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Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O presidente da Câmara Municipal, o tucano Anselmo Pereira, pretende criar uma comissão para investigar obras com indício de superfaturamento na Prefeitura de Goiânia. O tucano se diz um adepto da “moralidade em tempo integral e em todos os aspectos”.
O vereador Djalma Araújo (SD) concorda com Anselmo Pereira. “Nós precisamos investigar porque o contrato da empresa Trama com a Prefeitura de Goiânia saltou de 6 milhões para inexplicáveis 33 milhões de reais. Não estou sugerindo que há corrupção, mas é preciso investigar a possibilidade de superfaturamento.”
Anselmo Pereira disse a uma vereadora que o médico e ex-secretário da Saúde de Goiás Cairo de Freitas é um dos dirigentes da Trama.
O PPS do deputado federal Marcos Abrão vai lançar candidato a prefeito em vários municípios, notadamente nos maiores. A partir de 2016, o PPS quer se consagrar como uma força eleitoral no interior de Goiás. Em Goiânia, é provável que o partido lance candidato a prefeito. Pode ser o deputado Marcos Abrão. O partido também pode lançar o vice de Vanderlan Cardoso, o principal nome do PSB.
O estudante de Direito da PUC-Goiás Lucas Paiva diz que “alunos e professores estão tomando providências” contra o suposto furto de uma cadeira que pertencia ao Centro Acadêmico da faculdade particular. “Um livro, não divulgado, cita a cadeira como um bem da PUC”, afirma Lucas. O estudante diz que a cadeira é um símbolo, tanto que havia sido reformada. Ganhar outra — o reitor Wolmir Amado deu sua própria cadeira ao CA — não é a mesma coisa, afirmam. “Os corpos docente e discente estão empenhados em pesquisas históricas, contatando ex-alunos e professores. Diversos professores nos procuraram, se sentindo incomodados com a situação e com a depreciação da instituição por meio de postagens de alunos e professores da UFG”, afirma Lucas. “O DCE e a Atlética Primata já se posicionaram a favor do Centro Acadêmico Clóvis Beviláqua.” Lucas relata que o boletim de ocorrência registrado na polícia não menciona o nome das pessoas envolvidas no suposto furto da cadeira. “As imagens foram repassadas somente na terça-feira, de manhã, depois de feito o registro do BO”, afirma. “Alunos da UFG, contatados, reconheceram a pessoa que saiu com a cadeira. Depois, encontramos com o próprio aluno no Caxim [Centro Acadêmico]” e ele teria confirmado que é a pessoa que aparece na imagem. O aluno da UFG é R. N., “mas não parece ser ele que transporta a cadeira. Pelo que checamos, a pessoa que carrega a cadeira é ex-presidente da Mafiosa” . O estudante de Direito Renato Silva diz que a PUC vai respaldar a batalha para a retomada da cadeira. “Sabe-se que duas pessoas são responsáveis pelo ‘furto’. Está registrado no boletim de ocorrência. Elas terão de comparecer à polícia e, depois, terão de responder a processo judicial. O pessoal do Centro Acadêmico e da PUC pretende levar o caso às últimas consequências. Além de levar a cadeira, depredaram as instalações do nosso Centro Acadêmico. Será que estudantes de Direito da Universidade Federal de Goiás estão sendo ‘educados’ para se comportarem como bárbaros?” Os estudantes da PUC ficaram chateados com o comportamento dos professores da Faculdade de Direito da UFG que sentaram-se na cadeira e deram apoio à ação dos alunos.
O prefeito de Trindade, Jânio Darrot, recebeu a prefeitura com dívidas e quase inviável. Dois anos depois, por ser gestor e não ter interesse em práticas populistas, o tucano recuperou a prefeitura e está fazendo as obras reivindicadas pelos eleitores. Em 2016, tudo o que os eleitores não querem é a volta ao poder de George Morais (PDT), sob o disfarce da deputada Flávia Morais (PDT), sua mulher. Se Flávia for eleita, o que parece impossível, o prefeito de fato seria George Morais. George Morais é tão onipresente na carreira política de Flávia Morais que até os funcionários da deputada são indicados por ele.
O PP nacional dinamitou os PPs locais. Por isso o vereador Pacheco Júnior, que planeja ser candidato a prefeito de Inhumas na base do deputado Roberto Balestra, deixou o partido. Outro nome do grupo de Balestra é Celsinho da Garagem, que optou por permanecer no PP. Porém, apesar da disposição de Pacheco e Celsinho, o nome que tem sido mais trabalhado por Balestra é o do ex-prefeito Abelardo Vaz. Balestra garante que “são” Abelardo tem sido “aclamado” nas ruas de Inhumas.
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Os queridos: Ana Carla Abrão (Sefaz), Zé Eliton (SED), Thiago Peixoto (SegPlan), Vilmar Rocha (Secima) | Fotos: Leoiran, Governo de Goiás, Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
Todo governador tem seus auxiliares preferidos. O governador Marconi Perillo prefere não revelar os seus. Mas dois aliados, que o conhecem bem, sugerem que são quatro os auxiliares mais prestigiados, no momento, pelo tucano-chefe: Ana Carla Abrão Costa (Fazenda), Thiago Peixoto (Segplan), José Eliton (Desenvolvimento) e Vilmar Rocha (Cidades).
Ana Carla tem se comportado de maneira impecável ao defender o ajuste fiscal, o enxugamento da máquina, sem temer cara feia e desgaste.
Vilmar Rocha aproximou Marconi de um dos mais importantes ministros e aliados da presidente Dilma Rousseff — o ministro das Cidades, Gilberto Kassab. Se o VLT sair, e não será fácil, terá o dedo de Kassab e, portanto, de Vilmar.
José Eliton, como vice e secretário, é apontado como um aliado em tempo integral do governador. É visto como articulador hábil e “peitador”.
Thiago Peixoto é uma espécie de Giuseppe Vecci com temperamento mais ameno. “Marconi o vê como um formulador, como um auxiliar que apresenta soluções e sabe discordar com inteligência e moderação. É intelectual, mas não é chato”, afirma um auxiliar do tucano. Há quem o avalie como um dos herdeiros políticos de Marconi.
O advogado Ivan Ornelas (PMDB) está disposto a disputar a Prefeitura de Formosa, apesar de saber que o deputado estadual Ernesto Roller está, no momento, na pole position. “Na verdade, não há favoritos no município. Mas o PMDB, dado o desgaste dos adversários, deve eleger o próximo prefeito.”
O prefeito Itamar Barreto, do PSD, “está muito mal. Ele fracassou completamente, ao não conseguir moralizar a prefeitura. Não enxugou a máquina e ainda deixou Tião Caroço mandar. A prefeitura arrecada 150 milhões por ano e, mesmo assim, as ruas de Formosa estão esburacadas e professores e garis ficaram de greve durante 20 dias. Itamar está dizendo que, depois das chuvas, vai fazer muito asfalto. Resta saber se dará tempo de recuperar sua imagem”.
Há quem aposte que apenas Tião Caroço pode derrotar Roller. “Caroço tem problemas. Uma ação judicial cobra que ele e sua mulher, Nara Guimarães, devolvam 90 milhões de reais ao Erário”.
“Em 2014, ao demorar a se lançar candidato a governador, Iris Rezende contribuiu para gerar arestas com outros postulantes do PMDB”, afirma o ex-deputado Ivan Ornelas. “Agora, como vai disputar a Prefeitura de Goiânia, Iris precisa definir-se o mais rápido possível. Ele, aliás, já deveria ter assumido a candidatura.” Ornelas avalia que, se não se lançar logo, Iris contribui para desgastar o partido. “Há a possibilidade de outros se lançarem, gerando conflitos.” Curiosamente, contrariando o discurso tradicional do peemedebismo, Ornelas sublinha que Iris não perdeu em 2014 por falta de dinheiro. “Faltou uma campanha consistente e, também, faltou organização planejada na campanha. Falar em dinheiro é esconder os problemas reais.”
O advogado e produtor rural Ivan Ornelas, ex-deputado estadual, foi eleito presidente do Sindicato Rural de Formosa. A posse de Ivan Ornelas, no dia 7 de abril, será realizada no Parque de Exposição Pecuária de Formosa.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), indicou um deputado para a Secretaria de Habitação e Roberto Freire, do PPS, que havia ficado como suplente, assumiu o mandato na sexta-feira, 20. Talvez seja uma das grandes “obras” do tucano paulista em defesa da democracia. Freire enriquece o Parlamento com sua inteligência, experiência e retidão pessoal.
Num momento de crise grave, tanto econômica como política e moral, Roberto Freire vai ser decisivo nos debates congressuais. Trata-se de uma das mais respeitadas e autorizadas vozes da política nacional. Os demais parlamentares ganharão com sua dedicação apaixonada e profissional.
“Nós, parlamentares de primeiro mandato e mesmo os mais experientes, só temos a ganhar com a presença de Roberto Freire na Câmara”, sublinha o deputado Marcos Abrão, presidente do PPS de Goiás.
O deputado federal Waldir Soares pode ser candidato a prefeito de Goiânia pelo PPS. Ele deixaria o PSDB alegando que não lhe franqueiam espaço político para disputas majoritárias.
Pesquisadores avaliam que o deputado-delegado Waldir Soares (PSDB) e o radialista Jorge Kajuru, se candidatos a prefeito de Goiânia, podem até não ser eleitos. Mas tendem a desequilibrar o jogo político. Quem mais sai prejudicado com as possíveis candidaturas de Waldir Soares e Jorge Kajuru é o ex-prefeito Iris Rezende. Motivo: o deputado e o radialista tendem a obter forte votação na periferia — tradicional reduto do peemedebista-chefe.
Quem aposta em dissensão em Senador Canedo não conhece a política do município. Vanderlan Cardoso (PSB) e o prefeito Misael Oliveira (PDT) nunca estiveram tão unidos. Misael Oliveira é o candidato de Vanderlan Cardoso em Senador Canedo e Vanderlan Cardoso é o candidato de Misael Oliveira em Goiânia. A aliança é tão forte que Misael Oliveira é um dos articuladores da aproximação de Vanderlan Cardoso com o governador Marconi Perillo (PSDB).
Há um consenso de que o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e os deputados federais Daniel Vilela e Pedro Chaves, do PMDB, estão deixando a turma de Iris Rezende levar Júnior Friboi para o matadouro sem opor a resistência devida.
Gilson Cavalcante
Não é surpresa que o vereador Joaquim Maia é crítico contumaz do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP). Assim, não seria estranho vê-lo declarar que seu partido, o PV, terá candidato ao Paço da capital em 2016. A questão é: para ele, esse candidato deverá ser o presidente da sigla, Marcelo Lelis, que precisou sair da campanha do agora governador Marcelo Miranda (PMDB) por ter sido julgado inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Contudo, ao Jornal Opção Maia diz que a inegelibilidade de Lelis foi “uma condição imposta por uma política local, por uma questão referente somente a 2014” e aponta: “Acredito que essa situação será revertida em Brasília em tempo hábil, o que vai permitir a Lelis estar novamente nessa caminhada”.
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O vereador Joaquim Maia (PV) | Foto: Divulgação[/caption]
Como o PV, que é da base aliada do governo Marcelo Miranda, está se estruturando para as eleições municipais de 2016?
Nós estamos organizando um projeto que vai percorrer o Estado, para a construção de um novo partido. Temos a missão de estruturar o PV em todos os municípios tocantinenses e estamos com a missão de buscar para 2016 a eleição de vários vereadores e conseguir também a eleição de prefeitos. Nós fizemos um grande movimento alternativo de mudança em 2014, um trabalho em que o PV percorreu todo o Estado, visitou 108 municípios dos 139, o que nos permitiu ter uma proximidade muito grande com a população do Tocantins. A gente entende que nesse momento é preciso realizar um trabalho de retorno ao interior do Estado, num trabalho mais político na reconstrução do partido. Estamos conversando com diversas lideranças, inclusive o nosso presidente estadual, o ex-deputado Marcelo Lelis, tem trabalhado com afinco nesse projeto e as lideranças do interior estão percebendo que o PV tem reais condições de crescimento.
O sr. tem feito uma oposição ferrenha ao prefeito Carlos Amastha (PP). Não acha difícil tirar a reeleição do prefeito pelo trabalho que ele vem realizando?
O que a gente tem sentido, percorrendo a cidade, é um sentimento de aprovação de sua administração por parte da população. Existe uma boa aceitação da gestão do prefeito Amastha. Agora, a gente tem um posicionamento político estabelecido. O Partido Verde já tem disputado diversas eleições na cidade, através de Marcelo Lelis, que acredita e tem um projeto para Palmas, um projeto de desenvolvimento que busca fazer a diferença para a capital. Então, dizer hoje que é difícil disputar com o prefeito Amastha, que ninguém consegue vencê-lo, como dizem algumas lideranças, é uma situação que eu acho até precipitada, até porque nos temos uma gestão com pouco mais de dois anos, uma gestão que eu acredito que ainda tem de maturar para depois ser avaliada com tais critérios. Em um ano e meio muita coisa pode acontecer. Já tivemos exemplos de outros prefeitos que governaram nossa cidade com características semelhantes a essa do Amastha, que tem cuidado da cidade no aspecto de seu visual, e que na época da eleição não conseguiram mostrar para a sociedade que esse era um projeto sólido. Então, a gente percebe que o prefeito vive um momento bom politicamente, mas que ele tem que amadurecer mais a sua gestão. Digo isso com certa tranquilidade até porque a gente verifica que muita coisa tem acontecido, mais no sentido de marketing pessoal e propaganda. Se a gente for olhar e procurar dentro da gestão atual alguma coisa no campo da infraestrutura, o prefeito teve a sorte de encontrar um pacote de obras muito grande deixado pela gestão anterior, que não conseguiu concluí-lo, e o prefeito Amastha apenas deu continuidade a essas obras. A gestão atual não conseguiu alavancar nenhuma grande obra de infraestrutura no município, de forma que tem muita coisa para acontecer em termos políticos até as convenções partidárias do ano que vem, que podem refletir diretamente no processo sucessório de 2016.
O prefeito Amastha pode ir bem administrativamente, mas no campo político ainda não tem o poder de aglutinação, de articular outras forças políticas em torno de seu projeto. Só agora, depois de sair derrotado nas eleições do ano passado, que ele tenta recuperar o terreno perdido.
É verdade. Prova disso foi o resultado da eleição de 2014, quando o prefeito apostou em alguns candidatos de sua preferência e não conseguiu nenhum que ele priorizou. Isso demostra a sua dificuldade de se articular politicamente e ter um grupo forte entorno de si. A gente sabe que ele tem trabalhado, mas ainda não é um trabalho sólido, que está amadurecido o suficiente para dizer que a eleição de 2016 já está decidida em Palmas.
Após as eleições estaduais, o prefeito Amastha fez uma reforma administrativa, abrindo espaço na sua gestão para outros partidos, como o PSB, partido que hoje é aliado do governador Marcelo Miranda. Como o sr. analisa esse cenário?
Ele (o prefeito) tem tentado se fortalecer politicamente para construir um apoio mais amplo para o seu projeto. Mas eu acredito que até as eleições de 2016 tem muito “pano para manga”. Existem outros grupos políticos se movimentando. O próprio Partido Verde tem um candidato que é natural, o ex-deputado Marcelo Lelis.
Mas Marcelo Lelis ainda está inelegível. Existe um processo em tramitação na Justiça
É bem verdade que existe ainda esse impedimento a ser julgado em Brasília, mas a gente tem um entendimento de que o que houve no Tocantins foi uma condição imposta por uma política local, por uma questão referente somente a 2014, que o impediu de ser o candidato a vice-governador na chapa de Marcelo Miranda. Mas eu acredito que essa situação será revertida em Brasília em tempo hábil, o que vai permitir a Lelis estar novamente nessa caminhada. O PV terá candidato à prefeitura de Palmas e será o nosso presidente Marcelo Lelis.
O sr. acredita que a coligação que elegeu Marcelo Miranda governador (PMDB, PV, PSD e PT) pode ser ampliada para a disputa das eleições de Palmas?
A coligação que conseguiu eleger um governador de Estado é forte e mostrou apelo popular, principalmente pela figura do próprio Marcelo Miranda. Apesar de poucos partidos coligados, foi uma coligação que conseguiu dar consistência e amparo ao então candidato durante a campanha. Agora, existe alguma particularidade nessa coligação, que envolve o PSD, que não está tendo uma participação ativa na gestão estadual, tem se colocado como um aliado, mas não tem participado efetivamente. Se se mantiver unido, esse bloco tem plenas condições de ser ampliado pela disputa do Paço Municipal de Palmas. O cenário estadual acaba sendo um pouco diferente do cenário municipal. O próprio PSB apoia o prefeito Amastha e apoia também o governador Marcelo Miranda. Mas é a performance do governo estadual obviamente que influencia sobremaneira nas eleições municipais.
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"O prefeito Carlos Amastha tem tentado se fortalecer politicamente, mas existem outros grupos se movimentando” | Foto: Divulgação[/caption]
O sr. não acredita que as animosidades politicas entre Kátia Abreu e Marcelo Miranda podem levar à formação de uma nova força política no Estado?
É lógico que dependendo de como as coisas caminharem em nível estadual os reflexos serão direto ao encontro dos municípios. Mas o importante é entender que o nosso partido, o PV, está buscando cumprir o seu papel dentro da gestão do Estado. Temos a nossa vice-governadora Cláudia Lelis, que tem se empenhado muito nos trabalhos do governo Marcelo Miranda; é uma mulher aguerrida, guerreira, que vai surpreender muita gente, acima de tudo porque tem muita garra e determinação.
Cláudia Lelis tem espaço para participar da gestão estadual ou é meramente figura decorativa?
Figura decorativa jamais. Não é característica, nem do perfil da vice-governadora agir dessa forma. Marcelo Miranda entende a importância do trabalho da vice-governadora e tem delegado funções importantes a ela. O gabinete dela está sempre movimentado de lideranças. Tudo é uma construção e a gente acredita que tudo é resultado do trabalho.
O fato de o governador ter recebido os vereadores da capital é um sinal de que ele vai participar do processo sucessório em Palmas, em 2016?
A reunião não tratou de questões políticas. Foi uma audiência muito proveitosa. Primeiro porque nós estamos ali dentro da Câmara Municipal tentando construir uma agenda positiva para a Casa, procurando encontrar os caminhos para que o Legislativo palmense possa levar os problemas da cidade não apenas para a tribuna, mas para as diversas outras instituições e Poderes. No caso específico dessa reunião com o governador, a gente teve a oportunidade de levar algumas pautas que a gente entende que são extremamente importantes para o município, por exemplo, a questão da regularização fundiária. Uma questão que precisa de ações tanto do município quanto do Estado, até porque existem áreas dentro do município que pertencem ao Estado e precisam da prefeitura para encaminhar. Em diversos bairros da capital, temos milhares de famílias vivendo sem o mínimo de estrutura, porque a questão fundiária não está regularizada. Reivindicamos também a iluminação da TO-050, no trecho que compreende a região de Taquaralto até a altura do Departamento de Estradas de Rodagem do Tocantins (Dertins), e solicitamos o empenho do Estado para que o BRT (Bus Rapid Transit) não passe pela Praça dos Girassóis. Além disso tem a duplicação da Avenida Theotônio Segurado, na região Sul, e a reavaliação do traçado do anel viário, também previsto para ser implantado na cidade. Em síntese, o governador foi bastante suscetível a nossas gestões.
O sr. tem criticado a forma como foi implantado o estacionamento rotativo na cidade. Por quê?
O estacionamento rotativo foi imposto à sociedade de forma unilateral, sem uma prévia discussão que deveria ter envolvido usuários e empresários da avenida. Na prática, a implantação da cobrança esvaziou os estacionamentos, que apresentam em média, apenas 30% do uso de sua capacidade. O comércio, que já contabiliza prejuízo, podendo provocar demissões. Se os estacionamentos antes estavam lotados, sem vagas, hoje estas estão sobrando, um sinal de que algo está muito errado. Pedi a suspensão da cobrança, não para que seja banida de vez, mas para que haja os ajustes necessários. É como um pneu furado, não dá para se consertar com o carro andando: tem que parar e fazer os reparos necessários.
Voltando à gestão do prefeito Amastha, o sr. criticou muito os gastos do Executivo com o carnaval da cidade, sem resultado.
Não recebi nenhuma resposta por parte da Prefeitura em relação ao meu requerimento solicitando a prestação de contas do valor gasto no carnaval. O que tivemos da parte da gestão municipal foi o silêncio. A prestação de contas do carnaval foi feita pelo setor de comunicação da Prefeitura, que divulgou os gastos, cerca de R$ 1,8 milhão com a organização, mas sem apresentar os detalhes de onde e como foram gastos os recursos.
Outro assunto polêmico na Câmara Municipal foi quando o prefeito, ainda em 2013, ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com pedido de liminar no Tribunal de Justiça, para ver afastada a obrigatoriedade de solicitar autorização dos vereadores para suas viagens num prazo inferior a 15 dias. À época, o sr. ficou indignado.
À época, critiquei duramente a atitude do prefeito, dizendo que o mesmo estaria quebrando o seu juramento em defender a Lei Orgânica do Município. Ele não pode virar as costas para o que ele jurou defender. Ao entrar na justiça com uma ADI, alegando que o artigo 58 da nossa Lei Orgânica é inconstitucional, ele está desprezando não só nossa Lei maior, como também despreza esta Casa de Leis, em que ele, com esse entendimento, deveria vir para discutir a sua propositura. Aqui sim é o local correto para se discutir uma possível alteração da Lei Orgânica. A intenção do prefeito em não querer pedir licença à Câmara para suas viagens, viria a ocasionar algo inadmissível para o município, que, não tendo um vice-prefeito, ficaria nas mãos de secretários, o que caracterizaria um município sem gestão, ficando ao bel prazer das ações e decisões de pessoas que não foram eleitas pelo voto para governar a capital do Tocantins.

