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Inflação de candidatos na OAB-Goiás tende a garantir reeleição de Enil Henrique

[caption id="attachment_31691" align="alignright" width="620"]Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Daqui a oito meses — um “pulinho”, como dizem os políticos (Tancredo Neves dizia: “Não há cedo em política; só tarde”) —, pode-se assistir uma inflação de candidatos a presidente da OAB-Goiás. Pelo menos três nomes são dados como definidos: Enil Henrique, o presidente da Ordem; Lúcio Flávio de Paiva e Djalma Rezende. Enil Henrique deve tentar costurar uma aliança ampla. Lúcio Flávio quer agregar as oposições.

Deputados dizem que Raquel Teixeira é pior secretária no trato com o Parlamento

A secretária da Educação, Raquel Teixeira, é hors concours. Praticamente todos os deputados reclamam que a educadora, embora não os destrate, evita atendê-los. Eles frisam que ela nunca retorna nenhuma ligação telefônica. “Trata os deputados como se fossem ‘nada’. O curioso é que ela também foi parlamentar”, diz um tucano. Ao contrário de Raquel Teixeira, o secretário-executivo, Marcos Tucano, “atende bem, com presteza”, afirma um deputado governista.

PPS de Goiás terá planejamento estratégico formulado por especialista

O deputado federal Marcos Abrão diz que vai contratar o especialista Fausto Pereira para fazer o planejamento estratégico do PPS de Goiás. “Não queremos que o PPS seja um partido pequeno. Queremos fortalecê-lo. O objetivo, a médio prazo, é lançar candidatos a prefeito consistentes nas grandes e médias cidades. Mas queremos crescer de maneira planejada”, afirma Marcos Abrão.

Isaura Lemos planeja ser vice de Iris Rezende ou de Adriana Accorsi

A deputada estadual Isaura Lemos é citada como possível candidata a vice na chapa de Iris Rezende, do PMDB, ou na chapa de Adriana Accorsi, do PT, na disputa pela Prefeitura de Goiânia.

Vai aparecer algum político goiano na lista das contas do HSBC na Suíça?

Até agora não apareceu nenhum político (ou empresário) goiano na lista dos brasileiros que mantêm ou mantiveram contas no HSBC da Suíça. Deve aparecer? Não se sabe. O que se sabe é que tem gente preocupada. Pelo menos dois políticos.

Ronaldo Caiado vai ao apartamento de José Nelto. Na pauta, eleição para prefeito de Goiânia

O líder do PMDB na Assembleia, José Nelto, recebe o senador Ronaldo Caiado (DEM) no seu apartamento, nas imediações do Parque Vaca Brava, no domingo, às 20h30, para um jantar. No cardápio, entre uma garfada e outra, a disputa pela Prefeitura de Goiânia. “O DEM de Ronaldo Caiado está fechado com conosco e vice-versa”, afirma José Nelto.

Tayrone di Martino diz que Jânio Darrot é forte candidato à reeleição em Trindade

O vereador Tayrone di Martino diz que o prefeito de Trindade, Jânio Darrot, é forte candidato à reeleição. “Se Flávia Morais, do PDT, e Ricardo Fortunato, do PMDB, forem candidatos, dividindo o eleitorado das oposições, fica ainda mais fácil para o postulante do PSDB.”

A diversidade sexual de Maurice nos palcos do Teatro Goiânia

[caption id="attachment_31735" align="alignnone" width="620"]Foto: Layza Vasconcelos Foto: Layza Vasconcelos[/caption] Edward Morgan Forster já escrevia, no início do século XX, sobre a diferença de classe e a hipocrisia da sociedade britânica. O autor publicou, em 1971, o clássico Maurice, obra que resultou no novo espetáculo da Cia. de Teatro Sala Três. A diversidade sexual, cultural e religiosa são alguns dos temas sobre os quais o grupo se debruçou a fim de indagar o atual momento brasileiro, dadas as questões ainda embaraçadas, confusas e até mal pontuadas. “A montagem do espetáculo, entende que o momento atual é propício para a reflexão e debate acerca dessas dicotomias sociais ainda altercadas entre âmbitos de ‘certo e errado’, ‘bem e mal’, ‘dominantes e dominados’, além de várias outras segregações existentes, a partir de uma experiência artística que promova o alcance, a reflexão e sensibilização”, anuncia o grupo. Com Andreane Lima, Esley Zambel e Victor Melo no elenco, o espetáculo tem direção de Altair de Sousa. Os ingressos custam R$ 10 e a classificação indicativa é 14 anos. A apresentação é no sábado, 4, no Teatro Goiânia.

A festa que aquece a cidade enquanto maio não chega

Ainda demora um pouquinho até que Caetano Veloso, o estadunidense J Mascis, Bonde do Rolê, Karol Conka e muitas outras bandas agitem Goiânia pelo festival Bana­nada. Mas não é que o pessoal se uniu com a Skol Music e já traz alguns nomes para esquentar os finais de semana até que maio enfim resolva aparecer no calendário? Nesta sexta, 3, começa o Bananada Party com Overfuzz e Com­­ponents e Meio Termo, que dão uma palhinha do festival na Roxy Club. A programação vai até o dia 8 de maio sempre com duas bandas, uma local e uma convidada. Os ingressos para a Bananada Party custam R$10 — antecipados. O evento tem realização da Construtora Música e Cultura.

Cinema no DF

[caption id="attachment_31941" align="alignnone" width="620"]Divulgação Divulgação[/caption] Começou na semana passada e vai até o domingo, 5 de abril, a Mostra Itinerante do Festival Internacional de Cinema Nueva Mirada, que acontece no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Serão 10 programas com filmes de longa e curta metragem voltados a crianças e adolescentes, divididos por classificação etária. Os filmes propõem um novo olhar sobre a vida e estão fora dos circuitos comerciais de TV e cinema, abarcando a realidade da infância e da juventude de diversos países.

Agenda

  • A Orquestra Sinfônica de Goiânia se apresenta nesta segunda-feira, 30, nos palcos do Teatro Goiânia Ouro. O concerto integra a 1° Temporada de 2015 do Coro Sinfônico de Goiânia. É às 20 horas e a entrada é franca.
  • A banda goiana Cascavelvet interpreta canções consagradas do rock mundial, nesta “Terça no Teatro”. Será no Teatro Sesi que as canções de Pink Floyd, Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Rolling Stones e Bob Dylan embalam a noite do último dia do mês. A entrada é franca e o show começa às 20 horas.

Lançamentos

Livro

livro Ganhador dos prêmios Jabuti e Jaburu por “Naqueles Morros, Depois da Chuva”, o goiano Edival Lourenço lança agora toda sua poesia, em uma única edição. Poesia Reunida Autor: Edival Lourenço Pre­ço: R$ 45,00 Ex Machina

Música

musica Em referência ao cereal “Froot Loops”, este álbum, além de brincar com diversos sabores em letras e batidas, é um dos mais comentados dos últimos 4 meses. Froot Intérprete: Marina and The Diamonds Pre­ço: R$ 34,90 Warner Music

Filme

filme Dirigido por Christopher Nolan, o longa “Interestelar” narra a missão de um grupo de astronautas em busca de novos lares para salvar a população do planeta Terra. Interestelar Direção: Christopher Nolan Preço: R$ 39,90 Warner Home Video

Herberto Helder, poeta de culto

Maria Estela Guedes Especial para o Jornal Opção De Lisboa, Portugal [caption id="attachment_31725" align="alignleft" width="250"]Retrato de Herberto Helder por João Dionísio Retrato de Herberto Helder por João Dionísio[/caption] Herberto Helder (1930-2015), falecido a 23 de março, vinha construindo a sua vida, ou a sua obra, desde há largos anos, com viva atenção às relações da Poesia com o mundo venal que nos asfixia. E porque era muito sensível ao que podia ser considerado comercial, criador de vínculos manipuladores, recusou prémios valiosos em prestígio e valor monetário e furtou-se à vida mundana que televisão, rádio e jornais propiciam. Mesmo na relação com instituições académicas se mantinha à distância, e selecionava as que certamente lhe pareciam mais idóneas, caso de um recente colóquio na Sorbonne, com cujos organizadores por exceção colaborou. Não quer isso dizer que fosse uma pessoa difícil; não, era afável, conversador e mesmo carinhoso com os amigos. Apenas se furtou a exibições, à falsa glória gerada pelos meios de comunicação de massa. Acrescentando a isto a sacralidade em que mergulham os poemas, unidos ao símbolo, ao sinal alquímico, ao andamento musical dos longos versos livres, às formas crípticas de dizer, tornou-se um poeta de culto. A sua importância é enorme junto dos mais novos que ele, que ora o imitam sem querer ora, querendo-o, tentam afastar-se o mais possível, para alcançarem voz própria. Porém o seu impacto não se cinge aos poetas, alcança também outros artistas, plásticos, músicos e outros, que o tomam como tema de exposições, vídeos, filmes. Internamente e no Brasil, é facto cada vez mais pacífico o de o autor de “A colher na boca”, “Última ciência”, “A máquina lírica” e tantas outras obras ser um dos mais altos poetas de sempre a manejar uma língua que nos últimos tempos queria só dele, já não o português, sim o herbertianês. Por isso a sua escrita mais recente pode causar algum sobressalto a quem abra pela primeira vez “A faca não corta o fogo”, “Servidões”, ou “A morte sem mestre”, obras duras, de voz áspera, contrastando com os livros de juventude e maturidade – “O amor em visita”, “Poemacto”, “As musas cegas”, “Cobra”, “O corpo o luxo o obra” – luxuriantes, luxuosos, de beleza estonteante. Beleza dos corpos, ele é um poeta do vivo, do erotismo, daquilo que é biológico. Herberto não é só autor de poesia. Ele publicou prosa também, dispersa alguma, outra concentrada em “Photomaton & vox” e num livro de referência para a narrativa portuguesa mais inovadora, “Os passos em volta”, de 1963. E há também a considerar as versões de textos alheios, alguns deles poesia étnica, nas colectâneas: “As Magias”, “Ouolof”, “Poemas ameríndios” e “Doze nós numa corda”, publicadas nos anos 80 e 90. Se bem que seja lento o movimento de assimilação da poesia, sobretudo em língua que não é a materna, a sua obra está a caminho de ser conhecida em muitos países. Conta com edições brasileiras de várias obras e saíram traduções em Itália, França, Espanha, Reino Unido e em outros países. Universidades portuguesas e estrangeiras vão incluindo o poeta nos cursos de literatura, promovem encontros sobre a sua obra e o seu estudo entre mestrandos e doutorandos. Os livros sobre ele vão-se somando, em Portugal e fora de fronteiras, desde o primeiro, de 1979, “Herberto Helder, poeta obscuro”, meu. A partir de 1973, data de edição dos dois volumes de “Poesia Toda”, Herberto Helder começou a reunir todos os livros de poesia em um só, com títulos diversos, pois se trata sempre de inéditos, dada a anexação do último, saído isoladamente. Um deles, “Ou o poema contínuo”, dá a entender que os seus poemas, além de serem um só, não têm princípio nem fim limitantes. Neste domínio, “Poemas completos”, de 2014, é a obra dele ainda disponível nas livrarias. Com tiragem reduzida em cada edição, sendo esta única, os seus livros esgotam-se depressa e os mais antigos, nos alfarrabistas, começam a custar pequenas fortunas, o que reforça a imagem de culto prestado a este sacerdote da palavra que só pedia, apesar de ateu: “Meu Deus, faz com que eu seja sempre um poeta obscuro!”. Maria Estela Guedes é escritora portuguesa, atualmente Investigadora no Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa

Herberto Helder, o poeta que tinha como obsessão arrancar palavras da alma

Adelto Gonçalves Especial para o Jornal Opção [caption id="attachment_31722" align="alignleft" width="250"]Herberto Helder foi o autor de uma obra consistente, mas que viveu uma vida em construção | Foto: publico.pt Herberto Helder foi o autor de uma obra consistente, mas que viveu uma vida em construção | Foto: publico.pt[/caption] Se Fernando Pessoa (1888-1935) foi a figura de proa da poesia portuguesa na primeira metade do século XX, na segunda es­se espaço foi ocupado por Herberto Helder (1930-2015), um poeta fascinado pelo poder encantatório da linguagem, decorrente do uso ritual da palavra, como observou Maria Estela Guedes num dos dois livros que escreveu sobre essa personagem mítica, “Herberto Helder, o poeta obscuro” (Lisboa, Moraes Editores, 1979). De fato, como observa a autora no segundo livro que dedicou à produção do poeta, “A obra ao rubro de Herberto Helder” (São Paulo, Escrituras, 2010), em todos os seus poemas está presente um tipo de magia fundada no trabalho poético sobre as palavras. E que, especialmente, procura imagens na Natureza. Esse trabalho pode ser sintetizado nestas palavras de Helder, que estão no o prefácio de seu livro “As magias”: “(...) Mas as palavras não são apenas palavras. Tem longas raízes tenazes mergulhadas na carne, mergulhadas no sangue, e é doloroso arrancá-las”. Arrancar palavras da alma parece ter sido a obsessão desse poeta que, a exemplo de José Saramago (1922-2010), único Prêmio Nobel da Literatura Portuguesa, não colocou na parede diploma de nenhuma universidade. Se Saramago, que também foi bom poeta, além de excepcional romancista, não frequentou os bancos de nenhuma faculdade, Helder chegou a matricular-se na Universidade de Coimbra, mas não concluiu ne­nhum dos cursos que fez. Formou-se, isso sim, na universidade da vida. Sem contar que sempre foi um ávido leitor, não só de poetas e romancistas europeus, como de poetas latino-americanos como o mexicano Octavio Paz (1914-1998), o argentino Jorge Luís Borges (1899-1986) e o chileno Vicente Huidobro (1893-1948). Como se lê na biografia “Her­ber­to Helder, a obra e o homem” (Lis­boa, Arcádia, 1982), que escreveu a professora Maria de Fátima Marinho, vice-reitora da Universidade do Porto, o poeta, nascido no Funchal, sempre esteve na contramão da sociedade bem comportada. Por isso, sua figura, a partir da notoriedade de seus versos, passou a ganhar uma aura mítica, que só aumentou nos últimos anos, depois que se refugiou num pretenso anonimato, recusando-se a receber prêmios literários, como o Fernando Pessoa, na década de 90, e a conceder entrevistas e até a deixar-se fotografar. Em linhas gerais, viveu uma vida em construção, sem muito apego a valores burgueses: foi propagandista de produtos farmacêuticos, redator de publicidade e outros ofícios. Sabe-se também que viveu precariamente como imigrante em países como França, Holanda e Bélgica, onde igualmente desempenhou trabalhos que os naturais do lugar se recusam a fazer. Em Antuérpia, teria sido guia de marinheiros e turistas nos meandros da zona do meretrício. E até cantor de tangos. Só em 1960, depois de voltar a Lisboa, conseguiu um emprego mais estável como encarregado das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian que viajavam pelas vilas e freguesias do país. Foi ainda repórter e redator por dois anos de uma revista em Angola, às vésperas da derrubada do regime colonial. Morto o poeta, naturalmente, agora abundam os elogios das fontes oficiais, mas a verdade é que Herberto Helder, ainda que tenha publicado uma vasta obra, foi um poeta marginal e desconhecido em Portugal por muito tempo – e mais ainda pelo público e até mesmo pelos acadêmicos brasileiros. Só nos últimos tempos passou a ser mais reverenciado e seus livros procurados – um ou outro chegou a alcançar tiragem de cinco mil exemplares, o que é surpreendente em se tratando de poesia. Se sua poesia transcendeu a de Fernando Pessoa, ainda não se pode dizer. Se não chegou a tanto, passou perto. Adelto Gonçalves é doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela USP

A luz dos palcos é um mercado que ninguém vê

Diante o 1° Seminário de Iluminação Cênica de Goiás, nada mais pertinente que a questão: qual o valor do iluminador?