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Enquanto os aliados estaduais seguem firmes com a pré-candidatura do vice José Eliton, os opositores não conseguem convergir em torno de um nome
O ítalo-brasileiro Nestore Scodro fundou, com o irmão, em 1953, a fábrica Mabel, que depois se instalou em Goiás; livro que conta a história terá lançamento no dia 16, às 19h, na Livraria Saraiva do Shopping Flamboyant, em Goiânia
Provar que investigados em casos de crimes complexos, tais como corrupção e lavagem de dinheiro, são, de fato, culpados é uma árdua tarefa. Este tipo de crime exige um adequado manejo das chamadas “provas indiretas”
Ex-ministro é apontado por delatores como um dos principais operadores do partido no esquema de propinas
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Mateus Ferreira da Silva: agredido pela Polícia Militar em Goiânia | Reprodução: Facebook[/caption]
Se há uma assimetria perfeitamente visível na imprensa (e na esquerda em geral) é aquela entre o respeito que se dispensa a um marginal e o que se defere a um policial. Tomemos o caso do black bloc Mateus Ferreira da Silva, que sofreu violenta pancada, desferida por um policial, em tumulto no dia 28 de abril, em Goiânia. Todas as simpatias da imprensa se dirigiram a ele: em nenhum momento foi evidenciado que Mateus Ferreira era um dos ativos participantes de depredações a estabelecimentos comerciais e ateamento de fogo em materiais encontrados na rua.
Desde logo foi intitulado “estudante”, a despeito de se encontrar naquela demonstração não como tal, de maneira ordeira, mas como integrante de uma turma de encapuzados dispostos a tudo. E é preciso ser claro que o termo estudante se aplicaria melhor a um adolescente, um “teenager”, do que a alguém bastante maduro, bem passado dos 30 anos, como Mateus Ferreira.
A imprensa foi pródiga no entrevistar seus parentes, e evidenciar suas qualidades. A estes parentes não foi perguntado se advertiram Mateus Ferreira para se abster, se participasse de movimentações de rua, de depredações e agressões, que constituem crime. Mas vá lá. Mateus foi hospitalizado e passou por maus momentos. A todos nós, de boa vontade, cumpre desejar que se recupere e não se meta mais em episódios semelhantes, para o bem de todos e felicidade geral da nação.
Mas chama a atenção, e peço aos leitores, como sempre faço, que me desmintam, se adianto inverdades: essa mesma imprensa, e essa esquerda, que tantas atenções dispensaram a Mateus Ferreira, até em nível nacional, sempre se calaram quando as vítimas de tumultos foram policiais. Um exemplo recentíssimo: dois dias antes do ocorrido com Mateus, na Universidade de São Paulo (USP), um grupo de universitários encapuzados, também a pretexto de protestar contra a reforma da Previdência, depredava e incendiava uma agência do Banco Santander, instalada no campus universitário justamente para atender os alunos. Um soldado da PM paulista, chamado a intervir, sofreu violenta pedrada na cabeça, e teve que ser internado com suspeita de traumatismo. Não teve qualquer solidariedade dos jornalistas, sua família não foi procurada. Nem sequer seu nome foi divulgado. E estava ali (ao contrário de Mateus Ferreira) para impor a ordem mínima necessária e para resguardar o patrimônio da universidade e dos próprios universitários turbulentos.
No fim de novembro passado, num protesto contra a PEC dos Gastos Públicos, um grupo de black blocs em Brasília incendiava viaturas e depredava prédios públicos, quando a PM (que já levou até flechadas de índios) foi chamada. A reação dos black blocs foi violenta. Um cabo da PM, esfaqueado, foi hospitalizado. Um soldado foi atingido com uma pedrada na cabeça e também hospitalizado. Sabe o leitor o nome deles? Nem eu.
Para a imprensa e as esquerdas, eles eram — e são — ninguém. Em Goiânia, estiveram três senadores visitando Mateus Ferreira: Gleisi Hoffman, Lindbergh Farias e Fátima (“é gópi!”) Bezerra. Nunca passou pela cabeça de nenhum deles visitar um policial ferido, ou prestar solidariedade a sua família. São livres para fazer o que quiserem, e muita gente boa acha que sua visita não engrandece, mas compromete Mateus Ferreira ainda mais com o que está errado. Mas o fato é que revolta muita gente o tratamento que a esquerdalha dispensa aos nossos policiais. Eu poderia citar muitos casos semelhantes. Mas para o bom entendedor, basta.
Por que pegam pesado contra Eduardo Cunha e esquecem Renan Calheiros?
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Eduardo Cunha e Renan Calheiros: fica-se com a impressão de que o primeiro é protegido e o segundo, não[/caption]
É assimétrico o tratamento que o Ministério Público e a Justiça dispensam a uns e outros nos recentes casos de corrupção. Já no mensalão chamou a atenção geral a disparidade entre as condenações do núcleo publicitário (Marcos Valério, por exemplo, foi condenado a 37 anos e seu sócio Ramon Hollerbach a 27 anos), do núcleo financeiro (Kátia Rabello e José Roberto Salgado, ambos do Banco Rural e ambos condenados a 14 anos) e aquelas do núcleo político (José Dirceu condenado a sete anos e Delúbio Soares a seis anos, por exemplo).
Se tal disparidade causou estranheza, por outro lado foi benéfica ao país no Petrolão. Foi ela que ocasionou, por medo de condenações pesadas, a enxurrada de delações premiadas, permitindo que se levantasse o véu que encobria, desde o governo Fernando Henrique Cardoso, a promiscuidade entre empreiteiras e políticos. Agravada, lembremo-nos, nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff, com a adesão dos governos “bolivarianos” estrangeiros à quadrilha.
Mas ainda existem estranhezas: por que tanta celeridade nos processos quando se tratava do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, hoje engaiolado, e não se aborrece o ex-presidente do Senado Renan Calheiros, a despeito da penca de processos abertos contra ele?
Há uma sequência de depoimentos, ações, ameaças de prisão e até prisões quanto a algumas madames de atolados nos últimos escândalos, como Cláudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha e Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral. Mas a “amiga” de Lula, Rosemeire Noronha, a despeito de ter “pintado o sete”, não é incomodada por ninguém, tendo sofrido apenas uma busca e apreensão de computadores, ao início de sua investigação pela Polícia Federal. E, “last but not least”, com evidências até menores, grandes empresas (como a Petrobrás) e Fundos de Pensão (como o Postalis, dos Correios e o Petros, da Petrobrás) foram investigados, mas ninguém até hoje bateu às portas suspeitíssimas do BNDES, de onde saíram os recursos para os “campeões nacionais” amigos do petismo, que quebraram e deixaram enormes buracos na instituição, e para os governos “bolivarianos” implantarem obras em seus países, também dirigidas a empreiteiras cúmplices. E de difícil retorno aos cofres do Banco.
A sociedade vai pagar pelo “mico” da telefônica Oi
Há algo de muito assimétrico entre as situações financeiras das operadoras de telefonia que operam no país. Enquanto Claro, Vivo e TIM funcionam normalmente, ao menos em aparência, e se enfrentam prejuízos, estes são apenas ocasionais, a Oi se arrasta em situação de agonia, e não encontra uma solução para sua situação pré-falimentar, para dizer o mínimo. Mesmo com todo esforço do governo e de grupos interessados, que estão dispostos a apostas no enorme potencial das comunicações brasileiras, a situação da Oi parece apenas se agravar a cada dia. Quando se fala em sua dívida estratosférica (65 bilhões de reais!), surgem as perguntas: como é possível uma empresa acumular tal passivo? O que ocorreu em sua história para chegar a esse disparate? Quem quiser a resposta, leia a revista “Piauí” número 125, de fevereiro deste ano. Vai encontrar um soberbo trabalho de reportagem, que só pode ser feito se somar determinação, faro de jornalista, boas fontes de informação e ajuda de quem tem muito conhecimento de finanças e contabilidade. Tudo isso está ali. Consuelo Diegues conta, ao longo de oito páginas (reportagem longa, mesmo para o perfil da excepcional revista), com detalhes, a história da Oi, que daria um bom roteiro para um filme hollywoodiano. Ingredientes não faltam: movimentações suspeitas de figuras do alto escalão do governo em países de três continentes (Brasil, Portugal e Angola), lances ousados de negócios, acionistas majoritários beneficiados enquanto a empresa afundava. E curiosidades, muitas curiosidades. Como a do filho do presidente Lula com interesses não muito explicados na empresa, um decreto do governo brasileiro (sob Lula) feito sob medida para um único negócio, a presença de José Dirceu (sempre ele) como lobista, uma parceria entre um empresário ligadíssimo a Lula (Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez) e o irmão do líder do principal partido de oposição a Lula no Congresso (Carlos Jereissati, da La Fonte, irmão do senador Tasso Jereissati), megacomplicações acionárias em Portugal e no Brasil envolvendo até um ex-primeiro-ministro português (e amigo de Lula), José Sócrates (que chegou a ser preso), e muita coisa mais. E Consuelo responde, em sua reportagem, aquela pergunta lá de cima: como a Oi acumulou tal passivo? “Pela utilização abusiva da empresa por seus antigos controladores — os grupos Andrade Gutierrez e La Fonte — e a excessiva interferência governamental.” Quem herdará o mico? Não é difícil de prever. Basta saber quem são os credores maiores da Oi: BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e os acionistas minoritários. Em outras palavras, sobrará para você, leitor. Vale a pena ler a reportagem. E perguntar uma vez mais: nunca será aberta a caixa de segredos do BNDES?
Curso de capacitação oferecido pela metodologia Empretec, da Organização das Nações Unidas, forma, por ano, 10 mil pessoas no Brasil
Um dos principais nomes da campanha vitoriosa em 2015, conselheiro federal explica os motivos que o afastaram do comando da entidade e faz críticas graves ao principal dirigente
Parlamentar do PMDB aponta irregularidades cometidas pelo prefeito de Palmas, tanto na área legislativa quanto na administração da capital
Com texto adaptado e valorizando a história de um dos maiores nomes da religião em Goiás, a obra vem sendo elogiada nas redes sociais e por plateias
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Gaguim recorre a correligionários de outros Estados na tentativa de emplacar lei que impediria candidatura de Amastha | Foto: Divulgação[/caption]
Em política, quando não há fatos, proliferam os factoides, ou seja, aquelas informações que se divulgam ou aceitam como fatos verdadeiros devido a forma como são apresentadas ou repetidas, mas cujo fundamento real é duvidoso.
Um conhecido e popularesco jornal da capital tocantinense publicou nesta última semana, uma “pesquisa” do Instituto Vope, que traz um hipotético cenário para a disputa do governo do Estado do Tocantins e, também, do Senado Federal em 2018, quando estará em disputa, dois terços das vagas.
Segundo aquele semanário, o deputado federal Carlos Gaguim (PTN) possuiria 7% das intenções de voto para governador, aparecendo em quarto lugar e, caso o cargo disputado fosse o de senador, estaria em terceiro lugar, com 9%.
O parlamentar compartilhou e repercutiu a referida pesquisa em suas redes sociais, enfatizando que “obteve um resultado positivo para uma possível candidatura ao Senado”. Já os outros nomes que apareceram na lista permaneceram silentes.
O certo é que nesta linha de raciocínio, resta claro que Gaguim não pretende se reeleger deputado federal. Pelo andar da carruagem, ele almeja uma vaga no Senado da República ou mesmo disputar, novamente, o governo do Tocantins, desde que o cenário se mostre favorável, face a rejeição dos pretensos candidatos que já se apresentaram.
Entretanto, o deputado não é do estilo que aguarda os acontecimentos para ver como é que fica. Gaguim é do tipo que “mexe os pauzinhos”, como diz o adágio popular. A última cartada dele foi o voto favorável, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, pela admissibilidade da polêmica PEC que insere no rol de cargos privativos de brasileiros natos os de senador, governador, vice-governador e de ministro das Relações Exteriores. A matéria foi, inclusive, batizada no Congresso Nacional de “PEC Amastha”, numa referência a um possível ardil para impedir a candidatura do prefeito de Palmas ao Palácio Araguaia ou ao Senado, uma vez que chefe do Executivo palmense, após sua reeleição, se tornou uma “pedra no sapato”.
O parecer pela admissibilidade, de lavra da deputada carioca Soraya Santos (PMDB-RJ), foi aprovado por ampla maioria, com apenas três votos contrários. Gaguim justificou seu votou enfatizando a necessidade da medida para “resguardar a segurança nacional” diante das ações de grupos terroristas, que, segundo ele, têm se intensificado no País e no mundo.
Quando questionado se a PEC não era uma manobra para travar uma possível candidatura de Amastha, o parlamentar saiu pela tangente e disse, em tom sarcástico, que a situação “é fácil de resolver, é só o prefeito renunciar à cidadania colombiana e se tornar um cidadão somente brasileiro”.
É sabido e notório que não é tão simples assim, como o deputado quis levar a crer. Para não parecer tão óbvio qual era o alvo – uma vez que não há nenhum outro político estrangeiro que tenha tamanha intenção de votos, hoje, no país – a PEC foi proposta por um aliado do Maranhão, Hildo Rocha (PMDB-MA), e o parecer de admissibilidade proferido por outra aliada, do Rio de Janeiro, também do PMDB, partido em que Gaguim tem muitos parceiros, vez que sua eleição à Câmara Federal se deu por esta sigla.
Ressalta-se que não é que o deputado federal tocantinense seja o único interessado em alijar Amastha da disputa. Longe disso. Há muitos outros “companheiros” engajados nessa luta, entretanto, Gaguim tem empunhado essa bandeira explicitamente. O parlamentar vem rompendo em duas frentes e, no momento adequado, escolherá a opção menos arriscada, governo ou Senado. Contudo, desde já, atua nos bastidores, com a finalidade de “excluir legalmente” o possível futuro concorrente que, ameaçadoramente, pode contrariar seus interesses. (Dock Jr.)
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Reunião em busca de adequar à Lei Orgânica dos Municípios, a ser revisada[/caption]
O vereador Diogo Fernandes (PSD), presidente da Comissão Especial para a elaboração de estudos e propostas para a revisão do Regimento Interno da Câmara de Palmas e da Lei Orgânica do Município, acompanhado dos vereadores Tiago Andrino (PSB), Vandim da Cerâmica (PSDC) e Vanda Monteiro (PSL) se reuniram com o prefeito Carlos Amastha (PSB), na quinta-feira, 11, quando convidaram oficialmente o Poder Executivo para contribuir na revisão da Lei Orgânica municipal.
Na ocasião, Fernandes explicou a importância da contribuição do Executivo. “É fundamental a participação do Executivo, já que se trata da lei municipal”, ressaltou, acrescentando que convidará também o Poder Judiciário, para que a legislação mais moderna seja em consonância com a Constituição Federal.
Para o prefeito Carlos Amastha, a revisão é necessária e ele informou que, através de decreto, vai criar uma comissão para analisar o que deve e o que pode adequar à lei. Após ser criada, a comissão terá 45 dias para apresentar parecer à Comissão Especial.
Instalada pelo presidente da Câmara de Palmas, José do Lago Folha Filho (PSD), no dia 27 do mês passado, a Comissão Especial tem prazo de 120 dias para apresentar o resultado da revisão do Regimento Interno e da Lei Orgânica do Município.
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O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Sílvio Pinheiro, efetuou o pagamento de R$ 1.139.344,94 para dez cidades tocantinenses, no início do mês de maio, por solicitação da deputada Professora Dorinha (DEM), após audiência com ele, informa a assessoria da deputada. Esses recursos são referentes a pagamentos de parcelas que vão sendo efetuadas de acordo com o andamento e execução das obras, que vêm sendo acompanhadas pela parlamentar. São obras de creches, escolas e quadras escolares. Município beneficiados: Araguaína – R$ 145.201,36 (creche no povoado Novo Horizonte); Araguacema – R$ 25 mil (quadra escolar coberta); Babaçulândia – R$ 63.358,24 (Creche Criança Esperança); Bandeirante – R$ 168.185,94 (quadra escolar coberta); Filadélfia – R$ 218.973,93 (quadra escolar coberta); Itapiratins – R$ 175.363,77 (escola); Itaporã – R$ 20,4 mil (quadra escolar coberta); Pedro Afonso – R$ 57.781,32 (Creche) e R$ 71.536,92 (escola); Santa Maria – R$ 40.548,82 (quadra escolar); Tupirama – R$ 152.994,64 (quadra escolar coberta).
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Marcelo Miranda cumprimenta paciene no HGP: novas acomodações | Foto: Aldemar Ribeiro/Governo do Tocantins[/caption]
Na segunda-feira, 8, a nova ala de internação do Hospital Geral de Palmas (HGP), localizada no segundo andar do prédio, recebeu a visita do governador Marcelo Miranda (PMDB), acompanhado do secretário de Saúde, Marcos Musafir, outros secretários de Estados, deputados, e representantes da empresa LDN, responsável pela obra de ampliação do complexo hospitalar.
“Estamos dando continuidade às reformas e as obras. No outro andar, igual a esse, teremos mais 96 leitos. A nova Unidade de Terapia Intensiva contará com 60 leitos. Também teremos um novo centro de trauma e nova Emergência Clínica, além do novo centro cirúrgico, que totalizará mais dez salas de cirurgias. Os outros hospitais também estão recebendo melhorias necessárias. O foco é proporcionar mais dignidade e humanização às pessoas que precisam de atendimento”, destacou o secretário Marcos Musafir.
A segunda etapa da obra deve ser entregue ainda este ano.
Os 96 novos leitos de enfermaria dispostos em 48 quartos já fazem parte da vida e do ambiente hospitalar de dezenas de pacientes do HGP. O novo local, com quartos mais confortáveis e banheiros amplos e adaptados está acomodando pacientes que estavam no anexo provisório, uma tenda colocada provisoriamente na unidade, no ano de 2013. Dos 96 transferidos, 51 estavam internados na tenda, 7 na sala verde e 38 no corredor.
Com a desativação da tenda haverá uma economia de mais de R$ 50 mil/mês. O valor deverá ser revertido em aquisição de medicamentos e insumos. “Quero agradecer todos os profissionais envolvidos que acreditaram em nós. A minha gratidão a todos eles. Mais uma vez mostramos o compromisso que assumimos com a população e com a saúde do Estado”, frisou o governador Marcelo Miranda.
Se curvar diante de poderosos opressores do livre exercício da advocacia é um ato tão covarde como lavar as mãos em face da violência cometida contra advogadas e advogados e reforçar opressores. Ninguém deve temer ser investigado, principalmente quando não tem culpa sobre as ilações. Todavia, é de estranhar que algumas instituições de classe que deveriam ser utilizadas como entidades públicas sejam usadas por poderosos em benefício próprio. Enquanto a OAB-RJ e o Conselho Federal da OAB criam aplicativo em defesa da advocacia, algumas seccionais se acovardam diante de poderosos em detrimento do pleno exercício da profissão. É comum uma advogada ou advogado sofrer ameaça em plena audiência dentro da casa da Justiça? Para mim, quando isso acontece não é o profissional do Direito que foi constrangido, mas sim toda uma classe, pois, se não se respeita o profissional no exercício de sua atividade, também não se respeita sua categoria profissional e o que é pior, nem o próprio Poder Judiciário, pois o Fórum é a casa da Justiça quando vivemos em um Estado em que o cumprimento das leis é um dever e não um direito. Por certo, alguns exemplos devem ser seguidos, como o da OAB-RJ, que recentemente, ao lado do Conselho Federal, lançou um aplicativo para celulares, como ferramenta para ajudar a categoria a defender suas prerrogativas e denunciar possíveis descumprimentos. O aplicativo para smartphones Prerrogativas Mobile foi desenvolvido como uma plataforma universal na qual advogados podem denunciar violações de prerrogativas. Ele já está disponível na Apple Store (para iPhones) e na Google Play (para aparelhos do sistema Android). Uma das novidades do aplicativo é o fato de que o advogado poderá acompanhar o andamento das investigações. A OAB-RJ lançou também um Guia de Prerrogativas. Trata-se de um manual prático, de 63 páginas, que elenca, em oito tópicos, as prerrogativas dos advogados: tratamento ao advogado; inviolabilidade da palavra; prisão/busca e apreensão; honorários advocatícios; despachar com magistrado; visto de autos; advocacia criminal; e desagravo público. De acordo com o presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, o objetivo do guia é fornecer informações aos advogados sobre suas prerrogativas. Com isso, os profissionais poderão defender seus direitos de forma fundamentada, disse o dirigente à ConJur. Tanto o aplicativo quanto o guia buscam aumentar o respeito às prerrogativas e conscientizar não só advogados, mas também magistrados, integrantes do Ministério Público e delegados em relação à importância delas para a sociedade. Segundo o presidente do Conselho Federal, Cláudio Lamachia, as prerrogativas não são um privilégio dos advogados, mas uma forma de garantir que os cidadãos possam lutar eficazmente por seus direitos e se defender em paridade de armas com o Estado. E ainda acrescentou o presidente da OAB-RJ: “Quanto menor o poder do advogado, maior o arbítrio”. Diz o presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros, Técio Lins e Silva: “A criminalização das prerrogativas está no anteprojeto de Código Penal, que já foi aprovado pela comissão sobre o assunto do Senado, da qual fiz parte. Ninguém iria para a cadeia por isso. Mas o juiz, o promotor e o delegado que violassem essas garantias da advocacia teriam de responder a um processo para entender a importância de respeitar os advogados”. Por fim, da reflexão do conhecido “Livro de Eli”, cabe a advogada e advogado que exerce sua profissão com amor e dedicação “combater um bom combate, terminar a corrida, manter a fé” de que dias melhores teremos para todos.

