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O prefeito de Minaçu, Maurides Rodrigues Nascimento, é apontado, até por alguns adversários, como um político bem intencionado, mas sua administração é mencionada como “desastrosa”. Mesmo assim, o tucano deve disputar a reeleição. Por causa da máquina, mesmo com um desgaste acentuado, se torna um concorrente forte para os adversários. O PSD estuda a possibilidade de lançar Ian Carvalho. Ian da Samina (nome de seu restaurante) afirma que, se Maurides Rodrigues for candidato, divide a base governista. “Se ele não disputar, tenho chances reais, pois sou o novo na política do município.” O Pros vai bancar a presidente da Câmara Municipal, Cida Elias Costa, para prefeita. A pré-campanha de Nick Barbosa, do DEM, já está azeitada. Neusa Lúcia (mulher do ex-prefeito Cícero Romão), do PMDB, também está colocando seu bloco na rua. Nick e Neusa estão em campanha há mais de um ano. Um tucano diz que, apesar de visto como o “novo”, Nick tem rejeição alta, assim como Neusa
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Ernani de Paula ressurge na cena política anapolina à frente do nanico PSDC [/caption]
Agora é definitivo. O ex-prefeito de Anápolis, Ernani de Paula, deixou o Pros e anunciou que é pré-candidato ao Executivo municipal pelo PSDC. Além da postulação à prefeitura, o empresário também é o novo presidente da legenda e promete formar chapa forte tanto na proporcional quanto para a majoritária.
O convite para desembarcar na sigla social-cristã e liderá-la em Anápolis veio do presidente estadual do partido, o empresário goianiense Alexandre Magalhães. Ernani de Paula reconhece que sua missão não será fácil, ou seja, formar uma frente política tendo como base uma legenda pequena, principalmente se comparado aos “players” do quilate do PT do prefeito João Gomes, e o PSDB do vereador e pré-candidato a prefeito Fernando Cunha Neto.
Apesar da circunstância desfavorável, Ernani de Paula afirma que o PSDC é uma legenda organizada. Segundo ele, a casa ajustada facilitará o trabalho de construção do zero, de uma nova força política em Anápolis. “Vamos passar uma borracha naquilo que houve no passado e criar um novo grupo político, sem a dependência dos interesses de terceiros”, diz.
O ex-prefeito afirma que antes de assumir a presidência municipal do PSDC e anunciar sua pré-candidatura a prefeito, chegou a conversar com demais lideranças. Segundo ele, a pauta das conversas sempre restringiu à formação de aliança para o pleito deste ano. Ernani de Paula revela que dialogou com o deputado federal Alexandre Baldy (PSDB), com o deputado estadual Carlos Antonio (SD) e com lideranças do PRB, PR e PEN. “Esses partidos estão procurando suas bases e seus quadros para lançarem candidaturas proporcionais com o objetivo de eleger o maior número possível de vereadores. Este é um processo natural da democracia”, afirma.
O ex-prefeito visitou o Jornal Opção e concedeu uma entrevista. O pré-candidato discorreu sobre seus planos e projetos para Anápolis e não poupou críticas ao cenário político da cidade, sem fugir de pontos polêmicos acerca de sua controversa carreira na vida pública:
Como o sr. observa a atual gestão e o que pretende implementar caso seja eleito?
Anápolis precisa de gestão, de um projeto estruturado a longo prazo e com metas.
Atualmente passamos por um momento de crise. As prefeituras estão com pires na mão e sem recursos. Qual será o maior desafio para o próximo prefeito de uma cidade como Anápolis?
Primeiro é um planejamento bem feito e colocado em debate com a sociedade. Além disso, uma economia em escala dos órgãos administrativos. A gestão atual, por exemplo, não sabe quantos imóveis estão alugados pela prefeitura. Anápolis arrecada bem atualmente. No meu tempo, o orçamento era de R$ 96 milhões por ano, hoje são R$ 96 milhões por mês. Eu municipalizei a saúde, e a cidade recebe R$ 80 milhões por ano vindo do governo federal, graças a minha ação. Por que a saúde não funciona? Falta gestão. A máquina pública municipal está inchada. Há três coisas fundamentais na cidade: água, água e água. Eu municipalizei a água em 2003. Não fui adiante porque houve o problema da intervenção estadual, que foi em função da água. Fui vítima daquela palhaçada na Câmara, aquilo foi um circo. Fui absolvido pelo Tribunal de Justiça sobre o caso das aposentadorias. Na verdade fui vítima de um complô político que não admitia alguém novo fazendo uma administração inovadora e eficiente. Temos que acabar com o caciquismo em Anápolis, destes grupos que ainda querem dominar a política local.
O sr. preside um partido pequeno. Como fará para montar uma estrutura e agregar aliados?
Nós precisamos unir pessoas com novas ideias para Anápolis e o partido vai ajudar nisso. Temos que juntar uma coleção de ideia e novas propostas, sem criar feudos. Vamos romper com a polaridade entre PT e PSDB. Ninguém aguenta mais. Venho para isso, para mostrar um projeto consistente para a cidade, e tenho certeza que vou ter bastante sucesso porque conheço a cidade, não sou mais um neófito, como outros pré-candidatos. Tenho projeto para saúde, educação e principalmente segurança. Não podemos ser como Goiânia, uma das cidades mais violentas do Brasil. É preciso também fazer alguma coisa na questão da água, que é o ponto fraco de Anápolis.
O que mudou do Ernani de Paula da época em que foi prefeito para hoje?
Muita coisa mudou. Hoje estou mais consciente, pés no chão e humilde. Estou ouvindo mais os amigos e a população. Sei e entendo os problemas de Anápolis. O que precisamos, e que não existe atualmente, é uma oposição responsável. Temos 23 vereadores e nenhum deles é oposição.
A Câmara Municipal está cooptada pela atual gestão?
Sim, porém com raras exceções. A partir de agora com esta crise nacional do PT, muitos vão debandar porque sabem que não vão se reeleger. Agora é a hora de ver quem é quem. A cidade precisa de serviços: saúde, água e segurança. O restante pode esperar um pouco para que seja possível fazer um caixa melhor.
Caso o sr. seja eleito prefeito de Anápolis mais uma vez, como ficaria sua relação com o governador Marconi Perillo (PSDB)?
Normal. A intervenção é uma página virada. Não dou esta entrevista para provocação, mas para registro histórico. Já estive com o governador e ele esteve na minha fazenda em 2008, pedindo apoio ao Ridoval Chiareloto, e eu o apoiei. Agora recentemente ele me chamou ao Palácio das Esmeraldas para uma conversa que foi muito cordial, diga-se de passagem. Tudo que passou foi superado. Não existem mágoa e rancor. Ninguém governa olhando o retrovisor.
Tucanos de Goiânia esboçaram a seguinte tese: “Com Waldir Soares, o PSDB pode ganhar a eleição para prefeito de Goiânia, mas não leva a Prefeitura”. O que isto quer dizer? Segundo um tucano, o deputado federal “não” é partidário. “Portanto, se for eleito, não governará com os quadros do partido, e sim com uma equipe pessoal. Ele é personalista, não dialoga, não cede e quer submeter o partido à sua vontade. Imagine se for eleito prefeito da capital. Vai se sentir Deus e não dialogará com ninguém do partido.”
O prefeito de Mara Rosa, Elvino Coelho Furtado, foi cassado pela Câmara Municipal na semana passada. Entre outras irregularidade, deixou de repassar o duodécimo para o Legislativo. Embora eleito pelo PMDB, ele está filiado ao PSD. O vice-prefeito Flávio Tatu, do PDT, assumiu o comando da prefeitura. É tudo como político articulado e, se disputar a prefeitura em outubro, dará trabalho para os adversários. Será um páreo duro para qualquer outro candidato. O tucano Nilton Preto, na opinião do deputado Júlio da Retífica, é o favorito para a disputa de 2 de outubro. “Ele foi prefeito três vezes e, sempre que assumiu, organizou o município.”
O PSB de Goiás está sendo chamado, nacionalmente, de PSBE, Partido Socialista Brasileiro dos Empresários. Os postulantes a prefeito de Goiânia e Senador Canedo pelo PSB, Vanderlan Cardoso e Zélio Cândido, são empresários e não mantém nenhuma ligação com a causa do socialismo.
Em 2015, a Sama parou de produzir amianto, em Minaçu, durante três dias. A direção da empresa explicou aos funcionários que o objetivo era conter a superprodução. As vendas caíram interna e externamente — daí a crise. A Sama fechou turnos e demitiu 119 trabalhadores. Acredita-se que em 2016 não será diferente. Funcionários graduados da empresa afirma que, além a crise geral, o amianto é hoje um produto cada vez mais execrado em vários países.
O PT e o PMDB estão no poder em Goiânia há 16 anos, desde 2001, quando o sociólogo Pedro Wilson (PT) assumiu a prefeitura. Em 2004, Iris Rezende foi eleito prefeito, contra Pedro Wilson. Na eleição de 2008, na reeleição, o peemedebista contou com Paulo Garcia (PT) como vice. Em 2010, saiu para disputar o governo do Estado e Paulo assumiu o mandato. Em 2012, Paulo foi reeleito, com Agenor Mariano (PMDB) na vice. Portanto, na campanha de 2016, será difícil desvencilhar os dois partidos.
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Fernando Cunha, o Fernandinho, será o candidato do PSDB | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
A pré-candidatura de Fernando Cunha (PSDB) à Prefeitura de Anápolis vem ganhando musculatura desde o seu anúncio, na segunda-feira, 1º.
Nos bastidores, é dada como praticamente certa a participação de Victor Hugo Queiroz, superintendente executivo de Indústria e Comércio, e do coronel Adaiton Florentino, chefe do gabinete militar da Governadoria, como coordenadores de sua campanha. Ambos, por sinal, também coordenaram a campanha de Marconi Perillo em 2014.
As informações reforçam a ideia de que o governo do Estado está inteiramente fechado com Fernando Cunha. Em declaração recente, o vice-governador José Eliton já havia elogiado o seu trabalho à frente do Produzir e demonstrado entusiasmo pela sua disposição em buscar a renovação da política anapolina.
O prefeito João Gomes acompanhou o governador Marconi Perillo (PSDB) no dia 29 de janeiro, no anúncio da retomada das obras do prédio do centro de convenções de Anápolis, paralisadas desde dezembro de 2014. Com 75% da obra física executada, a previsão é de que o espaço fique pronto ainda este ano. Segundo Marconi, a obra vai transformar Anápolis num grande destino para a realização de feiras e eventos. “Além de referência para o Brasil Central, será um importante centro para a movimentação econômica da cidade”, disse o governador. A visita contou com a presença do vice-governador José Eliton, do presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, do diretor da CCBB, consórcio responsável pelas obras, Wilton Machado, e do deputado estadual Carlos Antonio (SD). João Gomes agradeceu o governador pela retomada da obra e destacou que, por meio de uma parceria com o Estado, Anápolis também vislumbra a construção de um novo distrito agroindustrial. “Temos já uma terceira opção. O governo do Estado vai entrar com incentivos. Anápolis tem perdido receita pela falta de lotes no distrito industrial,” disse João Gomes. O prefeito tem buscado parcerias para garantir a qualidade de vida da população. “O cenário brasileiro é de dificuldades, mas temos nos aproximado dos governos estadual e federal para que Anápolis continue crescendo. Aguardamos a inauguração desta obra e de outros benefícios.”
Anápolis se destaca pelas ações desenvolvidas pela prefeitura na área da Ciência, Tecnologia e Inovação, principalmente pela inclusão digital, como o serviço de internet móvel gratuita e os telecentros digitais. Estes assuntos foram pautas do encontro realizado na terça-feira, 2, em Brasília, no encontro do prefeito João Gomes com o secretário nacional de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social, Edward Madureira — ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG). Na audiência, que contou também com a presença do deputado federal Rubens Otoni (PT), e do secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fabrízio Ribeiro, foram apresentados os relatórios que garantiram o reconhecimento de Anápolis como um dos municípios brasileiros mais digitais do país e que foram elogiadas pelo secretário nacional. O projeto Praças Digitais existe desde 2011 e oferece acesso gratuito com tecnologia wireless/wi-fi (sem fio). São quase 30 pontos de acesso, suportando 100 conexões simultâneas, num total de 2 mil usuários conectados simultaneamente. São cerca de 10 a 15% da população atendida.
Ligado ao PMDB irista, Andrey Azeredo pode ser guilhotinado pelo prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, da Agência Municipal de Trânsito. Não é à toa que Andrey Azeredo já começa a ser chamado de “Danton do Cerrado”.
Para combater ideias, evitando que sejam colocadas em prática, é preciso conhecê-las bem. Se Churchill, Roosevelt e Stálin tivessem lido “Mein Kampf” cuidadosamente teriam percebido as reais pretensões de Hitler e poderiam, talvez, ter evitado a Segunda Guerra Mundial
O jovem peemedebista impôs uma vitória acachapante ao decano do partido. Agora precisa entender que seus principais rivais, daqui pra frente, são José Eliton e Ronaldo Caiado, e não o governador Marconi Perillo
Cerca de 20 minutos do filme “O Homem do Rio” passam-se em Brasília, em 1963, quando a capital do país estava em franca construção. O artista anda numa viga e o espectador fica apreensivo

