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Chefe de gabinete do governador Marconi Perillo, Frederico Jayme disse ao Jornal Opção que não recebeu convite para assumir a Secretaria de Segurança Pública. Nas conversas de bastidores se teria comentado, inclusive, que seria uma indicação do titular da pasta, o vice-governador José Eliton. “Não falei sobre o assunto com o governador Marconi Perillo e com o vice José Eliton”, sumariza Frederico Jayme, que já foi secretário de Segurança Pública, e dos mais eficientes.
Chegou-se a comentar que José Eliton voltaria para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, uma megaestrutura há muito tempo sem secretário titular. A ressalva é que a atuação de José Eliton na Segurança Pública tem recebido a aprovação tanto da sociedade quanto das polícias Civil e Militar.
Como pretende ser candidato a governador em 2018, a Secretaria de Segurança Pública dá mais visibilidade a José Eliton do que a Secretaria de Desenvolvimento.
O deputado federal Thiago Peixoto continua sendo o titular dos sonhos — do ponto de vista do governador Marconi Perillo — para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Mas o líder do PSD pretende continuar em Brasília, até para ganhar experiência como político nacional.
Dock Júnior Não bastassem as notícias de prisões e conduções de coercitivas de ex-governadores – com repercussão nacional –, novamente os políticos tocantinenses apareceram no noticiário, desta vez pelo uso indevido de passagens aéreas pagas com verbas públicas. A denúncia surgiu após a revelação de que parlamentares utilizavam indevidamente a cota de passagens aéreas da Câmara do Deputados e do Senado para fins particulares. Aos envolvidos foi atribuído o crime de peculato, cuja pena varia de 2 a 12 anos de prisão em caso de condenação. No dia 28 de outubro, a Procuradoria da República da 1ª Região, pelo procurador Elton Ghersel, apresentou denúncia contra 443 ex-congressistas pelo uso indevido de dinheiro público no caso que ficou conhecido como “farra das passagens”. Seis deles exerciam mandatos pelo Tocantins: Eduardo Gomes (SD), Nilmar Ruiz (PEN), Osvaldo Reis (PMDB), Darci Coelho (sem partido) e os agora prefeitos Laurez Moreira (PSB), de Gurupi, e Moisés Avelino (PMDB), de Paraíso. Caberá ao relator, o desembargador Olindo Menezes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, proferir o voto, recebendo ou rejeitando o pedido do Ministério Público Federal (MPF). Caso a denúncia seja aceita, os ex-deputados viram réus e passam a responder a ações penais. Eduardo Gomes e Laurez Moreira se defenderam alegando que a cota de passagens áreas foram utilizadas em conformidade com as normas do Congresso e legislação. “No meu mandato usamos as passagens dentro do que a lei determina e a Câmara regulamenta. Não vejo problemas nessa situação”, disse o prefeito de Gurupi. “Não tenho nenhum tipo de preocupação. Usei de acordo com as regras da Casa”, afirmou o ex-deputado. Já o ex-deputado Osvaldo Reis afirmou que a denúncia não pesa contra ele porque ressarciu todos valores àquela Casa de Leis. “As passagens que autorizei fazer eu ressarci. Você pode usar como crédito, mas depois você paga. Não devo passagem para a Câmara. É crime se usar e não pagar, mas as que usei, paguei. E não foram muitas. Não tem problema comigo”, redarguiu Reis. Em contrapartida, o prefeito de Paraíso do Tocantins, Moisés Avelino, admitiu que utilizou a cota de passagens para familiares mais próximos, mas minimizou a prática e demonstrou tranquilidade sobre o assunto. “Não fiz nada errado, todos faziam, a Câmara nunca regulamentou essa proibição, nunca recebi essa orientação”, disse o peemedebista. “Não tem como fazer a defesa agora. Vamos aguardar para ver se a Justiça vai acatar a denúncia”, concluiu. Nilmar Ruiz e Darci Coelho também estão entre os denunciados pelo Ministério Público Federal, mas não quiseram se manifestar antes do voto do desembargador que acatará ou não a denúncia. A verdade é que a utilização dessas benesses só diminuiu a partir de 2009, quando as práticas foram divulgadas e passaram a ser investigadas pelo MPF. O argumento que “todos faziam” além de pífio é imoral, uma vez que o dinheiro público não brota nos jardins da casa da moeda, em Brasília. Todas essas passagens foram quitadas com verbas públicas, oriundas dos impostos pagos pelos brasileiros. Os políticos – não apenas os tocantinenses – deveriam zelar pela coisa pública com mais eficiência e responsabilidade e não apresentar discursos prontos ou frases de efeito. O mais desanimador é que na maioria das vezes, esses mesmos descompromissados com o erário, vez por outra, são eleitos novamente. (Dock Júnior)
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo de Goiás estaria reservada para um deputado federal. Mas, como a maioria dos parlamentares não quer assumir cargos no governo do Estado — alegando que as secretarias não têm dinheiro e que até os fundos estão contingenciados pela Secretaria da Fazenda —, pode-se optar por uma solução mais caseira.
O que se sabe é que Luiz Maronesi não permanece como titular.
Com a venda da Celg, e uma ligeira recuperação da economia, o governo terá dinheiro para investimentos. É um alento.
O líder do PP Sandes Júnior deve ser mantido na Câmara dos Deputados. Se não for possível, assumirá cargo no governo do Estado ou irá para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
O fato é que Sandes Júnior será prestigiado pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, que o avalia como um político qualitativo e leal. Sandes Júnior, sempre diz o tucano-chefe, abriu-lhe portas nos tempos do governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
A ex-presidente Dilma Rousseff, leitora de Philip Roth e John Updike (um editor do Jornal Opção testou-a e comprovou que leu os dois autores, e muito bem), pretende publicar um romance policial.
Ao saber disso, humoristas amadores decidiram sugerir dois títulos para a obra. Primeiro, “Eu Matei a Presidente” e, segundo, “A Presidente Que Matou um País”. Faz sentido, como dizem os colunistas sociais disfarçados de colunistas políticos, como Jarbas Rodrigues Jr.
A P. D. James dos trópicos já teria sido sondada por várias editoras.
O prefeito eleito de Uruaçu, Valmir Pedro (PSDB), ainda não assumiu o governo, mas já está trabalhando como se fosse o gestor do município. Já esteve em Brasília, conversando com deputados federais e senadores, e, aos poucos, assenhora-se da situação da prefeitura.
Quando assumir a prefeitura, longe de ficar reclamando, Valmir Pedro vai começar a trabalhar logo no primeiro dia. Ele pretende fazer uma gestão criativa, com o olhar voltado não para trás, e sim sempre para frente.
O governador Marconi Perillo assumiu o compromisso de ajudá-lo a viabilizar a gestão de Uruaçu, que, sobre o comando de Solange Bertulino (PMDB), sem aptidão para a gestão pública, retrocedeu. Valmir Pedro quer recuperar o tempo perdido.
O deputado federal Thiago Peixoto é um dos patronos de Valmir Pedro. “Vai ser um grande prefeito”, sugere o parlamentar do PSD.
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Heuler Cruvinel, Juraci Martins e Lissauer Vieira | Arquivo[/caption]
A base do governo de Marconi Perillo, depois de uma avaliação detida da eleição para prefeito de Rio Verde, chegou a três conclusões sobre a derrota dupla da base, com os candidatos Heuler Cruvinel, do PSD, e Lissauer Vieira, do PSB.
Primeiro, a divisão da base fortaleceu candidatura de Paulo do Vale, o prefeito eleito pelo PMDB. Segundo, a má gestão de Juraci Martins sugeriu aos eleitores que era preciso renovar. Terceiro, e talvez mais decisivo, Juraci Martins, por levar a sério picuinhas e não se comportar como líder de fato, contribuiu, de maneira decisiva, para dividir a base governista no município. Se tivesse se comportado como líder, bancando Lissauer Vieira como vice de Heuler Cruvinel, hoje possivelmente a base marconista teria um prefeito eleito em Rio Verde. A preocupação de Juraci Martins era muito mais contribuir para a derrota de Heuler Cruvinel do que para eleger Lissauer Vieira e derrotar Paulo do Vale.
Juraci Martins vai ficar na história de Rio Verde como o político que, não sendo líder, detonou a base governista na cidade.
Depois de perder a eleição para prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso, sondado para ocupar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo de Marconi Perillo, teria dito que, em tempo de crise aguda e alta competição, prefere retomar o comando de sua empresa, a Cicopal.
O deputado federal Marcos Abrão, do PPS, permanece cotado para assumir uma secretaria do governo de Goiás.
Marcos Abrão, que é uma liderança emergente do PPS em Brasília — elogiado por seus pares pela dedicação à Câmara dos Deputados —, é um dos nomes cotados para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
A rigor, pelo fato de ser presidente do partido e por ter uma atuação tida como destacada em Brasília pela cúpula do PPS, prefere ficar na Câmara dos Deputados.
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Foto: O grito, de Edvard Munch[/caption]
Os líderes do PSB e o PPS se comportam como se fossem oposição ao governo de Marconi Perillo, em Goiás. No entanto, não entregam os vários cargos — como a cobiçada presidência da Agência de Habitação (Agehab) — nem que a vaca tussa em aramaico ou iídiche.
Trata-se de um comportamento que beira à esquizofrenia política. Os dois partidos querem o bônus mas não o ônus de ser governo.
O governador Marconi Perillo não conversou sobre reforma do secretariado com ninguém. Tanto que a escolha do advogado e economista Fernando Navarrete para a Secretaria da Fazenda pegou todo mundo, inclusive os mais próximos do tucano-chefe, de surpresa.
O governador tem dito, aos auxiliares e aliados mais próximos, que só vai discutir a reforma da equipe em dezembro. Ele quer conversar muito com os líderes de sua base política antes de definir algumas das novas figuras chaves do governo.
Quando governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, quando sondado ou pressionado por algum aliado que queria ser nomeado para cargos importantes, sugeria: “Meu filho, diga que foi convidado e não aceitou. Assim, você sai por cima”.
Outra lição de Tancredo Neves: depois que um político ganha uma eleição, seus principais adversários deixam de ser os oposicionistas e passam a ser os seus aliados.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, quer uma equipe mais pró-ativa e criativa, que trabalhe mais e reclame menos da crise.
Afinal, administrar com muito dinheiro é fácil. A arte verdadeira é administrar com recursos escassos.

