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Geraldo Messias vai disputar a Prefeitura de Águas Lindas pelo PP do vice-governador José Eliton. “Estou bem nas pesquisas de intenção de voto e deverei ser eleito. Em Águas Lindas, dadas às demandas crescentes, é muito difícil um prefeito ser reeleito.” Ele diz que está trabalhando para ampliar sua aliança política e garante que estão no páreo o prefeito Hildo do Candango, Túlio do PT (deve ir para o PRTB), Geraldo Messias e Doutor Metódio. O PMDB também deve bancar um candidato.
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Vereador Júnior Geo não gostou do "convite" para marcha da maconha feito pelo ex-secretário José Mamédio | Foto: Divulgação[/caption]
Dentro das discussões relacionadas ao convite para participar da marcha para a maconha, gravado em vídeo pelo ex-secretário da prefeitura de Palmas José Mamédio Oliveira (Igualdade Social), o vereador professor Júnior Geo (Pros) pediu que o ex-gestor seja convocado para prestar esclarecimentos à Câmara Municipal sobre sua atuação enquanto permaneceu naquele cargo.
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Ex-secretário da prefeitura de Palmas José Mamédio Oliveira (Igualdade Social)[/caption]
O assunto foi levantado pelo presidente da Casa, vereador Rogério Freitas (PMDB), que informou sobre a propagação do vídeo no WhatsApp e recebeu o apoio unânime dos outros parlamentares, incluindo Júnior Geo, que foi além e questionou o fato do servidor ainda ocupar um cargo importante na administração municipal da capital. “Precisamos saber o trabalho que esse servidor está fazendo porque ele parece ocioso, gravando vídeo dentro do prédio da Prefeitura”, questionou Geo.
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Enil Henrique: lutando por pleito antigo da classe advocatícia | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Desde 2003 a unidade honorária a dativos (UHD) não tem reajuste. Os esforços do presidente da OAB-GO, Enil Henrique de Souza Filho — que apresentou proposta aos presidentes de subseções em reunião ordinária do conselho para a paralisação do atendimento por parte dos advogados dativos — não agradaram ao secretário de Governo do Estado de Goiás, Henrique Tibúrcio, e ao vice-governador José Eliton (PP). Porém, considerando que nenhuma outra categoria ficou tanto tempo sem reajuste, uma atitude enérgica do órgão de classe era esperada.
A categoria acredita na sensibilidade, sabedoria e engajamento do governador Marconi Perillo (PSDB) para a solução do caso, pois além da falta de reajuste na tabela da UHD há mais de 12 anos, muitos advogados ainda enfrentam anos de burocracia para, enfim, receberem os honorários pelo serviço público prestado. Nesse momento é necessário que um verdadeiro estadista, como se qualifica o atual governador, faça uso do seu poder de decisão para solucionar o impasse da melhor forma possível.
Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), por exercerem atividade de risco eventual, oficiais de Justiça não têm o direito de receber aposentadoria especial. Em sessão da quinta-feira, 11, por maioria de votos, os ministros indeferiram mandados de injunção apresentados por dois sindicatos de servidores do Judiciário. Os sindicados se apoiavam na Lei Complementar 51/1985, que regulamenta a aposentadoria especial para policiais. A Advocacia-Geral da União (AGU) sustentou que a atividade de risco para a aposentadoria especial deve ser exercida de forma constante, o que não seria o caso dos oficiais de Justiça. Segundo o ministro Luiz Fux, a definição da atividade de risco é dever do Legislativo, pois não há como o Judiciário estabelecer os requisitos que enquadrem determinada atividade profissional e permitam a análise de pedidos de aposentadoria.
- Ordem descumprida – Só com medida correcional o diretor do Foro da Capital, juiz Wilson Dias, conseguirá mudar o costume das varas cíveis e de família para receberem petições interlocutórias nas respectivas escrivanias, evitando o transtorno de idas e vindas de jurisdicionados e advogados para a chancela de suas petições.
- Condenação por dirigir embriagado 1 — O Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu a condenação de um motorista flagrado com dosagem de álcool acima do permitido pela legislação de trânsito. Em razão da alteração feita em 2012 (Lei 12.760) na redação da lei, que deixou de especificar a quantidade de álcool na definição do crime, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) considerou que houve descriminalização da conduta e absolveu o réu.
- Condenação por dirigir embriagado 2 – Segundo o relator, ministro Sebastião Reis Júnior, a nova redação da lei, ao se referir à condução de veículo com capacidade alterada, “manteve a criminalização da conduta daquele que pratica o fato com concentração igual ou superior a seis decigramas de álcool por litro de sangue, nos termos do parágrafo 1º, inciso I, do mencionado artigo”.
Levantamento feito pelo Jornal Opção mostra que menores de 18 anos mais morrem do que matam no Brasil, o que não é levado em conta pelos projetos que pretendem reduzir a idade penal para 16 anos
Delegada elogia empenho do prefeito, que resgata mais um compromisso de campanha da atual administração do município
Donizete Santos Excelente análise do Editorial "PT plantou o discurso do ódio durante anos e agora é quase impossível colher paz" (Jornal Opção 2083). Há muito tempo venho alertando para os riscos deste plantio de "explosivos" sociais que os membros desse partido vêm fazendo sistematicamente. Nunca antes neste País um partido político tentou tanto se confundir com o Estado como o PT faz agora. Está certo o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) em atentar para isso. A índole pacífica do brasileiro cansou do surrado discurso sectário, pregado por décadas pelo PT; enfim, a intolerância ao petismo é a reação "alérgica" ao que o próprio PT enfiou goela abaixo nos brasileiros. Ao ocupar o poder, o partido fez pior que os que sucedeu, pois, na esteira do mar de corrupção e dilapidação do patrimônio público, trouxe de volta a inflação e destruindo a estabilidade econômica duramente conquistada. Quem pariu Mateus que o embale!
“O Brasil é maior que sua causa, sr. deputado”
Nelson Soares dos Santos Leio a nota “Deputado goiano anuncia processo contra transexual crucificada na Parada Gay” (Jornal Opção Online). Parece que todo mundo só quer mesmo colocar lenha na fogueira. Lenha e, pelo jeito, gasolina. A continuar nesse caminho, em breve teremos uma guerra civil. É triste que nossos líderes não percebam para onde estão levando nosso País. Então a guerra da intolerância continua. O que o Brasil não pode concordar, deputado João Campos (PSDB), é com a falta de respeito com sua Constituição. Um deputado que não respeita a condição de Estado laico de nosso País, um deputado que não respeita as minorias, um deputado que incita o ódio e a revolta. O Brasil já não pode concordar nem com a atitude dos homossexuais nem com a atitude de homens como senhor. O Brasil é maior do que a causa gay, o Brasil é maior do que sua causa, deputado João Campos. Nelson Soares dos Santos é professor universitário. E-mail: [email protected]“Seu trabalho dignifica o Estado”
Sandro Jadir Parabéns, deputado João Campos. Seu trabalho dignifica o Estado de Goiás e o Brasil que não aceita esse tipo de baixaria, de violência, de preconceito, barbárie, com desrespeito total a uma Nação por uma minoria de ativistas que se beneficiam do nosso dinheiro para práticas delituosas como estas. Tentam se fazer de vítimas, deturpando sempre a verdade e os fatos.“Qualquer sociedade se destruirá pela autofagia”
Serrano Neves Sobre a matéria “O crime do shopping: unindo o pior do homem primitivo e da era tecnológica” (Jornal Opção 2083), o grande problema é que o “desvio sistêmico” virou matéria prima para conquistar audiência. Se numa boiada nelore branca nasce uma rês malhada, a “desviada” precisa ser neutralizada: vai para outro pasto, é vendida, ou vira bife de vitela. Essa inclinação para a “pureza” ou “normalidade” é um impulso natural de sobrevivência: eliminar os mais fracos, os inadaptados e os de qualquer modo “desviados” é uma defesa do sistema. O ser humano tem — igualmente aos irracionais — tal inclinação para a eliminação, mas “briga” consigo mesmo quando isso conflita com a piedade, a misericórdia e os direitos humanos, e tenta fazer os sentimentos humanos prevalecerem quando o “sujeito desviado” está lá, de preferência bem longe, de modo que o desvio não atinja o brigão. Quando o “sujeito desviado” representa o perigo imediato, próximo, presente no cotidiano dos observadores, na melhor das hipóteses “é preciso acabar com isso cobrando dos ‘culpados’ uma providência”. E é isso que alimenta a “datenação” na TV brasileira. No fundo — e não precisa ser tão fundo assim — não queremos melhorar nada, nadinha, porque qualquer melhora coletiva nos obriga à melhora individual. E parar de ver BBB para ler Teilhard de Chardin [padre, filósofo, paleontólogo e escritor francês] nem pensar, pois talvez nem saibamos pronunciar o nome do cidadão. No fundo — e pode ser bem raso —, não queremos ter o cuidado de verificar se tem pedra no saco de feijão que compramos no supermercado, pois é só pôr para cozinhar, comer, quebrar um dente, procurar um advogado e mover uma ação indenizatória, depois de ter passado pelo “Reclame Aqui” e enchido o Facebook de impropérios contra a marca e o mercado. E por que digo que é assim? Digo por conta de ver, dos 12 aos 73 anos de idade, a cada dia as pessoas fazendo menos pelo coletivo e mais por si mesmas; a cada dia cobrando mais que o governo faça por elas o que elas deveriam fazer, mas não têm tempo. Qualquer sociedade racional ou irracional se destruirá pela autofagia, que nada mais é do que matar a fome individual com o sacrifício do entorno coletivo. Para melhorar tal cenário, as ciências, no geral, não produziram nada que funcionasse a contento. Nem as ciências, nem as religiões, nem a ausência delas. Nada mudará, porque não estamos fazendo nada para que melhore. Serrano Neves é procurador de Justiça aposentado.“Pedido de colégio é patrimonialismo”
Roberson Guimarães Inacreditável [um colégio pedir à Universidade Federal de Goiás (UFG) benefícios para estudantes goianos]. Só pode ser brincadeira. Interessa-me ainda saber quem seria essa horda de invasores estrangeiros capaz de assaltar as vagas do pobres, indefesos e ignorantes estudantes goianos. Mais uma lição do patrimonialismo brasileiro: para mim pode; para os outros, não. Dá nojo. Roberson Guimarães é médico.“Há um preço a pagar por estar na mídia”
Greice Guerra Eu, particularmente, adoro Roberto Carlos. Adoro suas canções, suas melodias, seu estilo, enfim, para mim ele é o rei da música brasileira, sim. Mas, como no mundo capitalista tudo gira em cima dos negócios e das oportunidades, sempre terá alguém buscando uma forma de atingir seus objetivos particulares. Seja com biografia autorizada ou não, toda pessoa pública e de fama, assim como o “Rei” Roberto Carlos, tem de estar preparada para lidar com este tipo de situação. É o preço da “fama” e do “glamour”, é o preço por estar na mídia. Greice Guerra é economista.
Concentração de recursos na União penaliza Estados e municípios; Assembleia Legislativa promove seminário para debater o tema nesta 2ª-feira
A entidade havia questionado a extinção do Fundo Municipal para o setor e deslocamento da competência da Amma
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Marcelo Lelis quer fortalecer seu partido e visa fazê-lo já a partir do ano que vem | Foto: Secom/TO[/caption]
A meta do Partido Verde (PV) para as eleições do próximo ano em Palmas, segundo o presidente regional, Marcelo Lelis, é fortalecer ainda mais a legenda no Estado. “O PV terá candidatos em todos os municípios, e nossa meta é multiplicar o número de representantes em 2016, para isso, estamos trabalhando duro para fortalecer nossas bases”, afirmou.
Lelis sustenta que o PV está percorrendo todas as cidades do interior do Estado, com o Movimento Cidadania, mas observa que em Palmas o objetivo é lançar uma chapa pura para vereador. Ele pode voltar a disputar a prefeitura da capital pela terceira vez, caso resolva uma pendenga com a Justiça Eleitoral.
Crime organizado coloca o território goiano como corredor do comércio de armamentos e munições ilegais
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Nos cinco primeiros de 2015, a polícia retirou de circulação mais de 1.500 armas de fogo ilegais em todo o Estado[/caption]
Frederico Vitor
Em Goiás, as forças policiais, em especial a Polícia Militar (PM), responsável pelo policiamento ostensivo e presencial, tem apreendido grande volume de armamentos e munições irregulares nos quatro primeiros meses de 2015. Neste período, de acordo com as estatísticas da Secretaria Estadual de Segurança Pública, foram retirados de circulação 1.522 armas em todo o Estado. O número é menor se comparado em igual período de 2014 (1.603), mas é superior às apreensões efetivadas nos mesmos meses de 2013, quando 1.446 armas foram retiradas de circulação nos 246 municípios goianos.
Estes índices alarmante que, de certo modo, demonstram que a polícia tem trabalhado e intensificado as abordagens de suspeitos e efetivado várias prisões e apreensões, levanta questionamentos preocupantes. Como este armamento e munições estão sendo introduzidos no Estado e servido para as mais variadas práticas criminosas? De onde vêm e para onde vão estas armas e projéteis, e como funciona este comércio ilegal?
Depois que o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826) passou a vigorar em todo País, a partir de dezembro de 2003, tornando muito mais rigorosa e restrita a aquisição e porte de armas de fogo por cidadãos comuns, se esperava uma drástica redução das taxas de crimes, principalmente os homicídios. Porém a realidade se demonstrou reversa. Nove anos após a vigência da lei, o Brasil atingiu a marca de 56.337 homicídios no ano de 2012, a maior de sua história (10% de todos os crimes do tipo no mundo).
Deste total, 40.077 pessoas foram mortas por armas de fogo, ou seja, 71%. Embora o Estatuto do Desarmamento tenha passado a penalizar com rigor o porte ilegal de armas, o fato de os índices de homicídios no Brasil continuarem entre os maiores do mundo demonstra que o poder público tem falhado em fiscalizar e controlar o comércio ilegal de armas e munições. Afinal, não é mesmo fácil fiscalizar o tráfico de armas e de drogas nos limites territoriais de um país de proporções continentais, com 23.102 quilômetros de fronteiras, sendo 18 mil terrestres e pouco mais de 8 mil de costa marítima. O Brasil faz fronteira com dez países, e pelo menos cinco deles são pontos de partida do fornecimento de armamentos de todos os tipos e calibres.
Desguarnecidas, as regiões fronteiriças do País se tornaram verdadeiras terras sem lei, onde armamentos e projéteis adentram o território nacional escondidos em fundos falsos de caminhões e ônibus, em bagagens, no interior de eletroeletrônicos e também colados ao corpo de pessoas pagas para transportarem ilegalmente este tipo de material — a chamadas mulas. A principal preocupação dos policiais é com o tráfico de armas e munições de equipamentos de uso restrito das Forças Armadas, que em alguns casos nem a própria polícia tem autorização para usar.
As autoridades sabem que parte das armas ilegais em circulação no Brasil é proveniente de países vizinhos, principalmente do Paraguai e Bolívia. Mais recentemente, as autoridades policiais brasileiras detectaram um aumento considerável de armas oriundas da Argentina, Uruguai e Venezuela em posse de criminosos brasileiros. A Polícia Federal tem pouco efetivo para fiscalizar as área de fronteira e as Forças Armadas são cronicamente afetadas em seus orçamentos, comprometendo duramente os esforços para maior presença militar nos limites territoriais do País.
Quando apreendidas, as armas são encaminhadas para as delegacias de Polícia Civil para checagem preliminar de documentação. Posteriormente são encaminhadas para a Polícia Científica para verificação de alteração em suas características identificadoras. Por fim são encaminhada para o Poder Judiciário e depois ao Exército. Sob tutela dos militares, os armamentos apreendidos são doados às secretarias estaduais de Segurança Pública ou são destruídos, como previsto no Estatuto do Desarmamento.
Recorde de homicídios
Em vista destes e de outros fatores, as consequências negativas desta situação refletem tragicamente na sociedade. De acordo com o último Mapa da Violência, um estudo elaborado pelo pesquisador Júlio Jacobo Waiselfisz para a Secretaria Nacional de Juventude, da Presidência da República, em 2012 — o País contava com vasto arsenal de armas de fogo. Naquele ano, 15,2 milhões de armamentos estavam em mãos privadas, nos quais 6,5 milhões eram registrados e 8,5 milhões em situação irregular. Destas últimas, 3,8 milhões estavam sob o poder de criminosos.
A magnitude desse arsenal guarda estreita relação com a mortalidade que essas armas originaram. Os registros do Subsistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde permitem verificar que, entre 1980 e 2012, morreram mais de 880 mil pessoas vítimas de disparo de algum tipo de arma de fogo. Neste período, as vítimas passam de 8.710 no ano de 1980 para 42.416 em 2012, um crescimento de 387%.
Entre os jovens de 15 a 29 anos, este crescimento foi ainda maior: passou de 4.415 vítimas em 1980 para 24.882 em 2012: 463,6% de aumento nos 33 anos decorridos entre as datas. Este enorme crescimento de casos de mortes por armas de fogo na população foi alavancado, de forma quase exclusiva, pelos homicídios, que cresceram 556,6%. Somente em 2012, de acordo com a pesquisa, 1.951 pessoas foram mortas a tiros em Goiás, apresentando um crescimento alarmante de 107,6% no período de dez anos (de 2002 a 2012). O Estado está na sexta colocação no ranking nacional de taxa de homicídios provocados por armas de fogo, à frente do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
PM fecha divisas do Estado, mas União falha em fiscalizar fronteiras
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Comando de Operações de Divisas da PM fecha o cerco contra o contrabando de armas e munições no território goiano[/caption]
O governo estadual implementou uma política de segurança pública visando guarnecer as portas de entrada do Estado. Em 2012, a PM criou o Comando de Operações de Divisas (COD), subordinado ao Comando de Policiamento Rodoviário (CPR) e apoiado pela Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop). Esta unidade tática, que tem como objetivo fechar as divisas estaduais para o tráfico de drogas e de armas, vai ganhar o reforço de mais 42 militares que concluíram o curso de formação do COD na semana passada.
De acordo com a PM, o tráfico de drogas tem sido a mola propulsora da criminalidade. Não se comete crimes, principalmente os violentos, como roubo a banco, estabelecimentos comerciais, veículos e a indivíduos, sem a utilização de armas de fogo. Geralmente os armamentos de maior poder de fogo utilizados pelos criminosos vêm de fora, ou seja, não são fabricadas no Brasil. Mas o volume de armamentos de fabricação nacional é grande, em especial os de menor poder de fogo, como revólveres calibre 38, 32 e 22, e pistolas 380. Quando apreendidas pela PM, a maioria destes artefatos usados em ações criminosas está com a numeração raspada, o que dificulta o trabalho para se chegar à origem destas armas.
Nos últimos cinco meses, o secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, e o comandante-geral da PM, coronel Silvio Benedito, determinaram que fosse enxugada ao máximo a administração dos quartéis para que o efetivo que, até então se encontrava em serviços burocráticos, fosse para o patrulhamento nas ruas. A medida, pelo que consta, tem surtido resultados. Em cinco meses foram 1.522 armas apreendidas em razão de 23 mil operações policiais, 49 mil abordagens e 2.237 foragidos recapturados. Houve uma redução de 16,7% na taxa de furtos e roubos e os homicídios caíram 14%.
Fronteiras desprotegidas
Mas não adianta um trabalho mais ostensivo nas divisas do Estado e nos municípios se as fronteiras nacionais, por onde armas e drogas adentram o território brasileiro, ainda continuam desguarnecidas. A PM sugere que é preciso uma fiscalização mais eficiente nestas regiões fronteiriças do País, com participação das Forças Armadas dentro do contexto constitucional.
Segundo o tenente-coronel Samuel Arthur Bernardes de Faria, comandante de Operações de Divisas (COD), a região do Sudoeste goiano, próxima das divisas com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, é a porta de entrada de armas, munições e drogas, provenientes principalmente do Paraguai e Bolívia. Ele afirma que a rota tradicional do contrabando de armamentos se dá pelos municípios de Chapadão do Sul, Caçu e Quirinópolis. A partir daí, as armas, projéteis, entorpecentes e produtos contrabandeados abastecem o crime em Rio Verde, Jataí, Santa Helena e, principalmente, Goiânia.
Recentemente, o COD identificou a entrada de fuzis e prendeu uma quadrilha da cidade Rio Brilhante (Mato Grosso do Sul) com posse de um fuzil do tipo Ak-47 em território goiano. Não à toa, o AK-47 é uma das armas mais traficadas no Brasil, conquistando fama devido a seu grande poder de fogo e resistência, bem como por sua fácil manutenção. Outro fator que contribuiu para sua popularização é o baixo preço e facilidade de aquisição no mercado negro. “Ultimamente nós temos apreendido muitas pistolas de fabricação israelense, além de fuzis vindos do Paraguai”, informa o tenente-coronel Arthur.
Assaltantes de banco alugam armas que custam até R$ 150 mil cada
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Delegado Alex Vasconcellos: “Quadrilhas goianas têm preferido armas pequenas como pistolas”[/caption]
Dos armamentos de uso permitido apreendidos pela polícia em Goiás, cerca de 80% são de fabricação nacional. Já as armas longas, as de grosso calibre como fuzis e submetralhadoras, a grande maioria é importada. A indústria bélica nacional produz armas pesadas, porém maior parte destes lotes é destinada diretamente paras as forças policiais e para as Forças Armadas. Os fuzis e submetralhadoras de fabricação americana representam 30% do total de armamentos longos apreendidos em Goiás. As armas de fabricação chinesa também têm sido recolhidas em número considerável.
Segundo o delegado Alex Nicolau do Nascimento Vasconcellos, do Grupo Antirroubo a Bancos da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), uma novidade é a presença de armas russas em mãos de criminosos. Além de servir de ponto de partida para a entrada no Brasil de armas asiáticas, europeias e americanas, da Argentina também partem armas da indústria bélica local, principalmente da empresa Bersa. Atualmente, o maior fabricante privado de armas de fogo do país vizinho, a Bersa tem uma produção diversificada com dez tipos de pistolas. Um de seus modelos 9 milímetros, por exemplo, é a pistola padrão das forças armadas argentinas.
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Rifle .50: armamento alugado por quadrilhas especializadas em roubo a bancos[/caption]
Apesar da elevação do número de apreensão de armas em Goiás, não foi verificado o aumento da circulação de fuzis, como ocorre nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. “Não temos casos de emprego de fuzis e submetralhadoras em assaltos e roubos de carro, como em outros Estados”, informa Alex Vasconcelos. A Polícia Civil constatou que as quadrilhas goianas preferem armas pequenas, vindas do Paraguai, como pistolas automáticas 9 milímetros da fabricante austríaca Glock, equipadas com kit de rajada, ou seja, um dispositivo capaz de disparar até 135 tiros.
Outra prática que se tornou corriqueira em Goiás é a locação de armas longas com grande poder de fogo. São armamentos caros; um fuzil, por exemplo, pode custar entre 8 mil a 15 mil reais. Assim, torna-se mais barato para as quadrilhas especializadas em roubo a banco e a carros-fortes alugar este material bélico de outros grupos criminosos.
Outro fator é a manutenção. Um rifle ponto 50, por exemplo, que passou a ser utilizado em ações ousadas (como no final do ano passado em um roubo a veículo de transporte de valores, na BR-153, próximo a Morrinhos, no qual três vigilantes morreram), requer todo manuseio e manutenção especiais. Além disto, pelo seu alto valor — cerca de 150 mil reais a unidade — a aquisição de uma arma deste calibre e especialidade é quase inviável para ser empregado em ações isoladas pelas quadrilhas.A Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Lagoa do Tocantins Raimundo Nonato Nestor por falsificar documentos de um programa habitacional financiado pela Caixa Econômica Federal, para incluir a mãe Irene Reis como uma das beneficiárias. A condenação é a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito anos. “Raimundo Nonato Nestor apresentou um rol de beneficiários à Caixa e, quando as casas ficaram prontas, determinou sua ocupação por outras pessoas, dentre elas sua mãe”, disse o juiz Adelmar Aires Pimenta, cuja sentença foi proferida por ele. Em depoimento prestado à polícia, Irene Reis informou que recebia pensão no valor de R$ 1.600 em decorrência da morte do marido, bem como aluguel de imóvel no valor de R$ 500. Entretanto, o programa do governo federal era destinado somente a pessoas com renda de até um salário mínimo. O ex-prefeito explicou que não foi o responsável pela falsificação e contrariou a versão apontada pela mãe ao afirmar que ela recebia renda mensal de R$ 350, ao invés de pensão.
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O aplicativo é a prova de como a tecnologia pode auxiliar a sociedade | Foto: Divulgação[/caption]
Já no primeiro período do curso de Sistemas de Informação, o acadêmico Vilmar Ferreira criou um aplicativo que será muito útil para os moradores de Palmas – o Descarte Aqui. O aplicativo tem como objetivo mostrar os locais apropriados para descarte de produtos eletrônicos.
O aplicativo foi criado em sala de aula e possui uma rota com as informações de todos os pontos de descarte de materiais eletrônicos em Palmas. “A ideia do aplicativo surgiu em uma aula, quando o professor Marco Antonio Firmino pediu para criar um produto que tivesse relação com o Programa de Educação Ambiental (PEA). Pesquisei e verifiquei que existem muitos pontos em Palmas de recolhimento de eletrônicos, porém as pessoas não tinham informações sobre os locais”, explica.
O uso do aplicativo é feito em apenas uma tela, onde o usuário clicará no ponto para receber informações como endereço, telefone e material que é recolhido. O Descarte Aqui funciona para todos os celulares que possuem plataforma android e já está disponível na loja do Google.
Aliança entre “inimigos” mostra que cenário político para as eleições do ano que vem em Palmas promete ser inusitado. Agora, se será bom para o prefeito, apenas o futuro poderá dizer

