Com o segundo turno das eleições presidenciais da Argentina sendo realizado neste domingo, 19, cerca de 23 mil argentinos podem votar no Brasil. Segundo a embaixada do país em Brasília, o voto em território estrangeiro é facultativo. Entretanto, todos os que mudaram de país até o dia 25 de abril deste ano estão habilitados a participar do pleito.

Além da embaixada em Brasília, os argentinos podem votar em outros dez consulados espalhados pelo país. Para quem mora em Goiás, a única alternativa de sessão eleitoral é a própria embaixada, assim como os estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima. A votação iniciou a partir das 8h e está marcada para ser finalizada às 18h.

Ao contrário do Brasil, a votação de argentinos que vivem no exterior contempla todos os cargos em disputa. Além de presidente, eles podem participar do pleito que define senadores e outros parlamentares em uma cédula de papel. Já no sistema brasileiro, a única alternativa para residentes brasileiros é votar para presidente.

Com uma disputa acirrada, os argentinos devem decidir hoje quem será o próximo presidente do país: Javier Milei ou Sergio Massa. Atualmente, o candidato peronista está na frente das intenções de voto com 52,1%, segundo a pesquisa da Atlas Intel. Entretanto, o cenário ainda é considerado totalmente aberto.

Abstenção recorde

O pleito realizado em 20 de outubro registrou a maior abstenção em eleições presidenciais desde 1983, período da redemocratização na Argentina. Conforme a Direção Nacional Eleitoral, 74% do eleitorado apto a votar compareceram às urnas.

Ao comparar com 2019, última eleição, 80% dos eleitores foram escolher o presidente. Apesar do baixo comparecimento, o número foi superior ao registrado nas primárias de agosto, quando a abstenção foi de 30%.