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Frederico Jotabê, que integrava o time dos jornalistas cujo esporte predileto era criticar o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), foi nomeado para a assessoria de imprensa do vice-governador e secretário de Segurança Pública, José Eliton (PSDB). É o mais novo “tucano” da praça.
Há quem aposte que Luiz Bittencourt, do PTB, e Francisco Júnior, do PSD, se tivessem a possibilidade de chegar ao segundo turno, teriam feito uma campanha mais competitiva do que a de Vanderlan Cardoso. Eles seriam mais assertivos nos debates e entrevistas. O que se comenta, nos bastidores do governo, é que Vanderlan demorou muito a se mostrar mais posicionado e assertivo.
Supostamente influenciados por Luiz Fernando Rocha Lima, ex-mandachuva da parte editorial do Grupo Jaime Câmara, alguns diretores da empresa não regateiam críticas ao executivo Maurício Duarte, que foi afastado por Júnior Câmara.
Maurício Duarte, alegando contenção de despesa, desmontou a redação de “O Popular”, que, bem ou mal, tinha certa qualidade. O resultado é que o jornal perdeu massa crítica e passou a ser criticado, de maneira intensa, pela sociedade, notadamente nas redes sociais.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, vai usar 2017 como o ano-chave de sua articulação política. Porque o ano seguinte, 2018, será o ano da articulação de José Eliton, que deverá assumir o governo no início de abril deste ano.
Ex-editora-chefe de “O Popular”, a repórter e blogueira Cileide Alves está concluindo a revisão da biografia de Joaquim Câmara, o fundador, em 1938, do jornal.
A parte da família que mais se interessa pela história de Joaquim Câmara é a de Tasso Câmara.
Entre os temeristas comenta-se que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pode ser o João Dória de 2018. No plano nacional.
Na reunião com sua equipe de governo na qual pediu engajamento na campanha de Vanderlan Cardoso para prefeito de Goiânia, o governador Marconi Perillo teceu os maiores elogios ao deputado estadual Francisco Júnior.
Antes visto como patinho feio da disputa deste ano, Francisco Júnior terminou o primeiro turno em quarto lugar, colocado em Waldir Soares. Sua campanha foi a mais aceita pelos eleitores de classe média.
Como os deputados federais não querem ocupar secretarias, alegando que o governo não tem dinheiro para investir e isto gera desgastes com suas bases, fica complicada a permanência do primeiro suplente Sandes Júnior em Brasília. Mas o governador Marconi Perillo teria se comprometido com ele e com o presidente do PP nacional, senador Ciro Nogueira, a arranjar-lhe uma vaga na Câmara. Se não der, Sandes Júnior pode ir para o TCM na vaga de Honor Cruvinel.
O que realmente afastou a doutora em economia Ana Carla Abrão Costa de cargos públicos foram os baixos salários do setor. Na iniciativa privada, nos bons momentos, tende a ganhar até 10 vezes mais o que ganhava na Secretaria da Fazenda de Goiás.
Ana Carla tende a voltar ao mercado financeiro. Seu marido, Pérsio Arida, dirige o banco BTG Pactual. Trata-se de um dos maiores bancos de investimento do país.
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Aécio Neves: denúncias de que recebeu dinheiro de empreiteiras pode impedi-lo de tentar um projeto nacional em 2018 | Foto: Reprodução[/caption]
A Operação Lava Jato deslustrou o PT e começa a manchar a imagem dos principais líderes do PSDB — o senador Aécio Neves, o ministro das Relações Exteriores, José Serra (teria sido favorecido por uma conta na Suíça, na qual a Odebrecht teria depositado 23 milhões de reais), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Este é o menos atingido. Mas Aécio e Serra dificilmente terão condições de disputar a Presidência da República em 2018.
Aécio Neves, um dos primeiros atingidos, dificilmente terá condições de participar de um projeto político nacional. Por isso, em Minas Gerais — Estado no qual o governador Fernando Pimentel (PT) está desgastado e corre o risco de ser condenado pela Justiça e preso —, o que se comenta é que o tucano está se preparando para disputar o governo, em 2018.
Geraldo Alckmin, ainda não enlameado e depois de ter conseguido eleger o prefeito de São Paulo, João Dória, é o mais forte candidato do PSDB a presidente. Mas, se não for possível, deverá postular o Senado.
A título de curiosidade, um pesquisador acrescentou, numa pesquisa recente, a pergunta: “Em quem você votará para senador em 2018?” Demóstenes Torres ficou atrás apenas do governador Marconi Perillo e bem à frente de Maguito Vilela, Lúcia Vânia, Magda Mofatto, Jovair Arantes e Wilder Morais.
Alguns partidos já se movimentam para conquistar o “passe” do ex-senador Demóstenes Torres. Partidos pequenos e de médio porte.
Os deputados federais Sandes Júnior (PP) e Thiago Peixoto (PSD) frisam que Jovair Arantes (PTB) têm condições de ser eleito presidente da Câmara dos Deputados.
Jovair Arantes é o político que une o centrão e não tem resistência na esquerda e na direita. Mas sabe que, assim que se lançar, será bombardeado. Ele avalia que vale a pena correr o risco.
Mas vai enfrentar a “gula” por poder do PSDB. A cúpula nacional sugere que o presidente da Câmara dos Deputados deve ser do partido. Trabalham para Carlos Sampaio, de São Paulo, e Antônio Imbassahy, da Bahia.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tenta mudar as regras do jogo para disputar a reeleição. Mas, segundo Sandes Júnior, não conseguirá fazê-lo. “Não dará tempo.”
O presidente da República, Michel Temer, puxou as orelhas do assessor especial Sandro Mabel, sugerindo que, antes de propor determinadas medidas, o consulte.
A questão é que, quando propôs uma medida para beneficiar a Hypermarcas — empresa criada e dirigida por um goiano, João Alves de Queiroz (Júnior) —, Sandro Mabel não era assessor do peemedebista. Era deputado federal pelo PMDB.
Ao retirar a Polícia Federal das investigações sobre a polícia do Senado, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, mandou dois recados.
Primeiro, o fato de o presidente do Senado, Renan Calheiros, ter chamado o juiz que autorizou a investigação da polícia do Senado — que estaria sendo chamada de James Bond de Brasília — de “juizeco”, apesar de ter desgostado os magistrados, não gerou ressentimento. Zavascki priorizou a ação institucional, não corporativa.
Segundo, após ter dado uma demonstração de descortino e moderação, Teori Zavascki está livre para pedir, se necessário, a prisão de Renan Calheiros.
Macaco velho, dos mais escolados, Renan Calheiros deve ter percebido isto. Mas fingiu que obteve uma vitória. Na verdade, o senador alagoano sabe, mais do que ninguém, que é a próxima caça. Na sequência de Dilma Rousseff e Eduardo Cunha.


