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Vassili Grossman é o Liev Tolstói do século 20. Seu romance “Vida e Destino” é um retrato impagável da Segunda Guerra Mundial. Tolstói certamente o colocaria em sua cabeceira. A Alfaguara, editora do livro anterior, lança em novembro “A Estrada”, com tradução de Irineu Franco Perpetuo. São contos. Um campo de extermínio de judeus, na Polônia, é motivo de uma reportagem que acompanha o volume.
Não se sabe o motivo, e não é tradição do jornal, mas “O Popular” não está cobrindo a pré-campanha da OAB-Goiás com isenção. As colunas “Giro” e “Direito & Justiça” deixam a impressão de que estão fazendo campanha para o presidente da OAB-Goiás, Enil Henrique.
Secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, acredita que abrir o Estado para outros tipos de investimento pode significar uma saída para o péssimo momento financeiro por que passa o país
Fernando Tibúrcio Peña, defensor da blogueira cubana Yoni Sanchez e do senador boliviano refugiado em Brasília Roger Pinto Molina, diz que país precisa convocar novas eleições. Para ele, o Brasil pode ser a Venezuela de amanhã e aponta a complacência do governo brasileiro com a Bolívia de Evo Morales como culpada da inundação de crack nas cidades brasileiras
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Lissauer Vieira: revelação política pode disputar em Rio Verde; Virmondes Cruvinel (Goiânia); e Diego Sorgatto (Luziânia) | Foto: Marcos Kennedy[/caption]
Não será surpresa se o PSD lançar jovens candidatos a prefeito em três dos maiores colégios eleitorais do Estado em 2016: Goiânia, Rio Verde e Luziânia. O caminho é longo e sujeito a mudanças de rumo, mas nas três cidades há uma conjuntura que favorece a articulação.
Do ponto de vista da macropolítica, os partidos sabem que o próximo pleito se dará sob o signo da renovação. Pesquisas qualitativas indicam que o eleitorado está cansado de velhas lideranças e parece pronto a experimentar novidades. O eleitor quer que o discurso da chamada “nova política” se torne real. Ganha pontos o partido que conta com revelações políticas positivas. É o caso do PSD de Goiás. Virmondes Cruvinel (Goiânia), Lissauer Vieira (Rio Verde) e Diego Sorgatto (Luziânia), deputados estaduais novatos da sigla, têm tudo para encabeçar o movimento de renovação.
Contudo, nenhuma análise da macropolítica sobrevive sem uma verificação acurada de cada microcosmo eleitoral. É nesta hora que entram avaliações sobre o jogo de forças que é disputado em todas as cidades. Nos três casos, a aposta em nomes realmente novos será um desafio para o PSD. Uma oportunidade única de mostrar que o partido é ousado e quer mesmo ser um player na cena política de Goiás.
Virmondes atrai eleitorado jovem e garante segundo turno
Goiânia é um microcosmo muito mais complexo que o das outras duas cidades. Trata-se de um eleitorado maior (oito vezes mais numeroso que o de Rio Verde e Luziânia) e mais heterogêneo. Por isso mesmo, mais disputado pelas forças políticas, formando um xadrez bem mais complicado.
Uma complicação que pode gerar situações exóticas, como a de um agrupamento político maior decidir lançar diferentes candidaturas para seccionar o eleitorado e forçar o segundo turno. O PSD, partido da base do governador Marconi Perillo, por exemplo, pode ser escalado para ocupar um desses espaços estratégicos.
E o melhor candidato pessedista será aquele que injetar sangue novo na eleição. Alguém com potencial para chamar a atenção do eleitor, que está enfastiado de figuras muito próximas do cenário polarizado que há tempos domina a política de Goiás. Nesse caso, Virmondes Cruvinel é o nome: jovem, professor universitário, procurador do Estado licenciado e o vereador mais votado da última eleição.
Lissauer e Diego podem selar união de grupos em Rio Verde e Luziânia
Em Rio Verde e em Luziânia, duas grandes cidades (ambas com mais de 100 mil eleitores), a situação favorece Lissauer Vieira e Diego Sorgatto por um motivo muito comum na micropolítica: a polarização entre lideranças consolidadas exige a unção de um “tertius”. Um nome que transite com tranquilidade nos dois campos em disputa.
No momento, Lissauer pode parecer o candidato de Juraci Martins (PSD), atual prefeito de Rio Verde, que já sinalizou que não apoia a pré-candidatura do deputado federal do grupo, o também pessedista Heuler Cruvinel. No entanto, Lissauer trabalha diligentemente nos bastidores para resolver esse impasse. Jovem e bem-sucedido como empresário, está focado em seu mandato na Assembleia Legislativa e não tem a menor pressa em ser candidato a prefeito. Considera Heuler o nome natural.
Pelo seu empenho em manter a união do grupo, Lissauer é hoje o principal elo na interlocução entre o deputado federal e o prefeito. E, por isso mesmo, pode acabar sendo o “tertius” que o grupo político precisa para manter a hegemonia contra a oposição, que será forte com Paulo do Vale (PMDB).
A situação é muito semelhante em Luziânia. O conjunto de forças que apoia Marconi na cidade está dividido. De um lado, o prefeito Cristóvão Tormin (PSD). Do outro, o deputado federal e ex-prefeito Célio Silveira (PSDB). O primeiro é candidato à reeleição, mas há dois empecilhos. O primeiro é o desgaste com o eleitorado (não está bem nas pesquisas) e o segundo motivo é que não há a menor chance de ele ter o apoio de Célio.
Diego Sorgatto pode ser o “tertius” em Luziânia porque dialoga com os dois grupos sem qualquer problema. É muito próximo de Cristóvão, mas não tem nenhuma dificuldade para conversar com o deputado tucano. Assim como Lissauer, Diego não tem pressa para disputar a prefeitura e, por isso mesmo, trabalha para acalmar os ânimos.
Mas se a conversação não avançar, pode ser ele o ponto de junção. Célio já sinalizou que vê essa saída com bons olhos. Mais plausível (e coerente), por exemplo, do que a dança com o ex-rival Marcelo Melo (PMDB) — também aventada nos bastidores. No caso de Cristóvão perceber que sua sobrevivência política depende dessa aliança, o caso está encerrado.
Outro fator que fortalece a tese do "tertius" em Rio Verde e Luziânia é que este tipo de solução, bem conversada e compartilhada, é o que mais agrada o tucano-chefe. O governador Marconi Perillo precisa minimizar os atritos em sua base para que seu voo nacional seja o mais forte possível.
Para o presidente nacional do PHS, existe uma certeza em relação a 2018: a direita, independente de quem seja o candidato, irá vencer as eleições
O Brasil precisa de um novo pacto para resolver um problema que, embora político, tem colaborado para emperrar a economia. Compensa manter Dilma Rousseff, eleita democraticamente, ou se deve retirá-la do poder o quanto antes?
Em novo livro, o pesquisador desvenda a estrutura judiciária na capitania de São Paulo (1709-1822)
Com obras de 45 artistas, a exposição valoriza o intercâmbio entre artistas, públicos e o debate criativo
Filha do fundador da Universidade Federal de Goiás (UFG), Colemar Natal e Silva, a professora-doutora Moema de Castro e Silva Olival, lança o livro “Ensaios Críticos: Literatura Brasileira e Cultura Árabe”. Como diversos livros publicados, ela é apontada como uma das maiores críticas literárias do Estado. Foi professora da Faculdade de Letras da UFG. Também pela Editora Kelps, Academia Goiana de Letras, Academia Feminina de Letras e Artes, seccional goiana da União Brasileira de Escritores e Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, a escritora Mariza de Castro Machado lançou o livro “Poemas de uma nota só”. O lançamento foi na noite do dia 6 de agosto, no Palácio das Esmeraldas.
Após estreia com casa lotada, o Grupo Teatro Destinatário convida para a temporada do espetáculo “O Abajur Lilás”. Nos sábados e domingos, 15 e 16, 22 e 23, o grupo encena a peça de Plínio Marcos, escrita em 1969, e expõe ao público a vida dos que estão à margem da sociedade brasileira, uma realidade não tão diferente a dos dias atuais. Com classificação etária de 18 anos, as apresentações são sempre às 20 horas, na Casa Corpo. Os ingressos custam R$ 20, a inteira.
- O Cine ao Ar Livre, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (CCBB) continua até 16 de agosto. A mostra tem sessões as 18 e 20 horas. Os ingressos são distribuídos com uma hora de antecedência a cada sessão.
- O artista Wolney Fernandes abre o ciclo de bate-papo sobre Cibercultura, realizado pelo Culturama. “Sussurros e Brevidades” é sobre imagens do Instagram e a possibilidade de uma poética dos afetos. Atividade gratuita, na noite da quinta-feira, 13.
- A Casulo Moda Coletiva, pin UP botons e Retrô Food & Drinks realizam a edição de um ano do “The Flash Day Tattoo”. É no domingo, 16, das 10h às 22h no espaço da Casulo. A entrada custa R$ 5.
Popularidade da presidente Dilma Rousseff bate recorde negativo e está pior do que a de Fernando Collor na fase pré-impeachment. E agora?
TOM COELHO Quando crianças, temos um mundo inteiro para descobrir e explorar. E esse mundo parece não ter fronteiras, tamanha sua vastidão. Olhamos ao redor e tudo o que vemos é a linha do horizonte. Mas há um aspecto muito bem delimitado. Ele corresponde à amizade [o Dia do Amigo foi comemorado em 20 de julho]. Nossos amigos são poucos e estão sempre próximos. Acompanham-nos à escola, curtem o recreio conosco, partilham a merenda. Ao lado deles fazemos as tarefas, estudamos para as provas, praticamos esportes e brincamos. A idade avança e somos contemplados com o rótulo de adultos. Mudam nossos propósitos, responsabilidades e prioridades. E, quase que invariavelmente, também mudamos de casa, de bairro, talvez de município, Estado ou mesmo país. Nosso mundo, agora, fica bem delineado. Passamos a tratar com mais e mais pessoas e, paradoxalmente, cultivamos menos amizades porque nossas relações são todas marcadas com o lacre da superficialidade. Pessoas entram e saem de nossas vidas. Muitos se tornam nossos conhecidos, de um vizinho que mora na casa ao lado ou no apartamento do andar de cima, a profissionais que vemos em reuniões de negócios ou congressos. Sobre estes, pouco ou nada sabemos, nem mesmo o nome. Já alguns viram nossos colegas. Dividem o tempo e o espaço conosco, sobretudo no ambiente de trabalho. Por conta deste vínculo, temos objetivos comuns, metas a serem alcançadas, até valores corporativos alinhados. Sabemos seus nomes, seus cargos, suas atribuições, mas podemos conviver por anos separados por uma única divisória ou porta sem conhecer suas preferências, sua família, sua história de vida. De tanto refletir, descobri algumas coisas que dizem respeito à amizade. Amigos são pessoas que compartilham com alegria nossas vitórias, mas que nos acolhem despretensiosamente nos maus momentos. Nós os descobrimos na adversidade e na infelicidade. São apoiadores por natureza, mesmo quando discordam de nossas posições. Bons ouvintes, concedem-nos atenção e sabem que muitas vezes não queremos opiniões ou comentários, mas apenas sermos ouvidos com paciência. Adeptos da diversidade, pouco lhes importa aspectos como raça, credo ou condição socioeconômica, pois respeitam nossas diferenças antes mesmo de desfrutar as semelhanças. Surpreendem-nos com regularidade e são admiráveis confidentes, compartilhando seus segredos – e os nossos. Não existem bons ou maus amigos, sinceros ou dissimulados. Por definição, um amigo é verdadeiro, honesto, leal e digno de honra e admiração. Lembro-me de Publius Syrius [escritor da Roma antiga]: “A amizade que acaba nunca principiou.” Melhor do que conquistar novos amigos é conservar os velhos. Por isso, visite seus amigos com frequência. Os escandinavos dizem que o mato cresce depressa nos caminhos pouco percorridos. A amizade torna as pessoas mais amenas, gentis, generosas e felizes. Mas, para ter amigos, é preciso antes ser um. E isso envolve atitude. Começar junto e terminar junto. Assim se edifica uma sólida amizade. Tom Coelho é educador, escritor e palestrante em gestão de pessoas e negócios. E-mail: [email protected].
“Adriana Accorsi tem meu voto em qualquer lugar do mundo”
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Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção[/caption]
RONES DIAS ALVES
Meu sonho é que Adriana Accorsi seja candidata à prefeita e, posteriormente, à governadora e, em um futuro bem próximo, a presidente. O que o Brasil realmente precisa é de pessoas com caráter íntegro e transparente, como é o perfil de Adriana. Sou um admirador do trabalho dela e, antes mesmo de ela se candidatar, eu já a admirava como delegada. Essa, sim, me representa. Eu não gosto do PT por causa de uns “petralhas” que têm por lá, mas Adriana tem meu voto em qualquer lugar do mundo.
E-mail: [email protected]
Ex-prefeito pode estar de olho na sua vice, bancada por um nome de inegável apelo: Adriana Accorsi

