al­da. O réu aguardava julgamento no Núcleo de Custó­dia do Complexo Prisional de Apa­recida de Goiânia preso em uma cela de segurança máxima na Penitenciária Odenir Guimarães. Marcelo de Oliveira já tinha algumas passagens pela polícia registradas. Em 2000, ele foi condenado a 21 anos de prisão por roubo seguido de morte. Após cumprir parte da pena, foi para o regime semi-aberto e fugiu. Já no ano de 2007, foi preso em flagrante pelo cri­me de tráfico de drogas, quando usava o nome falso de Marcelo Gomes de A­guiar. Conseguiu liberdade provisória no ano seguinte e, ao sair da prisão, todos os processos contra ele desapareceram do Poder Judiciário. pg

Juiz decreta nova prisão de ex-diretor Nestor Cerveró

O juiz federal Sérgio Moro decretou na quinta-feira, 22, uma nova prisão preventiva de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras. A primeira prisão, realizada no dia 14, foi decretada por um juiz de plantão, que não é o responsável pelo caso da Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Na decisão, Moro afirma que Cerveró continua praticando crimes de lavagem de dinheiro. O juiz cita um apartamento no Rio de Janeiro que era do ex-diretor e, atualmente, está no nome de uma empresa fora do país. Para justificar a manutenção da prisão, o juiz cita tentativas de se desfazer dos bens, dupla nacionalidade e o patrimônio mantido em segredo.

Gastos de brasileiros no exterior batem recorde novamente

Os gastos de brasileiros no exterior passaram de US$ 24,987 bilhões, em 2013, para US$ 25,608 bilhões, em 2014, crescimento de 2,48%. O valor voltou a ser recorde, mesmo com o dólar em alta. A conta de viagens internacionais apresentou déficit de US$ 18,695 bilhões no ano passado, cifra também recorde. Os dados foram divulgados na sexta-feira, 23, pelo Banco Central (BC). De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, a tendência é uma redução no ritmo de crescimento das viagens dos brasileiros ao exterior. Para ele, o principal fator de influência é a valorização do dólar.

Preço médio da gasolina será de R$ 2,905 a R$ 3,496

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou no “Diário Oficial” da União desta sexta-feira, 23, os novos preços de referência de combustíveis como gasolina, etanol e diesel nos 26 Estados e no Distrito Federal. Os preços, que são apenas referência, e não obrigatórios para os postos, passam a valer em 1º de fevereiro. A nova tabela é divulgada quatro dias depois que o governo aumentou impostos incidentes sobre os combustíveis. Na segunda-feira, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou a elevação do Pis/Cofins e a retomada da Cide, ambos encargos que recaem sobre combustíveis, o que causou elevação nos preços. São Paulo tem o menor valor de referência da gasolina (R$ 2,905) e do etanol (R$ 1,914). Em Goiás, os preço sugeridos são R$ 3,2103 (gasolina), R$ 2,2563 (etanol) e R$ 2,6794 (diesel).

Paralisação atrasa voo no aeroporto de Goiânia

A paralisação dos trabalhadores da aviação, na manhã de quinta-feira, 22, atrasou um voo Aeroporto Internacional Santa Genoveva, em Goiânia, entre os seis que estavam previstos do período de meia-noite às 8 horas. A interrupção dos serviços ocorreu a nível nacional, das 6 às 7 horas. Conforme a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aero­portuária (Infraero), no Brasil inteiro, 87 voos tiveram atraso e 36 foram cancelados. São Paulo foi a cidade com mais problemas, com 12 atrasos e 12 cancelamentos. Essas decolagens são referentes à programação das 0 às 8 horas. Os grupos pedem por reajuste salarial e nos benefícios de 8,5%. As categorias reivindicam ainda questões ligadas à segurança de voo e ao gerenciamento de risco do cansaço dos tripulantes. Houve protesto de trabalhadores em aeroportos de todo o País.

Após mais de 60 anos Washington e Havana reiniciam diálogo

Os Estados Unidos e Cuba iniciaram na quarta-feira, 21, em Havana a rodada de conversas sobre assuntos migratórios e o processo de normalização das relações diplomáticas, suspensas há mais de meio século. De quarta a sábado, 24, a primeira missão norte-americana de alto nível diplomático vai visitar Cuba, liderada pela secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson. Segundo informações divulgadas por Havana e Washin­gton, as primeiras conversas específicas para o restabelecimento das relações diplomáticas foram agendadas para quarta, 22, no Palácio de Convenções da capital cubana. Os dois países mantiveram uma rodada de conversações sobre temas migratórios, reuniões que Cuba e os Estados Unidos começaram a fazer no âmbito de acordos firmados em 1994 e 1995 para manter uma imigração segura, legal e ordenada.

Empresa de picolé de Goiás vai entrar nos EUA e deve faturar R$ 13 milhões em 2015

Como um negócio que começou num cômodo de uma casa do Setor Coimbra em Goiânia conseguiu ter acesso ao mais exclusivo e importante mercado do mundo

José Nelto diz que PT deve trair o PMDB em 2016 como fez em 2014

[caption id="attachment_26919" align="alignleft" width="620"]José Nelto e Paulo Cezar Martins, deputados estaduais, garantem que o PMDB terá candidato a prefeito em Goiânia em 2016 | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção José Nelto e Paulo Cezar Martins, deputados estaduais, garantem que o PMDB terá candidato a prefeito em Goiânia em 2016 | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, está tentando transformar a imprensa no mordomo da vez, e sem Agatha Christie para costurar a “lenda”. Segundo o petista-chefe, não há crise real entre o PT e o PMDB. Porém, como se sabe longe do principal gabinete do Paço Municipal, o problema não é a imprensa, e sim o Instituto de Pesquisa Datapaulo, que percebe a gestão da capital como a “melhor” do Estado, do País e, quiçá, do mundo. O Datapaulo vê o nirvana onde, na verdade, há uma espécie de inferno. Dois peemedebistas, ouvidos pelo Jornal Opção, admitem que a lua de mel entre o PT e o PMDB já pode ser considerada “lua de fel”. O deputado estadual eleito José Nelto, do PMDB, é peremptório: “O PT deve trair o PMDB em 2016 como traiu em 2014. O PT foi o principal responsável pela divisão das oposições em Goiás e, portanto, contribuiu para a derrota de Iris Rezende na disputa pelo governo do Estado. Antônio Gomide, ao se candidatar a governador, sem a mínima chance de ser eleito, foi o protagonista da divisão”. José Nelto frisa que Iris Rezende entregou a Prefeitura de Goiânia para seu vice, Paulo Garcia, e depois o “carregou” na disputa de 2012. “Alguém acredita que Paulo seria eleito sem o apoio de Iris?” Para o peemedebista, “Paulo Garcia não ouve ninguém. Não está bem com a sociedade, mas acha que está. Politicamente, está perdendo todas. A cidade está suja, encardida — sem rumo. A gestão não é, ao contrário do que pensa o prefeito, qualitativa”. O deputado estadual Paulo Cezar Martins sugere que Paulo Garcia precisa melhorar sua gestão e dialogar mais com a sociedade. “Afianço que o PMDB terá candidato a prefeito de Goiânia. De qualquer maneira. O PT, mesmo desgastado, também deverá lançar seu candidato. Os líderes do PMDB e do PT deveriam conversar, mas acredito que não ficam juntos em 2016.” Mesmo dizendo que não fala em nome de Paulo Garcia, um petista contrapõe: “Zé Nelto vivia pedindo cargos para familiares na prefeitura e agora ataca Paulo Garcia. Ele, sim, é um traidor. Ele é o homem das poses. Não passa disso”.

“Não é eliminar os incentivos fiscais, mas utilizá-los de forma racional”

José Luiz Miranda Mais uma vez parabenizo o Jornal Opção pela qualidade da entrevista realizada com a Economista Ana Carla Abrão Costa (Edição 2.063), atual secretária da Fazenda do Estado, ressaltando ainda o nível das perguntas formuladas pelos debatedores que primaram pelo equilíbrio perfeito entre o conceito do político e do econômico. Realmente, os grandes desafios para Goiás estão postos e todo o desafio, quando enfrentado com parcimônia, se casa necessariamente com novas oportunidades estratégicas que resultarão em benefícios para toda a sociedade goiana. Nesse sentido, a realização de ajustes para se corrigir eventuais distorções se torna essencial para se criar um ambiente fiscal e equilibrado que possibilite a retomada de investimentos tanto por parte dos agentes do setor público e do setor privado e, nessa rota, a revisão de incentivos fiscais deve ser algo a ser realizado. Como bem ressaltou a secretária, não é eliminar os incentivos fiscais, mas utilizá-los de forma racional e equilibrada avaliando a sua relação custo benefício. Goiás é um Estado privilegiado em termos geográficos, que favorece ao planejamento logístico das empresas, associado à pujança e à diversidade das suas riquezas naturais; e à potencialidade mineral que favorece o desenvolvimento de políticas públicas para o estímulo à implantação de uma indústria de transformação de alto padrão, que demanda, sim, uma infraestrutura adequada. O discurso de que o governo deve conceder incentivos fiscais para que as empresas venham para Goiás encontra-se velho e ultrapassado, não encontrando sintonia com as tendências econômicas do século 21, pois trazem em seu bojo a privatização dos impostos que devem ser utilizados para o bem comum e não para o bem privado, além de uma excessiva concentração de renda, elementos estes omitidos pelos seus defensores. Email: [email protected]

“Escola pode ser muitas coisas, menos um local de saber”

Sobre a matéria “Estado deve implantar OSs na área da Educação aos moldes das Charter Schools americanas” (Jornal Opção 2062): “Nunca deixei a escola interferir na minha educação”, disse Mark Twain, este desconhecido do ensino, porque, de acordo com a ótica docente brasileira, apenas brasileiros e portugueses escrevem livros. As pessoas a-d-o-r-a-m dizer como a escola é importante para a formação do cidadão. É curioso então como o Brasil segue sendo uma nação de idiotas que vê a presidente se gabando de que vai fazer mais gente depender do governo e ainda, a elegê-la. Escola pode ser muitas coisas, menos um local de saber. Ela é um local de comportamento. Se alguma criança brilhante se sente frustrada por não poder desenvolver seus gostos, tendo que respeitar uma grade maçante (que no geral, ela não teria dificuldade de dominar), os professores tascam o rótulo de “aluno problema” e o trata como um problema de disciplina. Escola tanto é uma instituição disciplinar que este jornal tece loas e mais loas aos resultados dos colégios militares goianos — “aonde se destaca a disciplina”. O propósito da escola não é transformar as pessoas. É adequá-las. Suprimir tudo que as torna indivíduos. Tanto que ela é um terreno fértil para ideologias coletivistas. E um péssimo lugar para quem pensa individualmente. Email: [email protected]

Ideias para Marconi Perillo se fortalecer como um político nacional

[caption id="attachment_26915" align="alignleft" width="620"]Marconi Perillo: investimento maciço em educação pode levá-lo a conquistar a opinião pública do País | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Marconi Perillo: investimento maciço em educação pode levá-lo a conquistar a opinião pública do País | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O Jornal Opção pediu a cinco políticos com experiência extra-Goiás para apontarem caminhos para o governador do Estado, Marconi Perillo, do PSDB, se inserir de maneira produtiva no cenário político nacional. Os entrevistados afirmam que, diante do caos da política do País, é o momento adequado para líderes de Estados como Goiás e Pernambuco cavarem espaço nacional. A inserção na política nacional se dará, acreditam os analistas, por meio do sucesso local. A corte precisa observar e, daí, aprovar o que está sendo feito no Estado. Se conseguir fazer uma revolução na educação — dando ao ensino da escola pública a qualidade do ensino das melhores escolas particulares —, Marconi conquistará o País. Porém, não basta divulgar a “revolução” apenas localmente; é preciso dar publicidade nacional ao que se está fazendo. Publicidade, no caso, não é necessariamente publicar anúncios pagos em jornais, revistas ou divulgar na televisão em rede nacional. É conquistar espaço nas grandes publicações, mas com material jornalístico, com o objetivo de que as informações sejam examinadas por leitores (ou telespectadores) de todo o País. Um investimento maciço em ciência e tecnologia, atraindo empresas de ponta para Goiás, pode fortalecer o tucano — cristalizando sua imagem de gestor atento e moderno. Os centros de recuperação para dependentes químicos, os credeqs, já estão sendo observados pelo País, antes mesmo de estarem concluídos. Se derem certo, se o atendimento conseguir recuperar um grande número de pessoas, os demais Estados certamente vão copiar o modelo. Entretanto, sem divulgação, os credeqs podem se tornar uma nova espécie de Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo. O Crer se tornou um modelo para vários Estados, que acataram recomendação do Ministério da Saúde, mas a “marca” Marconi Perillo quase não tem sido levada junto. Recomenda-se que Marconi Perillo discuta mais política nacional. Por mais que tenha de divulgar o que faz em Goiás, para evidenciar seu sucesso como gestor, o tucano-chefe terá de debater a política nacional, posicionando-se em relação aos grandes temas. Para tanto, precisa participar, de maneira mais intensiva e enfática, das articulações do PSDB nacional. É praticamente certo que Aécio Neves deve ser o candidato do PSDB a presidente em 2018 — se não for, Geraldo Alckmin e José Serra colocarão seus nomes —, mesmo contra Lula da Silva, e por isso Marconi não terá muito espaço neste ano. Mas pode aparecer como um dos coordenadores da campanha presidencial e, se um tucano for eleito, pode assumir, digamos, o Ministério dos Trans­portes. Com seu arrojo habitual e por ser um tocador de obras, num ministério como este, poderia se consagrar — construindo ferrovias e recuperando a malha rodoviária federal. Aí se cotaria para a disputa presidencial de 2022. Os cinco entrevistados concordam num ponto: se fizer um governo extraordinário, mas não conseguir levá-lo para o País, por intermédio de uma divulgação maciça, conceitual e inteligente, será, do ponto de vista do sucesso político, inútil. Marconi precisa tornar Goiás cada vez mais nacional se quer chamar a atenção do País para si próprio. É seu desafio. Ressalte-se que a cúpula nacional do tucanato já o vê como um de seus integrantes — dados seus sucessos eleitorais e a capacidade de articulação.

O ensino público pode se igualar ao privado? Goiás tenta descobrir

Raquel Teixeira assume secretaria com a determinação de diminuir as desigualdades do Estado e, para isso, estuda modelos aplicados em outras unidades da federação e países