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O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Anselmo Pereira, do PSDB, diz que tem sido cobrado de maneira excessiva pelos políticos e pela imprensa. “Assumi o comando do Legislativo há dois meses, e não há dois anos.” “Eu não sou mágico”, frisa Anselmo Pereira. Faz sentido, como dizem os colunistas sociais. Mas também não precisa ser lento, quase parando.
De uma maneira geral, o público adora a troca de insultos pesados entre os grandes da política. Poucos percebem o quanto todos perdem com isso
De um tucano de bico erado: “O ex-senador Demóstenes Torres está no Inferno mas conseguiu transferir o senador Ronaldo Caiado do Paraíso para o Purgatório”. O tucano acrescenta: “A meta de Demóstenes Torres é atrair Ronaldo Caiado para o Inferno”. Leia mais: Ronaldo Caiado caiu na arapuca armada pelo “caçador” Demóstenes Torres Se Caiado for cassado, assume Luiz Carlos do Carmo, do PMDB PT nacional agradece a “São Demóstenes” pelo ataque brutal a Caiado Até Paulo Garcia estaria pensando em rezar um terço para São Demóstenes
Manuel Ferreira Muito bacana a análise “Vai piorar mais”, de Cezar Santos (Jornal Opção 2072). Com efeito, a presidente Dilma Rousseff já desperdiçou muito (e muito) tempo para remediar a crise. Preocupada — e a serviço do marqueteiro — em transmitir mentiras, deixou o tempo passar. Agora não consegue mais esconder a própria mentira nem consegue apoio para resolver a situação caótica do país. Também me frustrei bastante com a presidente. Imaginava que ela, ao primeiro mandato, diminuiria o perfil populista de seu antecessor [Lula] e aplicaria um perfil mais técnico e pragmático. No entanto, ela se revelou muito contaminada com alinhamentos ideológicos e sem perfil gerencial. Está aí: estamos pagando por sua ideologia. E-mail: [email protected]
“Preocupação midiática de divulgar a parte podre”
Antonio Alves Reforma fiscal, aumento da alíquota do Imposto de Renda, corte de verbas, incoerência entre governo e promessas de campanha, burocracia para concessão do crédito educativo, manifestações de rua e a tentativa de colar o rótulo de mais de 500 anos de corrupção na imagem do PT. Tudo isso leva à falta de popularidade do governo. Há uma preocupação midiática de divulgar para o mundo a parte podre da Nação. Enquanto isso estiver em destaque, a tendência é a fuga do capital que gera emprego e movimenta a economia do País. E-mail: [email protected]“Simve era um absurdo inconstitucional”
Roberson Guimarães Ainda nos resta alguma esperança. É absurda a vigência de um “programa” claramente inconstitucional como esse. O governador Marconi Perillo e seu secretário de Segurança Pública [Joaquim Mesquita] pisaram na Constituição Federal para tocar esse serviço absurdo. Roberson Guimarães é médico titular do Serviço de Mastologia na Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG).“Assim com Aécio como com Lula”
Antonio Alves Antes de ser eleito, Lula também esteve com a eleição ganha por três vezes, faltando um ano para o dia das eleições. Assim será com Aécio, quando chegar o dia da eleição: em 2018, vai aparecer um para ganhar dele. Quem sabe lá pela quarta vez ele ganha?! E-mail: [email protected]“Que virem moda as denúncias contra as velhas raposas”
Fábio Borges A respeito da nota “Demóstenes rebate Caiado: ‘minha agonia está no fim, a dele apenas começando’” (Jornal Opção Online), que a verdade venha a tona, pois é dela, somente dela, que o País inteiro carece. Que vire moda as denúncias contra as velhas raposas e também contra seus filhotes; que se quebrem os ciclos corruptos que estragam a sociedade e jogam a Nação em um abismo cada vez mais profundo.“Divaldo Franco e a doutrina espírita”
Pedro Basseto O programa “Fantástico”, da TV Globo, apresentou recentemente uma reportagem com o admirável divulgador, palestrante e médium Divaldo Franco, o qual é o fundador deste grande movimento espírita, denominado Mansão do Caminho — uma alusão às “Casas do Caminho” nome dado às igrejas do cristianismo primitivo, pelos discípulos de Jesus. Vendo a reportagem, podemos ver e constatar que, enquanto a maioria das religiões se preocupa em construir templos suntuosos, a doutrina espírita se preocupa em fazer o bem indistintamente, construindo escolas, creches, asilos, hospitais, orfanatos etc., oferecendo tudo gratuitamente aos necessitados, atendendo assim aos ensinamentos de Jesus — quando diz “Tudo o que fizeres a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim estará fazendo” — e como Allan Kardec também nos ensinou que “fora da caridade não há salvação”. E-mail: [email protected]De um ex-democrata: “Demóstenes atraiu Caiado para uma arapuca, da qual o senador não tinha como escapar. Se não respondesse, pegaria mal; respondendo, deu corda à denúncia”.
Se Ronaldo Caiado for cassado pelo Senado, assume o suplente Luiz Carlos do Carmo... do PMDB. Luiz Carlos do Carmo, da Assembleia de Deus, é irmão do pastor Oídes do Carmo e do prefeito de Bela Vista, Eurípedes José do Carmo. A cassação, ressalte-se, é uma questão muito remota e nem está sendo cogitada.
O PT nacional começa a chamar um político de Goiás de “São Demóstenes Torres”. O PT vibrou com o artigo de Demóstenes Torres e distribuiu cópias em Brasília. Um íntimo do presidente do PT, Rui Falcão, teria comentado: “E não é que esse Demóstenes é quase petista”. Com sua língua ferina e suas críticas ácidas e bem formuladas, Ronaldo Caiado está incomodando, demasiado, o PT da presidente Dilma Rousseff. “Ronaldo Caiado é o homem-Senado, quer dizer, vale por um Senado”, afirma um tucano.
Num exercício de autocontrole, a presidente domina o impulso de recriminar Joaquim Levy e preserva o ajuste fiscal
Ao ler o artigo demolidor de Demóstenes Torres, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), teria rido de orelha a orelha. Aos aliados, teria dito que, sem que tenha feito esforço algum, Iris Rezende voltará a se interessar por uma composição com o PT... na capital. Consta que o católico Paulo Garcia estaria até pensando em rezar um terço para São Demóstenes.
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Ministro Joaquim Levy: “Mal interpretado”, segundo a presidente | Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil[/caption]
A última pesquisa do Ibope aponta a continuidade da queda do prestígio da presidente Dilma e amplia sua condição de refém do ajuste fiscal para o bem e para o mal. Assim, ela paga pelos desgastes com os sacrifícios impostos pelas mudanças nas contas públicas. Ao mesmo tempo, o resgate da presidente depende do sucesso do ajuste.
Como condutor da mudança, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sequestra Dilma, queira ou não o PT com os movimentos sociais que controla. O que ocorreria se Dilma repreendesse o ministro porque ele criticou o confuso processo de decisão presidencial ao realizar a palestra perante ex-alunos da Universidade de Chicago?
Se a zanga ocorresse, os problemas da presidente se agravariam na gestão da crise. Haveria perda de autoridade em mais de uma esfera de poder. Ela própria e o ministro se enfraqueceriam politicamente diante do Congresso e do mercado, sem falar no Executivo. Dilma seria ainda mais vulnerável diante dos congressistas.
Como seria aquela conversa do ministro, dois dias depois da divulgação da palestra, com o Senado, aonde foi negociar o adiamento, bem sucedido, da votação do projeto que manda regular, em 30 dias, a aplicação do novo indexador das dívidas estaduais e municipais com a União – que ficaria com o prejuízo?
Qual seria o moral de Levy diante dos senadores? O fato é que o ministro convenceu os senadores a deixar para o próximo ano a sangria federal. Agora o Senado deve aprovar uma emenda ao projeto, de modo que os devedores continuem a pagar pelo indexador atual até 2016. Então, a União devolveria o dinheiro pago a mais.
Começa que, para valer, a recriminação teria de tornar-se pública. O modelo clássico adotado na atual gestão do Planalto é aquele vazamento em que alguém do palácio passa à imprensa a notícia de que a chefe se irritou com alguém. No caso de Chicago, coube ao chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, passar à frente o recado de sempre.
Porém, em seguida Dilma se redimiu, recuou – coisa que não aprecia nem um pouco. A própria amorteceu o choque a viva voz, na entrevista a repórteres na paraense Capanema. Antes, ela mordeu, depois soprou. Mostrou-se compreensiva com a fala do ministro, a portas fechadas no auditório com antigos estudantes de Chicago, sendo ele também ex-aluno.
No final de fevereiro, Dilma recorreu à repreensão clássica em outro choque com Joaquim Levy. Ocorreu quando o ministro questionou a eficácia das desonerações de empresas com que a economista Dilma Rousseff conduziu a política econômica de seu governo. No caso, ela se encarregou da recriminação:
— O ministro foi infeliz.
Na época Levy conversava com outras pessoas e referiu-se a Dilma indiretamente. “Você aplicou um negócio que era muito grosseiro”, comentou sobre a desoneração da folha de pagamento. “Essa brincadeira nos custa R$ 25 bilhões por ano. Vários estudos nos mostram que isso não tem protegido o emprego”, avançou, impiedoso.
“Tem que saber ajustar quando não está dando resultado”, duvidou do discernimento da presidente e arrematou que ainda não foi possível eliminar a desoneração, mas apenas reduzir a carga. “Não deu os resultados que se imaginava e mostrou-se extremamente caro. A gente não está eliminando. Está reduzindo.”
Ex-secretário nacional de Desenvolvimento Regional no governo Dilma, professor da PUC-GO diz que governo e oposição precisam estabelecer consenso para superar o momento de crise
A última pesquisa de opinião do Ibope, paga pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), voltou da coleta nas ruas no dia 25, uma quarta-feira. O resultado foi divulgado exatamente uma semana depois. Porém, a presidente Dilma conheceu os números bem antes, no último fim de semana. No domingo passado, quando vazou na imprensa a conversa do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com ex-alunos da Universidade de Chicago, em São Paulo, a chefe já sabia que, em cada 100 brasileiros, apenas uma dúzia estava satisfeita com o seu governo, como atestou o levantamento. Determinou, então, a repreensão a Levy, a cargo do chefe da Casa Civil, companheiro Aloizio Mercadante,. Depois, a presidente pensou melhor e conscientizou-se de que era um caso para sua intervenção pessoal, sem machucar Levy e o ajuste fiscal. Preparou-se para enfrentar os repórteres no Pará, no dia seguinte. O comportamento de Mercadante, por sinal, comprova a fragilidade da posição do governo Dilma perante o país. A cada pesquisa negativa que se sucede, o chefe da Casa Civil responde a repórteres que a solução é “trabalhar, trabalhar, trabalhar.” Ele não consegue dizer algo mais do que isso. Poderia treinar outra coisa. É assim a assessoria mais íntima da presidente, que ela renovou em parte para o segundo mandato no palácio. Trouxe dois gaúchos, sendo ela agauchada. Ambos rudes no pensar. O secretário-geral, Miguel Rossetto, não conseguiu enxergar nos protestos de rua de 15 de março algo mais do que a presença de eleitores do presidenciável Aécio Neves. O secretário de Relações Institucionais, Pepe Vargas, não tuge nem muge. Agora chegou o novo secretário de Comunicação Social, Edinho Silva, paulista ligado a Lula e capaz de ser servir a uma troca de recados entre a presidente e o ex, se Dilma continuar interessada em não manter uma convivência mais próxima com o antecessor. Edinho chega como favorito, mas isso pode ser momentâneo. Antes mesmo de assumir na terça-feira, o novo comunicador foi chamado a juntar-se a uma reunião do conselho político da presidente. Na quinta-feira, véspera dos feriados, foi o único a constar da agenda de Dilma, que não foi ao expediente no Planalto. Ficou no Alvorada, onde a agenda pode ser apenas uma forma de simular trabalho. É a equipe que, no próximo domingo, deve estar ao lado da presidente, na residência oficial, para acompanhar e comentar as novas manifestações de rua pelo país, agora embaladas pela progressão da rejeição à rejeição de Dilma. Mais uma oportunidade para Rossetto enxergar nas ruas alguém mais do que eleitores tucanos.
Em cada 100 brasileiros, 74 rejeitam o governo da presidente Dilma, conforme a pesquisa do Ibope. É uma informação que torna o governo vulnerável, sujeito à perda de estabilidade diante do apelo popular ao impeachment da presidente que alimenta os protestos de rua sobre o mapa brasileiro, como os do próximo domingo. “Não é panelaço que vai fazer a presidente Dilma se intimidar”, desafiou o secretário de Comunicação Social, Edinho Silva, às repórteres Marina Dias e Natuza Nery, em entrevista publicada na quinta-feira. A pergunta era restrita. Apenas queria saber se as manifestações intimidam, sem abordar outros reflexos sobre o governo. A resposta do companheiro Edinho aceitou o foco. “Quem já passou por tudo o que ela já passou... não é uma crise conjuntural que vai intimidá-la”, defendeu a coragem de Dilma. “Ela já colocou sua integridade física a serviço desse projeto”, referiu-se à luta na clandestinidade, hoje convertida na defesa do projeto de poder eterno ao PT. A posição do secretário sugere que a comunicação será aplicada ao confronto por parte de quem não se intimida com nada. Mas, ao mesmo tempo, ele afirmou que o “enfrentamento só interessa à oposição”, a propósito do desgaste do PT com a corrupção no governo. Aí, o comunicador se referiu a trabalho da Secretaria de Comunicação como uma necessidade de o palácio se contrapor exibindo a propaganda do governo com mais energia do que as aversões que chegam da oposição em geral, o que inclui as ruas: — Os fatos precisam falar mais alto e serem mais sólidos do que as narrativas. Acredito que, no médio prazo, serão (sic). Qual fato existe contra o governo Dilma? Tempo há para essa reversão no médio prazo, se não ocorrer acidente de percurso ao longo dos quatro anos de mandato à frente da presidente. Com a agitação popular de junho de 2013, a popularidade de Dilma despencou, mas ela conseguiu se reeleger dois anos depois. Hoje, há uma diferença considerável entre 2013 e 2015 quanto à qualidade do movimento popular. Algo assim como a disparidade entre o vulto do mensalão e a dimensão do petrolão. Diferença que se alarga com a anexação de outros casos de corrupção que surgem diariamente.
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Agenor Rezende, prefeito de Minieiros, do PMDB | Foto: Divulgação[/caption]
O prefeito de Mineiros, Agenor Rezende (PMDB), continua insistindo que vai disputar a reeleição. Peemedebistas mais experimentados e especialistas em derrotas eleitorais, como Iris Rezende, deveriam recomentar a retirada de sua (possível) candidatura.
Agenor Rezende faz uma administração caótica e sem o mínimo de sintonia com o processo de desenvolvimento econômico de Mineiros. O descompasso é total. A economia do município, apesar da crise nacional, é pujante, mas a política, capitaneada pelo prefeito peemedebista, não consegue acompanhá-la. Agenor que vive uma realidade paralela.
Em cada 100 brasileiros, 76 consideram que o segundo mandato da presidente Dilma está pior do que o primeiro, conforme a pesquisa do Ibope. O governo é ruim ou péssimo para 64%. Entre esses, 55% também consideram que serão ruins ou péssimos os anos que restam a Dilma. Entre os mais pobres, com renda mensal na família até um salário mínimo, 60% pensam que o governo é ruim ou péssimo. No meio dos menos escolarizados, 56% julgam o governo ruim ou péssimo – no Nordeste, eles também são maioria, com 55%. Todos eles são segmentos que votaram maciçamente em Lula e depois duas vezes em Dilma, em 2010 e 2014. O governo Dilma era ótimo ou bom para 56% no início do mandato. O grupo perdeu apenas um ponto em junho de 2013 e foi a 55. Em dezembro, depois da reeleição, eram 40%. Em março despencaram para 12. A gestão era ruim ou péssima para 5% no início do mandato. Depois, naquele mesmo período, foi a 50, 31, 27 e 64% em março. O grupo que considera o governo regular tinha 27% no início e depois foi a 37, 32 e chegou a 23%. Confiança no governo. Os que confiam eram 74% no início, caíram a 45 em junho de 2013, foram a 51 em dezembro e estavam com 24% em março. Ao que não confiam eram 16% no início, subiram a 50 em junho de 2013, desceram a 44 em dezembro e caíram para 24% em março.

